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domingo, 1 de julho de 2012

Tapioca ou Beiju, Deliciosa Panqueca Brasileira!



                                                                 "July, july, july, july,
                                                           Oh, me, oh me, oh me, oh my!"

 Olá, para todos. Pois é, julho começou! E toda vez que este mês se inicia eu me lembro dos versos da música acima, do nosso querido Billy Paul, rsrs.  Billy Paul vinha muito a Brasília, e até imprimiu as mãos no cimento fresco de um shopping daqui, rsrs. Quanto a julho, vocês sabem, quando ele chega o ano acaba num piscar se olhos. Queira Deus que os próximos seis meses sejam tão bons para todos nós quanto a música diz que um certo mês de julho foi para o cantor, rsrs.




Bem, quando eu fiz este post, sobre o cuscuz de tapioca, expliquei que aqui no Brasil esta palavra, 'tapioca', tem inúmeros sentidos, sendo um deles estas panquecas da foto (em alguns lugares também chamadas de beijus). Elas são feitas de polvilho doce, que é a fécula da mandioca. Muita gente faz estas panquecas encharcando o polvilho com água e esperando que a parte sólida da fécula assente no fundo da vasilha (decantação). Depois a água é descartada e o polvilho úmido é peneirado, sendo, por fim, cozido numa superfície quente, que pode ser uma pedra, uma chapa de metal ou uma frigideira. Eu tive que aprender outro jeito, na base da tentativa-erro, pois lembrava-me de várias pessoas que faziam as tapiocas de forma simplificada. Uma dessas pessoas era uma senhora piauiense, que as fazia para vender. O resultado das minhas tentativas é a receita abaixo, que rende 4 tapiocas. Não sei se teria sucesso, se fizesse a receita original, da decantação, porque percebi na prática que o polvilho que usamos (industrializado e nem pouco fresco, rsrs) não pode ser demasiadamente molhado pois, neste caso, produzirá uma panqueca grudenta, com textura diferente da que se deseja, rsrs.

Tapioca à Minha Moda

Ingredientes

3 xícaras (chá) de polvilho doce
1 xícara (chá) + 2 colheres (sopa) de água à temperatura ambiente (medida aproximada, vá colocando a água aos pouquinhos, pois cada polvilho a absorve de um jeito. A cada adição de água vá esfregando o polvilho entre as mãos, a fim de fazê-lo absorver a água, quando estiver como farofa úmida, está no ponto)
1 colher (chá) de sal

Preparo

Ponha o polvilho numa tigela grande. Junte o sal e misture bem. Acrescente a água e misture, inicialmente com uma colher, e depois com as mãos. Esfregue a "farofa" resultante entre as palmas das mãos, para quebrar as pelotas que se formam. Ponha uma peneira comum sobre outra tigela e peneire a farofa. Leve uma frigideira, sem nenhuma gordura, e de tamanho médio, ao fogo.  Quando a frigideira começar a esquentar, espalhe nela 3/4 de xícara do polvilho peneirado. Nivele o polvilho - delicadamente - com as costas de uma colher. Quando for possível levantar as bordas da tapioca, com a ponta da colher, vire-a para que cozinhe do outro lado. O tempo de cozimento de cada lado dependerá da grossura da tapioca e da temperatura da frigideira, mas deve ficar entre dois ou três minutos.
As tapiocas podem receber inúmeros recheios, tanto doces quanto salgados. Tradicionalmente, as doces eram recheadas com coco fresco ralado e um fiozinho de leite condensado. E as salgadas com queijo, que era posto na panqueca ainda na frigideira, tão logo cozinhasse os dois lados, coisa que o fazia derreter. Hoje há tapiocas com todo tipo de recheio.

Nota: Controle a chama do fogão para que as tapiocas não queimem.

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