(imagem da Internet)
(imagem da Internet)
Quando comecei este blog pensava
em fazer dele uma espécie de diário, com as minhas impressões sobre as coisas
que vivo. Tencionava falar tanto de comida quanto de literatura, cinema e arte,
assuntos que sempre me agradaram. Mas o desinteresse dos leitores por estes
últimos assuntos e o grande interesse pelo primeiro, me levou a separar as
coisas, criando um blog para os outros assuntos e mantendo o primeiro só para
comidas. O curioso é que isso me fez
mal, e cheguei a me questionar sobre a razão de minha atitude, já que eu não
devia satisfação a ninguém e o meu blog não tinha fins lucrativos. Minha filha
Lili, percebendo o impasse, comentou: “Preciso dizer que acho isso errado? O blog
é seu e você não devia tentar se adequar às expectativas, modismos ou
exigências de ninguém”. É que além de minha reticência quanto ao modo como as
coisas caminhavam, eu estava também me desviando do meu objetivo inicial, que
era o de falar tanto de quitutes e comidas de festa, quanto de alimentação
equilibrada e novas abordagens sobre nutrição, temas que foram, de cara,
suplantados pelo de comidas festivas.
E aqui, eu tenho de abrir um
parêntese: acho alimentação um assunto sério, como já disse neste blog, mais de uma vez. Sabemos que somos
o que comemos, mas temos comido o que nos faz bem? Tempos atrás li uma matéria
sobre o ator Tim Robbins, numa revista. A pessoa que a escreveu acompanhou a
rotina do artista por uns dois dias. Confesso que não me recordo bem dos
detalhes, pois isso foi há muito tempo, rsrs. Mas retive bem a descrição do
café da manhã do ator, que era uma beberagem feita de folhas verdes (espinafre?)
e outros ingredientes, algo que não lembra, nem de longe, o que costumamos
comer nos nossos desjejuns. Porém, o próprio ator então disse, que
eventualmente se permite saborear as comidas que gosta, entre as quais bacon
frito.
Isso só veio juntar-se às minhas
velhas opiniões sobre a necessidade de nos conscientizarmos sobre o modo
como os alimentos nos afetam, pois venho de uma família de pessoas “boas de
garfo”, que talvez, por isso mesmo, vêm morrendo relativamente cedo. E olha que
na minha família não uma há uma grande incidência de pessoas gordas. Esta
particularidade de minha estória me empurrou para pesquisas e leituras sobre o
assunto ‘alimentação’. O último livro
que li sobre o tema foi o ótimo ‘Manual do Herói – ou A Filosofia Chinesa Na
Cozinha’, da Sonia Hirsch. Nele a autora aborda a relação dos alimentos com os
órgãos e a nutrição do corpo, a partir da ótica da filosofia chinesa. Estou
inclusive repassando este livro - como disse posts abaixo -, para que outras
pessoas possam se beneficiar das informações dele.
Outra coisa preocupante, com
relação à alimentação, é que antigos rumores sobre os perigos do açúcar,
passaram recentemente a serem divulgados em alto e bom som, sendo que alguns
estudiosos do assunto querem agora que esta substância seja regulamentada como droga, pois, segundo eles, causa dependência e inúmeros males à saúde.
Pois bem, voltando ao blog. É
digerindo todas essas informações que me encontro. E como se isso fosse pouco,
há a questão dos plágios, da apropriação de fotos, das disputas infantis entre
blogueiros (as) e de outras coisas igualmente destrutivas. Há muito tempo que
reflito sobre o fenômeno do aparecimento deste grande número de blogs de
culinária, na web brasileira. O tempo nos tem mostrado que há uma expectativa
de retorno material/financeiro, por parte das pessoas que os têm criado. Acontece, que quanto mais penso nisso, mais a
coisa me parece um disparate. Primeiro porque o que é abundante no mundo, e não
se relaciona com as coisas da natureza, é desvalorizado. Depois porque
geralmente o que é valorizado o é por alguma razão, principalmente relacionada
à qualidade da coisa. Mas as pessoas que vêm criando blogs, se dando ao
trabalho que um blog exige, não parecem se dar conta disso, e agem como se estivessem
numa disputa, em que o “vencedor” será o mais finório (desculpem o uso desta
palavra fora de moda, mas só ela tem o significado exato, do que pretendo dizer).
Então, diante disso tudo, estou precisando de uma pausa. Até a volta!

