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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Risotto de Funghi Secchi (e uma mesa) - Para o Dia dos Namorados



Olá, gente! O post anterior gerou duas réplicas de leitores que recebem a postagem do blog por e-mail. Um desses leitores - uma mulher - argumentou que um relacionamento não pode se basear só em tribulações, que o casal deve buscar sempre o retorno à leveza e alegrias da vida. Ela disse também, que os casais inteligentes devem procurar manter a magia do primeiro amor. 
Bem, eu concordo plenamente com tudo isso, acho que a gente deve esforçar-se por manter a alegria e a leveza na relação e também a magia, as expectativas e, se possível, a inocência do primeiro amor. 
Mas tenho que dizer que eu não neguei isso, em meu post. O que eu quis dizer (e creio que muitos o entenderam) é que as relações são permeadas por alegrias, tribulações e tristezas, e a gente tem de lidar com tudo. As tribulações e o tédio, aliás, são a causa principal das separações e da descrença das pessoas nos relacionamentos mais longos. Se fosse possível, a gente eliminaria essas coisas da relação, não é verdade? rsrs. Mas não existe esta possibilidade e, na verdade, eu acho que o mundo seria pior sem as tribulações, pois são elas que nos fazem amadurecer. 
Era da necessidade de a gente estar preparada para reconstruir o amor todos os dias, que eu estava falando. As tribulações e o tédio existem em todas as relações, mesmo naquelas em que as duas pessoas do casal são generosas, uma com a outra. Mas, o fato, é que começamos os nossos os relacionamentos quando ainda estamos despreparados para ele. Viver é um processo de amadurecimento, que é o mesmo que dizer que é ir ampliando a compreensão e fortalecendo o caráter. A gente vai aprendendo, esta é a verdade. 
Nesse processo, a gente vai entendendo que o amor é algo mais complexo e mais profundo. Chegar a esta compreensão não é nem um pouco fácil, sobretudo se você achar que o amor "perfeito" deve ser encontrado.
A outra réplica era a de um leitor gay, que disse não ter se visto representado no post. Ah, isso talvez tenha mesmo acontecido, especialmente no que diz respeito às fotos publicadas, sorry, rsrs. Porém, o que é dito no post é universal, vale para todos.


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É tradição aqui no blog apresentar sugestões de pratos para a celebração do dia dos namorados. Desta vez eu trouxe este risoto de cogumelos secos. 
O risoto é um prato fácil de fazer, pode ficar muito saboroso - se bem feito - e também é pura "comfort food", coisas que combinam muito com o dia dos namorados. Eu costumo fazer a receita de um chefe italiano, mas desta vez, adaptei a receita, ainda mais simples, que veio impressa no pacotinho de cogumelos, que é esta, abaixo:

Risoto de funghi Porcini secchi
(adaptada da receita impressa no pacotinho de funghi secchi)

serve 4 porções

Ingredientes

2 xícaras de arroz (Arbório, Carnaroli ou Vialone Nano)
1 cebola média picada
1 dente de alho picado
1 e 1/2 litros de caldo de legumes
25 gramas de funghi secchi porcini (cogumelos Porcini secos) reidratados
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
200 ml de vinho branco seco
100 gramas de queijo parmesão ralado na hora

Preparo

Ponha os cogumelos secos numa tigela com 1 e 1/2 xícaras de água fervente, para reidratá-los (eles devem ficar na água por, pelo menos, 20 minutos). Enquanto isso, faça o caldo de legumes com 1 e 1/2 litros de água, temperando-o a gosto. Depois dos 20 minutos, escorra os cogumelos e reserve a água em que eles estavam. Pique os cogumelos em pedaços e ponha-os de lado. Refogue a cebola e o alho na manteiga, até que fiquem transparentes, Junte o arroz e misture tudo muito bem. Acrescente o vinho e mexa a mistura -  em fogo baixo - até que o vinho evapore. Junte os cogumelos e um pouco do caldo de legumes, mexendo sempre. Vá acrescentando o caldo e a água em que os cogumelos reidrataramaos poucos e, mexendo constantemente. Faça isso até que o arroz esteja cozido "al dente". Desligue o fogo e mantenha a panela tampada por 5 minutos. Sirva o risoto com um pouco de queijo parmesão ralado na hora. 

Nota: eu reservo um pouco do caldo para adicionar aos risoto no instante em que  vou servi-lo, pois gosto dele bem úmido.



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A Mesa e outras imagens "românticas"



                            O amor é azul? -  ( Love is blue - Paul Mauriat)



    a velha guirlanda rústica, que eu mesma fiz e pendurei na porta de um dos armários


             a forminha de cobre e fitas com adornos em forma de coração, para (caixas de presente)
                  
            a latinha, o marcador de páginas e o suspiro de menta (suspiro de menta?)
    sim, andei fazendo suspiros de menta, para aproveitar umas claras, rsrs. Fiz       os suspiros com a receita de sempre. Mas substituí o sumo de limão por             essência de menta (e acrescentei também corante alimentar verde)





sábado, 30 de maio de 2015

Dia dos Namorados - O que é o verdadeiro amor?


                              (filme: Um amor para recordar - a walk to remember)


Olá, gente. Há muitos anos venho observando o modo como os casais que conheço expressam o amor que sentem. Também gosto de ler sobre o tema, o que me deu estas opiniões que agora exponho. A causa disso é a aproximação do dia dos namorados, evento que sempre me leva a pensar no amor romântico, e nas várias fases que ele atravessa, ao longo da vida. O primeiro amor, geralmente surgido na adolescência, é lindo e é ele, ou outro - que ocorre depois - que nos vêm à mente, quando pensamos no dia dos namorados.


                                                  ( filme Os últimos cinco anos)


O amor entre jovens é maravilhoso, pois é cheio de expectativas e inocência. Nesta época, a gente ama o amor, e ama a idéia que faz do outro, que pode ser diferente da pessoa real. Quando nos apaixonamos, o objeto do nosso amor vira uma espécie de obsessão, e só nos sentimos bem quando estamos com ele. Mas esta fase tende a passar. E não é raro que seja seguida pela decepção ou pelo aturdimento, que ocorre quando descobrimos que não sabemos de fato quem é a pessoa com quem estamos. Mas há casais que têm sorte, porque a idéia que um faz do outro corresponde à pessoa real, ou vai  aproximando-se dela, com o passar do tempo.



                                           ( encontrado em psychology.uh.edu)


O amor verdadeiro, porém, é algo profundo e sublime. Ele é construído, mas a sua construção depende de uma motivação que parece vir diretamente da alma. É o amor altruísta e capaz de grandes sacrifícios. É o amor que vivifica o outro, pois quer o seu bem. O amor vivificante é – por exemplo – o do marido que fica cuidando à noite dos filhos pequenos, porque a esposa faz uma faculdade noturna, que talvez seja até paga por ele. É claro que a situação pode ser oposta: é o marido que estuda, enquanto a esposa é a provedora que "encara" o “segundo turno”, em casa, depois de um dia de trabalho duro. A parte sacrificada aceita o sacrifício, porque deseja a plenitude do outro, deseja o bem dele. São muitas as situações que podem envolver sacrifícios numa relação, por isso eu não vou enumerá-las.





A pessoa que ama de verdade sabe que, movendo-se por amor, estará sempre contribuindo para o bem do outro e, por desdobramento, para o bem do mundo. O amor verdadeiro não é tão comum, ele é espiritual, poderoso e de muito valor.






É isso, por enquanto. Até já, com mais coisas sobre o dia dos namorados e o amor!





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