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domingo, 14 de junho de 2020

Torta de limão e Merengue e o que rolou nos últimos dias....


Olá, queridos leitores, como passaram esses últimos dias? Espero que muito bem, apesar de tudo. A "quarentena" nos desafia, sei disso, ansiedade e angústia ficam como que à espreita, prontas para se arremeterem contra as nossas almas... mas nós haveremos de vencê-las até o fim, mantenham-se firmes!  

Para 'variar' eu achava que já havia aqui no blog a receita desta torta de limão, que eu chamo de 'torta de limão brasileira' ou 'torta de limão e leite condensado'. Descobri que não há e achei isso muito estranho, pois sempre a fiz, rsrs. Hoje ela figurou por cá como bolo de aniversário, porque foi o doce escolhido pelo aniversariante. A receita longa desta torta leva a gente a imaginar que ela seja de preparo difícil, mas isso é um engano, pois se trata de uma sobremesa fácil de fazer. Ela também fica glamourosa e costuma agradar a 'gregos' e 'troianos', que são boas razões para a gente fazê-la, né? rsrs. 


Torta de limão e Merengue (com leite condensado)
(esta é a receita da Nestlé, que eu já a alterei em vários pontos)
Massa:
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de manteiga
meia lata de creme de leite
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (sopa) de açúcar (opcional, acréscimo meu)
Recheio:
1 lata ou caixinha (395g) de leite condensado 
6 colheres (sopa) de suco de limão
meia lata de creme de leite
1 colher (sopa) de raspas da casca de limão
Merengue (do tipo italiano, na receita da Nestlé o merengue é outro, mais simples e mais econômico, mas este é mais estável e rende bem)
Ingredientes
2 xícaras de açúcar
160 gramas de claras de ovos (são cerca de 6 claras)
1 xícara de água
1 colher de chá de suco natural de limão (opcional)
Pitada de cremor de tártaro (opcional)
raspas da casca de limão para decorar a torta (opcional), usei um 'zester' para fazer as minhas 'raspas'*
Preparo:
Massa: Misture os ingredientes numa tigela, amassando tudo com um amassador ou com as pontas dos dedos. Faça uma bola com a massa, envolva-a com filme plástico e leve a bola à geladeira, por 30 minutos. Ligue o forno em temperatura alta (200ºC). Abra a massa sobre superfície ligeiramente enfarinhada e estenda-a numa forma para torta, de fundo falso (de 24 cm de diâmetro), cobrindo o fundo e as laterais da forma. Fure a massa com um garfo (para que ela não inche) e leve-a ao forno (preaquecido) por 20 minutos. Depois de assada, reserve a massa na forma.  
Recheio:
Numa tigela, misture os ingredientes do recheio e espalhe o mesmo na crosta assada da torta. 
Cobertura:
Merengue Italiano
Preparo:
Numa panela, de fundo grosso, misture a água e o açúcar. Leve a panela ao fogo médio e continue mexendo até que o açúcar dissolva totalmente (é coisa rápida, não mexa demais, ou a calda açucara!). Assim que o açúcar dissolver, pare imediatamente de mexer e deixe que a calda cozinhe até que atinja a temperatura de 120ºC, mais ou menos (se você não tiver um termômetro para doce, teste o ponto da calda, jogando uma colherinha dela em um pires de água fria. Se você conseguir pegar a massinha que se forma na água, com as pontas dos dedos – uma bolinha mole – está no ponto). Caso a calda se espalhe pelas paredes da panela e comece a cristalizar, passe um pincel culinário molhado em água limpa nos cristais, para dissolvê-los.
Enquanto a calda cozinha, ponha as claras na tigela da batedeira – que deve estar muito limpa. Bata as claras até que elas formem picos moles, acrescente o cremor de tártaro e o suco de limão e bata mais um pouco. Quando a calda chegar ao ponto, despeje-a sobre as claras em neve (picos ainda meio moles), com a batedeira ligada, em velocidade média. Deixe que a mistura bata até amornar. Empregue o merengue na torta. Use um saco de confeitar, se preferir. (queimei o meu merengue, ligeiramente, com um maçarico; você pode conseguir o mesmo efeito deixando a torta no forno baixo - 160ºC - preaquecido, por uns 15 minutos).
Zester é um utensílio de cozinha que serve para raspar as cascas das frutas cítricas. Diferentemente do ralador, ele produz umas tirinhas da casca dessas frutas.  

E o que tem rolado?

Com tanto tempo livre, tenho fotografado e lido um pouco mais do que o normal. Nos últimos dias tirei muitas fotos aleatórias, apenas para testar a luz e os ângulos dos objetos. Nem saberia como classificá-las. Estas abaixos - de cantos e coisas daqui de casa - são algumas delas...







De resto, como mencionei, tenho lido bastante. Pensei, inclusive, em inaugurar uma nova seção aqui no blog, em que eu faria resenhas dos livros que leio (e também dos já resenhados) sob um viés mais profundo e realista. Iria comentar ... por exemplo... a frase dita pelo almirante Croft, na estória escrita pela britância Jane Austen, Persuasão (capítulo 8; livro resenhado aqui). A frase é a seguinte:...."Se tivermos a sorte de viver para testemunhar outra guerra..."
Alguém pode perguntar como que testemunhar uma guerra pode ser um golpe de sorte. Mas só perguntaria isso, pessoas que não sabem que as guerras, muitas vezes, são instrumentos usados para conquistar terras e bens, poder e supremacia sobre outros povos. 
Em Persuasão, Frederick Wentworth, o amor da vida de Anne Elliot, a 'heroína', é dispensado por ela por não ter fortuna nem família com ligações sociais importantes. É verdade que a moça não tomou a decisão de dispensar o rapaz por si mesma, e sim levada pelo conselho de sua mentora, lady Russel. Mas o notável, é que sete anos depois Frederick Wentworth reaparece numa situação econômica e social muito diferente. Nos entrementes, ele havia participado de uma das guerras navais britânicas, dos tempos napoleônicos, e essa empreitada fez dele um homem rico e um militar condecorado. São coisas para se pensar, né? Mas eu não sei se levarei essa tarefa adiante.
E é só para o momento, mas espero voltar em breve.

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