Olá e bom fim de semana para todos! Para quem não sabe, Praliné é tipo uma farofa, feita de um caramelo endurecido e enriquecido com alguma (ou várias) 'nuts" (castanhas, nozes, amendoim, etc). Muita gente confunde o Praliné com o Nougat (ou Nougatine) que é o mesmo doce não quebrado, não transformado em pó. O Praliné é muito utilizado para acompanhar sobremesas e também em recheios, aos quais ele acrescenta crocância e sabor.
A minha receita do Praliné é muito simples: o mesmo peso de açúcar e 'nuts', sendo que estas entram na calda no momento em que ela se torna um caramelo. As 'nuts' são previamente torradas (mas há quem faça a receita sem isso). E há também os que acrescentem sumo de limão ou outro ingrediente à mistura, para incrementá-la ou destacar o sabor das castanhas. Fiz este com amêndoas torradas.
Praliné (de amêndoas torradas)
Ingredientes
200 gramas de açúcar
200 gramas de amêndoas torradas
3/4 de xícara de água
Preparo
Tenha já em mãos as amêndoas torradas. Reserve-as. Unte com manteiga uma superfície lisa e limpa (como uma bancada de mármore, por exemplo). Numa panela de fundo grosso (de preferência) faça uma calda com a água e o açúcar e deixe que a calda cozinhe (sem mexer nela!) até que ganhe uma cor marrom (ponto de caramelo, que é quando você joga um pouquinho da calda quente num pires com água fria, e ela endurece imediatamente. A temperatura neste ponto pode variar de 121 a 131º C). Junte as amêndoas ao caramelo (misturando bem) e verta tudo sobre a superfície preparada. Espere que esfrie e endureça. Solte o caramelo, pelas bordas, com uma faca, e quebre-o em pedaços bem pequenos, com um martelinho de cozinha (gosto de colocar os pedaços grandes do doce num saco plástico grosso, antes de quebrá-lo bem).
a receita desta torta foi postada aqui.
Bolo de cenoura norte-americano (úmido, temperado com especiarias e enriquecido com 'nuts'). A receita foi publicada pela primeira vez aqui, em 2009. Mas vou postá-la abaixo novamente, para que vocês possam reconhecê-la, quando a virem em outro site (já a achei em áginas que copiou até a minha redação!)
Bolo de cenoura norte-americano (com nozes)
Ingredientes
4 ovos
1 e 1/4 de xícara (chá) de óleo de cozinha (usei apenas 3/4 xícara de óleo de girassol)
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio*
2 colheres (chá) de fermento em pó*
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de canela moída**
3 xícaras (chá) de cenoura ralada no ralador grosso (na parte que fica parecendo flocos finos)
1 xícara (chá) de nozes picadas em pedaços não muito pequenos
Preparo
Ligue o forno à temperatura de 180ºC. Unte e enfarinhe um tabuleiro grande de 30cm por 40cm. (se for usado tabuleiro um pouco menor, o bolo fica mais alto; se pouco maior, mais baixo).
Bata no liquidificador (por dois minutos): o óleo, os ovos, o sal, e o açúcar.
Enquanto isso, peneire numa tigela à parte, a farinha a canela e o fermento.
Junte o batido no liquidificador à farinha. Acrescente a cenoura ralada e as nozes e misture tudo com um garfo.
Verta a massa na forma preparada e leve-a ao forno por cerca de 45 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.
Bata no liquidificador (por dois minutos): o óleo, os ovos, o sal, e o açúcar.
Enquanto isso, peneire numa tigela à parte, a farinha a canela e o fermento.
Junte o batido no liquidificador à farinha. Acrescente a cenoura ralada e as nozes e misture tudo com um garfo.
Verta a massa na forma preparada e leve-a ao forno por cerca de 45 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.
Cobertura
Ingredientes
1/2 xícara (chá) de manteiga em temperatura ambiente
227 gramas de cream cheese (queijo cremoso tipo Philadelphia)- usei só 150 gramas, desta vez
4 xícaras (chá) de açucar de confeiteiro (usei só 3 xícaras, desta vez)
1 colher (chá) de essência de baunilha
Preparo
Ponha todos os ingredientes na tigela da batedeira e misture tudo com um garfo. Após isso, leve a tigela à batedeira e bata até que a misture fique cremosa e fofa (dois minutos). Aplique a cobertura no bolo.
Notas:
* - Substituí as colheres de chá bicarbonato e fermento, por uma única colher de sopa de fermento em pó, pois não gosto muito do sabor residual do bicarbonato.
Se você não se importa, faça como manda a receita.
** - Acrescentei ao meu bolo: 1 colher (chá) de cravo em pó; 1/2 colher (chá) de noz-moscada em pó
1 pitada de cardamomo em pó.
a fatia do bolo de cenoura norte-americano
E os livros destes primeiros dias de outubro:
Rio em Shamas, de Anderson França, o Dinho.
Eu nunca havia ouvido falar do Anderson França, apesar de
ele ter milhares de seguidores no Facebook. Contudo, passaram-me este livro com
a recomendação de lê-lo, e assim que o comecei
a folhear, engatei na leitura e só o deixei depois de tê-la concluído. Trata-se
de um escritor que apesar de ter iniciado duas faculdades, faz questão de
escrever do modo como fala, então a chamada norma culta passa longe dele, rsrs.
Os textos do Anderson, porém, são tão carregados de ...
brasilidade e humor que a gente simplesmente
não consegue parar de lê-los. Mas, que ninguém se engane, a crítica à
desigualdade social e a outras mazelas vigentes em nosso país está inteirinha
lá. O Anderson é filho de retirantes nordestinos e muito conhecedor das
dificuldades que tal condição acarreta. Mas é com humor que ele fala delas e
também de um Rio de Janeiro que é desconhecido de muitos cariocas, que é o da
gente que mora em locais como Madureira e Cavalcanti, pega ônibus e vai ao
Cadeg (um tipo de Ceasa) de madrugada. Achei a leitura deste livro muito
válida!
Trechinho do livro:
“Eu achava que de noite uns satanazes entravam no meu quarto
para me atormentar. Isso até o dia que minha mãe me disse: Cavalcanti é muito
longe, Satanás não vem aqui, não.”
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Como conversar com um fascista, de Márcia Tiburi.
Márcia é professora de filosofia e eu, por causa dos tempos
sombrios que estamos a atravessar, tenho me voltado também para os livros que
abordam os problemas que temos enfrentado, como o recrudescimento do
conservadorismo, com o reaparecimento de reacionários e fascistas.
Quem já se deu ao trabalho de ler os comentários, publicados em
posts sobre política e assuntos afins, percebeu que a conversa entre os que
pensam de modo diferente tornou-se praticamente impossível. Em vez disso, o que
vemos é a troca de insultos, os ódios e a barbárie. Qual seria o remédio
para isso? Segundo a autora é o diálogo, pois “o diálogo é a forma específica
do ativismo filosófico.”
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E é só para ao momento. Até breve!





