domingo, 19 de janeiro de 2020

Muxá (em nova versão), ecos do Natal e o livro Howards End



Olá, queridos leitores, como têm passado? Espero que muito bem! Aproveito a oportunidade - ainda dá tempo, convenhamos, rsrs - para desejar a todos um 2020 muito bom!

De vez em quando eu recebo e-mail de gente me pedindo o fornecimento do link de uma determinada receita, porque a pessoa não consegue acessá-la através da caixa de pesquisa.

Uma das receitas que - parece - tem sido difícil de achar, é a deste  doce das fotos, o muxá, conhecido na Bahia pelo nome de Lelê.

Há dois (ou mais!) links para esta receita aqui no blog: o do post original e outro, em que o doce é mencionado.

Verifiquei, porém, que só se chega ao primeiro link de forma indireta e isso me deu um novo motivo para republicar a receita (outro motivo é que eu a venho fazendo numa nova versão,  ligeiramente modificada, acho que para melhor).


Muxá - Lelê (ou barrinhas de milho e coco)

Ingredientes

500g de quirera de milho (também conhecida por canjiquinha; é o milho quebrado, comida de passarinho)
700 ml de água (ou um pouco mais)
600 ml de leite integral
3/4 de xícara (chá) de açúcar
1/4 xícara (chá) de leite de coco integral
1/4 de colher de chá de sal
1 coco pequeno ralado ou 200 gramas  de coco seco ralado (2 pacotes)

Preparo

Na véspera, ponha a canjiquinha de molho na água, num recipente com capacidade para uns dois litros (a canjiquinha deve ficar coberta pela água). No dia seguinte, coloque a canjiquinha e a água numa panela de pressão e leve a panela ao fogo (a água deve ultrapassar um pouco o nível da canquinha). Assim que a válvula começar a girar, abaixe o fogo e deixe que cozinhe por  vinte minutos (muita calma nessa hora, mantenha o fogo bem baixinho, pois este preparado costuma grudar no fundo da panela). Tire o ar da panela, junte o açúcar, o sal, o leite e o leite de coco e volte a panela ao fogo baixo, mexendo sempre, até que o milho absorva bem os líquidos (leva mais ou menos meia hora). Desligue o fogo e adicione metade do coco e misture bem. Despeje a mistura num tabuleiro grande (30cm por 40cm), umedecido com água (é só jogar água no tabuleiro e escorrer), nivele a mistura com uma colher. Distribua o restante do coco sobre o doce, cubra-o e deixe que esfrie. Quando amornar, leve a forma  à geladeira. No momento de servir, corte o doce em barrinhas.

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Os biscoitos do Natal

Vi que não mostrei  nada do que preparei ou comemos no Natal e no Réveillon. Foram várias as razões para isso: fotos ruins ou tiradas depois da 'hora' e até mesmo a minha indisposição para tanto.

Mas o fato é que andei fazendo algumas coisas sim, e uma delas foi estes biscoitos natalinos, que eu pretendia distribuir para parentes e amigos, mas acabei não fazendo isso, pois não os preparei na quantidade suficiente.





As receitas dos biscoitos estão espalhadas pelo blog.

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Livro

Howards End,
de E. M. Forster

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Apesar de ter montes de livros à espera de leitura, resolvi reler O Howards End, de E. M. Forster, que eu havia lido numa fase pouco favorável à apreensão do conteúdo de sua estória, cerca de duas décadas atrás.


Que boa ação, essa de reler este livro, quanta reflexão ele despertou em mim, nessa segunda leitura!


Howards End conta a estória de duas famílias – os Schlegel e os Wilcox, que se de associam de maneira quase acidental.


São famílias muito diferentes, a primeira – os Schlegel, que não são inteiramente britânicos, mas meio alemães - é constituída dos irmãos: Margaret (29 anos, no início da narrativa), Helen (21) e Tibby, que está ingressando na universidade  (16 anos). A segunda família, a dos Wilcox – que é muito britânica! -, é formada pelo casal Henry e Ruth,e os seus três filhos adultos: Charles, Paul e Evie.


As irmãs Schlegel e o casal Wilcox se conhecem numa viagem ao exterior. O casal as convida para uma estadia na casa deles, que vem a ser a tal mansão ‘Howards End’. Quem atende ao convite é Helen, a irmã nova. Helen é idealista, liberal, romântica e impetuosa, o que me evocou a personagem Marianne, do livro de Jane Austen, Razão e Sensibilidade. 

Em HowardsEnd Helen tem um brevíssimo romance com Paul, o filho do meio do casal Wilcox. O encontro dos dois parece ter resultado numa dessas paixões fulminantes, que é constituída mais de mal entendidos do que de qualquer outra coisa.


Ambas as famílias são ricas (os Wilcox mais do que os Schlegel), mas o que salta aos olhos, desde o início, é a grande diferença existente entre as pessoas das duas famílias. Os Wilcoxs (excetuando a matriarca, Ruth) são práticos, materialista (capitalistas), pouco ligados em cultura e, de certo modo, de trato rude. Os Schlegel são cultos, interessados em pessoas, mais afetuosos (e com uma tendência claramente socialista). 

Henry e Charles Wilcox são sexistas e convencionais, o que, aliás, eram características naturais dos homens daquela época, o período eduardiano inglês que se estendeu de 1901 a 1910. Charles Wilcox é um homem muito objetivo e um tanto agressivo.  Henry é mais tolerável, mas não fica muito atrás do filho.


É de fazer pensar o autoritarismo dos homens de então, sobre as mulheres. E também as restrições que a sociedade impunha a estas. Logo no início da estória fica claro, ao leitor, que os homens Wilcox não acreditam em igualdade entre os sexos. E acham ridículas as reivindicações de vanguarda, como a do voto feminino, feitas pelas sufragistas. 

A Sra. Wilcox, no entanto, é uma pessoa peculiar, do pouco que se fala dela a gente depreende que se trata de uma mulher de não muitas palavras, porém, generosa, gentil, intuitiva e possuidora de uma sabedoria quase mística. Devido a tudo  isso ela consegue ter uma relação muito feliz com todos os membros de sua família.


Howards End é a casa onde Ruth Wilcox nasceu, e com a qual ela tem uma relação muito especial, pois acredita que todas as casas têm uma índole, um tipo de espírito, sendo o de Howards End um espírito benevolente. O interessante é que nada disso é dito assim, claramente, mas a gente acaba por perceber qual era a visão da mulher sobre a casa.

Nessas duas famílias o escritor quis caracterizar dois dos principais grupamentos sociais de então, na Inglaterra: a aristocracia e a burguesia. Mas há uma terceira família, a dos Bast, que representa o estrato social pobre, de gente assalariada, que vive permanentemente preocupada com questões financeiras.


Leonardo Bast é um pobre funcionário de uma seguradora. Ele é casado com uma mulher mais velha, chamada Jacqui, que no passado teve vida desregrada.

Com o correr da estória a gente percebe o entrelaçamento das três famílias, e as questões sociais e morais decorrentes desse entrelaçamento.


É isso aí.... até já!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Brie en crôute, num post de Natal!



Olá, para todos!

Antes de mais nada quero registrar o meu sincero agradecimento às amigas que comentaram no post abaixo: muito obrigada pelo apoio e solidariedade de todas vocês!


Devido aos últimos acontecimentos, demorei a entrar no espírito natalino, mas, havendo possibilidade, eu não iria deixar de comemorar o Natal, né, não?  

E iniciei a minha jornada de Natal fazendo as receitas que sempre faço nessa época, a começar pela minha farofa, que por cá consumimos o ano todo, mas principalmente no Natal, ocasião em que a receita é incrementada e tornada mais festiva. 

Publiquei esta receita em 2008 (há onze anos!) e desde então  a tenho visto replicada pela web.  Há, inclusive, gente alardeando - agora - a maravilhosa 'novidade' de se acrescentar abacaxi à farofa, coisa que eu já fazia há muitos anos e registrei isso no post mencionado, que publiquei aqui! No lugar do enlatado, você pode acrescentar o abacaxi fresco (maduro e doce, de preferência) à sua farofa. Porém, nesse caso, faça isso só um pouco antes de servi-la, para evitar que a fruta  'azede' e estrague o prato.  

  esta farofa tinha dois tipos de linguiça - toscana e calabresa - bacon, cebola, muito alho e abacaxi fresco (e foi feita com duas farinhas: a de mandioca e a de biscoitos cream cracker (porque eu não tinha farinha de mandioca suficiente).

e aqui temos a mesma farofa com ligeira variação dos ingredientes -esta ficou um pouco mais 'magra' - mas teve acréscimo de pedacinhos de uvas sem sementes.

***


Mas o Natal também é a epoca em que mimamos parentes e amigos com as gostosuras  que sabemos que irão agradá-los, como é o caso do financier, o bolinho francês que leva manteiga noisete e farinha de amêndoas. Publiquei uma boa receita deles aqui! Os da foto acima levaram também pedaços de morangos, que foi o que os deixou com os buraquinhos no topo, rsrs. 

aqui os financiers já embalados para presente

 mas... em vez de bolos, a gente pode fazer biscoitos, que  para presente, são até mais tradicionais no Natal. A receita dos das fotos (chocolate chips cookies) foi publicada aqui


e eles embalados para presentes 


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E a gente não pode esquecer de caprichar nas mesas, coisa que muitas vezes se consegue apenas usando a criatividade, como foi o caso da mesa abaixo, em que o elemento de destaque é o guardanapo com motivos natalinos (que é simples, aliás)


aqui eu usei um porta-guardanapo em forma de anjinho (muito apropriado para o Natal!)

*****

E a receita do brie en crôute? 

Está aqui, ó!


Que tal oferecer aos seus convidados, para as festas de fim de ano, um aperitvo de queijo quente  e 'agridoce', ao qual você ainda pode acrescentar um sabor extra, como o das 'nuts*'? (e outros ao seu gosto, claro).  Este "Brie en crôute" combina o sabor do queijo brie + o da massa folhada que o recobre, + o do mel (poderia ser uma geléia ou outro doce pastoso) + o das nuts* escolhidas (pode ser mais de uma!). 

Claro que este é um aperitivo que pode ser consumido em qualquer ocasião, mas ele combina muito com festividades, especialmente festividades como o Natal e o Réveillon. E o melhor é que, mesmo sendo sofisticado e saboroso, é muito fácil de fazer!




Brie em Crôute

Ingredientes

1 pacote de massa folhada congelada, descongelada – 300 gramas de massa é suficiente para esta receita (leia na embalagem como descongelar ou como usar a massa)

1 queijo brie inteiro (o meu tinha 350 gramas)

2 colheres de sopa de mel (pode ser substituído por geléia, com sabor à escolha)

¼ de xícara de nozes picadas

1 gema bem batida com 2 colheres de sopa de água

Preparo

Ligue o forno na temperatura de 200º C. Forre uma assadeira, um pouco maior do que o queijo, com um pedaço de papel manteiga. Abra a massa folhada sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada. Corte dois círculos de massa, um para cobrir o fundo do queijo e outro para cobrir o próprio queijo (você poderia simplesmente embrulhar o queijo com a massa, mas já se constatou que isso impede que a massa do fundo cozinhe do jeito certo, então é melhor envolver o queijo nos dois círculos de massa; ambos, naturalmente, têm que ser maiores do que o diâmetro do queijo, o círculo de cima tem que cobrir as laterais do queijo e ainda sobrar um pedacinho, e o de baixo tem que ser só um pouco maior). Ponha o queijo sobre o círculo de massa menor. Espalhe o mel sobre o queijo e distribua as nozes sobre o mel (você também pode cortar o queijo ao meio e usar o mel e as nozes como recheio). Cubra o queijo com o círculo de massa maior e cole as bordas dos círculos de massas, selando bem as duas (se desejar, você pode usar um garfo para selar a massa, como se faz com a massa de pastel). Corte o excesso de massa (o ideal é fazer isso com um cortador de pizza)  e use a massa restante para fazer a decoração que quiser (eu cortei estrelinhas, você pode cortar flores, folhas etc. e colá-las no topo do queijo, basta pressionar levemente as figuras recortadas, que elas fixam onde forem pressionadas). Pincele a gema preparada no topo e laterais do queijo, já recoberto com a massa. Ponha o queijo na assadeira e leve-o para assar até que a massa doure (mais ou menos 25 minutos). 

* nuts são nozes, castanhas, amêndoas, avelãs, etc. 


E isso aí, Feliz Natal para todos!




sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Minha história com o Câncer de mama



Amigas e amigos, vocês que seguem este blog devem ter lido as menções que fiz a um tratamento médico a que eu estaria me submetendo. Algumas pessoas, inclusive,  enviaram-me mensagens, em particular, querendo saber mais sobre o assunto. Pois bem, esclareço a coisa toda agora.  

No final do ano passado eu percebi um nodulozinho no meu seio direito. Eu havia criado o hábito de fazer o autoexame, desde que algumas amigas apresentaram a doença. Para ser sincera, eu nunca fui muito disciplinada, na questão do autoexame, porém, fui eu mesma que percebi em mim o tal nódulo, um volume que me parecia do tamanho de uma ervilha.

Não levei a coisa tão à sério, porque acreditei, num primeiro momento, que o nódulo poderia ser algo como... sei lá, um espessamento qualquer do tecido da mama, enfim, uma coisa benigna. Eu nunca usei anticoncepcionais e nem fiz a reposição hormonal, então achei que não deveria me preocupar demais.

Mas – claro – assim que deu, comecei a investigar a coisa, começando pelo ginecologista, profissional que eu vinha evitando fazia anos. Ele pediu os exames necessários, e logo eu me vi com o assustador diagnóstico na mão. 

O tratamento de um tumor dessa natureza envolve uma equipe multidisciplinar. A gente tem que lidar - pelo menos - com um mastologista, um cirurgião e um oncologista, que é o especialista de fato, nessa doença.  Eu pude contar também com uma nutricionista e uma psicóloga. No meio disso tudo, se faz dezenas de exames. A vida da gente, com certeza, muda demais!

Dai, que eu cheguei ao tratamento efetivo, que é a quimioterapia e, com ela, experimentei os efeitos temidos, mas já esperados: perda dos cabelos, etc. Agora entrei na fase pós quimioterapia e estou tentando me fortalecer para os anos vindouros. Sim, fortalecer... e anos vindouros, pois vem acontecendo comigo o que já aconteceu com muitas outras pessoas, que se viram na mesma situação: uma intensa conscientização da brevidade e do valor da vida, somada ao desejo de aproveitar ao máximo, cada minuto que me for dado para estar nesse planeta.

Já percebi que estou menos paciente para baixezas (infelizmente tão horrivelmente presentes entre nós, nos dias correntes) também já não me permito tolerar, minimamente, crueldades e coisas do gênero. Não perderei sequer um segundo, cultivando relacionamentos com pessoas dadas a qualquer dessas práticas. Agora eu quero mais é ser feliz e curtir as pessoas que amo, do jeito que sempre desejei.

Dentro do que sei e me é possível fazer, quero poder conscientizar outras mulheres sobre os fatos relacionados a essa doença. Quero poder fazer algo por elas, ainda que seja apenas aumentar um pouquinho a esperança de cada uma. Quero fazer o que gosto, sempre amando a vida e me encantando com o mundo, como sempre aconteceu. 

É isso!



terça-feira, 19 de novembro de 2019

Pão de queijo com farinha de milho e uma reflexão sobre a palavra e o silêncio



Olá, queridos leitores! Quem aí gosta de saborear um pão de queijo,  acompanhado de um café recém preparado? É uma delícia, né? Estes pães de queijo têm o diferencial de levar farinha de milho na massa, ingrediente que os deixa ligeiramente mais crocantes e saborosos. Eu acho até que estes são os preferidos de minhas filhas.   

Pão de queijo com farinha de milho

(rende cerca de 50 pãezinhos)

xícara = 240 ml

Ingredientes

4 xícaras de polvilho (usei 3 xícaras de polvilho azedo e 1 ícara de polvilho doce; na receita original só entra o polvilho azedo; você pode usar o azedo ou o doce. ou uma mistura dos dois, como eu fiz)
1 xícara de farinha de milho (usei flocão)
1 e ¼  de xícaras de queijo meia cura ralado (usei o queijo tipo canastra, use qualquer um do tipo Minas, meia cura)
¼ de xícara de queijo parmesão ralado
½ xícara de óleo de cozinha (usei óleo de soja)
¼  de xícara de banha*
1 colher de sopa (rasa) de sal
1 xícara de leite
1 xícara de água
4 ovos médios

Preparo

Numa tigela grande junte o polvilho e a farinha de milho e misture-os muito bem. Ponha a tigela de lado, coberta com um pano. Misture os seguintes ingredientes, numa panela pequena: água, leite, óleo, banha e sal. Leve a panela ao fogo até que a mistura ferva. Jogue esta mistura fervente sobre o polvilho e a farinha de milho e - com uma colher de pau - revolva tudo, até que as farinhas   se assemelhem a uma farofa grossa. Ponha a tigela de lado para que a ‘farofa’ amorne ligeiramente. Então junte os queijos e os ovos e misture tudo, inicialmente usando ainda a colher de pau e depois as mãos (você pode fazer isso numa batedeira de bolo, usando o batedor em forma de gancho). Quando a massa estiver bem misturada e homogênea, ligue o forno em temperatura alta (200º C). Unte as mãos com óleo de cozinha e faça bolinhas com a massa – do tamanho de uma noz. Vá distribuindo as bolinhas num tabuleiro de bordas baixas, ligeiramente untado com óleo de cozinha. Leve o tabuleiro ao forno quente e deixe que os pãezinhos assem por cerca de 35 minutos.

*A banha é opcional, você pode substituí-la por manteiga ou, se desejar, usar apenas os  ¾ de xícara de óleo de cozinha. dispensando a banha.


Observação: as bolinhas de massa podem ser congeladas durante 3 meses. Faça assim. Leve o tabuleiro com as bolinhas recém feitas ao freezer ou ao congelador, e deixe que elas fiquem bem firmes (de uma hora e meia a duas horas, mas não deixe que passe disso, pois o super-congelamento - a descoberto -  pode alterar a textura dos pãezinhos). Então passe as bolinhas congeladas para um saco plástico, feche bem o saco e ponha o de novo no freezer. Quando quiser assar os pãezinhos, distribua-os – ainda congelados - num tabuleiro ligeiramente untado com óleo de cozinha. E leve o tabuleiro ao forno pré-aquecido, bem quente (200ºC), por cerca de 35 minutos (ou até que um dos pãezinhos apresente um ligeiro bronzeado no topo).



embora eu tenha vários livros com receitas de pão de queijo, que levam farinha de milho, usei a deste livretinho acima.


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Ultimamente eu tenho refletido frequentemente sobre as palavras, por ter criado o hábito de ler os comentários que as pessoas fazem - em redes sociais - em postagens de notícias sobre política, ou outros assuntos polêmicos. Dá para ver que muitos dos comentários sem fundamentação lógica (que geralmente são agressivos), não são feitos por - digamos - pessoas reais, mas por perfis falsos ou robôs. E ambos parecem ter apenas três objetivos: causar confusão, implantar uma ideia ou desviar alguma pessoa da explicação coerente e procedente, sobre o fato abordado.
Contudo, todos nós estamos sempre lidando com as palavras e com a possibilidade de nos silenciarmos (que é a escolha de muitos), por isso eu fiz um apanhado sobre a palavra e o silêncio, que é este que exponho abaixo.                                          
O Poder da Palavra e do Silêncio
(reflexões sobre observações, leituras e ponderações sobre a palavra e o silêncio)

Todos nós já experimentamos os poderes das palavras. Percebemos, até por experiências próprias, que a palavras podem ser construtivas e também destrutivas.

A palavra pode consolar ou afligir, elevar ou rebaixar, acalmar ou enfurecer, etc.

O silêncio é geralmente considerado uma virtude, por estar associado à sabedoria, à prudência, educação, decoro, modéstia, etc. O silêncio profundo, ligado à meditação, também é tido como muito poderoso.

Mas o silêncio também pode ser destrutivo, quando a pessoa o usa para - por exemplo - levar vantagens, omitindo as próprias opiniões contrárias, com o intuito de parecer agradável a alguém (um chefe, talvez). É destrutivo, quando é usado - por comodismo ou covardia - para evitar conflitos necessários, E ele pode ser um sinal de desleixo e indiferença.

As palavras podem determinar até mesmo o nosso destino, já que elas tendem a se transformar em ações e situações concretas.  

Vemos então que tanto a palavra quanto o silêncio, requerem discernimento e bom senso.  E que seja qual for o modo como usamos ambos, eles trarão consequências. 

Curiosidades sobre a palavra Fortuna:
(a fortuna concreta é associada às palavras que se proferem)

As palavras Fortuna (Português) e FORTUNE (inglês) têm sentidos iguais, que são:

montante significativo de dinheiro riqueza, propriedades, bens.

mas também significam: destino, fatalidade, sorte. Por isso a gente diz: “a má fortuna foi a causa dos sofrimentos dele” ou “a boa fortuna foi a causa do sucesso” (significando a má sorte ou a boa sorte).

Esta palavra é formada, em inglês, pelas partículas:

For: Para - aquele a que se destina -, por causa de.
Tune: Tom - de voz inclusive - sintonia, consonância.

Em japonês a palavra UNMEI, que significa destino é formada por dois ideogramas que significam, respectivamente:

Un: circular, dar voltas
Mei: Declaração de vida, palavra.

São curiosidades, mas que dão o que pensar, não é verdade? rsrs.

"Os homens sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm de dizer algo". –  (Platão) 

É isso aí, até breve!

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Pó para Cappuccino (e o Natal que vem chegando...)


Olá, queridos leitores,

Resolvi preparar o meu próprio pó para cappuccino, depois que comecei a apresentar sinais de intolerância a algum componente do pó industrializado, que eu antes comprava. Não sei se todos aí sabem, mas o que os italianos chamam de "cappuccino'  é simplesmente um café expresso com leite (muitas vezes ele é servido com a espuma do leite também). No entanto, eu e várias torcidas de grandes 'times' de futebol, preferimos o cappuccino com outros acréscimos, como chocolate em pó, baunilha, canela ... etc., rsrs.

O segredo para um cappuccino realmente saboroso é a qualidade dos ingredientes, e se você quiser que o seu apresente uma camadinha de espuma, sem lançar mão de coisas como o creme chantilly, precisa bater a sua bebida com um baterdorzinho manual, ou num liquidificador.

Enquanto eu misturava os meus ingredientes, me lembrei que um vidro com pó para cappuccino caseiro faz um presente legal, para quem gosta desta bebida. E isso me fez lembrar que o fim do ano está chegando... e com ele o Natal, que é uma boa ocasião para a gente presentear com coisas que fazemos, né não?



Pó para cappuccino caseiro

Ingredientes

1 pacote de 50 gramas de café instantâneo (usei Nescafé matinal)
3 xícaras (de chá) de leite em pó, desnatado
1 xícara de chá de chocolate em pó (usei chocolate em pó com 50% de cacau, você pode substituir - se desejar - parte do chocolate em pó, por pó para o preparo de chocolate quente; ou um pó tipo Nesquick de chocolate, eu ainda não o usei, mas dizem que é especialmente gostoso e tem bem pouco açúcar)
1/4 de xícara (de chá) de açúcar baunilhado (não irá adoçar suficientemente o cappuccino, só acrescentar o aroma de baunilha à bebida)
1 colher (de sopa) de canela em pó - ou a gosto - (opcional)/ ou 
1 colher (de chá) de noz-moscada moída (opcional)

Preparo

Misture tudo numa tigela grande. Passe o pó para um vidro bem lavado (e previamente fervido e seco). 

* atenção: tenho duas atualizações a fazer nesta receita, depois de ser questionada:

a) quanto pó usar em cada xícara? - Dependerá do seu gosto, eu uso 3 colheres de sobremesa.

b) eu mesma faço o açúcar baunilhado que uso, por isso a quantia de 1/4 de xícara, indicada na receita é razoável (faço o meu açúcar de baunilha, acrescentando as favas já raspadas - as sementes é que entram nas receitas - a um pote de açúcar, que é separado do de uso comum. Caso você use um açúcar de baunilha industrializado, de aroma muito forte, coloque menos desse açúcar no seu pó para cappuccino, em vez de 1/4 de xícara, coloque duas colheres de sopa. 

Esta mistura conserva-se bem para o consumo por cerca de 2 meses.


Por falar no Natal, mesmo gostando muito dessa festa e sempre ansiando um tantinho para que ela chegue, eu não sou do tipo que sacrifica o desfrute do presente em função do futuro. Este ano, porém, tenho razões especiais para desejar que o tempo passe mais rapidamente, rsrs.

Uma circulada pelo comércio, me fez ver - novamente! - que os comerciantes parecem ansiar muito mais que eu pelo Natal, pois entraram no clima natalino desde o início de outubro.

                                               foto de loja com artigos natalinos

                                         outra foto de loja com artigos natalinos de mesa

                                  foto de loja com peças decorativas para o Natal

                 E coisas minhas...

                     a estrelinha de papel - muito fácil de fazer - que ensinei neste post

                                                   cestas para presentear no Natal

                                  ***

Ah, e olhando a foto da mesa da loja, me lembrei que já publiquei aqui no blog inúmeras fotos de mesas natalinas, postas aqui em casa (elas talvez sirvam de inspiração para quem estiver à procura). As fotos abaixo são de mesa e decoração em prata, mas há outras mesas nesta cor (e em outras, claro).





E é só, para o momento. Até a próxima!



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