Olá! Andei viajando recentemente com o meu marido, e esta é a razão de haver me demorado para vir atualizar as postagens deste blog, rsrs. Depois que voltei estive a ponto de vir publicar algumas receitas que já fiz, inclusive cheguei a anunciar uma torta de frutas no Facebook, mas resolvi adiar um pouco a publicação dela por causa destas bolachas.

Trata-se de bolachas simples, de manteiga e baunilha, mas elas, que são fáceis e rápidas de fazer, resultam muito saborosas (vejam que as meninas do blog de onde tirei a receita dizem que esta é a melhor). Por isso decidi que mereciam a prioridade. Digo que são rápidas de fazer porque geralmente receitas desse tipo requerem a refrigeração da massa, o que não é o caso desta massa. Outra vantagem desta receita é que ela produz muitas bolachas (cerca de 65) por levar 6 xícaras de farinha. As bolachas também ficam com uma superfície plana, e não abaulada ou "inchada", apesar do fermento que entra nelas, o que as torna perfeitas para receberem decoração com glacê ou outras.
Bolachas de manteiga e baunilha (a melhor receita)
xícara = 240 ml
Ingredientes
2 xícaras de manteiga com sal
2 xícaras de açúcar
2 colheres de sopa de essência de baunilha (coloquei só 1 colher de sopa e achei mais do que suficiente!)
2 ovos
4 colheres de chá de Fermento em pó
6 xícaras de farinha de trigo
Instruções
Unte e enfarinhe duas assadeiras
grandes para biscoitos e deixe-as de lado. Na batedeira e usando o batedor
em forma de âncora, bata a manteiga com o açúcar até que estejam bem
misturados. Adicione a baunilha e os ovos e misture-os bem. Adicione
o fermento e misture-o bem. Acrescente a farinha (duas xícaras de cada
vez), até que misturem bem. Abra a massa com um rolo de massa (é melhor fazer
isso colocando a massa entre dois pedaços de plástico). Ligue o forno em 180º
C. Corte as bolachas na forma desejada. Distribua-as nas assadeiras preparadas
e asse-as em forno preaquecido (em 180ªC) por 6-8 minutos, dependendo do
tamanho e espessura da bolacha (o fundo delas tem que ficar
marrom).

Amok e Xadrez, de Stefan Zweig
Levei estes livros em minha viagem, reli o Grande Gatsby, do Fitzgerald, li o livro do Zweig (que tem duas novelas: Amok e Xadrez), mas não consegui terminar de ler este pequeno livro do Martin Page (Como me tornei estúpido), por causa das muitas saídas que fizemos, mas quero concluir a leitura dele agora.
Atenção! Os textos abaixo fazem revelações sobre os enredos das novelas Amok e Xadrez, de Stefan Zweig!
Amok seria uma palavra malaia que designa uma espécie de loucura que acomete repentinamente um indivíduo, levando-o a sair correndo, furioso, matando as pessoas com quem cruza.
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Um médico alemão, depois ter se envolvido de forma extremada com uma mulher que o leva a cometer atos ilícitos, parte para um remoto distrito da Indonésia (lugar precário e com poucos habitantes), a fim de se afastar do epicentro do escândalo em que se metera, e também para poder exercer livremente a sua profissão, coisa que lhe seria negada em seu país.
Lá, depois de um tempo, ele começa a se ressentir do isolamento, da solidão, do clima e da ausência de seres humanos que lhe sejam semelhantes, mas tenta compensar isso estudando e se dedicando aos seus afazeres.
Deprimido e nostálgico, ele se vê obrigado a permanecer no país por mais tempo, para poder fazer jus a uma pensão que lhe permitirá retornar à Europa e recomeçar a vida.
Um dia ele recebe inesperadamente a visita de uma dama inglesa que, numa conversa cheia de sutilezas e rodeios, pede que lhe seja feito um aborto. De algum modo o médico percebe que o marido da mulher (que se encontra fora do país, devendo retornar em poucos dias) não é o pai da criança e, num assomo de loucura, diz que só a ajudará, caso ela se ‘entregue’ a ele.
Esta proposta deixa a mulher tão surpresa e indignada, que ela chega a gargalhar de nervosismo. Ela se retira da presença dele disposta a nunca mais lhe por os olhos em cima, mas no momento mesmo em que ela sai, o homem cai em si e se arrepende do mal feito.
Daí em diante, o médico fica como que acometido de Amok, no sentido de estar tomado por uma obsessão, um desejo desesperado, mas que, no caso, é o de reparar a ofensa feita à mulher.
O encontro com esta mulher, o sucedido entre os dois, e o que acontece depois marcará o médico para sempre.
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Xadrez
(este foi o último trabalho de Zweig, escrito em Petrópolis, no Rio de Janeiro, poucos meses antes da morte dele)
Aqui a estória se passa num navio que viaja de Nova York a Buenos Aires. Nele se encontra um arrogante campeão de xadrez (excelente jogador, mas um ser humano medíocre e limitado).
Porém, encontra-se também no navio, um advogado que, em consequência das ações perpetradas por Hitler, no período da ascensão do Nazismo, fora detido pela Gestapo por longos meses, num quarto de hotel. O objetivo dessa prisão era o de levar o homem a fazer revelações do interesse do nazismo, para se livrar da tortura psicológica que lhe estava sendo infligida.
Mas, o homem conseguira manter a sanidade e a discrição, porque passara o seu tempo de confinamento disputando imaginárias partidas de xadrez. Deste modo ele adquirira um domínio do jogo capaz de botar em risco o título do
campeão.
Ah, durante os meus dias de descanso eu fiz também o bordado desta bailarina com saião!
Bem, é isso, até a próxima!