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sábado, 8 de dezembro de 2012

Coquetel Bloody Mary

 
 
 
 
 
 
Embora eu não seja uma pessoa ligadérrima em bebidas, pois passaria bem sem elas, rsrs, reconheço que uma boa refeição tem de ter o acompanhamento de uma boa bebida. Em ocasiões como o Natal e o Reveillon as bebidas se tornam obrigatórias, e por isso eu e maridex estivemos "mexendo" na pequena 'adega' dele, já pensando no que servir nas festas que se aproximam. Foi assim que me veio novamente a idéia de postar algumas receitas de drinks. Resolvi iniciar com o bloody Mary porque talvez este seja o coquetel mais parecido com comida que existe no mundo, pois se a bebida alcoólica for retirada o resultado será quase um gazpacho, a sopa fria espanhola de tomate, rsrs. Outra razão de eu ter escolhido esta bebida é o fato de o nome dela, 'Maria Sanguinária', ter sido inspirado - segundo a lenda -  na rainha Mary I, da Inglaterra, que perseguiu e aniquilou muitos protestantes. Eu obviamente não tenho por que admirar uma pessoa assim, mas ela era filha de Henrique VIII, figura que me interessou muito antes da existência dos "seriados The Tudors", da vida, rsrs. Fiquei fascinada por Henrique VIII, desde a primeira vez que ouvi falar dele, nas aulas de História. Mas é um fascínio negativo, do tipo que às vezes  nos despertam os serial killers e psicopatas.  Ele não era nem uma coisa, nem outra, e sim um jovenzinho ruivo e de boa figura (segundo o livro de Magaret George), que se tornou rei em consequência da morte do irmão Arthur, herdeiro do trono, que faleceu aos  quinze anos (já casado com a princesa espanhola Catarina de Aragão!).  Catarina diria depois que o casamento jamais havia sido consumado e Henrique, que era encantado com a cunhada, veio a se casar com ela alguns anos depois, aos dezessete  (Catarina tinha 23). É fácil imaginar que ela também caiu de amores por ele pois,  não bastasse a boa aparência, ele era também muito instruído (poliglota inclusive), dado aos esportes e muito, muito perspicaz. Mas o casamento acabou em divórcio,  porque Catarina, depois de vários abortos e de ter dado à luz a um filho que morreu poucos dias depois de nascido, não conseguiu dar um herdeiro homem ao rei. No entanto, ela deu a ele uma filha, a tal Mary I. Mas já então ele havia perdido o interesse por ela e pela "filha dela", e se bandeado para o lado das mulheres com quem viria a se  casar, para infelicidade delas! Você não sabe o que aconteceu com as mulheres que sucederem à Catarina de Aragão, na vida de Henrique VIII? Fique sabendo que as palavras que se associam historicamente a elas são: decapitada; morreu; teve o casamento anulado (esta teve de ser muito sagaz para conseguir que ele aceitasse a anulação  e a deixasse em paz, rsrs);  decapitada! Somente a última foi de fato poupada, porque ele morreu antes.  Vão ler sobre a vida deste rei que a diversão é garantida!  Eita, mas eu divaguei, hem? Voltemos então ao coquetel Bloody Mary, rsrs. Esta receita é do mestre coqueteleiro Derivan Ferreira de Souza, mas totalmente fiel à da Internacional Bartender Association (IBA):

 
Bloody Mary
 
 
Ingredientes
 
 
6 gotas de molho inglês (uso Worcertershire)
3 gotas de tabasco
Sal a gosto
Pimenta do reino moída a gosto
10 ml de suco de limão
40 ml de Vodca
60 ml de suco de tomate
1 talo de salsão para decorar
3 cubos de gelo
 
 
Preparo
 
Em um copo misturador gelado, ponha os temperos,  o suco de limão, a vodca, e o suco de tomate. Misture e passe par um copo "on the rocks" gelado. Adicione o gelo e polvilhe com pimenta do reino. Decore ocm o talo de salsão e sirva.
 
Nota: Há quem sirva este drink em copos altos e também acrescente picles e rodela de limão, como guarnição.  O meu talinho de salsão ficou sem as folhinhas, pois eu já as havia cortado, mas o certo é manter as folhinhas, rsrs.
 
 
 
 
 
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