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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pão de Leite + Nietzsche e o Cristianismo





Olá, vi o meu estoque de pão ir praticamente à zero, hoje de manhã, e percebi que não poderia ir às compras nas horas seguintes, fazer o que? Um pão caseiro, uai! Fiz a massa rapidinho, assim que terminei o preparo do almôço (aiaiai, esta palavra voltou a ter o acento diferencial? O 'desacordo' ortográfico está me deixabdo confusa com as letras, pela primeira vez na vida, rsrs), como ia dizendo, deixei que o pão descansasse, e assei-o tão  logo foi possível (1 hora e 35minutos depois, somando os dois "descansos"). E ei-lo aí, para a minha alegria, rsrs. Todavia, talvez por causa da pressa, o pão não ficou lá muito bonito, já que massa de pão não aceita ser tratada senão como diva. Mas garanto que ele ficou muito saboroso. Já publiquei aqui uma receita de pão de leite excelente, que depois foi copiada à torto e à direito, web afora. Houve até quem convertesse as medidas para outra unidade, e reapresentasse a receita como coisa nova. Este fica um pouco diferente: com uma casquinha mais firme e o interior macio.
 
Pão de leite


Ingredientes


½ kg de farinha de trigo (mais cerca de ½ xícara rasa e outro tanto para polvilhar a mesa)
1 envelope de fermento seco para pão (10g) ou 45g de fermento fresco para pão
250 ml de leite morno (quase frio)
¼ de xícara (chá) de açúcar
1 colher (sobremesa) de sal
¼ xícara (chá) de óleo vegetal (usei de canola)
1 ovo 
1 gema de ovo misturada a 1 colher de chá de óleo vegetal + 1 colher (chá) de café preparado para pincelar no pão

Preparo


Numa bacia ou tigela, misture: fermento, açúcar e leite. Acrescente o ovo ligeiramente batido e misture tudo. Acrescente a farinha, xicara a xícara e se necessário, por fim, adicione mais a ½ xícara extra, para que a massa desgrude das mãos (não exagere no acréscimo de farinha, ou o pão ficará duro). Vire a massa sobre a mesa – muito levemente enfarinhada - e sove-a  até que fique lisa. Ponha a bacia com a massa dentro de um saco plástico grande e deixe que a massa descanse até dobrar de volume e ficar leve. Vire de novo a massa sobre a mesa e pressione-a para que ela perca o ar.  Modele o pão e ponha-o numa forma untada. Pincele a mistura de gema sobre o pão e deixe que a massa descanse novamente até que cresça e ultrapasse a borda da forma.  Leve a forma ao forno, em temperatura média (180º C) e deixe que o pão asse por cerca de 40 minutos (até dourar).

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Ah, fiquei de voltar a falar de Nietzsche, e vou tentar resumir o meu ponto de vista sobre ele neste breve parágrafo. Li o que ele escreveu e, no final das contas, achei que o ataque dele ao cristianismo, a virulência contra o ensinamento cristão, o se assumir como o anticristo, as seis leis contra o cristianismo (veja abaixo),  e dizer que o cristianismo "é a maior desgraça da humanidade", invalidou tudo o que ele disse sobre outros assuntos. Acho quase inacreditável que ele tenha escrito essas coisas, tendo estudado as escrituras, como estudou, e sendo filho de um pastor protestante. A mim não me surpreende que os ensinamentos de Niestzsche tenha inspirado gente como Hitler, pois se este deturpou a filosofia de Nietzsche, Nietzsche também deturpou o ensinamento cristão. 

Nota: Acabei de publicar este texto e já recebi um e-mail em que a pessoa dizia: "Pensei que você gostasse de Nietzsche, pois você deu a entender isso, no post anterior!", rsrs.

Olha gente, se dei, peço desculpas, por ter confundido vocês. A verdade é que reconheço que Nietzsche disse coisas muito dignas de reflexão;  quem leu os livros dele sabe disso. Por outro lado, considere um pouco apenas as palavras dele contra o cristianismo, que estou publicando agora e me diga se isto não é de estarrecer qualquer um, mesmo os não cristãos.


(Li os livros acima mais o Aurora, do filósofo. E também o volume sobre Nietzsche da coleção Os Pensadores e um pequeno livro chamado O Pensamento Vivo de Nietzsche)


As 6 leis contra o Cristianismo (texto final do livro "O Anticristo"):

Dadas no dia da Salvação: Primeiro dia do ano Um (em 30 de Setembro de 1888).

Guerra de morte contra o vício: o vício é o cristianismo

Artigo Primeiro – Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é  o padre: ele ensina a antinatureza. Contra o padre não há razões: há cadeia.

Artigo Segundo – Qualquer tipo de colaboração a um ofício divino é um atentado contra a moral pública. Seremos mais ríspidos com protestantes que com católicos, e mais ríspidos com os protestantes liberais que com os ortodoxos. Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão. Consequentemente, o maior dos criminosos é filósofo.

Artigo Terceiro – O local amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basilisco deve ser demolido e transformado no lugar mais infame da Terra, constituirá motivo de pavor para a posteridade. Lá devem ser criadas cobras venenosas.

Artigo Quarto – Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.

Artigo Quinto – Comer à mesma mesa que um padre é proibido: quem o fizer será excomungado da sociedade honesta. O padre é o nosso tchandala – ele será proscrito, privado de alimentos, e expulso para um local como o deserto.

Artigo Sexto – A história “sagrada” será chamada pelo nome que merece: história maldita; as palavras “Deus”, “salvador”, “redentor”, “santo” serão usadas como insultos, como alcunhas para criminosos.

(artigo 7º: o resto nasce aqui).



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