quarta-feira, 12 de junho de 2024

Dia dos namorados de 2024 e o livro A Parábola do Semeador

 

Olá, 

já tendo postado várias sugestões de comidas e receitas para o dia dos namorados, ao longo dos anos, hoje me permiti publicar apenas estes bombons que ganhei, para que a data não passasse em branco. 



Porém, quem tivesse desejado fazer uns bombons caseiros, mais bonitos que os da foto acima e até talvez mais saborosos, podia ter feito os da foto abaixo, cuja receita publiquei aqui.


Claro que num dia como hoje a gente escolhe objetos decorativos que tenham relação com a data.



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A Parábola do semeador (The Parable of de sower), de Octavia E. Butler

    Atenção o texto abaixo contém revelações sobre o enredo do livro da foto!

 Cheguei a este livro apenas porque li uma citação da autora. A citação dizia: 

"Tudo que você toca, você muda,

Tudo que você muda, muda você.

A única verdade perene é a mudança"


 Gostei da citação e tinha acabado de descobrir que a autora era escritora, quando minha filha Lili, me perguntou o que eu gostaria de ganhar no dia das mães. Eu respondi que estava curiosa sobre uma autora estadunidense. Lili anotou o nome da mulher e assim ganhei dois livros dela: A Parábola do semeador e Kindred, que eu ainda não abri, mas quero ler em breve.

A Parábola do semeador, que "começou" a ser escrito em 2024, em forma de diário, por uma menina negra, narra os acontecimentos vividos por essa menina, a família dela e outras pessoas que se juntam a ela, nos anos seguintes (até 2027).

 Não muito depois do início, quando a menina ainda vivia com o pai – um tipo de sacerdote - a madrasta e os irmãos, ela perde todos os parentes. E os perde porque a vida na Terra havia se tornado infernal, após uma grave crise climática e econômica. 

No início da estória a menina está vivendo num condomínio murado (de gente pobre, mas com o “privilégio”, de possuir uma casa). Fora do condomínio fervilha de gente sem teto, desempregada, faminta, sedenta (a água havia se tornado um bem caríssimo) e pronta para matar ou morrer por tudo que necessitava para sobreviver. O condomínio todo dia era atacado por ladrões ou alvejado por tiros, que sempre matava alguém. No meio dessa gente havia também viciados e alguns desses eram dependentes de uma droga nova, chamada Piro, que fazia com que a pessoa ansiasse por um incêndio, o que a levava a botar fogo no que estivesse em volta.  

Nesse cenário apocalíptico, milhões de pessoas se põem a andar, em busca de abrigo em outras cidades. É um esforço vão porque todas as cidades se encontram mais ou menos no mesmo estado. E a “viagem” desses andarilhos é cheia de perigos, sendo que muitos deles perdem a vida durante a travessia. Mas o mesmo acontece aos que não pensam em se deslocar. A polícia virou uma milícia, que mais atrapalha do que ajuda. O povo teme a polícia do mesmo modo que teme os bandidos, ou os enlouquecidos por necessidades ou drogas.   Empregos inexistem, embora algumas pessoas possam – com "sorte" – obter trabalho em troca de comida. O regime desse tipo de trabalho é o mesmo que vigorava durante os séculos de escravidão do povo negro (mas agora todas as raças estão sujeitas às mesmas normas). O que antes era a classe média tornou-se uma horda de miseráveis, após perderem os bens, os parentes e todas as possibilidades da vida normal. Então, a perspectiva para todos (que não são ricos) é tornarem-se escravos.  

No meio disso tudo a menina – madura para idade – precoce e com um dom para a liderança, vai intuindo uma nova religião e pensa em arregimentar as pessoas que vão se juntando a ela, para que criem uma nova igreja.

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O detalhe interessante desse livro é que ele foi lançado em 1993. A estória se passa, portanto, no futuro. Mas eu achei a situação descrita um pouco parecida com a que estamos vivendo. Pelo menos no que diz respeito ao início de tudo.  

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E é só para o momento, até já! 


quarta-feira, 29 de maio de 2024

Bolo de chocolate e cerveja (tipo stout), dia das mães de 2024 e a peça musical 'Hair'.

o bolinho esteve na geladeira, por isso está um pouco suado

Olá, bom dia para todos e bom feriado amanhã!

A receita desse bolo é outra das que faço há anos, mas ainda não havia publicado. Ela também passou pela fase da viralização na web (anos atrás), pois muitos adoraram o sabor residual da cerveja na massa. O fato é que o bolo resulta escuro, úmido, com um 'travinho' amargo, que de algum modo intensifica o sabor de chocolate, que é muito apreciado por multidões.

Dessa vez eu fiz (uma parte dele) em forma de 'bolo bombom', o que me faz lembrar - outra vez -  que a ideia do bolo bombom, hoje apropriada pela Internet, nasceu na web no dia em que publiquei a primeira receita dele aqui no blog, em março de 2010 (há 14 anos).
Eu disse que fiz uma parte da massa em forma de bolo bombom porque a massa  rende bem e faz um bolo de festa completo, já que leva 4 xícaras de farinha (bolo médio, para umas 20 pessoas). Com esta massa eu fiz 3 bolos: um retangular pequeno (forminha de pão de 22cmX10cmX6cm), o bolinho das fotos acima; outro, que foi assado em 3 forminhas redondas de 15 centímetros de diâmetro e um terceiro que fiz em forma de pudim de 20 centímetros de diâmetro, que congelei para aproveitar no futuro). Esta massa pode ser dividida ao meio, resultando igualmente bem. Ela também não precisa de uma batedeira, apesar de ter sido usada uma batedeira na origem da receita.

Recheei o meu bolo com um chantilly de brigadeiro (é só juntar uma xícara de chantilly com leite condensado a uma xícara de massa de brigadeiro já fria, batendo tudo na batedeira; é bom juntar um pouquinho de leite condensado ao chantilly porque a massa não é muito doce). 
Decorei as laterais do meu bolo com pedaços de bombons, que tirei da caixa abaixo (apenas porque tinha esta caixa, rsrs).
Como viram, não fiz a cobertura e recheio da receita original, mas você pode fazer, se desejar. 


Bolo de chocolate e cerveja tipo stout
(receita daqui daqui)

xícara = 240ml

Ingredientes

2 xícaras (454g) de cerveja stout ou escura, como Guinness (usei Caracu; tem que comprar 2 latinhas porque uma só não rende 2 xícaras, fica faltando um pouquinho)

32 colheres de sopa (454g) de manteiga sem sal, fria (isso mesmo, leva muita manteiga)

1 1/2 xícara (128g) de cacau em pó

4 xícaras (480g) de farinha de trigo

4 xícaras (794g) de açúcar granulado

1 colher de sopa de fermento em pó

1 1/2 colheres de chá de sal (se você usar manteiga com sal, reduza o sal para 1 colher de chá).

4 ovos grandes, em temperatura ambiente

3/4 xícara (170g) de creme de leite, em temperatura ambiente

Preparo

Pré-aqueça o forno a 180º C. Unte e enfarinhe três formas de bolo de 20 cm ou duas de 23 cm e forre-as com círculos de papel manteiga ou papel pergaminho.

Coloque a cerveja preta e a manteiga em uma panela média e pesada e aqueça até a manteiga derreter. Retire a panela do fogo e acrescente o cacau em pó. Bata – com um fouet ou uma espátula - até obter uma mistura homogênea. Deixe esfriar até chegar à temperatura ambiente. 
Misture a farinha, o açúcar, o fermento e o sal em uma tigela grande e ponha os de lado. Em outra tigela bata os ovos e o creme de leite. Adicione-os à mistura de cacau e manteiga e misture bem. Adicione a mistura de farinha e misture tudo delicadamente, mas muito bem. Distribua a massa igualmente entre as formas preparadas.

Asse os bolos por 40 a 45 minutos ou até que um palito, inserido no centro do bolo, saia limpo. Retire os bolos do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha por 10 minutos antes de desenformar os bolos e voltar à gradinha para terminar de esfriar completamente.

                                                                                                                    
                                
      Dia das mães de 2024 

Comprei o bolinho abaixo para aminha mãe, no dia das mães. Fiz isso porque novamente fui 'atropelada' pelos acontecimentos e tive que 'apelar' no último instante. O outro motivo foi que a minha mãe - já idosa - tem preferido bolos mais leves, de digestão mais fácil.



E é claro que no dia das mães passei uns bons momentos na loja de flores comprando algumas


                      


Hair, a peça musical dos anos 60, e os acontecimentos da atualidade

(imagem da Internet)

Li, não faz muito tempo, um pequeno post sobre a peça Hair. Ele foi escrito por uma amiga que mora na Europa. Ela havia se encantado com a peça, vista num teatro, na véspera.

Naqueles dias, eu fiquei pensando na peça, como já havia feito outras vezes, e no significado dela na época de sua estreia, e hoje.

Hair foi desses trabalhos culturais radicais. O texto meio que pregava a ruptura social.  A visão do mundo mostrada era a visão de jovens hippies, ou seja, defendia-se a liberdade irrestrita, a revolução sexual, a insubordinação, a resistência quanto às imposições conservadoras etc.

Penso que a guerra do Vietnam foi uma das questões importantes, para a produção da peça. Essa guerra vinha se arrastando há anos, levando em seu bojo as vidas de muitos jovens. Isso inspirou várias canções, uma das mais conhecidas (aqui no Brasil, pelo menos), dizia:

 “Era um garoto, que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones...”.

Voltando à produção da peça, acho que na raiz de tudo havia certo cansaço quanto ao modelo social vigente. Muitas pessoas achavam (e acham ainda) que a validade do tal modelo já havia expirado. Pensavam que dele resultavam muita hipocrisia, desigualdade e até crueldade. No meio disso tudo surgiram os jovens criadores do texto da peça.    

Pessoalmente eu acho que o caminho “indicado” por Hair é implacável demais (como costumam ser, aliás, as idéias super inovadoras). Acho que a verdade de tudo se encontra no meio termo, nos entendimentos e nas conciliações e não na ruptura total, pois muitos dos ditames sociais têm razões para existir.

Quanto à peça, o meu encanto deve vir dos mesmos pontos que encantaram a minha amiga: a esperança de que o mundo pode ser bem melhor, mais pacífico, mais acolhedor e até mais alegre.

Outro ponto interessante é que uma das principais canções da peça diz que a grande mudança virá quando se der uma combinação espacial de planetas (conjunção planetária), sob o ponto de vista astrológico.  Nesse momento estará se iniciando a “Nova Era”, a era de AQUARIUS. E muitos acreditam que esse novo tempo será precedido por caos e destruição.

O que é indubitável, de tudo isso, é que Hair é uma peça que aquece o coração. E as músicas dela são maravilhosas. A minha versão preferida de Aquarius é a que foi gravada pelo brasileiro Sérgio Mendes e sua banda Brasil 66.

                                                            

É isso, por enquanto. Até breve!    


sexta-feira, 3 de maio de 2024

Pão noturno, sem sova, no forno holandês e o que rolou nos últimos dias

 


Olá, queridos leitores, é um prazer receber vocês aqui novamente!

A receita que eu trago hoje faz um pão com casca crocante e interior macio, parecido com o pão rústico italiano, muito simples e delicioso! É uma receita que não dá quase nenhum trabalho e é excelente, quando se deseja ter um pão acabado de assar, no café da manhã (pequeno almoço). É bom também para brunches, festas etc. Ele só leva 3 ingredientes + a água. E esses ingredientes são misturados à noite e postos a levedar até o dia seguinte (razão de ele ser chamado de 'noturno'/overnight). 
Esta receita viralizou, anos atrás. E embora eu a faça há muito tempo, só agora resolvi postá-la. 

Bem, e o que vem a ser forno holandês?

É uma panela grossa que tenha a tampa bem ajustada. Geralmente essas panelas são feitas de ferro fundido. Penso que antigamente, quando se queria assar algo que exigisse temperatura alta e úmida, metia-se o preparado numa panela de ferro com tampa, que ia para dentro de um forno comum, o que gerou o nome 'forno holandês' (isso é suposição minha, rsrs). 

A questão do pegador da panela (uma dica que ninguém dá):

Panelas de ferro, como a usada nesta receita (Le Creuset) costumam ter uma tampa com pegador de plástico (baquelite, seja lá o que for). Na primeira vez que fiz este pão, me ocorreu que o pegador poderia derreter, se a tampa fosse posta dentro de um forno aquecido a mais de 200ºC, que é o caso (o pão é assado a 232ºC). Então, eu pedi ao meu marido que trocasse o pegador de plástico por um de madeira (e mesmo este fica um pouco chamuscado, se for usado o grill superior do forno). 


Pão ‘noturno’ sem amassar, no forno holandês
(receita ligeiramente adaptada daqui)

xícara = 240ml

Ingredientes

3,5 gramas de fermento seco ativo (1 colher de chá)
12 gramas de sal (2 colheres de chá)
360 gramas de farinha de trigo (3 xícaras)
360 gramas de água morna (1 1/2 xícara)

Instruções

Misture o fermento, o sal e a farinha, em uma tigela média.
Adicione a água e mexa até formar uma massa espessa e felpuda.
Cubra com filme plástico e deixe crescer durante a noite, cerca de 8 horas (ou até 18 horas).
No dia seguinte, vire a massa sobre uma superfície enfarinhada. Enfarinhe as mãos e, delicadamente, forme uma bola com a massa. Deixe descansar por 30 minutos.
Enquanto o pão volta a crescer, pré-aqueça o forno a 232 ° Celsius (450 ° Fahrenheit). Coloque a panela com a tampa dentro do forno que está aquecendo (veja acima  a observação sobre o pegador da tampa da panela).
Após os 30 minutos, tire a panela quente do forno, destampe-a e coloque cuidadosamente a massa na panela (antes eu coloco a massa sobre uma folha de papel manteiga ou pergaminho, que é o papel das formas que a gente usa na fritadeira/air fryer; o papel deve ultrapassar as bordas da panela e deve também ser ligeiramente enfarinhado. Isso facilita muito colocar a massa na panela quente e também retirar o pão da panela, depois de assado). Se desejar, corte o topo da massa com uma faca afiada.
Leve a panela com a massa dentro e com a tampa, ao forno quente e deixe que o pão asse por 30 minutos.
Depois dos trinta minutos, tire a tampa da panela e deixe que o pão doure por cerca de mais 15 minutos.
Coloque o pão em uma gradinha e deixe esfriar, antes de servir. 
 


E o mais

Fotos que resolvi publicar

Panquecas + frutas, numa manhã de fim de semana

Pudim de leite, sobremesa de outro fim de semana
bolo de milho assado na fritadeira (air fryer)
flores...sempre!


E para não perder o contato com as letras, deixo abaixo a tradução (feita por Raquel Drummond) do poema "Stuffens" do alemão Hermann Hesse 

Etapas

Como cada flor fenece
E toda juventude à velhice cede,
Também as etapas da vida,
A sabedoria e a virtude, a seu tempo,
Florescem e não duram para sempre.
A cada chamada da vida o coração deve
Estar pronto preparado para a despedida e novo começo,
Para com bravura e sem pranto
Entregar-se a novos laços.
No coração de todo começo reside um encanto
Que nos protege e ajuda a viver

Devemos alegremente atravessar espaço após espaço,
Não nos prendendo a qualquer vínculo, a um lar;
O espírito do mundo não deseja nos acorrentar e nos estreitar
De etapa em etapa ele quer nos engrandecer e elevar.
Mal nos habituamos a um modo de vida,
Intimamente nos ameaça o desalento.
Somente aquele que está pronto para a partida e viagem
Pode evitar o entorpecimento do hábito.
Na hora da morte talvez sejamos mandados,

Ainda jovens, para novos espaços.
O chamado da vida nunca nos deixará.
Vá, coração, diz adeus e cure-se.


E é só por hoje, gente, mas devo voltar no dia das mães, 12 de maio (ou por volta dele), até lá!

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Bolo "Bosque de cogumelos com coelho" e o que rolou na Páscoa

 

Olá, queridos leitores, bom mês de abril para todos!

Minha filha Bellita fez aniversário no início de março, mas resolveu fazer a festa no fim do mês. 
Ela queria que o tema da festa fosse algo como um "bosque de cogumelos".
Nessas últimas semanas, aliás, vi outros bolos com o mesmo tema, mas desconheço a razão dessa repentina predileção do povo.

Tivemos, porém (ela e eu), dificuldade de chegar a um acordo quanto ao sabor do bolo porque, embora ela não desejasse um bolo de chocolate escuro, queria que a cobertura lembrasse o tronco escuro de uma árvore com cogumelos e outros que tais, incluindo um coelho.
Consegui dissuadi-la da ideia de fazer um bolo branco com cobertura escura, mas, sem querer impor a minha vontade à aniversariante que, afinal, tem todo o direito de escolher o próprio bolo (sem falar que foi ela que organizou e decorou o evento todo), acabei fazendo dois bolos: um branco com um tronco de chocolate branco, que foi o bolo oficial da festa (foto abaixo), e este de chocolate escuro, com cobertura também escura (ganache + placas de chocolate que imitavam cascas de troncos de árvore). 


o bolo branco (trufado de abacaxi, com matinho feito de coco ralado)


Bolo Nega Maluca com Café (esta receita já apareceu aqui no blog e foi adaptada para este bolo)

xícara = 240 ml

Ingredientes

3 xícaras de farinha de trigo
2 xícara de açúcar
3/4 de xícara de chocolate em pó com 50% de cacau
1 xícara e 1/2 de café (fervente e forte) preparado, no momento, com café solúvel (para fazer o café forte, leia as instruções sobre a medida na embalagem do café, e acrescente mais uma colher (de chá) de café à água.
3/4 de  xícara de óleo culinário (soja, milho, etc.)
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de sal
4 ovos grandes
1 colher de chá de essência de baunilha

Preparo

Unte três formas de 20 centímetros de diâmetro com manteiga ou com spray desmoldante. Forre o fundo das três formas com um círculo de papel manteiga (ou papel pergaminho). Reserve as formas. Ponha os ingredientes (exceto o café e os fermentos) numa tigela grande. Com u8m fouet, bata os ovos com o açúcar, o óleo e o sal. Junte os demais ingredientes, e, por fim, os fermentos, e misture-os também à massa. Ponha a mistura nas formas preparadas e leve-as ao forno médio (180ºC), por cerca de 45 minutos, ou até que passem no teste do palito (dependendo do forno pode demorar bem mais). Depois de assados, deixe que esfriem ligeiramente e tire os bolos das formas, para que acabem de esfriar sobre uma gradinha.

Para molhar o bolo

1/4 de xícara de água (para cada bolo)

Recheio
Mousse de Chocolate (de Brigadeiro)
 Ingredientes
  
1 lata de leite condensado
1/2 caixa (100 gramas) de creme de leite
1 colher sopa de manteiga
3 colheres de sopa de chocolate em pó
200 gramas de chocolate meio amargo ralado ou bem picado
Preparo
Faça um brigadeiro mole com os  ingredientes. É só juntar tudo numa panela e cozinhar, mexendo sempre, até que ferva. Depois da fervura, continue cozinhando e mexendo por mais dois minutos.
Cobertura (Ganache de chocolate)
 Ingredientes
  
300 g de chocolate meio amargo ralado ou bem picado
1 caixinha de creme de leite (200g)
 
 
Preparo
  
Derreta tudo em banho-maria ou no microondas (nesse caso, usando a potência média e marcando o tempo em intervalos de 30 em 30 segundos, mexendo a mistura, a cada vez, até que o chocolate esteja bem derretido). Leve a mistura à geladeira para que esfrie e comece a engrossar (leva 30/40 minutos). Se endurecer demais, pingue leite quente sobre a mesma e volte a misturar tudo (mas muito cuidado com a quantidade de leite, pois, se em excesso, pode por o creme a perder). Tendo o creme amornado e espessado empregue-o no bolo. Se desejar, faça placas de chocolate temperado e "cole-as" no ganache.

E, passada a festa, eu fui me dedicar aos preparativos para a celebração da Páscoa.
Eis alguns deles:
Embrulhei outros ovos com tecido, como se vê abaixo


Mas preferi comprar uns bombons para o povo de casa, pois as meninas se anteciparam e compraram os ovos.

E no quesito 'artesanato/decoração de Páscoa', resolvi fazer - de improviso - uns anéis de guardanapo. Para tanto, usei elementos simbólicos da Páscoa, como a cenourinha de isopor abaixo, que colei em argolas de cortina de box de chuveiro (eu tinha um pacotinho dessas argolas que jamais havia sido aberto). E colei a cenoura como? Com cola quente! (calor e isopor não combinam, porém consegui colar as cenourinhas numa boa).


Aproveitando uns mini coelhos usados em anos anteriores para a decoração de um bolo, fiz outros anéis para guardanapo.
 

Mas eu quis dobrar também os guardanapos como 'orelhas de coelho, que vêm sendo usados há uns bons 5 anos (mundo a fora).

este, da foto abaixo, era de uma loja


Mas este de xadrezinho em verde fui eu que fiz. O guardanapo usado era muito grande, o que não é o ideal para evidenciar o efeito desejado


fiz um arranjo, para mesa, com coelho; sabemos que coelhos não botam ovos mas...


Mexendo nas coisas de Páscoa, de anos anteriores, achei os ovos de plástico abaixo, nos quais fiz umas decoupages


                                               
fotos tiradas em lojas, para uma pasta que abri, anos atrás, com o título "Páscoa nas lojas"






É isso aí, até breve!


quinta-feira, 14 de março de 2024

Coelhinhos comestíveis para Páscoa: de chocolate branco e de massa de leite em pó e...


Olá, queridos leitores!

Quis muito voltar aqui antes, mas não deu, sorry!

                      O outono está chegando e com ele a Páscoa!

A movimentação para a Páscoa, no comércio está a "todo vapor", e sendo assim a gente logo entra no clima. E eu, ainda na vibe de fazer o mais simples, porém bacana, apelei novamente para o chocolate branco, moldando os coelhinhos de Páscoa acima. Um tempo atrás eu os fiz (aqui) com chocolate escuro, aproveitando o lançamento do molde fofo, da BWB, em forma de coelhinhos.

Mas dessa vez eu me atrevi a tentar moldar os mesmos coelhinhos com a massa com que fazemos os docinhos de leite em pó (receita aqui). E isso porque estou sempre tentando fazer algo alternativo ao chocolate, pensando nas pessoas que não podem comer esse produto.

Olha, até consegui moldar os coelhinhos abaixo, mas deram um certo trabalho, pois a forma de acetato da BWB é feita para se trabalhar com chocolate. O chocolate, quando temperado corretamente, retrai um pouquinho, depois de sólido. E isso facilita muito a remoção dele do molde.

O mesmo, obviamente, não acontece com a massa de leite em pó que, ainda por cima, é ligeiramente pegajosa. Molde para esse tipo de massa tinha que ser muito mais flexível.

No caso da massa de leite em pó (veja os coelhinhos no prato, na foto abaixo), para que fosse possível tirar os coelhinhos das formas, eu polvilhei açúcar de confeiteiro nas cavidades delas (e depois retirei o excesso). E em alguns casos tive que cortar os moldes (fiz isso porque o meu já estava um pouco detonado, rsrs).  


Mas a experiência me fez ver que é possível fazer docinhos, com esse tipo de massa, também moldados. Mas isso desde que a gente use um molde próprio (alô, alô, BWB, que tal criar um molde apropriado - talvez de silicone - para a concretização dessa ideia, hein?).

E, de resto, estive também 'ensaiando' a montagem de uma mesa de Páscoa. O propósito desta abaixo era mostrar o anel de guardanapo de MDF, barato e cheio de possibilidades.



Também embrulhei uns ovos de Páscoa com tecidos, uma forma sempre criativa de inovar na embalagem.


Ah, quero mostrar também os guardanapos abaixo, com um 'puxadinho' em forma de coelho!



                                                   Saia da bolha!

O outro assunto do qual quero falar é justamente sobre a tendência que as pessoas têm de encarar a vida estritamente a partir da realidade delas. Isso não é nenhuma novidade, e todos nós agimos assim, em alguma medida.
No entanto, ficou comprovado, devido às redes sociais (para mim, especialmente), que quanto menos uma pessoa conhece do mundo e das coisas, mais ela se aferra à própria (e muito restrita) realidade dela. Mais ela valoriza a própria opinião. 
Se sai uma notícia, num site de informação, dando conta da dificuldade de alguém, quanto à obtenção de um emprego, a pessoa que vive enclausurada na própria bolha logo comenta que isso não existe, e que a pessoa que busca um emprego e não o acha, não o está buscando do jeito certo.
Há poucos dias, uma mulher famosa disse, numa entrevista, ter sido abandonada enquanto tratava de um câncer (estando na UTI, na ocasião). Isso deu causa a um debate  em que muitas mulheres - e alguns homens também - denunciavam a propensão masculina a fugir de situações que envolvam a responsabilidade de cuidar de alguém, de fazer o mínimo sacrifício, em favor de alguém que se encontre em circunstância de vulnerabilidade. 
Daí vieram várias pessoas - que vivem encarceradas na própria bolha -desmentir essa ideia. Essas pessoas argumentavam que elas próprias haviam sido muito bem tratadas, pelos companheiros, quando atravessavam situações de doenças e limitações relacionadas à saúde. 
O que essas pessoas não percebem é que o mundo não se restringe às bolhas delas. E que, nesse caso, infelizmente, existem até estatísticas que comprovam o fato. 
Há muitos assuntos que geram esse tipo de reação, nesse tipo de pessoa:  do armamento da população à educação sexual nas escolas (passando por uma grande série de outros), elas sempre se colocam de forma simplista.  
Não existe outra solução para esse problema senão a busca de informação de qualidade. O ideal seria que as pessoas obtivessem uma educação capaz de as fazer raciocinar de forma justa e objetiva, para que elas próprias pudessem chegar às conclusões mais acertadas sobre todos os assuntos.
Porém, como essas pessoas não foram suficientemente educadas, só lhes resta buscar informações honestas e bem embasadas, antes de saírem por aí dando palpites em questões que não conhecem bem. 

É isso, até breve!

 
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