terça-feira, 19 de novembro de 2019

Pão de queijo com farinha de milho e uma reflexão sobre a palavra e o silêncio



Olá, queridos leitores! Quem aí gosta de saborear um pão de queijo,  acompanhado de um café recém preparado? É uma delícia, né? Estes pães de queijo têm o diferencial de levar farinha de milho na massa, ingrediente que os deixa ligeiramente mais crocantes e saborosos. Eu acho até que estes são os preferidos de minhas filhas.   

Pão de queijo com farinha de milho

(rende cerca de 50 pãezinhos)

xícara = 240 ml

Ingredientes

4 xícaras de polvilho (usei 3 xícaras de polvilho azedo e 1 ícara de polvilho doce; na receita original só entra o polvilho azedo; você pode usar o azedo ou o doce. ou uma mistura dos dois, como eu fiz)
1 xícara de farinha de milho (usei flocão)
1 e ¼  de xícaras de queijo meia cura ralado (usei o queijo tipo canastra, use qualquer um do tipo Minas, meia cura)
¼ de xícara de queijo parmesão ralado
½ xícara de óleo de cozinha (usei óleo de soja)
¼  de xícara de banha*
1 colher de sopa (rasa) de sal
1 xícara de leite
1 xícara de água
4 ovos médios

Preparo

Numa tigela grande junte o polvilho e a farinha de milho e misture-os muito bem. Ponha a tigela de lado, coberta com um pano. Misture os seguintes ingredientes, numa panela pequena: água, leite, óleo, banha e sal. Leve a panela ao fogo até que a mistura ferva. Jogue esta mistura fervente sobre o polvilho e a farinha de milho e - com uma colher de pau - revolva tudo, até que as farinhas   se assemelhem a uma farofa grossa. Ponha a tigela de lado para que a ‘farofa’ amorne ligeiramente. Então junte os queijos e os ovos e misture tudo, inicialmente usando ainda a colher de pau e depois as mãos (você pode fazer isso numa batedeira de bolo, usando o batedor em forma de gancho). Quando a massa estiver bem misturada e homogênea, ligue o forno em temperatura alta (200º C). Unte as mãos com óleo de cozinha e faça bolinhas com a massa – do tamanho de uma noz. Vá distribuindo as bolinhas num tabuleiro de bordas baixas, ligeiramente untado com óleo de cozinha. Leve o tabuleiro ao forno quente e deixe que os pãezinhos assem por cerca de 35 minutos.

*A banha é opcional, você pode substituí-la por manteiga ou, se desejar, usar apenas os  ¾ de xícara de óleo de cozinha. dispensando a banha.


Observação: as bolinhas de massa podem ser congeladas durante 3 meses. Faça assim. Leve o tabuleiro com as bolinhas recém feitas ao freezer ou ao congelador, e deixe que elas fiquem bem firmes (de uma hora e meia a duas horas, mas não deixe que passe disso, pois o super-congelamento - a descoberto -  pode alterar a textura dos pãezinhos). Então passe as bolinhas congeladas para um saco plástico, feche bem o saco e ponha o de novo no freezer. Quando quiser assar os pãezinhos, distribua-os – ainda congelados - num tabuleiro ligeiramente untado com óleo de cozinha. E leve o tabuleiro ao forno pré-aquecido, bem quente (200ºC), por cerca de 35 minutos (ou até que um dos pãezinhos apresente um ligeiro bronzeado no topo).



embora eu tenha vários livros com receitas de pão de queijo, que levam farinha de milho, usei a deste livretinho acima.


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Ultimamente eu tenho refletido frequentemente sobre as palavras, por ter criado o hábito de ler os comentários que as pessoas fazem - em redes sociais - em postagens de notícias sobre política, ou outros assuntos polêmicos. Dá para ver que muitos dos comentários sem fundamentação lógica (que geralmente são agressivos), não são feitos por - digamos - pessoas reais, mas por perfis falsos ou robôs. E ambos parecem ter apenas três objetivos: causar confusão, implantar uma ideia ou desviar alguma pessoa da explicação coerente e procedente, sobre o fato abordado.
Contudo, todos nós estamos sempre lidando com as palavras e com a possibilidade de nos silenciarmos (que é a escolha de muitos), por isso eu fiz um apanhado sobre a palavra e o silêncio, que é este que exponho abaixo.                                          
O Poder da Palavra e do Silêncio
(reflexões sobre observações, leituras e ponderações sobre a palavra e o silêncio)

Todos nós já experimentamos os poderes das palavras. Percebemos, até por experiências próprias, que a palavras podem ser construtivas e também destrutivas.

A palavra pode consolar ou afligir, elevar ou rebaixar, acalmar ou enfurecer, etc.

O silêncio é geralmente considerado uma virtude, por estar associado à sabedoria, à prudência, educação, decoro, modéstia, etc. O silêncio profundo, ligado à meditação, também é tido como muito poderoso.

Mas o silêncio também pode ser destrutivo, quando a pessoa o usa para - por exemplo - levar vantagens, omitindo as próprias opiniões contrárias, com o intuito de parecer agradável a alguém (um chefe, talvez). É destrutivo, quando é usado - por comodismo ou covardia - para evitar conflitos necessários, E ele pode ser um sinal de desleixo e indiferença.

As palavras podem determinar até mesmo o nosso destino, já que elas tendem a se transformar em ações e situações concretas.  

Vemos então que tanto a palavra quanto o silêncio, requerem discernimento e bom senso.  E que seja qual for o modo como usamos ambos, eles trarão consequências. 

Curiosidades sobre a palavra Fortuna:
(a fortuna concreta é associada às palavras que se proferem)

As palavras Fortuna (Português) e FORTUNE (inglês) têm sentidos iguais, que são:

montante significativo de dinheiro riqueza, propriedades, bens.

mas também significam: destino, fatalidade, sorte. Por isso a gente diz: “a má fortuna foi a causa dos sofrimentos dele” ou “a boa fortuna foi a causa do sucesso” (significando a má sorte ou a boa sorte).

Esta palavra é formada, em inglês, pelas partículas:

For: Para - aquele a que se destina -, por causa de.
Tune: Tom - de voz inclusive - sintonia, consonância.

Em japonês a palavra UNMEI, que significa destino é formada por dois ideogramas que significam, respectivamente:

Un: circular, dar voltas
Mei: Declaração de vida, palavra.

São curiosidades, mas que dão o que pensar, não é verdade? rsrs.

"Os homens sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm de dizer algo". –  (Platão) 

É isso aí, até breve!

7 comentários:

Pedrita disse...

recentemente ouvi uma pessoa dizer q boa parte dos pães de queijo não levam queijo e sim só polvilho. confesso q achei surpreendente. o seu pelo visto leva queijo. eu vi uma entrevista com a manuela dávila e fui ver o q estavam comentando e fiquei horrorizada com os absurdos agressivos. até mesmo gente desejando a morte dela. as pessoas estão realmente passando do ponto nas redes sociais. ninguém precisa gostar de uma pessoa, do q ela pensa ou diz, mas tem o dever de respeitar a todos. no máximo contextualizar os motivos de pensar diferente, mas agredir verbalmente uma pessoa é abominável. beijos, pedrita

Prata da casa disse...

Olá Marly: nunca tinha visto pão de queijo com farinha de milho! Adorei os teus que ficaram lindos e apetitosos. Aliás, a mesa onde eles são apresentados, está linda!!
Quanto à tua reflexão, não podia estar mais de acordo. Como em tudo, é preciso sempre bom senso.
Bjn
Márcia

Dora (Blog Desabafos de Mãe) disse...

Os pãezinhos devem ser saborosos!!
Quanto às reflexões gostei do que li e por vezes tento praticar mais o silêncio, pensando nas seguintes frases:
"Se não tens nada importante para dizer mantém-te calado";
"A palavra é de prata, o silêncio é de ouro".
Bjs

A Paixão da Isa disse...

ficaram mt bonitos devem ser super bons gostei mt te desejo tudo de bom bjs

Dalva Rodrigues disse...

Oi Marly! Tenho pensado muito nisso de silêncio, até que ponto é sabedoria calar-se, afinal o estimulo é justamente para que as pessoas se cansem de lutar, de se indignar com os acontecimentos nefastos...Não tenho entrado em atrito, mas opiniões fundamentadas estou compartilhando, duvido que quem precise ouça, mas calar-se é justamente o que "eles" querem.
Que diferente o pão de queijo, da próxima vez que fizer vou usar essa receita, tudo que leva milho na base eu geralmente adoro.
Abração é ótima semana!

silvioafonso disse...

Gata, você tocou no meu fraco.
Amo pão de queijo, amo.
Beijos, Marly. Beijos.

Heloísa Sérvulo da Cunha disse...

Marly,
Que pãezinhos maravilhosos. Tão iguais. Perfeitos.
E a reflexão sobre a palavra e o silêncio, muito interessante. Na verdade, como se deduz do texto, o que importa é o uso que as pessoas fazem da palavra, e do silêncio.
Beijo.

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