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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Maminha na Panela de Pressão (à minha moda). E o Tikun.




Olá, minha gente! Como eu já disse outras vezes, neste blog, se dependesse exclusivamente de mim, e por várias razões, a minha família toda já seria vegetariana. Mas o fato é que a turma daqui sequer cogita nessa possibilidade, então eu tenho que cozinhar carne para eles todos os dias. Preferi preparar esta maminha na panela de pressão, para que ela resultasse especialmente suculenta e macia.

 Maminha na Pressão (à minha moda)

Ingredientes
 
1 peça de maminha (+ ou - 1,5 kg)
1 colher de sobremesa de sal, ou a gosto
2 dentes de alho
1/2 colher (chá) de folhas de tomilho fresco
1 pedaço pequeno de pimenta de cheiro (opcional)
1 folha grande de manjericão
1 folha de louro
2 colheres (sopa) de óleo vegetal (canola, milho, soja, etc.)
1/2 colher (chá) de açúcar
2 colheres (chá) de colorau (para quem não sabe, é urucum em pó; serve para colorir o molho e pode ser substituído por um pouco de molho de tomate ou tomate pelado, bem picado)
1 sachê de caldo de carne (caldo em pó; eu uso Sazón)
300 ml de água
1 e 1/2 colheres (sopa) de molho inglês (do tipo Worcestershire)
4 cebolas pequenas
1 colher (sobremesa) de farinha de trigo (se necessário)

Preparo


 Na véspera (de preferência), soque o alho com o sal, o tomilho, a pimenta e o manjericão, num pilão (almofariz). Faça furos bem pequenos no lado de baixo da carne e esfregue bem a mistura de temperos na peça inteira (os furos são para que os temperos penetrem na carne). Ponha a maminha num saco plástico e leve-a ao refrigerador, para que descanse até o dia seguinte. No momento de preparar a carne, aqueça o óleo, numa panela de pressão grande. Junte o açúcar e quando este começar a dourar, ponha a carne na panela e frite-a de todos os lados, até que fique bem corada. Acrescente a água, o caldo de carne, o molho inglês, o louro e o colorau. Tampe a panela e deixe que a carne cozinhe por 35-40 minutos, abaixando o fogo depois de uns 10 minutos de cozimento.Terminado o tempo, tire o ar da panela, prove o molho e corrija o sal, se for preciso. Espete a carne, se ela estiver macia, como deverá estar, junte as cebolas descascadas e cortadas ao meio. E deixe que estas cozinhem ligeiramente (mais ou menos 2 minutos). Se molho não estiver devidamente encorpado, dilua a farinha de trigo, num pouco de água e acrescente-a ao molho, mexendo para que não empelote. Sirva a carne com as cebolas.

Nota: se preferir, cozinhe a carne já cortada em bifes, como os da foto. Neste caso eles estarão cozidos em 20, minutos, mais ou menos. Se a carne "fizer" água demais, deixe que ela cozinhe um pouco para que a água diminua, ou descarte uma parte dela.



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O Tikun

Tikun Olam  é uma expressão hebraica que significa 'reparar o mundo'. A Cabala, que é uma derivação esotérica do judaísmo, toma este termo como sinônimo de karma. Porém, este conceito não significa apenas karma, mas engloba também aquelas dificuldades que nós temos, e que são a causa de muitos dos nossos problemas. Nossos impulsos para ações más, nossa tendência a reagir aos acontecimentos de forma impensada e potencialmente destrutiva, o incômodo e a irritação que algumas pessoas provocam em nós, nossos medos de enfrentar certas coisas, enfim, todos os transtornos que se repetem periodicamente em nossas vidas, e que exatamente por serem repetitivos já sinalizam que o problema a ser corrigido se encontra em nós, têm a ver com o Tikun. O Tikun é ao mesmo tempo a dificuldade/dívida e a obrigação de corrigi-la ou pagá-la. Corrigindo o nosso Tikun melhoramos o mundo, pelo menos no que diz respeito à nossa presença nele.

Tenho vários livros sobre Cabala. Mas formulei o conceito acima através da leitura deste.



terça-feira, 23 de junho de 2015

Biscoitos bicolores e Dois livros sobre o Aleph






Olá, gente! faz tempo que venho adaptando receitas de biscoitos bicolores, do tipo que produz os biscoitos espiralados, como os da foto, e outros, porque as receitas que nos têm sido apresentadas não costumam dar certo, com os nossos produtos. As tais massas, geralmente de origem gringa, resultam moles demais, impossível de serem trabalhadas, apesar do tempo de refrigeração que elas exigem. No caso desta, não foi diferente, apesar de a receita ter sido apanhada na edição antiga do "Grande Livro de Receitas de Cláudia" (dos anos 70) . Só em bater os olhos nos ingredientes, eu percebi que a massa não resultaria, por isso fiz logo algumas adaptações na receita. Mesmo assim, a massa resultante é delicada, e deve ser manipulada com cuidado. Mas os biscoitos ficam bonitos e gostosos, por isso vale a pena fazê-los.

Na segunda parte deste post eu falo de dois livros que li recentemente, e que tratam de um assunto muito do meu interesse, que é, por assim dizer, o transcendentalismo. Ambos os livros, escritos por homens esclarecidos e até geniais, como é o caso de Jorge Luís Borges, abordam este assunto.


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Biscoitos bicolores

Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo
250 gramas de açúcar
250 gramas de manteiga
1 ovo pequeno 
½ colher de chá de essência de baunilha
1 colher de sopa de rum (opcional)
½ colher de chá de fermento em pó
3 colheres de sopa de chocolate em pó (coloquei 1 colher de cacau e duas de chocolate)

Preparo


Bata a manteiga com o açúcar até que fique fofa. Junte a essência e o rum (se for usá-lo) batendo sempre. Acrescente o ovo, ainda batendo. Em separado, misture o fermento com a farinha e junte-os à mistura de manteiga, batendo tudo rapidamente. Sobre uma mesa levemente enfarinhada, divida a massa em duas partes iguais. Acrescente o chocolate em pó a uma das partes.  Achate as duas massas, em separado, ponha-as em sacos plásticos, separadamente, e leve-as ao refrigerador por no mínimo 1 hora. Com um pedaço de plástico em baixo e outro por cima da massa, abra cada uma separadamente, em retângulos do mesmo tamanho. Ponha uma das massas sobre a outra e enrole-as como rocambole. Corte a massa em fatias e ponha as fatias numa forma untada e enfarinhada. Leve a forma ao forno preaquecido  (180º C) por cerca de 10 minutos. Tire os biscoitos da assadeira e deixe que esfriem sobre uma gradinha.





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Os livros





O Mistério do Alef e O aleph 


Li, não faz muito tempo, os dois livros acima: O Mistério do Alef, de Amir D. Aczel, e O Aleph, do escritor argentino Jorge Luís Borges.

Álef ou Aleph é a primeira letra do alfabeto hebraico (e do de outros povos), que corresponde à nossa letra A. No hebraico, porém, as letras não são apenas letras, mas também sinais ligados aos mistérios do mundo espiritual. E é por isso que elas são chamadas de 'blocos de construção da Criação'. 






No O Mistério do Alef, Amir D. Aczel relata a vida e o trabalho do matemático alemão Georg Cantor, o homem que iniciou o estudo moderno sobre a teoria dos conjuntos (lembram que na escola a gente aprende sobre os conjuntos dos números inteiros, racionais, etc.? pois é). Ocorre que em 1870, Cantor concebeu uma equação para explicar a - digamos - natureza do infinito e usou a letra Aleph, para nomear a tal equação. Esta equação, para além da matemática, teria a possibilidade de explicar os mistérios mais profundos da existência. É interessante notar que a Teoria do Infinito de Cantor é cheia de paradoxos (contradições), que vão totalmente contra o entedimento intuitivo que a gente costuma ter sobre o assunto, rsrs. Mas isso é comum nas ciências. 

Todavia, aconteceu de Cantor cair em depressão, a cada tentativa de aprofundamento de seus estudos sobre o infinito. E a coisa era sempre tão séria, que ele foi internado, várias vezes, em clínica psiquiatríca, onde acabou morrendo. Amir D. Aczel, autor do livro, que é professor na Brandeis University, em Massachusetts, EUA, acha que o estudo de Georg Cantor alcançou um ponto de conhecimento proibido, razão pela qual ele teria sido 'impedido' de dar prosseguimento ao seu trabalho. Outra coisa curiosa é que Georg Cantor não foi o único matemático a enlouquecer, na tentativa de esclarecer estes mistérios, um tal de Kurt Gödel teve o mesmo destino!
A teoria de Georg Cantor não se tornou famosa apenas em razão de suas inúmeras contradições, mas também por ser profundamente filosófica. Achei o ponto de vista do autor muito interessante!







O livro acima, de Jorge Luís Borges, contém 17 contos, sendo O Aleph o último deles. Nesta estória o narrador diz que, por ter morrido uma mulher que ele amou, ele deverá ir à casa da família dela, prestar os seus respeitos. Ele então visita a família, no dia em que a mulher aniversariava (poucos dias depois da morte dela) e na casa encontra o primo da falecida, sendo este um escritor medíocre, mas que se acha talentoso, chamado Carlos Argentino Daneri.
A partir desta visita, o narrador passa a visitar a família da morta anualmente, no dia que seria o dos anos da mulher. E lá ele sempre encontra Daneri, o tal primo, que passa a fazer-lhe confidências. Carlos Argentino Daneri diz que está trabalhando num poema (enorme), chamado “A Terra”, no qual descreve, com todos os detalhes, todos os locais do planeta. Claro que o narrador acha o poema estapafúrdio.
No entanto, os dois homens estabelecem certa relação, a despeito de o narrador, no fundo, não gostar de Daneri. Lá pelas tantas, Carlos Argentino Daneri telefona ao narrador, mostrando-se muito agitado, porque ficara sabendo que a casa em que mora será demolida. O narrador vai encontrar-se com Daneri, na casa deste, e Daneri diz que a casa é essencial para a conclusão do poema que está escrevendo, porque num canto do porão dela existe um Aleph. 
Um Aleph, explica Daneri, é um ponto do espaço que contém todos os demais. O narrador desce ao porão da casa (certo de que Daneri está doido) mas segue as instruções do homem, de “deitar-se no piso de lajota e fixar os olhos no décimo nono degrau da escada”,  a fim de ver o microcosmo, chamado Aleph, referido por alquimistas e cabalistas. 
E aí, depois de um momento de terror, em que o narrador chega a achar que Daneri o deixou ali, no escuro, para que morresse, o milagre acontece, ele enxerga uma pequena esfera furta-cor, de um fulgor quase intolerável, que, bem observada, mostra tudo o que existe, todos os pontos do universo, e todas as coisas existentes, de uma teia de aranha prateada, no centro de uma negra pirâmide, aos desertos equatoriais, e cada um dos seus grãos de areia. O narrador viu tudo, mas tudo mesmo que se possa imaginar. Mas finge que não viu nada. 

No pós escrito ele diz que Carlos Argentino Daneri conquistou o Segundo Prêmio nacional de Literatura, com o seu trabalho.



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