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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um Blog em Crise e os Desvios da Internet



                                                              (imagem da Internet)


                                                       (imagem da Internet)



Quando comecei este blog pensava em fazer dele uma espécie de diário, com as minhas impressões sobre as coisas que vivo. Tencionava falar tanto de comida quanto de literatura, cinema e arte, assuntos que sempre me agradaram. Mas o desinteresse dos leitores por estes últimos assuntos e o grande interesse pelo primeiro, me levou a separar as coisas, criando um blog para os outros assuntos e mantendo o primeiro só para comidas.  O curioso é que isso me fez mal, e cheguei a me questionar sobre a razão de minha atitude, já que eu não devia satisfação a ninguém e o meu blog não tinha fins lucrativos. Minha filha Lili, percebendo o impasse, comentou: “Preciso dizer que acho isso errado? O blog é seu e você não devia tentar se adequar às expectativas, modismos ou exigências de ninguém”. É que além de minha reticência quanto ao modo como as coisas caminhavam, eu estava também me desviando do meu objetivo inicial, que era o de falar tanto de quitutes e comidas de festa, quanto de alimentação equilibrada e novas abordagens sobre nutrição, temas que foram, de cara, suplantados pelo de comidas festivas.
 
E aqui, eu tenho de abrir um parêntese: acho alimentação um assunto sério, como já disse neste blog, mais de uma vez. Sabemos que somos o que comemos, mas temos comido o que nos faz bem? Tempos atrás li uma matéria sobre o ator Tim Robbins, numa revista. A pessoa que a escreveu acompanhou a rotina do artista por uns dois dias. Confesso que não me recordo bem dos detalhes, pois isso foi há muito tempo, rsrs. Mas retive bem a descrição do café da manhã do ator, que era uma beberagem feita de folhas verdes (espinafre?) e outros ingredientes, algo que não lembra, nem de longe, o que costumamos comer nos nossos desjejuns. Porém, o próprio ator então disse, que eventualmente se permite saborear as comidas que gosta, entre as quais bacon frito.
Isso só veio juntar-se às minhas velhas opiniões sobre a necessidade de nos conscientizarmos  sobre o modo como os alimentos nos afetam, pois venho de uma família de pessoas “boas de garfo”, que talvez, por isso mesmo, vêm morrendo relativamente cedo. E olha que na minha família não uma há uma grande incidência de pessoas gordas. Esta particularidade de minha estória me empurrou para pesquisas e leituras sobre o assunto ‘alimentação’.  O último livro que li sobre o tema foi o ótimo ‘Manual do Herói – ou A Filosofia Chinesa Na Cozinha’, da Sonia Hirsch. Nele a autora aborda a relação dos alimentos com os órgãos e a nutrição do corpo, a partir da ótica da filosofia chinesa. Estou inclusive repassando este livro - como disse posts abaixo -, para que outras pessoas possam se beneficiar das informações dele.
Outra coisa preocupante, com relação à alimentação, é que antigos rumores sobre os perigos do açúcar, passaram recentemente a serem divulgados em alto e bom som, sendo que alguns estudiosos do assunto querem agora que esta substância seja regulamentada como droga, pois, segundo eles, causa dependência e inúmeros males à saúde. 
 
Pois bem, voltando ao blog. É digerindo todas essas informações que me encontro. E como se isso fosse pouco, há a questão dos plágios, da apropriação de fotos, das disputas infantis entre blogueiros (as) e de outras coisas igualmente destrutivas. Há muito tempo que reflito sobre o fenômeno do aparecimento deste grande número de blogs de culinária, na web brasileira. O tempo nos tem mostrado que há uma expectativa de retorno material/financeiro, por parte das pessoas que os têm criado.  Acontece, que quanto mais penso nisso, mais a coisa me parece um disparate. Primeiro porque o que é abundante no mundo, e não se relaciona com as coisas da natureza, é desvalorizado. Depois porque geralmente o que é valorizado o é por alguma razão, principalmente relacionada à qualidade da coisa. Mas as pessoas que vêm criando blogs, se dando ao trabalho que um blog exige, não parecem se dar conta disso, e agem como se estivessem numa disputa, em que o “vencedor” será o mais finório (desculpem o uso desta palavra fora de moda, mas só ela tem o significado exato, do que pretendo dizer). Então, diante disso tudo, estou precisando de uma pausa. Até a volta!



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