(imagem da Internet)
Olá!
Faz tempo que
venho estudando as religiões, filosofias e sabedorias humanas. Tenho
feito isso por ter interesse no assunto e também por sempre ter achado que a
vida não pode ser só um monte de acasos. Acho mesmo que a vida seria uma
experiência atroz, se tudo fosse fortuito e conduzisse ao nada, ou seja, ao
túmulo, rsrs. Eu era adolescente quando morreu um médico, nosso amigo.
Ele teve uma doença que o matou em poucos meses. Era uma pessoa culta e um
ótimo médico, do tipo que tenciona ser um diferencial no mundo. A morte dele
fez com que eu refletisse muito sobre o propósito de nossas lutas e
aquisições, principalmente as intelectuais Toda a emoção vivenciada e
conhecimentos adquiridos são para... nada?
De lá para cá tenho feito esta
pergunta muitas vezes. Eu a fiz novamente, quando soube da morte deste
blogueiro (Derek Miller, foto acima), vítima do câncer, que registrou no blog a evolução da doença. Pelos
registros ficamos sabendo dos pormenores dos tratamentos, as reações
dele e até de detalhes desconcertantes, sofridos, durante o processo todo. O relato
dele foi tão sensível e franco, que uma revistinha, muito lida no mundo inteiro,
publicou agora em maio uma condensação do que foi escrito no blog. Chama a
atenção na matéria a ênfase que ele pôs no amor à família. “Eu te amei, eu te
amei, eu te amei” (I loved you, I loved you, I loved you) são as últimas
palavras registradas no blog. Elas foram direcionadas à esposa dele e são o
fechamento de um post póstumo, deixado para que a família publicasse.
Eu trouxe este assunto à baila
porque acho que este blogueiro confirmou o meu ponto de vista sobre o que dá
sentido à vida, que é o amor. Mas os relatos dele também revelam uma
personalidade prática e realista, e isto fica claro quando ele diz que os
heróis do episódio da doença dele eram a esposa e as filhas, que estavam
levando a vida adiante, mesmo sob a estressante e muito difícil circunstância em
que estavam vivendo. É este o amor no
qual acredito, o amor materializado, que não é uma simples abstração.
E para você, qual é o propósito ou sentido da
vida?

