domingo, 28 de março de 2021

Ovo de Páscoa "de colher" + mesas de Páscoa

 



Olá, amigos, como têm passado?

Espero mesmo que todos estejam bem e continuem assim (cuidem-se, por favor!).

Dentro de poucos dias celebraremos a Páscoa e por isso decidi fazer os tais 'ovos de colher', para o pessoal de casa. Eles  vêm fazendo sucesso há uns bons três anos, mas eu os vinha ignorando, rsrs.  Trata-se de uma banda de ovo de Páscoa com recheio cremoso, que possa ser comido com colher.
Eu fiz as minhas cascas e também bombons, porque quero distribuí-los em caixinhas como estas abaixo. 
Já mencionei várias vezes que para trabalhar com chocolate enformado, a gente tem que antes, temperá-lo. A temperagem é que garante que o chocolate fique firme (crocante), com brilho e estável.
Sem ela o chocolate, depois que for desenformado e posto em temperatura ambiente, começará a derreter. Também ficará fosco e talvez até com manchas. 
Caso você não queira se dar ao trabalho de fazer as cascas dos ovos, saiba que atualmente é possível comprá-las em lojas de materiais de festa e confeitaria. E elas são bem mais baratas do que as dos ovos embalados, que compramos no comércio. 
Mas se você quiser encarar o desafio, por dispor de um pouco de tempo extra, devido ao isolamento, aqui no blog tem vários posts sobre a temperagem de chocolate.
Fiz as minhas cascas com uma mistura de chocolate meio amargo + chocolate ao leite (3 partes de meio amargo para 1 parte do ao leite).
Já o recheio, fiz, neste teste, o mais simples que existe, que é o creme de limão feito com leite condensado (basta misturar - numa tigelinha - 1 lata de leite condensado + o suco de 1 limão Tahiti médio; a mistura irá engrossar e será possível usá-la como recheio). Este recheio e o de maracujá são os favoritos das pessoas que irão receber os ovos, por isso escolhi o primeiro. 
Mas é claro que você pode usar o recheio cremoso que preferir.

  estas cascas parecem grandes, mas são de ovos de 250 gramas (quis           estrear a minha forma texturizada, rsrs)

coloquei alguns bombons em caixinhas




Também andei experimentando montar algumas mesas de Páscoa (comecei pelas mais simples)




E é só por hoje, mas quero voltar no máximo no meio da semana, com outro post sobre a Páscoa. Até lá!





domingo, 14 de março de 2021

Bolo veludo vermelho com cobertura de buttercream, para um aniversário!




um close na fatia

untando as formas

batedor em forma de pá 

Olá, queridos leitores, espero que todos estejam muito bem, a despeito de tudo!
Como mencionei no último post, minha filha Bellita fez aniversário recentemente e eu resolvi fazer para ela este bolo veludo vermelho. Tomei esta decisão também porque descobri - muito surpresa! - que ainda não tinha publicado nenhuma receita desse bolo. Escolhi a receita do blog do link abaixo por causa dos muitos comentários aprovadores, que encontrei lá na página. Mas eu não cobri o meu bolo com o creme de queijo e sim com o buttercream (receita mais abaixo), que, aliás, era a outra indicação de cobertura dada pela página.

Bolo de veludo vermelho com cobertura de cream cheese

(daqui)

Massa:

2 e 2/3 xícaras (295 gramas) de farinha de trigo
1/4 xícara (22 gramas) de cacau em pó natural, sem açúcar
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
½ xícara (115 gramas) de manteiga sem sal à temperatura ambiente
1 e 3/4 xícaras (350 gramas) de açúcar refinado
2 ovos grandes à temperatura ambiente
1/2 xícara (120 ml) de óleo de canola ou outro óleo vegetal (para culinária)
1 frasco (25 gramas) de corante alimentar vermelho líquido
2 colheres de chá de extrato de baunilha puro

1 colher de chá de vinagre branco destilado (usei vinagre de álcool)
1 e 1/3 xícaras (320 ml) de leitelho (buttermilk - veja como fazê-lo abaixo), à temperatura ambiente

Para a cobertura de cream cheese:

340 gramas de cream cheese amolecido
3/4 xícara (175 gramas) de manteiga sem sal amolecida, à temperatura ambiente
3 xícaras (360 gramas) de açúcar de confeiteiro
1 e 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha puro

Preparo

Para fazer o bolo de veludo vermelho:

Pré-aqueça o forno a 177 ° C. Pulverize bem duas formas de bolo de 23 cm, com spray de cozinha antiaderente, forre o fundo das formas com papel manteiga e reserve (ou unte as formas com manteiga, forre os fundos com papel manteiga e unte também o papel), Ponha as formas de lado.
Em uma tigela grande, misture a farinha, o cacau em pó, o bicarbonato de sódio e o sal. Em seguida, peneire os ingredientes secos para remover quaisquer pedaços de cacau em pó. Deixe de lado.
Na tigela grande da batedeira com o batedor em formato de pá, bata a manteiga e o açúcar em velocidade média por 4-5 minutos. Adicione os ovos e misture até ficar bem combinado, então misture o óleo, o corante vermelho, o extrato de baunilha e o vinagre, parando para raspar as laterais da tigela, conforme necessário.
Misture os ingredientes secos em três adições, alternando com o leitelho (buttermilk, veja como fazê-lo abaixo), começando e terminando com os ingredientes secos. Certifique-se de misturar a cada adição, até combinar tudo, e tome cuidado para não misturar demais a massa.
Distribua uniformemente a massa do bolo entre as duas fôrmas (usei 3 forminhas de 14 centímetros de diâmetro) preparadas antes, e espalhe a massa em uma camada uniforme. Bata as formas sobre a superfície de trabalho, de 2 a 3 vezes para remover as bolhas de ar da massa. 
Asse a 177 ° C (assei a 160ºC e demorou uns 40 minutos para ficar pronto) por 28-32 minutos ou até que um palito inserido no centro dos bolos saia limpo. Retire com cuidado do forno e coloque sobre uma gradinha para esfriar nas formas por 15-20 minutos. Em seguida, retire com cuidado os bolos das fôrmas e coloque na gradinha para esfriar completamente.

Para fazer a cobertura de cream cheese:

Na tigela grande da batedeira, com o batedor em forma de pá, bata o cream cheese até ficar homogêneo. Adicione a manteiga e misture por cerca de 30 segundos a 1 minuto até ficar bem combinado e homogêneo.
Misture o açúcar refinado e o extrato de baunilha e continue misturando até incorporar totalmente, raspando as laterais da tigela conforme necessário.


Para montar o bolo:

Nivele os topos de cada bolo com uma faca ou nivelador de bolo (eu cortei as ‘barrigas’ que se formaram enquanto os bolos assavam). Coloque uma das camadas do bolo em um suporte ou prato de bolo, cubra com uma camada de glacê e alise, para formar uma camada uniforme. Coloque a segunda camada por cima e, em seguida, use a cobertura restante para cobrir a parte superior e as laterais do bolo.

buttermilk:
Numa tigela pequena, mistura uma xícara de leite (240 ml) + 1 colher de sopa de sumo de limão, espremido no momento. Cubra a tigela e deixe que a mistura descanse por 10 minutos (o leite irá engrossar). Use.

A cobertura que eu usei:

Buttercream – cobertura

(daqui)

Ingredientes

230 gramas de manteiga sem sal amolecida

3 xícaras (360 gramas) de açúcar de confeiteiro

2 a 3 colheres de sopa (de 30 a 45 gramas) de creme de leite ou creme chantilly

1 colher de chá de extrato de baunilha puro

Pitada de sal


Preparo

Na tigela grande da batedeira, equipada com o batedor em formato de pá, ou em uma tigela grande usando uma batedeira manual, bata a manteiga até ficar homogêneo.

Adicione o açúcar de confeiteiro e bata primeiro em velocidade baixa, depois aumente para a velocidade média e continue mexendo por 1 a 2 minutos ou até incorporar completamente.

Adicione o creme de leite (comece com 2 colheres de sopa e adicione um pouco mais se necessário), o extrato de baunilha e o sal e continue misturando, em velocidade média, até que tudo esteja bem combinado, parando para raspar as laterais da tigela conforme necessário.

Use o glacê para canalizar para cupcakes ou para um bolo ou cubra bem e leve à geladeira até que esteja pronto para usá-lo.


Páscoa

E para aqueles que chegaram aqui em busca de inspirações para a Páscoa: saiba que aqui no blog há muitos posts sobre o tema (comidas, mesas, decorações, etc. Para encontrá-los é só digitar a palavra 'páscoa' na caixa de pesquisa no alto, à direita.):





E é só, para o momento... até breve!



quinta-feira, 4 de março de 2021

Ovos coelhinhos para a Páscoa e mais...

 



Olá, queridos leitores,

Desejo a cada um de vocês muita saúde, nesses dias desafiadores. Cuidem-se, por favor!

Na próxima semana Bellita fará aniversário e para animar um pouco os nossos dias de confinados, quero oferecer uma festinha a ela (e aos de casa, naturalmente). Para tanto, comecei testando a forma 'ovos coelhinhos', que comprei da BWB embalagens.

Eu achei esta forma uma graça, os ovinhos que ela faz são pequenos, menores do que uma trufa média.

Estes ovinhos também me lembraram os biscoitinhos em forma de coelho que publiquei aqui no blog.

Ainda não recheei os meus ovinhos, mas tenciono fazer isso na próxima 'fornada', rsrs.

Se você estiver pensando em fazer ovos de Páscoa em casa, neste ano, tem que lembrar que o chocolate deve ser TEMPERADO, antes de ser enformado. Se você não sabe o que vem a ser a temperagem do chocolate, digite na caixa de pesquisa no alto da página, à direita (onde está escrito 'o que você procura?'), a expressão ''temperar chocolate', que vão aparecer pelo menos três posts com todos os esclarecimentos e dicas sobre o assunto. 


E por falar em Páscoa, montei para esta postagem uma nova mesa de Páscoa, para - quem sabe? - inspirar alguém que esteja à procura de ideias para a própria mesa.  Veja que é uma mesa simples e descomplicada, fácil de montar!



Nos últimos dias li alguns dos livros que havia separado para ler entre o fim de fevereiro e o início de março. Um dos livros lidos foi este abaixo, da poeta e contadora de estórias, Cora Coralina. Este foi o livro de estréia dela, publicado quando a autora já contava 75 anos! 


Sempre gostei da Cora Coralina (1889-1985), porque encontro nela muita brasilidade, muita espontaneidade e a sabedoria que a gente às vezes encontra nas pessoas que viveram atentas às circunstâncias da própria vida, sensível às incongruências da mesma. Mas ela nunca perde a doçura em seus poemas e estórias. 


À vista dos textos biográficos sobre Cora Coralina a gente a imagina uma senhorinha circunspecta, por causa das exigências que se colocavam sobre as meninas e mulheres na época dela. Porém, ela própria vai se revelando muito mais do que isso, ou talvez o oposto disso. 

Um dos poemas do livro é este abaixo:

Todas as vidas

(Cora Coralina)

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...

Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho,
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.

Vive dentro de mim
a mulher roceira.
– Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:

Na minha vida –


a vida mera das obscuras.



E é só para o momento, pessoal, até a próxima!


domingo, 21 de fevereiro de 2021

Bolo Festivo de Brownie e ...

 

 reparem que  um bolo de brownie pode ficar tão bonito quanto qualquer outro 

                    

          não achei difícil montar este bolo, pelo contrário, depois de gelada a massa fica bem firme


                                   e por ter um interior cremoso e 'chocolatudo' ele dispensa
                                                                       recheios

Olá,

Espero que todos se encontrem bem e seguros!

Por aqui continuamos na mesma. Tenho cozinhado muito, como sempre. Minhas fotos, porém, talvez por causa do tempo chuvoso e escuro, talvez por causa da câmera 'meia boca', têm saído bem ruinzinhas, o que me desanima de postá-las, rsrs. Mas, nos últimos dias, celebramos - em família - dois aniversários. E para o último deles decidi fazer este bolo festivo de brownie (as fotos dele também não saíram lá 'essas coisas', como vocês podem ver, rsrs).

Ultimamente a ala jovem da casa tem revelado um favoritismo pelo brownie, com relação aos outros bolos. Por isso mesmo, e apesar de já ter publicado aqui no blog pelos menos umas três boas receitas de brownies, eu tenho testado novas receitas desse doce. Entre elas há uma que, no momento, é a minha preferida, por levar pouca gordura e uma boa quantidade de chocolate em barra (depois quero publicar esta receita). Porém, a receita do brownie deste bolo, eu também não havia ainda testado, apesar de ela constar em meus arquivos há muito tempo. Acho que eu hesitava porque o principal ingrediente dela é um achocolatado (neste caso, o Nescau). E também porque ela leva uma boa quantidade de manteiga, e eu ando evitando gorduras em excesso. No entanto, para muita gente esta é a melhor receita de brownie, de modo que um dia eu tinha que testa-la, né não? rsrs. O resultado é que ela foi mesmo aprovada por todos da casa.

Também escolhi fazer o bolo em forma de coração, por causa da proximidade do aniversário com o dia de São Valentim.   

Bolo festivo de brownie (brownie de achocolatado Nescau)

receita adaptada daqui

xícara = 240ml

Ingredientes

  • 200 g de manteiga
  • 2 xícaras (chá) de NESCAU®
  • 4 ovos
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 100 gramas de chocolate meio amargo picado
  • 1 xícara (chá) de nozes picadas (não usei)

Modo de preparo

Ligue o forno em temperatura média (170ºC). E unte uma forma retangular (de 24cm por 35 cm/ usei outra forma). Forre o fundo da forma com papel manteiga e unte-o também. Ponha a forma de lado.

Derreta juntos - em banho-maria ou no microondas, a meia potência, e mexendo a mistura a cada 30 segundos -   o chocolate meio amargo e a manteiga. Dissolva o Nescau nesta mistura. E reserve-a.

Em outra tigela, misture os ovos com o açúcar. Junte esta mistura com a mistura de chocolate. E acrescente a farinha (e as nozes, se for usá-las). Não mexa demais a mistura, só o suficiente para agregar tudo.

Despeje a mistura na forma preparada e leve-a ao forno (preaquecido) por cerca de 30 minutos. Deixe que o brownie esfrie, ligeiramente, e então corte-o em quadradinhos.

Nota: fiz dois brownies (duas receitas), e assei os bolos em assadeira em forma de coração. Coloquei um bolo sobre o outro e apenas pressionei um pouco o bolo de cima sobre o de baixo, 'encaixando bem os dois, não foi preciso prensar os bolos.

Cobri o meu bolo com ganache de chocolate meio amargo feito com 200g de chocolate e 100g de creme de leite. 


E quanto à vida cultural?

Ando meio desanimada com que tenho lido. Ganhei 4 livros recentemente, todos eles saídos da minha lista de "a ler" (que é uma relaçao onde entram também livros que me foram indicados ou dos quais eu soube algo positivo e tal... mas tentei ler dois deles e não me empolguei. O primeiro, um livro curtinho, de autor português e com muitos bons comentários em sites literários, me decepcionou porque tem uma pegada forte de livro de auto-ajuda, que é algo que não me agrada. Mas, no futuro, tentarei outro livro do autor. 
                                              **********

O segundo, Duluth, do norte americano Gore Vidal (um bom escritor, em minha opinião, e com uma tendência deliciosa para a irreverência e até para a subversão), pareceu-me - à primeira vista - uma bagunça cômica, ao narrar o que acontece numa cidade fictícia, norte americana, chamada Duluth (detalhe, no lugar há também um romance chamado 'Duluth' e uma série de TV com o mesmo nome, e os personagens podem transitar por todos esses espaços). A cidade faz fronteiras impossíveis, com outros sítios geográficos, dentro dos EUA, e também com o México. Como se tudo isso fosse pouco, apareceu também no local uma nave espacial alienígena... 
Mas parece que o objetivo do autor é o de fazer uma crítica ácida e ás vezes amarga da vida norte americana. Então eu devo voltar a ele...oportunamente.
                                           
                                                ***********

No meio de tudo li uma crônica do Paulo Mendes Campos "Receita de Domingo", que me comoveu por relatar um domingo - nos anos 50 - de pessoas de classe média, residentes no Rio de Janeiro, Brasil (as pessoas aparentemente são o próprio escritor e a família dele).

A tal crônica enterneceu-me por registrar um tipo de vida que muitos de nós conhecemos, mas que parece estar em vias de extinção, especialmente no pós pandemia.

Vai aí um trecho dela:

"Enquanto tomamos café, lembrar que é dia de um grande jogo de futebol. Vestir um short, zanzar pela casa, lutar no chão com o caçula, receber dele um soco que nos deixe doloridos e orgulhosos. A mulher precisa dizer, fingindo-se muito zangada, que estamos a fazer uma bagunça terrível e somos mais crianças do que as crianças.

Só depois de chatear suficientemente a todos, sair em bando familiar em direção à praia, naturalmente com a barraca mais desbotada e desmilingüida de toda a redondeza".



quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Moranguinhos (receita com nozes) e o filme Conquistando Mary

 



Olá, querido leitor!

Estive a ponto de publicar um post novo aqui, algumas vezes, nos últimos dias, mas confesso que me faltou o ânimo, rsrs.

É que, apesar de me esforçar para manter um astral alto, os acontecimentos em volta não têm contribuído para motivar a gente, né, não?

Por aqui as coisas continuam na mesma, a novidade é que o meu marido - por trabalhar na área de saúde - foi vacinado, contra a Covid 19. Recebeu a primeira dose, claro, mas não deixa de ser um alívio! 




Um dos doces que fiz nos últimos dias foram estes moranguinhos, que diferem das outras receitas já publicadas, aqui no blog, por levar nozes. Na receita original - bem antiguinha! - não havia indicação de que se cozinhasse o doce, era só misturar os ingredientes, resfriar um pouco a massa, na geladeira (por 1 hora), e moldar os docinhos. Se alguém tiver a intenção de preparar estes docinhos com crianças, na escola por exemplo, para que sejam consumidos no mesmo dia, pode fazer assim. Eu introduzi  o fogo, nesta receita, para que o doce pudesse ser consumido em até uma semana. Também tive a ideia de usar folhinhas de plantas artificiais, de plástico, no lugar das feitas com pasta americana ou mesmo com papel. Os meus galhinhos foram bem lavados e ficaram imersos em água, com água sanitária, por mais de 1 hora, antes de serem utilizados. Usei estes galhinhos porque já os tinha em casa. Se os tivesse comprado, para este fim, teria escolhido uns mais parecidos com as folhas naturais dos morangos, rsrs.

Moranguinhos (de coco e nozes) 
(rende 30 docinhos)

Ingredientes

200 gramas de leite condensado (1/2 embalagem)
1/2 xícara de chá de nozes moídas (moí as minhas no liquidificador)
1/2 xícaras de coco ralado (usei fresco, mas pode ser do seco)
1 caxinha (25 gramas) de gelatina de morango
1/4 colher de chá de essência de baunilha (opcional)

Para rolar os docinhos

3/4 de xícara de açúcar granulado (use o vermelho, se preferir, usei o comum)

Preparo

Numa panela pequena - não aderente - misture todos os ingredientes. Leve a panela ao fogo, até que a mistura ferva. Deixe que cozinhe mais dois minutos - mexendo sempre. Espere amornar, passe um pouquinho de manteiga nas mãos e molde os docinhos, em forma de morangos. Passe os docinhos por açúcar granulado e ponha um galho artificial com folhinhas, em cada um. Não deixe que a massa esfrie totalmente, pois isso dificultará a tarefa de moldar os moranguinhos.
 

Pensei em falar sobre as minhas últimas leituras e do último filme visto. Mas as minhas leituras têm sido caóticas, hoje eu decidi começar um livro pra valer. Até ontem, porém, estive passando as vistas (lendo páginas avulsas) de uns três livros, todos eles muito bons, diga-se de passagem, mas, por isso mesmo, dignos de serem lidos com mais cuidado. Deixei-os de lado.

                                  

Conquistando Mary

(atenção: Spoiler! texto com revelações sobre a trama do filme abaixo)

Já o último filme visto - na TV - foi o britânico 'Conquistando Mary' (capturing Mary - de Stephen Poliakoff, lançado em 2007 - com dame Maggie Smith, Ruth Wilson, Danny Lee Wynter e David Walliams).
   

                                    filme: Conquistando Mary - Imagem da HBO

O filme tinha tudo para ser muito interessante, pois narra - em flashback - a estória de uma jornalista-escritora, que na juventude (nos anos 50), frequentou os saraus dados no palacete de um aristocrata, onde ela, um dia, encontrou um sujeito que mudou para sempre a vida dela. Mas a mudança foi para pior, pois o tal indivíduo, depois de ser repelido por ela (fica mais ou menos implícito que ela o rejeita por ele ser um alpinista social e - sobretudo - maledicente), interfere para que ela seja demitida do jornal em que trabalha e afastada de outra boa possibilidade de emprego.

A gente fica sabendo de tudo isso, a partir do momento em que a mulher, já idosa e alcoólica, entra  na antiga mansão, que antes frequentara - e que no presente é cuidada, mas mantida fechada. 

O jovem zelador é que permite - a despeito das expressas ordens do dono - de não deixar entrar ninguém na casa - que a idosa entre na propriedade. E é percorrendo os cômodos da mansão e conversando com ele, que ela relembra as coisas que viveu ali.
Mas ela, como mencionei, tornou-se alcoólatra e a gente fica em dúvida sobre a absoluta veracidade das memórias dela.  





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