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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Pão de Centeio - Para o World Bread Day 2017



Olá, gente! Mais uma vez chegamos ao dia do World Bread Day, agora na edição de 2017! 


Atendendo ao convite da amiga Zorra, do blog Kochtopf,  para me juntar à celebração do World Bread Day de 2017, eu trouxe hoje este pão de centeio, cuja receita tirei do livreto que acompanha a máquina de fazer pão. É sempre bom lembrar que o motivo dessa comemoração é o fato de termos, em nossas mesas, o nosso 'pão' de cada dia, o que, com certeza, é um privilégio, tendo em vista a existência de muitas pessoas  no mundo que - infelizmente - não têm alimentos suficientes para suprir as suas necessidades. 

Pão de Centeio (Máquina de fazer Pão)
(receita do livreto da máquina de fazer pão)

Ingredientes

1 xícara de água (240 ml)
1 colher de sopa de margarina
1 ½ colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de leite em pó
2 xícaras de farinha de trigo (480 ml) 
1 xícara de farinha de centeio (240 ml)
2 ½ colheres de chá de fermento biológico seco

Preparo

Na cuba da máquina de fazer pães, ponha os ingredientes na ordem em que aparecem na receita. Escolha o ciclo “Integral” e a cor da casca “Médio”. Ligue a máquina e deixe que o pão seja preparado até o fim. Caso deseje modelar e assar o pão no forno, retire a massa da cuba, quando estiver faltando cerca de 1 hora e quinze minutos para a conclusão do ciclo completo. Modele o pão  (para isso molhe levemente as mãos com água ou óleo de cozinha) coloque-o numa forma untada e enfarinhada. E deixe que cresça por cerca de 1 hora, em local seco e ‘quente’ (coloquei a forma com o pão dentro de um saco de plástico e levei a forma ao forno desligado). Depois de crescido, tire a forma do saco, ligue o forno em temperatura média (180ºC), e deixe que o pão asse por uns 35 minutos.


Páginas de amigos que estão participando do World Bread Day 2017:
http://www.cousasdemilia.com/2017/10/pan-sin-gluten-que-se-parece-mucho-al.html#more
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É só para o momento. Estarei viajando, daqui a pouco. Mas, mesmo em trânsito, vou tentar visitar os blogs que sigo. Até breve!






sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Praliné, o que rolou na cozinha, durante a semana, e os últimos livros lidos


Olá e bom fim de semana para todos! Para quem não sabe, Praliné é tipo uma farofa, feita de um caramelo endurecido e enriquecido com alguma (ou várias) 'nuts" (castanhas, nozes, amendoim, etc). Muita gente confunde o Praliné com o Nougat (ou Nougatine) que é o mesmo doce não quebrado, não transformado em pó.  O Praliné é muito utilizado para acompanhar sobremesas e também em recheios, aos quais ele acrescenta crocância e sabor.


A minha receita do Praliné é muito simples: o mesmo peso de açúcar e 'nuts', sendo que estas entram na calda no momento em que ela se torna um caramelo. As 'nuts' são previamente torradas (mas há quem faça a receita sem isso). E há também os que acrescentem sumo de limão ou outro ingrediente à mistura, para incrementá-la ou destacar o sabor das castanhas. Fiz este com amêndoas torradas.

Praliné (de amêndoas torradas)

Ingredientes

200 gramas de açúcar
200 gramas de amêndoas torradas  
3/4 de xícara de água

Preparo


Tenha já em mãos as amêndoas torradas. Reserve-as. Unte com manteiga uma superfície lisa e limpa (como uma bancada de mármore, por exemplo). Numa panela de fundo grosso (de preferência) faça uma calda com a água e o açúcar e deixe que a calda cozinhe (sem mexer nela!) até que ganhe uma cor marrom (ponto de caramelo, que é quando você joga um pouquinho da calda quente num pires com água fria, e ela endurece imediatamente. A temperatura neste ponto pode variar de 121 a 131º C). Junte as amêndoas ao caramelo (misturando bem) e verta tudo sobre a superfície preparada. Espere que esfrie e endureça. Solte o caramelo, pelas bordas, com uma faca, e quebre-o em pedaços bem pequenos, com um martelinho de cozinha (gosto de colocar os pedaços grandes do doce num saco plástico grosso, antes de quebrá-lo bem).


Cozinhei muito nesta semana, e ainda fiz alguns extras, como estas tortas de bacalhau e o bolo de cenoura americano, que também foi publicado primeiramente aqui no blog (numa tradução e adaptação da receita  clássica, feitas por mim). Esta receita depois se espalhou pela blogosfera de língua portuguesa, que quase nunca reconhece a origem dela. 




a receita desta torta foi postada aqui.


Bolo de cenoura norte-americano (úmido, temperado com especiarias e enriquecido com 'nuts'). A receita foi publicada pela primeira vez aqui, em 2009. Mas vou postá-la abaixo novamente, para que vocês possam reconhecê-la, quando a virem em outro site (já a achei em áginas que copiou até a minha redação!) 

Bolo de cenoura norte-americano (com nozes)
Ingredientes

4 ovos
1 e 1/4 de xícara (chá) de óleo de cozinha (usei apenas 3/4 xícara de óleo de girassol)
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio*
2 colheres (chá) de fermento em pó*
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de canela moída**
3 xícaras (chá) de cenoura ralada no ralo grosso (na parte que fica parecendo flocos finos)
1 xícara (chá) de nozes picadas em pedaços não muito pequenos

Preparo

Ligue o forno à temperatura de 180ºC. Unte e enfarinhe um tabuleiro grande de 30cm por 40cm. (se for usado tabuleiro um pouco menor, o bolo fica mais alto; se pouco maior, mais baixo).
Bata no liquidificador (por dois minutos): o óleo, os ovos, o sal, e o açúcar.
Enquanto isso, peneire numa tigela à parte, a farinha a canela e o fermento.
Junte o batido no liquidificador à farinha. Acrescente a cenoura ralada e as nozes e misture tudo com um garfo.
Verta a massa na forma preparada e leve-a ao forno por cerca de 45 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.

Cobertura


Ingredientes


1/2 xícara (chá) de manteiga em temperatura ambiente
227 gramas de cream cheese (queijo cremoso tipo Philadelphia)- usei só 150 gramas, desta vez
4 xícaras (chá) de açucar de confeiteiro (usei só 3 xícaras, desta vez)
1 colher (chá) de essência de baunilha

Preparo


Ponha todos os ingredientes na tigela da batedeira e misture tudo com um garfo. Após isso, leve a tigela à batedeira e bata até que a misture fique cremosa e fofa (dois minutos). Aplique a cobertura no bolo.

Notas:


* - Substituí as colheres de chá bicarbonato e fermento, por uma única colher de sopa de fermento em pó, pois não gosto muito do sabor residual do bicarbonato.
Se você não se importa, faça como manda a receita.

** - Acrescentei ao meu bolo: 1 colher (chá) de cravo em pó; 1/2 colher (chá) de noz-moscada em pó
1 pitada de cardamomo em pó. 



a fatia do bolo de cenoura norte-americano



E os livros destes primeiros dias de outubro:



Rio em Shamas, de Anderson França, o Dinho.

Eu nunca havia ouvido falar do Anderson França, apesar de ele ter milhares de seguidores no Facebook. Contudo, passaram-me este livro com a recomendação de lê-lo, e assim que o comecei  a folhear, engatei na leitura e só o deixei depois de tê-la concluído. Trata-se de um escritor que apesar de ter iniciado duas faculdades, faz questão de escrever do modo como fala, então a chamada norma culta passa longe dele, rsrs.

Os textos do Anderson, porém, são tão carregados de ... brasilidade  e humor que a gente simplesmente não consegue parar de lê-los. Mas, que ninguém se engane, a crítica à desigualdade social e a outras mazelas vigentes em nosso país está inteirinha lá. O Anderson é filho de retirantes nordestinos e muito conhecedor das dificuldades que tal condição acarreta. Mas é com humor que ele fala delas e também de um Rio de Janeiro que é desconhecido de muitos cariocas, que é o da gente que mora em locais como Madureira e Cavalcanti, pega ônibus e vai ao Cadeg (um tipo de Ceasa) de madrugada. Achei a leitura deste livro muito válida!

Trechinho do livro:

“Eu achava que de noite uns satanazes entravam no meu quarto para me atormentar. Isso até o dia que minha mãe me disse: Cavalcanti é muito longe, Satanás não vem aqui, não.”

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Como conversar com um fascista, de Márcia Tiburi.

Márcia é professora de filosofia e eu, por causa dos tempos sombrios que estamos a atravessar, tenho me voltado também para os livros que abordam os problemas que temos enfrentado, como o recrudescimento do conservadorismo, com o reaparecimento de reacionários e fascistas.

Quem já se deu ao trabalho de ler os comentários, publicados em posts sobre política e assuntos afins, percebeu que a conversa entre os que pensam de modo diferente tornou-se praticamente impossível. Em vez disso, o que vemos é a troca de insultos, os ódios e a barbárie. Qual seria o remédio para isso? Segundo a autora é o diálogo, pois “o diálogo é a forma específica do ativismo filosófico.”

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E é só para ao momento. Até breve!



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Abobrinha de festa, uma mesa de Primavera e as receitas do blog que 'bombam' em outros sites...



Olá! Um dia desses eu vi, numa velha revista gringa, sobre alimentação vegana, uma abobrinha cuja apresentação era um pouco parecida com esta. Resolvi logo que ia fazer a minha versão dela, rsrs. A minha receita não tem segredos, é só cozinhar fatias grossas de abobrinhas (e eu cozinhei estas no vapor) e depois combiná-la com outros vegetais - cozidos ou crus - à escolha. Juntei as minhas, à fatias de beterrabas cozidas em água e sal, e acrescentei também fatias fininhas de pepino + metades de tomatinhos cereja. Assentei tudo sobre um a espécie de molho Pesto rico em alho e cebola (previamente fritos).  Joguei um fiozinho de azeite extra virgem sobre tudo. 

Antes de montar o prato eu salpiquei sal nas abobrinhas. Elas poderiam ter sido recheadas com um refogadinho feito com a própria polpa delas, retiradas para fazer a cavidade, como eu já fiz em outra ocasião. Tente isso, se você quiser realmente meter o pé na jaca, rsrs. Aqui no blog tem muitas outras receita de abobrinha, inclusive uma recheada aqui (não é esta da foto abaixo):  






Com a chegada da Primavera, que é a estação em que a natureza renova a sua beleza, eu sempre fico com vontade de espalhar flores pela casa e também de preparar uma mesa... primaveril, rsrs. 



Comecei por arrumar esta mesa, aproveitando que compramos este conjunto (baratinho) de louças, num supermercado da cidade.



Resolvi reapresentar, daqui para a frente, algumas receitas já publicadas no blog, depois de vê-las, repetidas vezes, em outros sites ou vídeos. 

Uma dessas receitas é a mousse de maracujá com chocolate, que foi publicada aqui. O interessante é que a primeira vez que combinei a mousse com chocolate, em 2013, este entrou na receita em forma de creme (da receita do 'Pot au crème', também já publicada neste blog) e não de ganache, como vim a fazer posteriormente, em 2015. 


Por falar em mousse de maracujá, na última vez que a fiz, resolvi acrescentar uma camada de chantilly e farofa de biscoitos caseiros a esta sobremesa, como vocês podem ver na foto abaixo.


Outra receita que acho especialmente boa (que foi, aliás a primeira que traduzi e publiquei neste blog, bem aqui, em 2008, logo no primeiro post) é a do  pão branco Amish. Este pão também apareceu depois em muitas outras páginas.


aqui está a imagem original dele


Bem, é só para o momento. Até breve!





quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Bolachas de manteiga e baunilha e as novelas Amok e Xadrez de Zweig


Olá! Andei viajando recentemente com o meu marido, e esta é a razão de haver me demorado para vir atualizar as postagens deste blog, rsrs. Depois que voltei estive a ponto de vir publicar algumas receitas que já fiz, inclusive cheguei a anunciar uma torta de frutas no Facebook, mas resolvi adiar um pouco a publicação dela por causa destas bolachas.


Trata-se de bolachas simples, de manteiga e baunilha, mas elas, que são fáceis e rápidas de fazer,  resultam muito saborosas (vejam que as meninas do blog de onde tirei a receita dizem que esta é a melhor). Por isso decidi que mereciam a prioridade. Digo que são rápidas de fazer porque geralmente receitas desse tipo requerem a refrigeração da massa, o que não é o caso desta massa. Outra vantagem desta receita é que ela produz muitas bolachas (cerca de 65) por levar 6 xícaras de farinha. As bolachas também ficam com uma superfície plana, e não abaulada ou "inchada", apesar do fermento que entra nelas, o que as torna perfeitas para receberem decoração com glacê ou outras.

Bolachas de manteiga e baunilha (a melhor receita)

xícara = 240 ml

Ingredientes

 2 xícaras de manteiga com sal
 2 xícaras de açúcar
 2 colheres de sopa de essência de baunilha (coloquei só 1 colher de sopa  e achei mais do que suficiente!)
 2 ovos
 4 colheres de chá de Fermento em pó
 6 xícaras de farinha de trigo

Instruções

Unte e enfarinhe duas assadeiras grandes para biscoitos e deixe-as de lado. Na batedeira e usando o batedor em forma de âncora, bata a manteiga com o açúcar até que estejam bem misturados. Adicione a baunilha e os ovos e misture-os bem. Adicione o fermento e misture-o bem. Acrescente a farinha (duas xícaras de cada vez), até que misturem bem. Abra a massa com um rolo de massa (é melhor fazer isso colocando a massa entre dois pedaços de plástico). Ligue o forno em 180º C. Corte as bolachas na forma desejada. Distribua-as nas assadeiras preparadas e asse-as em forno preaquecido (em 180ªC) por 6-8 minutos, dependendo do tamanho e espessura da bolacha (o fundo delas tem que ficar marrom).  



Amok e Xadrez, de Stefan Zweig



Levei estes livros em minha viagem, reli o Grande Gatsby, do Fitzgerald, li o livro do Zweig (que tem duas novelas: Amok e Xadrez), mas não consegui terminar de ler este pequeno livro do Martin Page (Como me tornei estúpido), por causa das muitas saídas que fizemos, mas quero concluir a leitura dele agora. 


Atenção! Os textos abaixo fazem revelações sobre os enredos das novelas Amok e Xadrez, de Stefan Zweig!


Amok

Amok seria uma palavra malaia que designa uma espécie de loucura que acomete repentinamente um indivíduo, levando-o a sair correndo, furioso, matando as pessoas com quem cruza.  

                                              **********

Um médico alemão, depois ter se envolvido de forma extremada com uma mulher que o leva a cometer atos ilícitos, parte para um remoto distrito da Indonésia (lugar precário e com poucos habitantes), a fim de se afastar do epicentro do escândalo em que se metera, e também para poder exercer livremente a sua profissão, coisa que lhe seria negada em seu país.
Lá, depois de um tempo, ele começa a se ressentir do isolamento, da solidão, do clima e da ausência de seres humanos que lhe sejam semelhantes, mas tenta compensar isso estudando e se dedicando aos seus afazeres. 
Deprimido e nostálgico, ele se vê obrigado a permanecer no país por mais tempo, para poder fazer jus a uma pensão que lhe permitirá retornar à Europa e recomeçar a vida.  
Um dia ele recebe inesperadamente a visita de uma dama inglesa que, numa conversa cheia de sutilezas e rodeios, pede que lhe seja feito um aborto. De algum modo o médico percebe que o marido da mulher (que se encontra fora do país, devendo retornar em poucos dias) não é o pai da criança e, num assomo de loucura, diz que só a ajudará, caso ela se ‘entregue’ a ele.
Esta proposta deixa a mulher tão surpresa e indignada, que ela chega a gargalhar de nervosismo. Ela se retira da presença dele disposta a nunca mais lhe por os olhos em cima, mas no momento mesmo em que ela sai, o homem cai em si e se arrepende do mal feito.
Daí em diante, o médico fica como que acometido de Amok, no sentido de estar tomado por uma obsessão, um desejo desesperado, mas que, no caso, é o de reparar a ofensa feita à mulher.
O encontro com esta mulher, o sucedido entre os dois, e o que acontece depois marcará o médico para sempre.

                                                   **********
                                                                   
                                                Xadrez 
                                      
(este foi o último trabalho de Zweig, escrito em Petrópolis, no Rio de Janeiro, poucos meses antes da morte dele) 

Aqui a estória se passa num navio que viaja de Nova York a Buenos Aires. Nele se encontra  um arrogante campeão de xadrez (excelente jogador, mas um ser humano medíocre e limitado).

Porém,  encontra-se também no navio, um advogado que, em consequência das ações perpetradas por Hitler, no período da ascenção do Nazismo, fora detido pela Gestapo por longos meses, num quarto de hotel.  O objetivo dessa prisão era o de levar o homem a fazer revelações do interesse do nazismo, para se livrar da tortura psicológica que lhe estava sendo infligida.
Mas, o homem conseguira manter a sanidade e a discrição, porque passara o seu tempo de confinamento disputando imaginárias partidas de xadrez. Deste modo ele adquirira um domínio do jogo capaz de botar em risco o título do 
campeão.  




Ah, durante os meus dias de descanso eu fiz também o bordado desta bailarina com saião!



Bem, é isso, até a próxima!




quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Biscoito de Casamento (número 2) e o livro O escafandro e a borboleta



Olá, minha gente! Para "variar", andei cozinhando muito, nos últimos dias e cheguei mesmo a fotografar alguns dos pratos feitos. Mas a falta de tempo e, principalmente, um certo desânimo me impediram de vir por cá atualizar este pobre blog, rsrs.

No entanto, recebi no Facebook, in box, um pedido de nova receita de biscoito de casamento. A pessoa referia-se aos antigos e tradicionais 'wedding cookies', que são os biscoitos geralmente passados em açúcar, como os das fotos deste post. Mas ela queria que os tais biscoitos fossem mais 'light' que os tradicionais, que geralmente levam muita manteiga, além de 'nuts' (nozes, castanhas, avelãs, etc.) na massa.

Eu havia feito novamente as bolachinhas de maracujá, cuja receita foi publicada aqui. E foi esta a receita que sugeri à minha solicitante do Facebook. Mas, observem que eu poderia ter sugerido qualquer dos biscoitos menos gordurosos, já mostrados aqui no blog. O cuidado que se deve ter é o de escolher um biscoito gostoso. Caso o biscoito seja especialmente doce, convém reduzir um pouco o açúcar da massa, uma vez que os 'wedding cookies' são rolados em açúcar, depois de assados. 


Nota: Se você, leitor, estiver interessado em receitas dos 'wedding cookies tradicionais', postei uma receita deles aqui. Porém, podemos considerar como tais, qualquer  biscoito amanteigado, que levarem 'nuts' na massa. 


 
O Escafandro e a borboleta 

 Ganhei este livro recentemente, mas vi o filme baseado nele, na época em que foi lançado. Gostei muito desta obra, uma vez que sempre tive interesse em estórias de vidas que registram guinadas significativas, ao longo do seu curso. 

Sempre achei que é possível aprendermos muito, a partir das narrativas que dão conta de mudanças dramáticas em vidas humanas. Os Provérbios nos dizem que: "Quem é fraco numa crise, é realmente fraco". Mas, convenhamos, há crises e crises, e algumas são de quase matar um, como foi o caso da crise enfrentada por Jean Dominique Bauby. 

Atenção, o texto abaixo contém revelações (spoilers) sobre o enredo do livro resenhado:

O Escafandro e a borboleta (no original: Le scaphandre et le papillon, de Jean-Dominique Bauby

 

 Jean Dominique Bauby, francês nascido em 1952, jornalista, dois filhos, editor chefe da revista Elle. Habituado a certos privilégios e regalias.

Para o dia oito de dezembro de 1995 (uma sexta-feira), Bauby agendara um teste do novo modelo do automóvel da marca BMW. À hora marcada (no início da manhã), um motorista, enviado pela importadora, postara-se `a porta do edifício onde morava o jornalista, com o carro. O motorista leva Bauby ao trabalho dele. Os dois homens combinam de se encontrarem às quinze horas, depois de o jornalista desincumbir-se das demandas do dia. Um pouco depois da hora marcada Bauby segue com o motorista para a casa de sua ex-mulher, a fim de apanhar o filho, que passaria o fim de semana em sua companhia. 

“A partir daí tudo se torna incoerente, a minha visão se turva, as minhas ideias se embaralham. Assim mesmo sento ao volante da BMW, concentrando-me nos clarões alaranjados do painel. Manobro em marcha lenta, e no feixe dos faróis, mal distingo as curvas que já fiz milhares de vezes. Sinto o suor perolar-me a testa e quando cruzamos com um carro, vejo-o em dobro. No primeiro cruzamento encosto no meio fio”.

Naquele momento, Bauby estava a sofrer um acidente vascular cerebral que o deixaria, mudo, cego de um olho, e totalmente imobilizado. A medicina chama esta condição de ‘locked in syndrome’, que significa estar ‘trancado’ dentro de si mesmo, pois geralmente, como aconteceu com Bauby, a mente e o espírito do paciente continuam funcionando perfeitamente. Veio dessa situação o nome do livro O escafandro e a borboleta. Escafandro é vestimenta impermeável usada pelos mergulhadores, quando eles tencionam passar muitas horas debaixo da água (veja a foto abaixo).  E a alusão à borboleta se deve aos volteios feitos pela mente que podia ‘voar’ livremente, a despeito da imobilidade do corpo.   

O olho poupado pelo mal tornou-se o elo que ligava o jornalista à vida. E foi com esse olho que ele ‘escreveu’ a obra. A partir das piscadelas feitas com o olho, Bauby forneceu à terapeuta  - que o auxiliou na empreitada – as letras, formadoras das palavras que resultaram no livro.

E o livro resultou poético, leve e bem humorado. Um testemunho a favor da vida e da liberdade. 

 escafandro (imagem encontrada na Internet) 

 

Nota: Bauby faleceu em nove de março de 1997, alguns dias depois da publicação deste livro. 

Nota 2: A estória de Bauby lembrou-me muito a da brasileira Luciana Scotti, cujo livro "Sem asas ao amanhecer", eu li anos atrás. Luciana sofreu também um AVC, aos 22 anos, tornando-se muda e paralisada como o jornalista. Tempos depois ela recuperou o movimento de um dos dedos.

 

 

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