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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Livros (de Anatole France e Joseph Conrad) + Pipoca Doce Colorida





Olá para todos! Comecemos com a pipoca, que foi feita, porque anteontem Bellita comprou um pacote de milho de pipoca, que vem com um sachê de mistura para a cobertura, cuja imagem impressa na embalagem lembrava muito a pipoca doce que ela comia na infância. O sabor da pipoca preparada, porém, era mais parecido com o de xarope para tosse, do que com a conhecida, com o seu  "caramelinho" colorido, rsrs. Não preciso dizer que a pipoca foi toda para o lixo, né? Eu disse a ela que  nem deveria ter comprado aquele produto, pois fazer pipoca doce e colorida em casa é muito simples e eu mesma já a fiz inúmeras vezes.

Pipoca Doce Colorida à minha Moda
(6 porções)

Ingredientes

1/2 xícara de chá de milho de Pipoca
1/2 xícara de chá de açúcar
1/4 de xícara de chá de óleo vegetal (usei de canola)
1/4 de xícara de chá de água
1/4 de colher de chá de corante em gel (ou outro) alimentício

Preparo

Numa frigideira ou panelinha, misture o corante em um pouquinho de água (mais ou menos umas duas colheres de sopa) e leve a frigideira ao fogo bem baixo para que o corante dissolva (se for usar corante em pó ou líquido, simplesmente dissolva a mesma quantidade de corante na água da receita. Eu sempre dissolvo bem o corante, porque isso confere um colorido mais uniforme às pipocas. Se você não se importa com isso, pule esta parte, rsrs. Depois que o corante estiver bem líquido, ponha a mistura na xícara de medida da água (1/4 de xícara) e complete a medida de água. Ponha esta água e os demais ingredientes na pipoqueira e vá mexendo até que estoure a primeira pipoca. Tampe a pipoqueira e vá mexendo a manivela até que todo o milho tenha estourado. Passe a pipoca para uma tigela grande e separe os blocos de pipoca que se formarem com um garfo. Sirva.


Os livros:





Os livros dos quais quero falar são respectivamente de Anatole France e Joseph Conrad. O do Anatole France, O Crime de Sylvestre Bonnard, é um livro curioso, composto por duas estórias que nada têm a ver uma com a outra, e pontilhado, às vezes, por personagens fantásticos, como uma fada, é, no entanto, um bom livro. Ambas as estórias lembram os contos de fadas, com as suas implícitas lições de moral e o triunfo do bem sobre o mal. A ligá-las, há somente a presença do personagem Sylvestre Bonnard um velho escritor erudito, cuja obra aborda santos e é baseada em raros manuscritos de outros eruditos. Anatole France tinha perfeito domínio da arte da escrita e da elaboração de estórias que prendem a atenção do leitor e apelam ao seu bom senso e bondade. Por isso mesmo, foi distinguido com o prêmio Nobel de literatura, em 1921.
Eu comecei a me interessar por Anatole France depois que li o Em busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust. Dizem os estudiosos de Proust que o personagem Bergotte, velho escritor, frequentador  eventual das rodas sociais em que circulava o narrador do "Em busca...", e muito admirado por este, era, na verdade, Anatole France.
Em outra ocasião tenciono voltar a falar da relação de Proust com Anatole France, e da influência que  sofreu dele. Por enquanto, só enfatizo que Anatole France foi não apenas um dos pilares da literatura mundial, mas também um ídolo de Marcel Proust, rsrs.



Já no livro "O Coração das Trevas", tomamos conhecimento de uma viagem que um marinheiro chamado Charles Marlow fez à selva africana. Ele viajou à África como funcionário de uma companhia que comerciava marfim, a fim de fazer o transporte deste bem, num barco à vapor, através de um rio. Chegando à África ele recebe a missão de resgatar e devolver ao país de origem, um chefe de posto, também funcionário da mesma empresa, cujo nome é Kurt. Trata-se de um homem muito conceituado por todos, tido mesmo como prodigioso, brilhante e carismático. Mas o barco com o qual Marlow resgataria Kurt, havia sofrido um naufrágio, dias antes, e se avariara. Então Marlow decide reparar os estragos dele, para assim poder cumprir a sua missão. Finalmente, depois de meses de trabalho, no conserto do barco, Marlow adentra a selva e se avista com Kurt, que aparentemente enlouqueceu, no meio da barbárie, ou no "coração das trevas". Este coração das trevas, aliás, pode ser entendido tanto como o interior da África selvagem, inóspita, incivilizada e assustadora, como também com o coração do próprio Kurt, que se enegreceu, ao entrar em contato com tanta coisa incompreensível, brutal e absurda. Mas Kurt também - na incumbência de dominar o meio e os nativos, para extrair o mafim, atividade que ele desempenhara de modo notável -  havia cometido muitos atos bárbaros, muitos crimes. O livro, em resumo, trata dos horrores vivenciados na implantação das colônias, tanto por parte dos colonizados, pobres selvagens, que de uma hora para outra, tornam-se vítima de uma grande desgraça, lançada em cima deles como um "mistério insolúvel, vindo do mar", quanto dos colonizadores, "vis e gananciosos fantasmas, que invadem uma terra tenebrosa". Kurt acaba por pagar um preço alto, pela opção feita. 
Este é um desses livros de leitura fácil, mas que contem mensagem complexa. Sua estória foi adaptada pelo diretor Francis Ford Coppolla, à guerra do vietnã, no filme Apocalipse Now.

O outro livro que aparece na foto, o Reparação, de Ian McEwan, estou ainda a ler.



23 comentários:

Carina Mendonça disse...

Olá Marly! que delícia de pipoca! há tempos que não como pipoca doce, fiquei na vontade agora rsrs Eu tbm sou apaixonada por livros, mas ando tão enrolada com provas, trabalho etc.. que Tenho deixado a desejar.. rs Adorei a sugestão! bjinhos* I Love Cupcakes

Prata da casa disse...

Querida Marly: adorei a pipoquinha cor-de-rosa. Será que dá para fazer no micro-ondas?
Bjn
Márcia

Fê Dutra disse...

Olá Marly!
Há muito estou te devendo uma visita e quando aqui chego, leio sobre dicas de livros que me deixaram curiosa. Nunca li Proust, nem os autores citados por você. Quem sabe um dia.
E quanto a pipoca rosa achei uma charme. Ideal para saborear lendo um bom livro.
Um beijo

São Ribeiro disse...

Nunca fiz pipoca colorida mas adorei essas e fiquei com muita vontade de fazer.
Da proxima vou expermentar.
bom fim de semana
bjs

Sol Pâtisserie disse...

Isso acontece muito de comprar coisas industrializadas e serem uma porcaria hehe, nunca fiz pipoca colorida mas as suas me parecem deliciosas, bom fds minha querida bjs !!!

✿ chica disse...

Adorei as fotos dessa pipoca linda e as dicas dos livros.Boas pedidas! beijos,lindo fds!chica

Jussara Neves Rezende disse...

Marly, querida,
eu já disse algumas vezes que não sei bem o que me leva a escolher "o livro da vez"... pois não sei o que vi nessa capa do "Reparação", que vc nem terminou de ler, e já estou a desejar a leitura... rs. "O crime de Sylvestre Bonnard" eu li recentemente e minhas impressões se parecem com as suas. Vc diz, elegantemente, que é um livro "curioso" e creio que a palavra correta é essa mesma, mas eu o achei meio "estranho", embora tenha sido muito feliz ao lê-lo porque textos bem escritos me "fisgam" e me fazem bem - rs
A receitinha da pipoca vou copiar para quem sabe um dia fazer um agrado à minha mãe que fica parecendo criança perto de uma pipoca doce. Eu mesma nunca gostei.
Abraço e a continuação de um lindo sábado pra vc!

Léia disse...

Oi Marly, que delicia pipoca doce, nunca usei corantes, ficaram lindas. Leitura é algo que tenho feito pouco pela ausencia de tempo.Minha filha é viciada em leituras vou passar para ela suas dicas.Beijos e um excelente final de semana.

luci disse...

Que pipoca linda que ficou,adorei as dicas dos livros
Marly você perguntou a medida do copo da receita do pão ,pode ser de 250 ml
sim
bom final de semana
beijos

A Paixão da Isa disse...

adoro pipoca e esta esta mt bonita ja levo um cone bjs bfs

Liliane de Paula disse...

Marly querida, aqui pipoca só no microwave. Acho que não gosto só porque sei que tem muita caloria.
Nunca li Anatole de France. E o que conheci dele foi só no colegial que tinha, no meu colégio, aulas de francês. Não lembro de nada. Só do nome dele.
Proust, só li um pedaço de "Em busca do tempo perdido". Até que encontrei na Saraiva, "Em busca do tempo perdido", em quadrinhos, acredita?
E acredita que deixei para comprar depois e depois e não encontrei mais?

Belocas disse...

Há muito que não faço pipocas.
Quando os meus filhos eram pequeninos fazia no tacho. Eles adoravam ouvir as pipocas a estalar. Utilizava só o açúcar para caramelizar e ficavam uma delícia.
As suas pipocas ficaram com uma cor linda.
Bom domingo
Bjs

Zizi Santos disse...

Obrigada pela receitinha da pipoca rosa!
e pelas dicas dos livros que você está lendo.
Vejo que ainda preciso ler esses autores clássicos,pois minha leitura está deficiente nesse campo.
beijos e um bom domingo
Zizi

Liliane de Paula disse...

Marly, vc pode fotografar daí um por de sol? Qdo morei aí, vi que o por de sol era diferente e lindo, do daqui.
Vc tem 2 filhas. Uma é a Lili. O nome da outra?

♥ Wilma ♥ disse...

Duas coisas que gosto muito! Pipoca e livros...tudo de bom!
bjossss

Renata Boechat disse...

Hey Darling!

How´s everything?

estou voltando aos poucos, atolada de serviço essa época do ano, pouco tempo para internet,

Mas não posso abandonar este lugar tão cativante,
As pipoquinhas coloridas, lindas, e as dicas literárias, super interessantes, ainda mais porque já vem com a crítica, tornando tudo mais fácil, e muito mais prazeroso,

Grande abraço,
Bom domingo!

Fabiola disse...

Marly, lindonas estas pipocas, preciso fazer para a criançada. Não sei se você viu, eu fiz e postei a sua receita maravilhosa de bolo de paçoca. Amei de paixão, que sabor delicioso! Beijos mil. Fabiola

Laura Lucia disse...

Olá, Marly,
Passei rapidinho só para deixar o meu MUITO OBRIGADA (maiúsculas mesmo!) pela sua receita de Bolo de Milho de Lata. Simplesmente sensacional! Adorei de muitão! Acabei de comer a primeira fatia -- ainda morninha -- e fiquei morrendo de desejo de repetir, todavia resolvi que precisava sair correndo pra lhe contar da maravilha do seu bolo...
Mil beijos, amiga. Laura Lucia

Adriana Balreira disse...

Marly,
Amei as indicações dos livros. Já ouvi muito falar de Anatole France mas nunca li nada dele. O outro autor não conhecia mas os dois livros me pareceram muito bons.
E essa pipoca doce! Faz tanto tempo que não como uma pipoca! Nunca fiz doce. Vou tentar para o jogo!
Beijos
Adriana

tatiane disse...

Um dia tentei fazer essa pipoca doce (usei aquele açúcar com corante) fiz tudo errado, queimou e agora com seu post aprendi o jeito certo :)
Gostei muito das suas dicas de livros, Em busca do tempo perdido está sempre na minha lista de leituras e nunca começo (agora estou nas literaturas sobre bebês e maternidade, sobrando pouco tempo para a ficção).

beijos e boa semana

rose japan disse...

marly adoro pipoca doce...salgada n muito...

Bjs bjs rose jp

Milaresendes disse...

Oi Marly,
Tuas dicas sempre imperdíveis!
Amei a receitinha da pipoca colorida e os livros também...
Linda semana!
Bjkas
Mila

Rosa Paula disse...

Pipoca doce tem cara de infância mesmo! Na casa do meu pai ainda rola nos dias de jogo do Brasil (que bom que estamos em plena copa!).
Achei o primeiro livro bem interessante e toda a história sobre o autor, que eu não conhecia. Você conseguiu me deixar bem interessada! Com certeza vou procurar...
Beijos,
Rosa

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