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sábado, 27 de abril de 2013

Walden, de Henry David Thoreau, abre a série: “Os livros que amamos”.





Você ai que me lê, por acaso você já se sentiu insatisfeito com a conjuntura em que vive? Com conjuntura quero dizer: esta circunstância  de exagerada valorização dos bens materiais; este  esquema que coloca o o ‘ter’, antes do ‘ser’ e o progresso antes do ser humano? Já achou que talvez fosse possível mandar estes valores todos  às favas,  e partir em busca de uma vida mais simples e autêntica?

Pois foi justamente isto que fez o escritor Henry David Thoreau, quando, aos 27 anos, fechou a escola de vanguarda, que havia fundado com a mãe, e foi morar sozinho, no meio da floresta. A escola dos Thoreau não adotava humilhações nem castigos físicos, que eram a base do ensino de então – por volta da  terceira década do século XIX.  Ela também promovia passeios ao campo e atividades ao ar livre. Precisamente por essas "liberalidades" o método de ensino dos Thoreau não foi bem aceito nos EUA, daquela época. E então o jovem Henry David foi morar na floresta. Com isso ele objetivava ater-se somente aos fatos essenciais da vida. E provar que era possível sim viver feliz, com o mínimo, cercado pela natureza. Sobre esta decisão depois ele escreveria:

Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo o tutano da vida…
Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!”


A experiência de morar sozinho na floresta, numa casinha que ele construiu com as próprias mãos, foi relatada neste livro estupendo, chamado Walden.

Na Wikipédia  é dito que: 

Walden contém tanto uma declaração de independência pessoal, uma experiência social e uma viagem de descoberta espiritual, como também um manual para a autossuficiência.

E eu digo que Walden é um desses livros que, sem  relatar  um drama, é comovente; sem pretensão à sublimidade é poético;  sem  buscar necessariamente a elevação espiritual é transcendente. 

O primeiro livro Walden que li, há muitos anos, no qual sublinhei centenas de frases, e enchi as margens de anotações, desapareceu, no vai-e-vem de livros daqui de casa. Isso para mim foi uma perda irreparável.  Mas logo tratei de arranjar outro (não o definitivo, pois este da foto é um livrinho que contém também o Desobediência Civil, um ensaio escrito por Thoreau, do qual pretendo falar em outra oportunidade, pois este ensaio influenciou demais o pensamento de gente como Liev Tolstói, Mahatma Gandhi, e Martin Luther King). Leio o Walden  sempre que as coisas parecem-me confusas demais. Nele sempre encontro graça e sentido e, de um modo estranho, sinto-me irmanada a Henry David Thoreau.  

Foi inspirado em Walden, que o jovem Christopher McCandless partiu, sem rumo, na década de 90, em busca de simplicidade e liberdade, fato que gerou o filme “Na natureza selvagem”, dirigido por Sean Penn.

(e este é também um dos livros que 'Truman Capote' leva para um dos presos do filme 'Capote'. Alguém aí observou isso? rsrs)

Algumas das boas frases de Walden: 

 Vá confiantemente na direção de seus sonhos. Viva a vida que você imaginou”.


11 comentários:

Déa Prado disse...

Nossa amei o modo como descreveu o livro.
Sou fã do filme "Natureza Selvagem" acho incrível, de uma sapiência tamanha...
Vou comprar e ler com certeza....deve ser incrível.
Obrigada por dividir.
Beijos.

Liliane de Paula disse...

Certamente se eu tivesse lido esse livro, nao veria beleza, que ele deve ter e que vc descreve, Marly.
Nao sou encantada com vida no campo. Sou urbana toda. Consigo vê beleza em barulho, movimento, luzes.
Mas gosto de ler estórias de vida. A experiência dele pode ser interessante.

Sadhia Hage disse...

amei amei ..sou louca por livros querida e este vai ser mais um que vai para minha cabeceira .eu adoro livros que fala do compo
bjão bom final de semana

Larissa Banister disse...

Marly, adorei essa frase “Vá confiantemente na direção de seus sonhos. Viva a vida que você imaginou”.
É o tipo de coisa que me inspira na vida. Adorei a resenha, imagine vc ir contra todos os costumes de uma sociedade e partir para morar numa floresta? Gostei, despertou meu interesse. Beijos

Novelo da Mitinha disse...

Oi,Marly!!!
Faz tempo que nao deixo um comento aqui,ne?
Estamos aqui no Golden Week,e feriado por aqui.
Fui procurar na minha bliblioteca particular de filmes,e acabei de ver o filme.
Bem! Sobre a avaliacao do fime...como mae o filho matou a mae de desespero.,agora como pessoa ele foi a procura de liberdade,mas temos que estar bem preparado para viver na "Natureza Selvagem,pois a Natureza"nao e tao doce como imaginamos.
Mas todo jovem tem esses pensamentos,ate eu nos meus 22 anos queria isso,agora nos meus 50 anos...a minha familia.
Todos tem um modo de pensar e isso e que faz a diferenca,ne?E isto e o nosso mundo e isto e que bom.
Bjus da Normita.

Novelo da Mitinha disse...

Oi,Marly!!!
Faz tempo que nao deixo um comento aqui,ne?
Estamos aqui no Golden Week,e feriado por aqui.
Fui procurar na minha bliblioteca particular de filmes,e acabei de ver o filme.
Bem! Sobre a avaliacao do fime...como mae o filho matou a mae de desespero.,agora como pessoa ele foi a procura de liberdade,mas temos que estar bem preparado para viver na "Natureza Selvagem,pois a Natureza"nao e tao doce como imaginamos.
Mas todo jovem tem esses pensamentos,ate eu nos meus 22 anos queria isso,agora nos meus 50 anos...a minha familia.
Todos tem um modo de pensar e isso e que faz a diferenca,ne?E isto e o nosso mundo e isto e que bom.
Bjus da Normita.

Maria disse...

Passei e gostei muito...guardei lugar para voltar!
Bom domingo!
Maria

Renata Boechat disse...

Hey Darling!

Você deveria ser crítica literária, ah, e de cinema também!
Eita que mulher que sabe de tudo das artes gente!
Fico fascinada
Confesso que na minha santa ignorância ainda não li, mas agora que eu já sei, vou atrás,
que história curiosa essa hein?
Gostei desse moço, sabia?

Milia disse...

Renata tiene razón, deberías ser crítica literaria tienes una capacidad innata par atrapar la esencia del libro y transmitirla...me ha encantado tu relato!
Me han parecido fantásticos, los principios de esa escuela. Y las personas influidas por ese libro son admirables. Por tanto el libro me encantará seguro...veré si puedo encontrarlo.
Un beso y que tengas un buena semana

Jussara Neves Rezende disse...

Marly,
infelizmente enquadro-me (?) na maioria dos homens que "vive uma existência de tranquilo desespero”. Nem tão tranquilo assim, o que talvez me distinga em meio a maioria. Ando profundamente intranquila com a conjuntura atual: política, social, moral... por aí vai. Acho profundamente desesperador as pessoas brigarem por respeito sem respeitarem... distribuirem o dinheiro público de olho no dinheiro alheio... só Jesus - e o seu "bem-aventurado o que tem fome e sede de justiça" - e a poesia!
Tb costumo anotar nas margens e grifar os trechos que me importam: lápis colorido para os trechos poéticos... grafite para aqueles que me servem de estudo...
............
Minha biblioteca está cheio de livros não lidos... a pilha só faz crescer ;)
Semana abençoada pra vc!

Luma Rosa disse...

Ahhhhhh... esse post vale um update para participar da BC "Meu autor favorito" promovido pela Aleska Lemos! :) Sinta-se convidada!!

Eu encontrei a minha Walden Pond em Cabo Frio. Sou contra a opressão das ideias e quando o cotidiano nos massifica, temos que encontrar outro caminho. Nessa era do politicamente correto, o Estado tem interferido demais - muito mais que em 1800 - nas acões humanas e essa "fuga" torna-se necessária para não perdermos a nossa essência e virarmos "ovelhas". O auto conhecimento nos dá uma sabedoria natural, mas e a convivência social?
É preciso encontrar um equilíbrio e, daí que são elas!!
Por falar em equilíbrio, começa hoje a "Semana Sem Telas", uma comemoração anual em que crianças, famílias, escolas e comunidades desligam voluntariamente as telas e ligam a vida (Projeto Criança e Consumo).
Boa semana!!
Beijus,

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