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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Natal: Arvorezinha feita de livro ou revista


Olá gente, folheando um dos meus livros de dobraduras de papel dei de cara com esta arvorezinha. Ela é muito fácil de fazer, e por isso mesmo já apareceu em vários blogs gringos. Podem ser feitas com livros* ou revistas, e ficam especialmente lindas quando feitas com livros que têm pautas de músicas. Quanto mais grosso o livro, mais volumosa será a árvore; desaconselho, porém, os livros que não tenham as páginas muito bem coladas na lombada, pois estas se soltarão com facilidade.


Explicação das fotos: 1) faz-se uma dobra diagonal na página  2) Faz-se uma segunda dobra sobre a primeira  3) Dobra-se a ponta para cima (no livro as dobraduras acabam aqui)
4) Voltei a ponta para o lado de dentro da página dobrada. E é só!

* se for usar livros, escolha maus livros. Ou aqueles a que faltam páginas ou tenham sofrido danos que impeçam a leitura, rsrs. 

Com esta já somam cinco arvorezinhas natalinas de papel (ou afins) publicadas neste blog:





"Eu honrarei o Natal em meu coração, e tentarei mantê-lo durante todo o ano."  - Charles Dickens




segunda-feira, 18 de março de 2013

Anna Karenina - Livro e Filme




                                     (imagem do filme Anna Karenina, retirada da Internet)

Atenção: o texto abaixo contém revelações sobre o enredo do livro e filme Anna Karenina (Spoiler!). Se você quer preservar a surpresa não o leia!


Anna Karenina (ou Anna Karênina é um livro do escritor russo Liev Tolstói, publicado entre 1873 e 1877)


Frase anotada do livro:


      "Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira".


O filme Anna Karenina (refiro-em à ultima versão, de 2012) acabou de estrear em nossos cinemas e eu quero muito ir vê-lo, pois sempre tive fascínio por esta personagem. Desde que li o livro de Tolstói – e lá se vão muitos anos -  nunca deixei de pensar em Anna Karenina porque, para mim, trata-se de uma mulher que simboliza muitas coisas: a cegueira obstinada muitas vezes produzida pela paixão, a necessidade de reflexão e renúncia, ante certos impulsos íntimos, a força esmagadora das normas sociais, a opressão das mulheres, a coragem que a vida nos exige, para a realização de alguns sonhos, a diferença existente entre o amor sonhado e o real, o peso da rotina num casamento, a hipocrisia social e muito mais. 

                                    (imagem do filme Anna Karenina, retirada da Internet)
  

Analisando a estória, dentro do contexto social da época (século XIX), a decisão de Anna Karenina de ir viver com o conde Vronsky, quando se percebe apaixonada por ele  – em prejuízo do casamento e vida familiar dela -, nos parece uma temeridade. Todavia, o reverso dessa moeda seria a manutenção de um casamento sem paixão, e que já não dizia nada a ela.  Karenin, o marido de Anna K., é um alto funcionário do império. Ele está bem acomodado dentro do casamento e é muitíssimo mais preocupado com as coisas ligadas à sua função, do que com a própria esposa, que nos é apresentada como uma mulher muito bela. Ele não é um mau marido, por isso tendemos a achar que Anna K. age como uma mulher frívola e superficial. Porém, nem é preciso muita reflexão para percebemos que ela teve de reunir muita coragem e honestidade, para tomar uma decisão tão radical. Foi este o meu ponto de vista ao ler o livro. Mas, uma vez tomada a decisão, gradativamente muitos acontecimentos se somam para arruinar a vida de Anna, fato que nos faz ponderar sobre as grandes conquistas do nosso tempo, no que se refere à liberdade feminina e coisas do gênero. Há também a questão premente do próprio temperamento dela, de sua incapacidade de se manter serena em situações de pressão. Mas o livro trata de muito mais, pois há estórias paralelas também muito interessantes. Vamos ver se o filme é fiel ao livro, rsrs.

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