Olá, gente! Eu precisava fazer um doce gostoso e de preparo relativamente rápido, para levar para uma das minhas irmãs, que eu ia visitar. Então acabei decidindo-me por uma massa meio feita no liquidificador, recheada com chocolate branco e coberta com chantilly. Os bolinhos agradaram muito, pois a massa fica fofa e saborosa e o recheio e cobertura são do tipo que sempre agradam. Esta massa poder ser usada também para fazer bolos grandes, naturalmente. Ela é uma versão levemente modificada de outra massa de liquidificador que publiquei aqui em 2009 (massa branca).
Cupcakes com chocolate Branco e Chantilly
Bolo Básico de Liquidificador nº 2
Ingredientes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de amido de milho (Maizena)
1 e 1/4 xícara (chá) de açúcar
3 ovos médios
1/2 xícara (chá) de manteiga
3/4 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) rasa de fermento em pó
1/4 de colher (chá) de extrato de baunilha
Preparo
Ponha no liquidificador: Os ovos, o leite e o a manteiga e o açúcar e o extrato e bata rapidamente. Enquanto isso, peneira a farinha juntamente com o amido e o fermento. Misture o batido com a farinha. Distribua a massa em 18 forminhas médias de muffins, revestidas com forminhas de papel e leve-as ao forno médio por uns 20 minutos ou até que os bolinhos passem no teste do palito.
Recheio
Ingredientes
120 gramas de chocolate branco ralado
1/4 de xícara chá de leite
1 colher (sopa) de creme de leite
1 colher (sopa) de manteiga
Preparo
Ponha os ingredientes numa tigela, que possa ser aquecida, e leve-a ao banho-maria. Mexa de vez em quando até que derretam e se transformem num creme homogêneo. Espere amornar e recheie os bolinhos
Chantilly
Receita aqui.
*********************************************************************
Conversa
(imagem encontrada na Internet, de autoria desconhecida)
O motivo desta conversa é o meu eterno desejo de trazer outros assuntos para este blog. Desde o início eu quis abordar outros temas, falar dos meus outros interesses ou de coisas que eu vi, li, vivi etc., rsrs. E um dos assuntos que tem me interessado muito, nas últimas décadas é filosofia, especialmente a parte relativa à sabedoria prática, prontamente aplicável à vida.
Eu acho que a vida, longe de ser uma coisa sem sentido, decorrente de um acaso, é uma grande oportunidade de aperfeiçoamento de nossos espíritos, e enriquecimento de nossas almas. Sócrates, o filósofo, acreditava que o propósito do homem na vida era buscar sabedoria. Eu acho que é buscar sabedoria e aprender a amar de forma mais perfeita. Acho que estas duas coisas estão ligadas à compreensão da virtude, ou seja, do que é bom, do que é mau e também do direito do próximo, da ética e coisas tais.
Eu fiquei pensando nisso tudo, depois de uma conversa que tive ontem, com uma das minhas irmãs. Ela havia dito que um conhecido nosso meio que tornou-se um religioso fanático, do tipo que fala muito em Deus e nos favores divinos. Mas a minha irmã complementou: "Ele ainda está muito longe de compreender a essência de Deus, pois continua fazendo coisas potencialmente prejudiciais a outras pessoas".
Mas tanto a minha irmã como eu sabemos que a atual incompreensão do nosso conhecido não significa que ele não vá chegar um dia à compreensão; é bem possível que chegue sim. Mas pode ser que não, pois o mundo é cheio de gente que tira pouco proveito da oportunidade de aprender algo mais profundo ou abstrato, durante a vida.
Não faz muitos anos eu li uma entrevista deliciosa, com um dos astros cinquentões de Hollywood. Nela ele contou alguns fatos pitorescos da infância dele. E disse também que já adulto, foi um dia visitar um tio querido, que estava à morte. Então ele sentou-se ao lado da cama do moribundo e ficou um tempo pensando no que dizer. Mas aí o doente o fitou e disse: "Que desperdício!" Ele entendeu imediatamente que o homem referia-se à própria vida. E desde então tem procurado não cometer o mesmo erro, rsrs.
Todavia, eu acho que quem definiu melhor o desperdício da vida foi a inglesa Mary Cholmondeley na frase abaixo (atribuída erroneamente, Internet afora, ao poeta Carlos Drummond de Andrade):
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está
no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta
que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a
felicidade"



