Olá, gente! Ufa, quase que não consigo voltar aqui, por causa dos muitos afazeres da vida real, rsrs. Contudo, finalmente consegui escapar por uma brechinha do tempo, para vir atualizar as postagens deste meu bloguito, rsrs. A receita destes biscoitinhos eu bem que poderia assumir que é minha, tantas foram as modificações que fui obrigada a fazer nela, para que os tais resultassem. Num dos livrinhos do açúcar União eles aparecem - em forma de casadinhos - com o nome de "Luas de Mel", porém, talvez por ter me atrevido a fazer apenas meia receita, já que a inteira levava 800 gramas de farinha, a massa ficou muito engordurada e mole. Com as alterações, incluindo o amido, que não constava na receita original, os biscoitinhos ficaram amanteigados e com sabor de mel, ou seja, bem saborosos, rsrs.
Por causa da proximidade da Páscoa, fiz os biscoitos também em forma de coelhinhos; na primeira foto eles são as bolinhas estreladas
(rende uns 70)
Ingredientes
100 gramas de açúcar refinado
250 gramas de manteiga
400 gramas de farinha
100 gramas de amido de milho
Pitada de sal
½ xícara (chá) de mel
1 colher (chá) de fermento em pó
10 gotas de essência de baunilha
Açúcar de confeiteiro para rolar os biscoitos
(opcional)
Preparo
Unte com manteiga e
enfarinhe uma ou mais assadeiras grandes de assar biscoitos; deixe-a de lado.
Ligue o forno à temperatura de 180º C. Se for rolar os biscoitos no açúcar de
confeiteiro, ponha uma xícara deste açúcar
numa travessa grande.
Misture bem: farinha,
amido, sal e fermento. Junte os demais ingredientes e misture-os até obter uma
massa homogênea. Estenda (entre dois plástico) e corte a massa, ou faça bolinhas e distribua-as na assadeira preparada. Asse os biscoitos por 12/15 minutos ou até
que alguns deles comecem a corar. Tire
os biscoitos da forma e deixe que esfriem ligeiramente. Role-os no açúcar de
confeiteiro, se desejar.
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Razão e Sensibilidade
Como mencionei dois posts atrás, a minha recente "insônia"
levou-me a folhear livros e revistas, e assim acabei relendo o Razão e
Sensibilidade (Sense and Sensibility), de Jane Austen. Como sou grande fã dessa escritora,
resolvi falar um pouco deste livro aqui.
Um homem, o Sr. Dashwood, casado
pela segunda vez, e pai de três filhas, duas moças e uma menina, está à morte,
por isso chama o seu filho primogênito, nascido de sua primeira e falecida
esposa, a fim de obter do rapaz a promessa de que assistirá financeiramente a
sua atual esposa e filhas, depois que ele se for. Ele faz isso porque as leis
de então estabeleciam que praticamente todo o patrimônio de um pai fosse
transmitido ao filho homem, e não às filhas, que recebiam apenas uma pequena
renda. O homem obtém a promessa solene do filho e morre em paz. Porém, assim
que o filho relata à esposa dele o compromisso assumido, esta, por ser insensível
e gananciosa, o convence a não cumpri-lo. Desse modo, a viúva, a Sra. Dashwood,
e suas três filhas: Elinor, Marianne e Margaret, perdem o direito de residir na
casa em que sempre viveram, e tratam de procurar outro lugar para morar.
(imagem da produtora do filme)
Não vou me estender mais, para não arruinar a surpresa dos que forem ler o livro de Jane Austen ou assistir ao filme (imagem acima) estrelado por Emma Thompson, Kate Winslet e Hugh Grant.
Razão e Sensibilidade foi o primeiro livro publicado de Jane Austen, e nele ela dá extensas provas de seu talento literário. A partir da estória da família Dashwood o leitor é exposto às complexas facetas humanas, exemplificadas nas grandezas e vilezas dos seus personagens. Porém, é como se sobretudo a autora fizesse a seguinte pergunta: "o ser humano deve guiar-se pelas emoções ou pela razão?". Ela mesma não oferece uma resposta definitiva para esta questão, embora nós leitores possamos ver claramente as consequências das ações motivadas por uma ou outra dessas possibilidades, como a nobreza decorrente da racionalidade e bom senso da personagem Elinor. Mas Marianne, que é muito mais emotiva e romântica (e jovem também, já que tem apenas 16 anos, no início da estória), tem também grandes qualidades, como, por exemplo, a franqueza, a transparência e o talento musical.
Os leitores atentos extrairão grandes ensinamentos deste livro, pois praticamente todos os personagens expõem com clareza o próprio caráter.
Força moral ou a falta dela, sabedoria, superficialidade, imaturidade, emotividade, senso prático, generosidade, amor, há de tudo nos personagens desta estória, que talvez por isso mesmo resulta muito cativante.
O filme, de 1995, é adorável e muito fiel ao livro.


