quarta-feira, 25 de março de 2020

Bolo Prestígio para um aniversário e o que tem rolado nesses dias de isolamento




Olá, queridos leitores, como têm passado?  Espero que todos estejam bem e livres de vírus traiçoeiros, rsrs. 

Por falar em vírus, tenho produzido muito, nesses dias de isolamento.  O bolo das fotos acima eu fiz para a celebração do aniversário de uma irmã, que já estava em quarentena. Não houve festa, como entendemos uma festa, mas a família fez com que ela recebesse o bolo e outras coisinhas, que serviram para que a data não fosse passada em branco. 

A receita deste bolo, que desta vez foi feito duas vezes e coberto com uma ganache alisada, foi postada aqui. Você pode fazer - se preferir simplificar - uma massa só (esta! do bolo Nega Maluca vapt-vupt) e distribuí-la em três formas de 17 centímetros de diâmetro. No restante você segue a receita do primeiro link. 

Com a família em casa (exceto o 'homi' da casa que, sendo profissional da área de saúde, também se encontra na labuta anti coronavírus), nesse início de outono chuvoso e muitas vezes frio, há que fazer pratos variados, para alimentar a turba. E é por isso que têm saído coisas como estas tortas (de frango, receita aqui!), estes brigadeiros e outros... que não aparecem neste post, rsrs. 

 
                             esta torta também foi preparada como uma sugestão para a Páscoa 


Também tenho me ocupado com jardinagem e - é claro- leitura. Terminei de ler o Dois irmãos, do Milton Hatoum e iniciei o À margem da história, do Euclides da Cunha.
Euclides da Cunha é um autor que me fascina, tanto o homem quanto o escritor. Falei dele, indiretamente, no texto abaixo, que escrevi - anos atrás -  para o meu blog de livros. 


Livro: O Pai, de Dirce de Assis Cavalcanti


Acabei de ler um livro que me chegou às mãos casualmente. Trata-se de O Pai, de Dirce de Assis Cavalcanti. 

Muito me surpreendi com o teor do livro, e sobretudo com o talento literário da autora. Ela vem a ser, imaginem só, filha do militar Dilermando de Assis, o homem que matou o escritor Euclides da Cunha.

Narrando sua estória, Dirce de A. Cavalcanti nos expõe a tragédia em que seu pai esteve envolvido, e a forma como isso o afetou posteriormente, bem como à nova família constituída por ele. Ela nasceu de um casamento contraído por Dilermando de Assis, depois que ele se separou de Ana, ex-mulher de Euclides da cunha, e pivô da desgraça que sobreveio aos dois homens.

Tencionando ingenuamente poupar a menina, Dilermando e a mãe dela se calaram sobre os fatos concernentes ao passado dele, uma vez que ele fora absolvido do crime em que esteve envolvido. A menina, porém, acaba por descobrir (através de uma coleguinha de escola, e da pior forma possível), os eventos ocorridos na juventude de seu pai. E a estória de Dilermando nos prova, mais uma vez, que a vida é, e sempre será, mais complexa e surpreendente que qualquer obra de ficção.

Dilermando de Assis conheceu Ana da Cunha, quando ele tinha dezessete anos, por ser ela, então, vizinha e amiga de suas tias. Recém-ingresso na vida militar, ele era um rapagão alto, loiro, de olhos azuis, campeão nacional de esgrima, de salto em vara e tiro ao alvo. Pouco depois de conhecê-la, Dilermando, as tias e Ana, se tornam vizinhos num edifício em que a proprietária, madame Monat, alugava apartamentos para famílias. E aí é que a 'coisa' entre eles se inicia pois Ana, no vigor dos trinta e poucos anos, passava longos períodos sozinha (com o filho dela com Euclides), enquanto seu marido famoso se ausentava, às voltas com seu trabalho (ele era engenheiro), suas viagens e pesquisas.

Ana e Dilermando se apaixonam ela engravida, quer se separar de Euclides mas este não lhe concede a separação. O bebê gerado por Ana e Dilermando morre com poucos dias de nascido (mais tarde ela diria que o marido o afastou dela, impedindo-a de amamentá-lo). O casal de amantes, no entanto, a despeito das adversidades que se interpõem entre eles (a furiosa oposição do marido dela; a transferência dele para uma escola militar no Sul, etc.), continua se encontrando e ela dá à luz a outro filho de Dilermando. Euclides registra a criança como seu filho, no intento, talvez, de por um fim definitivo, na relação extra-conjugal da mulher. O casamento dos dois, porém, se tornara impossível e, depois de conflitos e discussões terríveis, ela deixa a casa do marido, com os dois filhos - o dele e o do amante - e vai morar com este, na casinha em que ele estava residindo com o irmão. 
Euclides descobre o endereço da casa e irrompe no local disposto a matar ou morrer. Ali ele é atendido à porta pelo irmão do jovem militar, em quem atira (o rapaz sobrevive mas, tornando-se inválido, comete o suicídio poucos anos depois). Dilermando também é alvejado (várias vezes) e, para se defender, dá dois tiros em Euclides, um deles, fatal.
Posteriormente a viúva se casa com o jovem amante e tem outros filhos com ele, mas, alguns anos depois, o filho que ela tivera com Euclides procura vingar a morte do pai, disparando um tiro - pelas costas - no novo marido de sua mãe. Este, que se encontrava na ocasião, num cartório, no Rio de Janeiro, reage e mata também o seu agressor. Segue-se a isso, a separação do casal.

Passado alguns anos, Dilermando se junta à mãe de Dirce, a autora do livro a que ora nos referimos. E escreve também a sua versão dos fatos, narrada na obra A tragédia da PiedadeEuclides da Cunha, não é preciso dizê-lo, é o autor de Os Sertões tido como um dos maiores livros já escritos por um brasileiro.


E é isso aí... até a próxima! 



15 comentários:

Pedrita disse...

nossa, q bolo lindo. não conhecia esse livro o pai. é uma história trágica mesmo. imagine carregar a história da família. não deve ser fácil. linda a forma como comemoram o aniversário da sua irmã. estamos bem por aqui tb. beijos, pedrita

chica disse...

Que maravilhoso bolo e essa torta de Páscoa, muito boa! Que bom ocupar bem nossos dias, não? Seguimos EM CASA apesar de... beijos, chica

Prata da casa disse...

Wow, Marly: que estória interessante ( comecei pelo fim, rsrs). Não consegui parar de ler. Um drama e tanto!
O bolo está lindo, claro, como todos os que fazes.Imagino o sabor.
Bjn
Márcia

Michélle disse...

Excelente texto e que bolo encantador. Parabéns!

A Paixão da Isa disse...

um bolo mt bonito e o texto ele tambem esta muito entesante desejo tudo de bom muita saude que dias melhores venham o mais rapido possivel bjs

Heloísa Sérvulo da Cunha disse...

Marly, que bolo maravilhoso. Parece uma pintura.

Que pratos lindos e apetitosos você está fazendo nesses tempos de isolamento. MInha cozinha está bem simples.

Que tragédia sem fim essa história da morte do Euclides da Cunha. Sabia que ele havia sido assassinado, mas desconhecia totalmente os detalhes. Fiquei impressionada.

Jô Turquezza disse...

Menina, que beleza essas delícias. Nesses tempos sombrios nos resta fazer delícias na cozinha, ler, pintar, ouvir música, ver filmes na TV ....
Por falar em livros e filmes, eu li e assisti no cinema toda essa tragédia do Euclides da Cunha. Dá arrepios só de pensar.
Fique bem.
blogjoturquezzamundial
Beijos.

شؤقي disse...



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Chris Ferreira disse...

OI Marly, lindo o bolo da sua irmã. Que bom que vocês alegraram o aniversário dela nesse tempo de quarentena. Delícias de comidinhas. Aqui eu tenho feito muito brigadeiro para ajudar a alegrar esses dias em casa.
Ótimas dicas de leitura.
E que fiquem todos bem por aí, inclusive o "homi" da casa que está se arriscando para cuidar das pessoas,
beijos
Chris


Inventando com a Mamãe / Instagram  / Facebook / Pinterest


Marly disse...

Obrigada a todas (os) pela visita e palavras gentis.
E... Michelle, bem-vinda! apareça mais vezes!

Um beijo para cada uma, E boa semana!

Vanessa disse...

Olá!
Que delícia de bolo e torta, amei ver as fotos e deve ter ficado perfeito.
Deu vontade de comer bolo, nesse isolamento social o que mais faço é comer, mas preciso regrar um pouco isso rs
Beijocas.


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Nastya Deutsch disse...

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Ana Catarina disse...

Fiquei maravilhada com os bolos ahahah Fiquei com uma ligeira vontade de açucar XD
Beijinho ;)

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Dalva Rodrigues disse...

Marly, este post tinha possado batido por mim, o Roll anda meio estranho, as postagens vão subindo, deixando novas para trás, minha mente não acompanha :D
Que bolo maravilhoso, já fui espiar a cobertura, acho tão linda, clássica, sem contar que é simples de fazer(embora eu sempre me enrolei com ponto de ganache).
A Páscoa esse ano vai ser apagadinha, principalmente para as crianças.
Tem muitas coisas bacanas para se fazer dentro de casa, usar a criatividade para adaptar a falta de materiais.
Abração!

Jovem Jornalista disse...

Yummy! O bolo e as guloseimas parecem estar deliciosas. Eu fiz uma resenha sobre a série "Dois irmãos" no blog. Depois dá uma olhada.
Gostei do blog. Estarei por aqui agora.

Bom fim de semana!

Jovem Jornalista
Instagram

Até mais, Emerson Garcia

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