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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ecos da Páscoa e o filme Cavaleiro de copas





Olá, gente, como vocês têm passado? Espero que muito bem! A Páscoa já vai longe, mas como só estou podendo atualizar o blog quando dá tempo, trouxe hoje algumas coisinhas que eu tinha intenção de publicar antes desse evento, rsrs. São elementos decorativos, feitos em papel, ainda dentro da proposta de fazer coisas com crianças (e também de produzir uma festa econômica). Pensei muito em minha irmã Sílvia, ao executar estas idéias, porque ela é professora de crianças pequenas. Espero que ela possa encontrar neste post alguma inspiração para a próxima Páscoa (ou outra festa, já que estas idéias podem ser adaptadas).

Para fazer as varetas acima, basta recortar figuras de coelhos e colá-las em pauzinhos compridos. As figuras podem ser feitas até mesmo contornando, com lápis, os moldes de cortar biscoitos.


             
      este coelhinho, que já foi mostrado no post anterior, é um porta docinhos. 


      
 acho que para crianças pequenas o ideal é colar a forminha do doce dentro do coelhinho.


vi este coelhinho numa loja de festas, e pedi para Bellita esquematizá-lo. Então ela fez o molde acima. A montagem é simples: basta dobrar o papel na base dos coelhinhos, e grampear as duas cabeças, na altura do pescoço. O lacinho ou outro enfeite disfarçam o grampo.



 ele pode ficar muito mimoso!



Também usei um dos coelhinhos - das varetas - para decorar este presente. Por coincidência, eu tinha papel para scrapbook idêntico a uma fita com um padrão xadrez.


                         
  E o coelho entrou também na decoração da torta de bacalhau da Páscoa (a decoração não ficou lá "essa coisa toda", rsrs, porque eu ia colocar aí também uma cenourinha, mas acabei desistindo). Esta torta, cuja receita publiquei aqui, fica uma delícia!


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O filme






Cavaleiro de copas  

Knight of cups, no original, direção de Terrence Malik, com um elenco estelar, encabeçado por Christian Bale (e Cate Blanchett, Natalie Portman, Brian Dennehy, Antonio Banderas, Freida Pinto, Wes Bentley, Isabel Lucas e Teresa Palmer ).

Frases:

“Estive todos esses anos vivendo a vida de alguém que eu não sei quem é”

“Trate este mundo como ele merece, não há princípios, apenas circunstâncias”

“Elas são como sabores. Às vezes você quer framboesa, em seguida, depois de um tempo, você quer morango” (frase dita pelo personagem de Antonio Banderas, referindo-se às mulheres).

“Beber é ruim, mas sentir é pior”

Este filme não é para qualquer um. Talvez pareça mesmo muito chato, para as pessoas não capazes de “ler” os significados subjacentes do que é mostrado. Ele relata a odisseia de um escritor (roteirista de Hollywood, acho eu), em busca do amor, do sentido da vida e também do autoconhecimento. 

Visto superficialmente, parece que acompanhamos, simplesmente, o vai-e-vem, sem sentido, de um homem, que circula através de Los Angeles e Las Vegas, entre parques, resorts, mansões, etc. Ele se relaciona com meia dúzias de mulheres lindas, frequenta festas sofisticadas e deve ganhar muito dinheiro, mas carrega consigo uma insatisfação e uma permanente busca de significado para tudo o que vive.  

Porém, este filme é, antes de tudo, uma reflexão sobre a falta de significado, que acompanha o sucesso material, e mesmo a vida, quando destituídos de sentido espiritual. Ele é dividido em capítulos, cada um deles ligado a uma carta de tarô (a lua, o enforcado, o eremita, etc.). As cartas simbolizam as personagens da vida do escritor.




O próprio cavaleiro de copas, no tarô, representa o homem mais controlado pela emoção do que pela razão, o aventureiro criativo, o mensageiro. Esta não é, geralmente, a definição de um artista ligado à palavra? 

Este filme inspirou-se na obra O Peregrino, de John Bunyan, que começou a ser escrito em 1675. Eu li este livro quando me converti ao protestantismo, logo depois que me casei. Ele narra a ‘viagem’ do cristão (nele chamado de O Peregrino), em direção à cidade celestial. Durante o trajeto, o Peregrino depara-se com pessoas e lugares, que simbolizam as dificuldades e as ameaças, para que ele alcance o destino final. 

O Hino da Pérola, uma passagem do livro apócrifo Atos de Tomé, também inspirou este filme. O hino conta a estória de um rapaz, filho do rei dos reis (Deus), que é enviado ao Egito (a Terra), para recuperar uma pérola, que está em poder de uma serpente (a força maligna do mundo), que vive no fundo do oceano. Ao chegar ao seu destino, porém, os habitantes do lugar seduzem o rapaz, e dão a ele uma bebida que o faz esquecer-se de suas origens, e mesmo de sua missão. O rei então envia uma carta ao filho, lembrando-o de suas origens. O rapaz cai em si, recupera a pérola e retorna à casa do pai. 

Pode-se dizer então, que através da estória do tal roteirista, Malick, nos mostre a jornada do homem pela Terra, e sua busca pelo verdadeiro sentido e propósito da vida.

Este filme é bem do tipo que me interessa! 




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