sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Minha história com o Câncer de mama



Amigas e amigos, vocês que seguem este blog devem ter lido as menções que fiz a um tratamento médico a que eu estaria me submetendo. Algumas pessoas, inclusive,  enviaram-me mensagens, em particular, querendo saber mais sobre o assunto. Pois bem, esclareço a coisa toda agora.  

No final do ano passado eu percebi um nodulozinho no meu seio direito. Eu havia criado o hábito de fazer o autoexame, desde que algumas amigas apresentaram a doença. Para ser sincera, eu nunca fui muito disciplinada, na questão do autoexame, porém, fui eu mesma que percebi em mim o tal nódulo, um volume que me parecia do tamanho de uma ervilha.

Não levei a coisa tão à sério, porque acreditei, num primeiro momento, que o nódulo poderia ser algo como... sei lá, um espessamento qualquer do tecido da mama, enfim, uma coisa benigna. Eu nunca usei anticoncepcionais e nem fiz a reposição hormonal, então achei que não deveria me preocupar demais.

Mas – claro – assim que deu, comecei a investigar a coisa, começando pelo ginecologista, profissional que eu vinha evitando fazia anos. Ele pediu os exames necessários, e logo eu me vi com o assustador diagnóstico na mão. 

O tratamento de um tumor dessa natureza envolve uma equipe multidisciplinar. A gente tem que lidar - pelo menos - com um mastologista, um cirurgião e um oncologista, que é o especialista de fato, nessa doença.  Eu pude contar também com uma nutricionista e uma psicóloga. No meio disso tudo, se faz dezenas de exames. A vida da gente, com certeza, muda demais!

Dai, que eu cheguei ao tratamento efetivo, que é a quimioterapia e, com ela, experimentei os efeitos temidos, mas já esperados: perda dos cabelos, etc. Agora entrei na fase pós quimioterapia e estou tentando me fortalecer para os anos vindouros. Sim, fortalecer... e anos vindouros, pois vem acontecendo comigo o que já aconteceu com muitas outras pessoas, que se viram na mesma situação: uma intensa conscientização da brevidade e do valor da vida, somada ao desejo de aproveitar ao máximo, cada minuto que me for dado para estar nesse planeta.

Já percebi que estou menos paciente para baixezas (infelizmente tão horrivelmente presentes entre nós, nos dias correntes) também já não me permito tolerar, minimamente, crueldades e coisas do gênero. Não perderei sequer um segundo, cultivando relacionamentos com pessoas dadas a qualquer dessas práticas. Agora eu quero mais é ser feliz e curtir as pessoas que amo, do jeito que sempre desejei.

Dentro do que sei e me é possível fazer, quero poder conscientizar outras mulheres sobre os fatos relacionados a essa doença. Quero poder fazer algo por elas, ainda que seja apenas aumentar um pouquinho a esperança de cada uma. Quero fazer o que gosto, sempre amando a vida e me encantando com o mundo, como sempre aconteceu. 

É isso!



10 comentários:

Pedrita disse...

querida, resolveu se abrir publicamente. estamos juntas. realmente os sentimentos são muito controversos. coragem. beijos, pedrita

Karen disse...

Espero que esteja bem, que esteja se recuperando física e psicologicamente desse episódio. Ano passado também passei por uma situação que me fez descobrir forças e fraquezas que ignorava. É muito difícil receber um diagnóstico desses, mas chegar ao final do tratamento dá um grande alívio. Felizmente o tempo ajuda a amenizar muitas coisas. Um grande abraço e muita força!

Unknown disse...

Só a coragem que teve em expor seu problema com o intuito de ajudar outras mulheres já mostra a pessoa sensível e incrível que é você. Isto tudo vai passar, e você poderá usufruir a sua vida com mais leveza. Um afetuoso abraco.

Dalva Rodrigues disse...

Oi Marly! Estamos cada vez mais sujeitos a doenças como câncer, por mais que nos cuidemos, estamos expostos a essa transformação toda, somos vivos, e dentro de nós também é cheio de vidinha. Imagine meu suto qdo o filho aqui foi diagnosticado aos 22 anos(acabou td bem)
Que bom que a fase mais difícil do tratamento já passou e o pós com um olhar mais apurado certamente a fará viver melhor, sem perder tempo com o que não é legal.
Abração e bom final de semana, continue se cuidando, amiga!

chica disse...

Marly, que bom abriste o coração.Isso pode ajudar a tantas outras! Daqui torcendo por ti sempre pra que muito bem fiques! Sei bem o que é isso! bjs, força sempre! chica

A Paixão da Isa disse...

amiga eu sei que nao é facil pois estou nese meio vejo mtas pessoas mas elas dam sempre a volta por cima e é o que voce tambem vai fazer pois tudo vai correr bem na graça de deus pois ele vai estar a seu lado para ajudar neste passo pois desejo tudo de bom muita saude e a cima de tudo muita força e coragem e isso voce vai buscar junto dos que ama sao eles que lhe vam dar essa força eu daqui penso em voce mil bjs tudo de bom

Prata da casa disse...

Querida Marly: confesso que receava, por alguma indiretas deixadas aqui por ti, que talvez fosse esse mesmo o problema de saúde a que te referias. Como já nos vens habituando, conseguiste transformar um problema grave num testemunho sentido, mas sem dramas, capaz de ajudar tantas mulheres que , infelizmente, passam pelo mesmo.
Espero que continues a recuperar e a saber viver e apreciar cada momento da tua vida.
Bjn
Márcia

Heloisa disse...

Marly, querida amiga, você sempre me encanta.
Com seus bolos lindos, suas decorações, seus pratos doces e salgados apetitosos.
E, principalmente, com suas posições diante da vida.
Essa é uma fase difícil, mas penso que o pior já passou. E, essa experiência dolorida, com certeza lhe trará frutos bons, como você já está mostrando nesse post.
Desejo-lhe o melhor. Que logo, logo, você esteja totalmente recuperada, vivendo a vida do jeito que gosta e recebendo muito amor.
Beijos.

Também nesse ano, como você já sabe, recebi um diagnóstico de tumor maligno. Felizmente o tratamento está encerrado, e foi bem sucedido.

www.sosimplesassim.com.br disse...

Que bom que tudo já passou, Marly! Parabéns pela sua disposição em ajudar a outros que passam pela mesma experiência.
Bj,
Lylia

Debora disse...

Espero que esteja se recuperando bem. Atualmente meu pai é paciente de quimioterapia. Estamos nessa pela terceira vez! Ele está ótimo, estável, não sofreu muito os efeitos do tratamento, mas psicologicamente a doença fez muito efeito. Pensamos sempre na saúde física quando falamos em "receber alta", mas a saúde mental é igualmente importante e muito afetada nessa trajetória. Sou muito mais paciente com ele atualmente, por ter passado por toda experiência.

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