terça-feira, 22 de outubro de 2019

Pó para Cappuccino (e o Natal que vem chegando...)


Olá, queridos leitores,

Resolvi preparar o meu próprio pó para cappuccino, depois que comecei a apresentar sinais de intolerância a algum componente do pó industrializado, que eu antes comprava. Não sei se todos aí sabem, mas o que os italianos chamam de "cappuccino'  é simplesmente um café expresso com leite (muitas vezes ele é servido com a espuma do leite também). No entanto, eu e várias torcidas de grandes 'times' de futebol, preferimos o cappuccino com outros acréscimos, como chocolate em pó, baunilha, canela ... etc., rsrs.

O segredo para um cappuccino realmente saboroso é a qualidade dos ingredientes, e se você quiser que o seu apresente uma camadinha de espuma, sem lançar mão de coisas como o creme chantilly, precisa bater a sua bebida com um baterdorzinho manual, ou num liquidificador.

Enquanto eu misturava os meus ingredientes, me lembrei que um vidro com pó para cappuccino caseiro faz um presente legal, para quem gosta desta bebida. E isso me fez lembrar que o fim do ano está chegando... e com ele o Natal, que é uma boa ocasião para a gente presentear com coisas que fazemos, né não?



Pó para cappuccino caseiro

Ingredientes

1 pacote de 50 gramas de café instantâneo (usei Nescafé matinal)
3 xícaras (de chá) de leite em pó, desnatado
1 xícara de chá de chocolate em pó (usei chocolate em pó com 50% de cacau, você pode substituir - se desejar - parte do chocolate em pó, por pó para o preparo de chocolate quente; ou um pó tipo Nesquick de chocolate, eu ainda não o usei, mas dizem que é especialmente gostoso e tem bem pouco açúcar)
1/4 de xícara (de chá) de açúcar baunilhado (não irá adoçar suficientemente o cappuccino, só acrescentar o aroma de baunilha à bebida)
1 colher (de sopa) de canela em pó - ou a gosto - (opcional)/ ou 
1 colher (de chá) de noz-moscada moída (opcional)

Preparo

Misture tudo numa tigela grande. Passe o pó para um vidro bem lavado (e previamente fervido e seco). 

* atenção: tenho duas atualizações a fazer nesta receita, depois de ser questionada:

a) quanto pó usar em cada xícara? - Dependerá do seu gosto, eu uso 3 colheres de sobremesa.

b) eu mesma faço o açúcar baunilhado que uso, por isso a quantia de 1/4 de xícara, indicada na receita é razoável (faço o meu açúcar de baunilha, acrescentando as favas já raspadas - as sementes é que entram nas receitas - a um pote de açúcar, que é separado do de uso comum. Caso você use um açúcar de baunilha industrializado, de aroma muito forte, coloque menos desse açúcar no seu pó para cappuccino, em vez de 1/4 de xícara, coloque duas colheres de sopa. 

Esta mistura conserva-se bem para o consumo por cerca de 2 meses.


Por falar no Natal, mesmo gostando muito dessa festa e sempre ansiando um tantinho para que ela chegue, eu não sou do tipo que sacrifica o desfrute do presente em função do futuro. Este ano, porém, tenho razões especiais para desejar que o tempo passe mais rapidamente, rsrs.

Uma circulada pelo comércio, me fez ver - novamente! - que os comerciantes parecem ansiar muito mais que eu pelo Natal, pois entraram no clima natalino desde o início de outubro.

                                               foto de loja com artigos natalinos

                                         outra foto de loja com artigos natalinos de mesa

                                  foto de loja com peças decorativas para o Natal

                 E coisas minhas...

                     a estrelinha de papel - muito fácil de fazer - que ensinei neste post

                                                   cestas para presentear no Natal

                                  ***

Ah, e olhando a foto da mesa da loja, me lembrei que já publiquei aqui no blog inúmeras fotos de mesas natalinas, postas aqui em casa (elas talvez sirvam de inspiração para quem estiver à procura). As fotos abaixo são de mesa e decoração em prata, mas há outras mesas nesta cor (e em outras, claro).





E é só, para o momento. Até a próxima!



quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Pãezinhos de leite em pó (para o World Bread Day 2019)


Olá!

Eu já mencionei, nos posts passados, que estou fazendo tratamento médico e que isso tem afetado a minha vida na cozinha e no blog. Porém, apesar dessa circunstância, me vi desejosa de participar da 14 ª edição do World Bread Day, evento, promovido pela Zorra, do blog Kochtopf. Acho muito oportuna a iniciativa anual da Zorra, de vir nos estimular a preparar os nossos pães, na data em que se celebra o Dia Mundial do Pão (e da Alimentação, acontecimento que sempre nos faz refletir no problema da alimentação no mundo). 

Eu desejei trazer, desta vez, um pão mais artesanal, preferencialmente de levedação natural e lenta. Mas, infelizmente, tive que adiar esta decisão, por causa das minhas atuais restrições.

Este pãozinho de leite em pó já foi feito por mim, com leite 'normal'.

Depois eu vi que a receita simplesmente passou a ser replicada, web afora, com esta nova adaptação. Isso só prova que se trata de um pãozinho macio e saboroso, que tem agradado a todos os que o fazem.


Pãezinhos de leite em pó

xícara = 240 ml

Ingredientes 


1/2 kg de farinha de trigo 
80 gramas de açúcar
80 gramas de manteiga
2 e 1/2 colheres de chá de fermento seco instantâneo para pão
1 colher (chá) rasa de sal
2 ovos médios ligeiramente batidos
3/4 de xícara de água morninha (é quase fria)
4 colheres de sopa de leite em pó integral 

1 ovo batido com umas gotas de água (ou café já preparado) e óleo de cozinha, para pincelar sobre os pãezinhos


Preparo

Numa tigela grande, dissolva o fermento na água. Cubra a tigela e ponha-a de lado até que a mistura fique com aparência ligeiramente borbulhante (demora de 15 a 20 minutos). Enquanto isso, unte e enfarinhe uma forma retangular de mais ou menos 24cm X 30cm e ponha-a de lado. E, numa tigelinha, faça a mistura de gema/óleo e café ou shoyu e reserve-a. Volte à tigela com o fermento e acrescente o ovo, a manteiga, o leite em pó e a farinha (xícara a xícara, não ponha a farinha toda de uma vez na tigela!). E junte o açúcar e o sal. Combine tudo com uma colher de pau ou espátula. Vá adicionando a farinha, misturando sempre com a colher até que a massa fique grossa, então passe a misturar com a mão. Estando a massa ainda um pouco pegajosa, vire-a sobre uma superfície levemente enfarinhada e amasse até ficar lisa e elástica (Dica: não acrescente farinha demais à massa pois,  para obter pães fofos e macios, o usual é deixar a massa meio pegajosa). Sove a massa por dez minutos e então ponha-a numa tigela levemente untada com óleo, e gire a tigela para que a massa fique também untada. Cubra a tigela e deixe que a massa cresça até dobrar de volume (demora cerca de 1 hora; dica: eu ponho a tigela dentro de um saco plástico grande bem fechado). Depois que a massa tiver crescido, vire-a sobre a superfície em que foi sovada e, com as mãos, comprima-a para baixo, para que ela desinfle. Faça bolas do tamanho de um limão médio (ou pese a massa e divida-a em cerca de 12 bolas com o mesmo peso, ou peso aproximado, para que os pãezinhos fiquem do mesmo tamanho) e coloque-as na forma preparada, deixando um pequeno espaço entre elas. Pincele as bolas com o preparado de gemas (faça isso cuidadosamente, pois os pãezinhos estarão voltando a crescer). Ponha a forma num lugar quentinho, sem vento (ou dentro do saco plástico, como eu faço, tendo o cuidado de não deixar que o plástico encoste nas bolas, para que elas possam crescer sem impedimentos). Deixe que cresçam novamente por meia hora e leve a forma ao forno médio (180ºC) por 20/30 minutos ou até que os pães estejam bem crescidos e dourados.  




sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Peras no licor de framboesa e as cartas de Elizabeth Bishop.




Olá, meu povo!

Como têm passado? Espero que muito bem!

Nem vou tentar justificar a minha ausência por aqui, porque ela foi motivada pelas razões já alegadas nos últimos posts.

Poderia dizer que venho me sentindo como se tivesse sido transportada para um universo paralelo e surreal, mas... vamos deixar isso pra lá, rsrs.   Tenho cozinhado e lido um bocado.

Estas peras ao licor de framboesa foram feitas em julho. Quis prepará-las por estar encantada com a cor do licor, um vermelho que parecia combinar o magenta com o sanguíneo.

Sobremesas com frutas são sempre uma boa ideia, especialmente se a fruta é a alma e o corpo da iguaria, como é o caso. E esta sobremesa tem a vantagem de ser muito fácil de fazer, como se pode ver na receita.

Aqui no blog já foram publicadas outras receitas iguais a esta, em que as peras são cozidas em caldas doces e - muitas vezes -  alcoólicas, com temperos adicionais. Elas são chamadas também de 'Peras bêbadas' ou 'Peras à la Belle Hellene (estas são servidas com uma calda de chocolate).


Peras no licor de framboesas

Ingredientes

4 peras médias - não muito maduras - descascadas (mantenha os cabinhos das peras, se possível)
3 xícaras de água (se preferir, reduza a quantidade de água e aumente a do licor)
1 xícara de licor de framboesas (pode ser substituído por vinho tinto)
1 xícara de açúcar
1 pau de canela e
6 cravinhos da índia*

Preparo

Numa panela média, misture a água o licor e o açúcar. Junte o pau de canela e os cravos. Leve a panela ao fogo médio, até que a calda chegue à fervura. Junte as peras e deixe que cozinhem por uns 15-20 minutos (ou até que fiquem macias).  Vire as peras na metade do tempo de cozimento.  Passe-as para uma tigela, para que esfriem. E reserve a calda para ser servida juntamente com as frutas (se desejar, deixe que a calda apure mais um pouco, no fogo médio, para que ela fique mais encorpada).
·       
         *  canela e os cravos podem ser substituídos pela raspa de uma fava de baunilha (ou 1 colher de sobremesa de  extrato de baunilha), ou por outras especiarias à escolha.  


As cartas de Elizabeth Bishop 




Estou lendo este livro de cartas da poeta norte americana Elizabeth Bishop (Uma arte, as cartas de Elizabeth Bishop). Eu o recomendo por mais de uma razão, mas ele tem me irritado tanto, que já intercalei várias outras leituras a esta. Trata-se de um calhamaço de quase oitocentas páginas, recheado de cartas da autora para várias personalidades ligadas à literatura (mas não só), especialmente à norte americana.

Bishop viveu no Brasil por quase vinte anos e chegou a escrever, sob encomenda, um livro sobre o país (que mesmo na época do lançamento ela renegou veementemente!).

Então é muito interessante a gente ler as menções às figuras intelectuais, políticas e sociais da época (entre os anos 50 e 70), segundo os pontos de vista da escritora, que teve contato próximo com essas pessoas.

Mas sobressai da obra uma visão mesquinha do Brasil e um - aparentemente - total desconhecimento da ingerência dos EUA no país e na América Latina.



Nas cartas com menções ao Brasil, tenho me visto, frequentemente,  mandando a autora (que já morreu) às favas (ou a lugares piores, rsrs). Para Bishop tudo no país era ruim e mal feito. O brasileiro era tolo e inepto, além de feio... enfim...

Mas fica aí a sugestão de leitura desta obra. Ela contém registros históricos interessantes, apesar da limitada compreensão da autora sobre os temas abordados.

O curioso é que Bishop, tão inteligente, NÃO compreendeu o Brasil. E, a bem da verdade, em muitos aspectos, nem os EUA, país em que nasceu!






terça-feira, 2 de julho de 2019

Sharlotka - Bolo russo de maçãs e o livro Persuasão, de Jane Austen





Estou passando por uma fase em que os bolos e as iguarias simples e com menos gordura me apetecem mais do que as mais 'ricas'. E foi este o motivo que me levou à receita deste bolo, originalmente um pão de ló feito sem nenhuma gordura. 

No entanto, ainda que na origem este bolo não leve gordura (e nem canela, a bem da verdade) já surgiram outras versões dele em que este ingrediente e outros, como o creme azedo, se fazem presentes (você pode acrescentar outros ingredientes ao seu bolo, como eu costumo fazer, rsrs). As duas características principais deste bolo são a fofura e o fato de ele ser "light".

Sharlotka - Bolo russo de maçãs

Ingredientes

1 e 1/3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar comum (granulado)
6 ovos grandes (à temperatura ambiente)
3 maçãs descascadas, sem sementes e fatiadas bem finas (Já usei maçãs tipo Fuji e também maçãs verdes - Granny Smith - e laminei as minhas na mandolina)
1 colher de sopa de manteiga derretida e fria
10 gotas de essência de baunilha
1 colher de chá de sumo de limão fresco (usando maçãs ácidas pode dispensar o limão, embora ele, para além de destacar o sabor das maçãs vermelhas, também sirva para evitar o escurecimento - oxidação - das fatias das frutas)
1/4 de colher de chá de fermento em pó para bolo
1/4 de colher de chá de sal
1 colher de sopa de açúcar refinado (para polvilhar sobre o bolo depois de assado e frio (se for fazer o bolo com canela, use as medidas de açúcar e canela abaixo)

Para o bolo com canela - misture numa tigelinha (isto é para as maçãs do recheio e também para espalhar no topo do bolo, depois de assado)

2 colheres de sopa de açúcar refinado  
2 colheres de chá (ou a gosto) de canela moída

Preparo

Unte uma forma redonda, para bolo, de 24 cm de diâmetro. Forre o fundo da forma com um disco de papel manteiga e unte também o papel. Polvilhe uma colher de sopa de farinha de trigo na forma untada, agitando a forma para que a farinha se espalhe. Vire a forma de cabeça para baixo para descartar o excesso de farinha. 
Ponha os ovos, o sal a essência e o açúcar na tigela da batedeira e deixe que batam, em alta velocidade, por 10 minutos. Enquanto isso, descasque, tire as sementes e corte as maçãs em fatias bem fininhas. Se for usar o sumo do limão, espalhe-o sobre as fatias de maças, misturando tudo com uma colher. Se for fazer a versão com canela, espalhe uma colher de sopa da mistura de açúcar refinado e canela sobre as fatias de maçãs e misture tudo (reserve o restante da mistura de açúcar e canela para polvilhar sobre o o bolo assado e frio). Numa tigela separada, peneire a farinha e o fermento e reserve-os.  Desligue a batedeira e  - aos poucos - adicione a farinha com o fermento à mistura de ovos. Faça isso delicadamente - sem bater a mistura - para que os ovos batidos não percam o ar acumulado.  Espalhe 1/3 de massa na forma preparada e - sobre ela - distribua 1/3 das fatias de maçãs. Espalhe mais 1/3 da massa e distribua sobre ela mais 1/3 das fatias de maçãs. Espalhe o último 1/3 da massa e distribua sobre ela o restante das fatias de maçãs. Leve a forma ao forno (a 170º C) e deixe que o bolo asse por cerca de 1 hora ou até que passe no teste do palito. 
Espere o bolo esfriar e polvilhe sobre ele o restante da mistura de açúcar refinado com canela (ou espalhe somente o açúcar, se for fazer a versão sem canela).



Livro - Persuasão de Jane Austen

(atenção: texto com revelações sobre o enredo do livro abaixo)



Nos últimos tempos tenho priorizado a leitura de livros voltados para assuntos como sociologia, filosofia e política. Mas acho salutar intercalar um livro mais "leve" e agradável, entre os que abordem temas como os mencionados. Jane Austen é sempre uma boa opção para esse tipo de leitura. E foi por isso que lancei mão deste 'Persuasão'.  

O livro aborda a história de Anne Elliot, filha do barão, Sir Walter Elliot, homem vaidoso e meio tolo que, no entanto, como sempre acontece, é muito considerado, em razão da sua alta posição social. Justamente por conta dessa posição, a moça fora persuadida a desmanchar o noivado que firmara com um jovem oficial da marinha, sete anos antes.
Lady Russel tinha sido a melhor amiga da falecida mãe da moça, e após a prematura morte desta, tomou para si a tarefa de orientar e encaminhar a jovem (e suas duas irmãs). E Lady Russel achara que havia um descompasso social entre a Anne e o capitão Frederick Wentworth, com quem ela noivara. 
Somente Lady Russel e Elizabeth, a irmã mais velha de Anne, chegaram a tomar conhecimento do noivado entre os jovens, de modo que o rompimento entre eles foi discreto e praticamente imperceptível para a sociedade.  
Porém, com as reviravoltas da vida, Anne reencontra Frederick Wentworth e ambos percebem que não deveriam ter se separado. 

O texto acima pode bem resumir o enredo desta novela romântica, no entanto, são outras as razões que tornam obrigatória - em minha opinião -  a leitura dos livros de Jane Austen. E entre os vários motivos que eu sempre encontro para lê-la estão, para além do fato de ela escrever bem: a rebeldia, a lucidez, um certo feminismo e a ética elevada da escritora. E os muitos detalhes das obras, que nos revelam as práticas sociais, os costumes e os preconceitos da época.   


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Risoto de Aspargo, livro: Flores raras e banalíssimas e o que rolou nos últimos dias


Olá, amigos!
Submeti-me a uma cirurgia recentemente, mas só quero falar do processo que me levou a ela depois que ele estiver concluído.

No dia dos namorados preparei este delicioso risoto de aspargos. Eu ainda não havia feito risoto com este vegetal e achei que o prato fica surpreendentemente gostoso. Também li o livro abaixo e preparei algumas mesas, desde o meu último post, conforme podem ver nas fotos a seguir.

Risoto de aspargos

(atenção para o cozimento diferenciado das partes do aspargo)

Ingredientes

2 xícaras de arroz arbório ou carnarolli
1 maço de aspargos (cerca de 400 gramas)
1 litro de caldo de vegetais (se necessário, complete o cozimento do risoto com água em que cozinhar o aspargo. O caldo deve permanecer aquecido, em fogo baixo, durante o preparo do risoto)
sal a gosto
1 cebola pequena picada
1 dente de alho esmagado
2 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem 
4 colheres de sopa de manteiga (duas para o risoto, e duas para fritar as pontas superiores do aspargo)
1/2 xícara de vinho branco seco (ou duas colheres de sopa de um bom vinagre)
1 xícara de queijo parmesão de boa qualidade, ralado no momento

Preparo

Comece higienizando e cortando as pontas inferiores do aspargo, caso estejam muito duras (costuma ser uma parte pequena). Corte e separe as pontas superiores (que medem uns 3 centímetros). Corte em pedaços o restante do aspargo e ponha para cozinhar em água com um pouco de sal, até que amoleçam. Escorra a água e reserve-a. Bata os aspargos cozidos, com um pouco da água do cozimento, no liquidificador, para que vire uma pasta. Reserve esta pasta. Frite as pontas superiores em duas colheres de manteiga e tempere essas pontas com sal, pimenta ou o que desejar. Reserve-as. 
Numa panela média, de fundo grosso, aqueça o azeite. Acrescente a cebola e frite-a até que fique transparente. Junte o alho e continue fritando a mistura até que o alho comece a dourar. Adicione o arroz (sem lavar!) e frite tudo por 1 minuto. Acrescente o vinho e cozinhe tudo, mexendo sempre, até que o vinho evapore.
Então vá acrescentando o caldo de vegetal  - que deverá estar sendo mantido em fogo baixo - até que o arroz fique quase no ponto (que é 'al dente'). Junte a massa do aspargos batido e misture tudo. Adicione a manteiga restante e as pontas fritas do aspargo. Sirva imediatamente polvilhado com o queijo.




Outras mesas



******






Li o livro Flores raras e banalíssimas (de Carmen L. Oliveira), que aborda  o relacionamento da socialite (paisagista e esteta) brasileira Maria Carlota Costallat de Macedo Soares (conhecida por Lota Soares) e a – muito celebrada e premiada - poeta norte americana Elizabeth Bishop.

                           Lota Soares e Elizabeth Bishop - imagens da Internet

Bishop chegou ao Brasil por uma casualidade, em 1951, após decidir-se por viagem à América do Sul, em decorrência do recebimento de certo valor, em dinheiro, do Bryn Mawr College (a título de incentivo). Aqui reencontrou Lota Soares (que conhecera anteriormente nos EUA) e com ela iniciou um relacionamento amoroso, que a levou a permanecer no país por quase 20 anos.
O livro prende a atenção pela escrita simples e cativante, mas também e principalmente, devido à singularidade das duas mulheres retratadas: homossexuais assumidas (embora, claro, discretas, naqueles anos de muita repressão), talentosas (cada uma à sua maneira) e vanguardistas. Como pano de fundo, assistimos à  história do Brasil, com destaque para os anos 50 e 60, fato que considerei de suma importância, especialmente agora, que parece haver muitas pessoas interessadas em que a história recente do país seja apagada.
Aliás, sem que a autora tenha se aprofundado no tema político é possível entender até mesmo a conjuntura política atual (se o leitor não for um completo alienado). Também nos são mostradas as velhas picuinhas e mesquinhas disputas políticas, sempre tão arraigadas em nossa história.

Antes de ler esta obra eu já conhecia algumas das frases de Bishop sobre o Brasil (sempre críticas ou satíricas) e isto me levou a comprar um livro de cartas dela, do qual tenciono falar depois que o tiver lido.



Pin It button on image hover