Olá, chegamos ao fim da primeira semana do ano e eu cheguei ao fim da leitura do livro As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky, que Lili trouxe no Natal. Um dos privilégios de se ter filhos é que eles nos apresentam às coisas novas, que apreciaram ou simplesmente conheceram, e isso renova o nosso cabedal cultural, rsrs. Por mim mesma é bem possível que eu não lesse ou procurasse tomar conhecimento de algumas das obras que Lili tem curtido, pois já entrei na fase de valorizar muito o tempo, investindo-o naquilo que foi consagrado como coisa de valor, rsrs. Mas devo admitir que tenho gostado de conhecer o novo, pois tudo na vida está sempre se renovando, não é verdade? O livro conta a estória do garoto "Charlie", através das cartas que ele envia a um estranho, de quem ouviu falar muito bem na escola. Então, de forma despretensiosa, somos metidos dentro da vida de "Charlie", passando a conhecer a sua rotina e dramas. Na estória há referências a muitas obras que aprecio, livros e músicas principalmente, o que, naturalmente, tornou Charlie ainda mais simpático aos meus olhos. Mas há um outro lado do livro que - pelo que tenho visto - tem passado batido pelos leitores, que é a ligação quase secreta de Charlie a Nietzsche, através do livro "The Foutainhead", de Ayn Rand (só mencionado numa das últimas cartas). A muitos poderá parecer um delírio, de minha parte, associar o garoto Charlie, que tem apenas quinze anos, e está começando a ser introduzido à literatura adulta e à vida, a Nietzsche, que em momento algum é mencionado na estória, sendo a própria Ayn Rand citada só indiretamente (através do seu livro "The Fountainhead) e de forma brevíssima. Ocorre, senhoras e senhores, que quando conhecemos o modo como um determinado autor influenciou as pessoas que o leram, tornamo-nos capazes de perceber a influência dele mesmo em textos breves. E o fato é que achei similaridades entre as, digamos, idéias deste livro, e as de - por exemplo - Demian, de Herman Hesse, autor confessadamente fã de Nietzsche, a quem dirigia as mais altas loas. Uma das frases estruturais de Demian é:"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo;
destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de
desvincular-se do meio excessivamente cômodo e seguro da infância para a
conseqüente dolorosa busca da própria razão do existir: ser é ousar ser."
Voltarei a falar disso em futuros posts, rsrs.
E ontem eu preparei estas batatas ao pesto, molho que muito aprecio, à base de manjericão fresco. Mas já vou avisando que esta quantidade de molho é excessiva (para o meu gosto, pelo menos) para a quantidade de batatas que costumamos preparar rotineiramente. Então façam apenas um terço dele ou façam o molho para o usar também em outras ocasiões.
Salada de Batatas ao Pesto
Ingredientes
6 batatas de tamanho médio cozidas em água e sal
Alface roxa ou outra, já higienizada
Toamatinhos ou outro ingrediente à escolha
Preparo
Revolva as batatas no molho e disponha-as no prato em que serão servidas juntamente com os demais ingredientes.
Molho Pesto
Ingredientes
3 xícaras (chá) de folhas de manjericão fresco
higienizadas
1 dente de alho (ou mais, a gosto)
½ xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem
½ xícara (chá) de pinholes (usei nozes)
½ xicara (chá) de queijo parmesão ralado na hora
(ou mais, a gosto)
Preparo
Ponha os ingredientes no copo de um processador de
alimentos e bata até obter uma pasta lisa. Empregue.
