Olá, minha gente,
Como estão aí no confinamento? Espero que muito bem, empregando o tempo em coisas que distraiam a mente dessa situação surreal, rsrs. Eu estou na mesma, lendo um pouco mais, cozinhando e buscando evitar os sentimentos negativos.
Acho que já disse aqui que adoro fazer risotos, né? É um prato sofisticado e saboroso, que leva poucos ingredientes e é fácil de fazer. Os meus preferidos são os de açafrão e os vegetarianos: de abobrinha, aspargos, etc. Mas o povo aqui faz questão de ter uma carne na refeição principal do dia, por isso eu tenho feito muitas vezes o risoto de frango (mas não só de frango, claro)
Risoto de frango
Ingredientes
1 peito de frango cortado em cubinhos e temperado a gosto (pode ser feito também com sobras de frango assado ou cozido)
Preparo
Mantenha o caldo de galinha aquecido, em fogo baixo. Aqueça o óleo e a manteiga numa panela de fundo grosso e tamanho médio. Frite os cubinhos de frango (já temperados), até que dourem (uma boa pitada de açúcar apressa o processo). Acrescente a cebola picada e frite tudo. Junte o arroz (não se deve lavá-lo!) e o vinho e vá mexendo tudo até que o vinho evapore. Então vá juntando o caldo, concha a concha, mexendo sempre, para que o arroz solte o amido e fique cremoso e também para que não grude no fundo da panela, até que o arroz esteja cozido (al dente). Acrescente a primeira parte do queijo e mexa para que derreta. Corrija o sal, se necessário (adicione mais 1 colher de sopa de manteiga, se desejar) Sirva com a cebolinha e o restante do queijo. E lembre-se de que o risoto tem que ficar úmido!
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coléus (folhas de colorido magnifíco)
(rende até 8 porções generosas)
Ingredientes
1 peito de frango cortado em cubinhos e temperado a gosto (pode ser feito também com sobras de frango assado ou cozido)
500 gramas de arroz para risoto (arbório, carnaroli, vialone)
1 colher de sopa de óleo de cozinha
2 colheres de sopa de
manteiga (e mais, se desejar um risoto mais encorpado)
1 cebola média picada
½ xícara (120 ml) de vinho branco seco
1 colher de sobremesa de colorau (opcional)
1 litro ou mais de caldo de galinha (você pode fazer
antecipadamente o seu próprio caldo com a carcaça do peito, se comprar o peito
com osso; caso opte pela praticidade, use o caldo em pó, industrializado: é só
dissolve-lo conforme as instruções da embalagem)
Sal, se necessário
30 gramas de queijo parmesão ralado, para o preparo + 30
gramas para servir com o risoto (ou a gosto)
Cebolinha verde picada
Preparo
Mantenha o caldo de galinha aquecido, em fogo baixo. Aqueça o óleo e a manteiga numa panela de fundo grosso e tamanho médio. Frite os cubinhos de frango (já temperados), até que dourem (uma boa pitada de açúcar apressa o processo). Acrescente a cebola picada e frite tudo. Junte o arroz (não se deve lavá-lo!) e o vinho e vá mexendo tudo até que o vinho evapore. Então vá juntando o caldo, concha a concha, mexendo sempre, para que o arroz solte o amido e fique cremoso e também para que não grude no fundo da panela, até que o arroz esteja cozido (al dente). Acrescente a primeira parte do queijo e mexa para que derreta. Corrija o sal, se necessário (adicione mais 1 colher de sopa de manteiga, se desejar) Sirva com a cebolinha e o restante do queijo. E lembre-se de que o risoto tem que ficar úmido!
E estando com a família em volta, a gente sempre acaba cozinhando mais, especialmente os pratos preferidos de cada um (o que pode resultar num engordamento coletivo por cá, mas parece que isso não tem sido assim tão exagerado não, rsrs).
De qualquer modo, eu tenho feito também mais pão do que fazia antes, como muita gente por aí (aqui no blog eu já postei inúmeras receitas de pão).
E nos fins de semana, tenho feito pudim de leite com frequência, porque é a sobremesa preferida do meu marido.

Imagens Aleatórias
Também continuo tirando fotos aleatórias, com o objetivo talvez de melhorar como fotógrafa.
brinco de princesa (plantinha mimosa)
Eu havia dito, num post recente, que pensei em analisar – e
comentar aqui - os livros que leio (e até os já resenhados) sob um
viés mais realista. E isso porque acredito, realmente, que a literatura pode
mudar uma pessoa; pode melhorar bastante o entendimento que ela tem do mundo e
até de si mesma.
Para que isso aconteça é preciso que a leitura seja feita com cuidado e
atenção. E de forma analítica e crítica. Se nos deparamos, por
exemplo, com estórias de pessoas ricas e poderosas, temos que nos perguntar a
origem da riqueza e do poder das tais pessoas (o autor da narrativa talvez não
o faça, ou faça parcialmente, que é o mais comum). Se o livro nos fala de
pessoas pobres e deamparadas (ou ‘Humilhados e Ofendidos’, como as chamou
Dostoiévski, rsrs) temos que buscar a explicação para essa condição também.
De qualquer modo, a literatura nos fala sobre vidas e experiências que
se situaram dentro de um período de tempo, com os seus costumes, suas leis
e tradições. E isso nos faz ver como era a vida então. Nos livros da
inglesa Jane Austen, por exemplo, que viveu no século XVIII, a gente pode
ver que a condição das mulheres estava longe de ser a melhor, ainda que se
tratasse de mulheres de famílias abastadas.
É que, naquele tempo, as mulheres não tinham nenhuma autonomia, passavam
da subordinação ao pai para a subordinação ao marido, quando casavam. E não
tinham praticamente nenhum direito (a lei proibia – por exemplo - que elas
recebessem herança, e caso algum pai, possuidor de bens, transferisse
patrimônios para as filhas, estes passavam automaticamente ao marido, se elas
se casassem).
Os empregos remunerados eram mal vistos para mulheres, e só eram
tolerados às mulheres realmente necessitadas. Mulheres de classe média baixa
podiam ‘tocar’ um armarinho ou uma papelaria, mas mesmo essas ocupações eram
desencorajadas (e não agregavam status nenhum às pessoas que as desempenhavam).
De resto, a educação feminina era pobre e básica porque se considerava
que as mulheres não tinham capacidade intelectual suficiente, ou eram muito
inferiores aos homens, nessa área. No entanto, as heroínas de Jane Austen eram
inteligentes e capazes de tirar proveitos de situações adversas e restritivas.
Elas procuravam se educar do modo que podiam, observando os homens,
especialmente pais e irmãos. Se moravam em casa com biblioteca, procuravam ler
de forma contínua e sistemática.
Elas também buscavam a felicidade e a segurança econômica em
casamentos ‘sensatos’ em que houvesse, senão amor, ao menos estima, pelo homem
escolhido. Esse tipo de casamento não era – nem de longe – o mais comum
naqueles anos.
Então... temos que estar atentos a todas essas coisas, para não correr o
risco de não aproveitar a leitura plenamente.
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E é só, para o momento, até breve!