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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bolinho com bombom e Uma Crítica ao filme Leviatã



Olá! O dia de São Valentim (Valentine's Day) é uma ótima desculpa para a gente fazer artesanatos fofos e comidas especiais, né? rsrs. Resolvi me aproveitar dela para fazer estes bolinhos. Na receita original eles eram chamados de "Cookies", embora fossem mesmo bolos, e eu abri mão dela porque não queria bolinhos com manteiga de amendoim na massa, já que ela aparece também nos bombons do recheio.



Aproveitei então só a idéia da receita original. E a idéia era meter um bombom no topo do bolo, ainda quente, para poder saborear o chocolate molinho, mas não totalmente cremoso nem desfeito. O bombom usado nos bolinhos da primeira foto foi o Reese's, o indicado na receita, que é manteiga de amendoim coberta por uma casquinha de chocolate ao leite (tem deles à venda no Carrefour). Mas eu resolvi também inovar e rechear outros bolinhos com o bombom Alpino. A receita que usei para a massa foi a do bolo Nega Maluca (mas eu poderia ter escolhido outra, claro). E a única coisa que fiz foi tirar uma tampinha do bolo ainda quente e introduzir um bombom no furinho. Nos bolinhos da primeira foto eu resolvi fazer uma rápida cobertura de chocolate, porque o bombom Reese's derreteu demais, e estava deixando o bolinho feio (talvez eu devesse ter esperado que os bolinhos esfriassem pelo menos por uns cinco minutos, rsrs).



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Leviatã

O Leviatã bíblico

                                         (imagem encontrada na Internet)

O meu interesse pelo leviatã começou quando li o livro de Jó (há muitos anos). Nele há um diálogo entre Jó e Deus, em que Este pergunta: “Podes tu com um anzol apanhar o leviatã? ...”. Na época eu não sabia o que era leviatã, então fui pesquisar a palavra. Descobri que o leviatã bíblico seria talvez como a baleia, um animal muito grande, de água, que por causa do seu tamanho não podia ser apanhado com um anzol. Outras interpretações dizem que o leviatã teria sido um monstro aquático. Na idade média a palavra passou a significar também o demônio representante do 5º pecado, a inveja, que seria um dos príncipes do inferno.
                                                             
                                  O Leviatã de Hobbes


Anos depois, na época da faculdade, eu li o Leviatã de Thomas Hobbes, livro escrito no século XVII, que diz que os homens, para não saírem matando-se uns aos outros, e poderem viver em paz, têm de concordar em se submeterem a um poder absoluto e centralizado (o poder do Estado). 


                               O Leviatã de Andrey Zvyagintsev

                              
                                              (imagem encontrada na Internet)

Filme Leviatã (de 2014), do russo Andrey Zvyagintsev


Assisti ao Leviatã de Andrey Zvyagintsev e o achei uma obra formidável. O filme conta a estória de um mecânico, chamado Kolya (Aleksey Serebryakov), cuja propriedade está sendo confiscada pelo prefeito da cidade. Kolya mora há muitos anos numa casa - construída por ele mesmo – na costa do mar de Barents, no noroeste da Rússia. A oficina de Kolya fica ao lado da casa, e os antepassados do mecânico moraram no mesmo lugar. O prefeito, porém, decidiu que a propriedade tinha de passar à prefeitura. E por um preço muito menor do que o de mercado.  

O mecânico então busca a ajuda de um amigo, advogado, a fim de reverter a decisão do prefeito. Este não é o único problema de Kolya, a estória vai desenrolando-se e outros dramas vão surgindo. Contudo, um dos grandes tormentos do mecânico, que é, inclusive, o assunto principal do filme, é a  cadeia de corrupção que assola o lugar. O ato de abuso mais “inofensivo” é o  cometido por um policial de trânsito, que “pede” a Kolya o "favor" de fazer  um serviço no carro de um amigo dele. Atrelada à corrupção – como sempre acontece - está a burocracia infernal.   

A Igreja também é mostrada de forma ambígua e – vamos combinar – conivente com os desmandos e injustiças existentes. A pregação final do padre, hipócrita e  irônica, é um ultraje ao verdadeiro espírito do cristianismo. O filme é impactante e sombrio. A correlação da estória de Kolya com a de Jó está no crescendo de sofrimentos que recaem sobre o pobre mecânico. E o poder do Estado (referência a Hobbes) é ilimitado e implacável.





 
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