Olá, meu povo! Este post é mais para mostrar que a gente pode servir qualquer prato, em qualquer festa, independentemente daquilo que a tradição indica, - como eu já disse aqui no blog, mais de uma vez, rsrs. Faço questão de deixar isso claro porque as comidas tradicionais do Natal nem são lá apropriadas para o verão, não é verdade? E olha que por aqui, nessa altura, costuma fazer frio, porque, depois de uns dois meses de calorão, as chuvas caem, e isso faz baixar bem a temperatura.
Faço esta polenta costumeiramente, conforme mostra a foto abaixo. Mas quero sugeri-la também como prato natalino, para aqueles que gostam desta iguaria.
aqui ela foi servida com um antepasto de berinjelas
Polenta firme com molho de tomates
Ingredientes
2 xícaras de fubá mimoso (farinha de milho fina)
1 e 1/2 litros de água (ou água e leite, ou caldo de legumes, galinha ou carne)
2 colheres de chá de sal (se for usar caldo já salgado dispense o sal, ou ajuste-o)
2 colheres de sopa de manteiga
Preparo
Jogue água dentro de uma forma de pudim pequena e escorra a água. Reserve a forma. Ponha a água da receita para ferver com o sal, numa panela de fundo grosso. Quando a água começar a borbulhar, abaixe o fogo e vá despejando o fubá sobre ela - aos poucos - mexendo sempre para não empelotar. Cozinhe, mexendo sempre, por 20-25 minutos (a massa fica grossa). Apague o fogo e acrescente a manteiga. Misture tudo muito bem e despeje imediatamente a mistura na forma preparada. Nivele a mistura com as costas de uma colher e bata a forma sobre a mesa para que a massa se acomode melhor no fundo. Sem isso a polenta pode não apresentar uma aparência lisa e uniforme. Cubra a forma com um pano limpo e espere que a polenta esfrie. Depois de fria leve-a a geladeira, coberta com filme plástico e, no seguinte, desenforme-a no prato em que será apresentada. Faça o molho abaixo, ou o seu molho de tomates preferido, e sirva-o juntamente com a polenta.
Nota: há quem prefira dissolver o fubá na água e levá-lo ao fogo já dissolvido, para evitar que a mistura fique encaroçada.
Molho de Tomates Clássico, à minha moda
Ingredientes
1 cebola cortada em pétalas finas
6 tomates sem pele e sem sementes, bem maduros ou 1
embalagem de molho de tomate pronto (escolha um excelente, que tenha pelo menos
300 gramas)
3 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem,
do bom
1 colher de sopa rasa da mistura de ervas italianas
(orégano, manjericão, manjerona, alecrim e tomilho – mas você pode usar apenas
o manjericão e o orégano)
3 dentes de alho, cortados
5 xícaras de caldo vegetal (ou água)
Sal a gosto
1 boa pitada de açúcar
Preparo
Ponha todos os ingredientes numa panela grande. Tampe a
panela e espere que a mistura ferva. Tire a tampa, reduza o fogo, e
deixe que cozinhe durante 8 minutos. Apague o fogo, passe o molho por uma
peneira e empregue-o.
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Os últimos livros lidos
Li os livros acima nos últimos meses (outubro-novembro). Porém, o A mulher mais linda da Cidade (de Charles Bukowski), e Os Demônios, de Fiódor Dostoiévski, foram releituras.
Os livros do Bukowski são aquelas 'bagaceiras' de sempre, ou ele não faria jus ao apelido - que ele mesmo se deu - de 'Velho Safado'. Sou fã dele assim mesmo, rsrs.
Os Livros e os dias, do argentino naturalizado canadense, Alberto Manguel, é um livro interessante, pois mistura relatos do dia a dia do escritor - registrados durante um ano - com resenhas dos livros que ele se propôs a ler ou reler, durante aquele ano. Muitos dos livros que ele leu, eu já li, e é sempre um prazer saber da opinião de alguém sobre os livros que lemos, né não? rsrs. Contudo, algumas das obras referidas eu desconhecia, como o O Livro de Travesseiro, da dama da corte imperial japonesa, Sei Shônagon, que viveu no século 10. O curioso é que eu já havia visto o filme O Livro de Cabeceira (de 1996), de Peter Greenaway, que foi inspirado em Sei Shônagon, sem atentar para quem teria sido a tal figura. Quero ler o livro dela em breve!
Meu Pescoço é um horror, da Nora Ephron (falecida em 2012), é um livro de ensaios sobre questões do universo feminino. Temas como rugas, maternidade, culinária(!), relacionamentos e coisas do dia a dia da autora são abordados de forma divertida e espirituosa. Eu sempre gostei da Nora Ephron, que também foi roteirista de filmes bacanas como Harry e Sally e Silkwood, entre outros. A máxima abaixo, que eu passei a usar como uma das diretrizes de minha vida, desde que tomei conhecimento dela, é de autoria de Nora Ephron:
"Acima de tudo, seja a heroína da sua vida, não a vítima"
(ela disse isso em um discurso feito às formandas do Wellesley College, em 1996)
(ela disse isso em um discurso feito às formandas do Wellesley College, em 1996)
Acho especialmente importante esta
frase da Nora Ephron, porque ela soube bem transformar as adversidades em
situações positivas. E, podem acreditar, como muitos de nós, ela defrontou-se
com acontecimentos em que teve o coração realmente partido.
Nora Ephron e seu então marido Carl Bernstein
Nihonjin, do
maringaense Oscar Nakasato: A partir da estória de Hideo Inabata, o autor conta
a saga dos imigrantes japoneses no Brasil. E é uma narrativa cheia de
informações sobre as questões relativas aos imigrantes nipônicos: da forte
ligação deles com o Japão, passando pelo profundo respeito que tinham pelo
imperador, o orgulho de serem japoneses, os códigos de honra, etc., tudo é
mencionado e entrelaçado à estória particular da família de Inabata.
Acompanhamos a vida de três gerações, da entrada de Hideo com a esposa no país,
no início do século passado, para o trabalho nas fazendas de café, ao
retorno de um neto dele ao Japão (nos anos mais recentes) para assumir a
condição de dekassegui.
Este livro, que é agradável de ler, já foi premiado duas vezes. (ah, a
palavra nihonjin significa 'japonês', no idioma japonês).
Maurice, de E.M.Foster: Eu já conhecia o Edward Morgan Foster, por causa de
ótimos filmes que foram baseados em livros que ele escreveu, como os Passagem
para a Índia, Retorno a Howards End e Uma Janela para o Amor. Também já
havia visto - mais recentemente - o filme Maurice (com Hugh Grant) que
derivou diretamente deste livro. Trata-se da estória do jovem aristocrata
inglês, Maurice, que aos poucos vai se percebendo gay, e dos relacionamentos
que ele teve após isso. Claro que Maurice é o alter ego do próprio E M Foster,
embora os biógrafos dele nos assegurem hoje, que na época em que o livro foi
escrito, o autor ainda não tinha encontrado os amores que aparecem na estória.
Este livro foi escrito em 1913, mas só foi publicado, postumamente, em 1971,
quando os ventos liberalizantes estavam começando a varrer o planeta.
A arte da Guerra para mulheres, de, Chin-Ning Chu. a autora adaptou o livro clássico e milenar de Sun Tzu, A arte da Guerra, para o universo feminino moderno. As lições do sábio general chinês (sobre as estratégias militares, as ações diplomáticas etc. que ele aconselhava serem observadas nas guerras do seu tempo) são estendidas às mulheres, para que se saiam bem, nos campos de batalha que elas enfrentam atualmente.
Os Demônios, de Fiódor Dostoiévski, Livro de quase 600 páginas, que eu havia lido muitos anos atrás, sem ter tirado o proveito que tirei nesta leitura recente. É a estória de um movimento político, que irrompe abruptamente numa pequena cidade russa e põe abaixo tudo que estava estabelecido até então. Durante grande parte do relato, não acontecem coisas significativas, porém, de repente, um grupo de jovens anarquistas e niilistas estão se mobilizando para 'transformar' o mundo. Entre eles há gente de todo o jeito: do idealista solitário, que acredita que o suicídio é a solução, ao camarada manipulador e cruel, cujo propósito é puramente controlar os outros. Este objetiva, sobretudo, matar um desafeto, aproveitando-se da confusão da revolução. A ironia deste livro é que tal possibilidade, que é deplorada pelo autor, serviu de guia para que fizessem depois, a Revolução Russa, de 1917. Dostoiévski foi tão profético, que os revolucionários de 1917 adotaram até detalhes mínimos, das ações e métodos repulsivos ou temerários praticados por personagens de sua ficção. Este é um grande livro, sem dúvida!
A arte da Guerra para mulheres, de, Chin-Ning Chu. a autora adaptou o livro clássico e milenar de Sun Tzu, A arte da Guerra, para o universo feminino moderno. As lições do sábio general chinês (sobre as estratégias militares, as ações diplomáticas etc. que ele aconselhava serem observadas nas guerras do seu tempo) são estendidas às mulheres, para que se saiam bem, nos campos de batalha que elas enfrentam atualmente.
Tornar Se Como Deus, a Cabala e
Nosso Destino Final de Michael Berg: É um livro que procura motivar uma transformação
espiritual.
Os Demônios, de Fiódor Dostoiévski, Livro de quase 600 páginas, que eu havia lido muitos anos atrás, sem ter tirado o proveito que tirei nesta leitura recente. É a estória de um movimento político, que irrompe abruptamente numa pequena cidade russa e põe abaixo tudo que estava estabelecido até então. Durante grande parte do relato, não acontecem coisas significativas, porém, de repente, um grupo de jovens anarquistas e niilistas estão se mobilizando para 'transformar' o mundo. Entre eles há gente de todo o jeito: do idealista solitário, que acredita que o suicídio é a solução, ao camarada manipulador e cruel, cujo propósito é puramente controlar os outros. Este objetiva, sobretudo, matar um desafeto, aproveitando-se da confusão da revolução. A ironia deste livro é que tal possibilidade, que é deplorada pelo autor, serviu de guia para que fizessem depois, a Revolução Russa, de 1917. Dostoiévski foi tão profético, que os revolucionários de 1917 adotaram até detalhes mínimos, das ações e métodos repulsivos ou temerários praticados por personagens de sua ficção. Este é um grande livro, sem dúvida!



