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sábado, 28 de julho de 2018

Mousse enformada de manjericão e o filme: As confissões de Schmidt


Olá, meu povo, eis-me de volta ao blog, para a minha alegria (e espero que também para a alegria de vocês, rsrs)!
E venho trazendo esta mousse (ou patê, como queiram) de manjericão! Esta receita é pequena e boa para quem esteja à procura de receitas de patê para servir com belisquetes e/ou com outros patês. Mas ela pode ser aumentada - duplicada, triplicada, etc. sem perda do sabor ou outras complicações, o que é ótimo, pois ela também faz um linda figura em qualquer mesa, especialmente nas de festas!

Mousse de manjericão Enformada

Ingredientes

1 e 1/2 xícaras de chá de folhas de manjericão frescas e higienizadas
1/2 xícara de chá de queijo parmigiano ralado
1 caixinha (200 gramas) de creme de leite (use o fresco, se preferir)
1/2 xícara de chá de ricota picada
1/2 xícara de chá de maionese
1 colher de chá de gelatina em pó sem cor e sem sabor (hidratada e dissolvida, veja como fazer isso no modo de preparo)
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
óleo de cozinha para untar a forma

Modo de Preparo


Antes de tudo, ponha a gelatina numa tigelinha que possa ir ao microondas e despeje sobre ela água suficiente para cobri-la (umas duas ou três colheres de sopa). Misture tudo para que a gelatina fique hidratada. Leve a tigelinha ao microondas, na potência 3 ou 4, até que a gelatina dissolva e a mistura fique líquida. Não dissolva a gelatina em temperatura muito alta, para que ela não perca o efeito (se preferir, faça isso em banho-maria) ). Enquanto isso, unte a forma a ser usada com o óleo. Ponha os ingredientes da mousse no copo do liquidificador e bata até que tudo fique liso e homogêneo. Despeje a mistura na forma preparada e leve a forma à geladeira por umas 3 horas (pelo menos). Desenforme a mousse afastando-a um pouco das paredes da forma (use os dedos para fazer isso), pois a entrada de ar, nas laterais da forma, facilita o desenforme. Sirva-a com torradas, pães ou o que achar melhor. 

nota: use mais gelatina, se quiser que a mousse fique mais firme; e prove um pouco da mistura, ainda no liquidificador, para ajustar os temperos ao seu gosto.

******** ♥ ♥ ♥ ********

Filme: As confissões de Schmidt
(About Schmidt - 2002 - co-escrito e dirigido por Alexander Payne. Com Jack Nicholson, Kathy Bates, Dermot Mulroney e Hope Davis)

(Atenção, 'Spoiler', texto com revelações sobre o enredo deste filme!)



Vi este filme na época do lançamento e lembro-me de o ter apreciado muito, de modo que nem sei porque ainda não o havia mencionado aqui no blog. No entanto, nos últimos dias ele vem sendo reprisado, nos canais pagos, o que me levou a decidir que faria isso agora.
Eu sempre gostei das obras que abordam as imperfeições humanas e o caminho que trilhamos, até chegar ao conhecimento do que é verdadeiramente importante na vida. E Warren Schmidt, o protagonista deste filme, é um exemplar desse ser humano imperfeito e em transformação (que representa – sem sombra de dúvida – a maioria de nós).
A estória de Schmidt começa a ser narrada no dia da aposentadoria dele, que foi, por muitos anos, funcionário numa companhia de seguros. Sem o emprego, ele logo começa a sentir-se inútil e deslocado e, assistindo à TV, ele vê um anúncio que pede amparo financeiro para crianças pobres da África. Pelo programa do anúncio, as pessoas que aceitassem patrocinar uma criança, deveriam enviar à instituição que a assiste, uma quantia em dinheiro, mensalmente, para ajudar na subsistência dela. Schmidt decide patrocinar um menino, cujo nome, ele fica sabendo depois, é Ndugu. Schmidt começa a escrever cartas ao menino, falando de si e dos acontecimentos de sua vida. E as cartas são bastantes confessionais e sinceras.
Entrementes, Schmidt revela espanto e descontentamento, com relação à esposa, Helen, com quem ele está casado há 42 anos (ela havia envelhecido e só então ele parece dar-se conta do fato. Porém, ele é muito consciente de que quase tudo que ela faz o irrita (sem motivo específico, que fique claro). De repente Helen cai morta, vítima de um AVC, e a filha do casal – juntamente com o noivo dela – vêm, de outro estado, apoiar o pai e futuro sogro; e o ajudar nos procedimentos para o funeral. 
Schmidt não gosta do noivo da filha, que é vendedor de colchão de água e agente de um daqueles fraudulentos esquemas financeiros, que ficaram conhecidos por “Pirâmide”.  Contudo, quando Schmidt tenta advertir a filha sobre o erro dela, na escolha do noivo, a moça o repreende, por ele ter escolhido o caixão mais barato que havia na funerária, para a mãe dela: “Ela fazia tudo por você, custava ter gastado um pouco mais com ela, uma única e última vez?”, pergunta a filha.
Desse modo ficamos sabendo que Schmidt também era mesquinho, com a esposa, no que concerne ao dinheiro.  Ele nega isso e responde à filha que despendera uma boa quantia na compra de um motorhome (um daqueles veículos grandes, como um ônibus, equipados com as comodidades de uma casa: cozinha, sala, banheiro, etc.), apenas porque a esposa desejara que comprassem um, mas a filha argumenta que a mãe lhe contara que tivera de vender umas ações, para pagar parte do veículo.
Após o funeral e a partida da filha, depois que ‘a ficha caiu’ com relação à perda da esposa, pois com o correr dos dias Schmidt percebeu que a casa se tornara suja e desordenada, por já não ter mais quem a limpasse e dirigisse, ele finalmente dá-se conta do quanto a esposa esforçava-se para manter tudo bonito e organizado. E sente-se sinceramente desolado. Nesse ponto eu não pude deixar de pensar nas milhões de esposas do mundo (e também nos muitos empregados domésticos) que jamais tiveram reconhecido o esforço despendido no trabalho que faziam.
E Schmidt também apercebe-se de que tivera muita sorte, em poder contar – por tantos anos -  com uma esposa diligente e abnegada.  E lamentando não ter reconhecido o bem que tivera a tempo, ele vai buscar um pouco de Helen, nos objetos dela, e assim ele descobre que a esposa tivera um caso, com um amigo dele. E isso o enfurece. Mas não demora muito para que ele também se aperceba de que provavelmente fora o comportamento dele, que “empurrara” a esposa para o adultério. E ele, paradoxalmente, acaba pedindo perdão a ela.
Scmidt também passa por entreveros e mal-entendidos, na viagem que empreende até chegar à casa da futura sogra da filha (para onde se deslocara para o casamento desta) e passa por mal-entendidos e constrangimentos ainda maiores, na casa da tal senhora.
Mas a essência do filme gira em torno da pergunta: “Que diferença eu fiz no mundo?”.  A vida inteira Schmidt calculara a estimativa de tempo de vida das pessoas, e ele sabia que ele próprio já não teria muito tempo, de modo que esta era para ele uma pergunta  crucial.
Schmidt acaba por concluir que um dos atos dele, de maior significado, pelo altruísmo envolvido (que na realidade era pouco) havia sido justamente o de ajudar – minimamente -  um menininho desconhecido, que morava na África. 



terça-feira, 19 de junho de 2018

Quentão de vinho nº 2 (e o que rolou nos últimos dias)




Olá, minha gente!
Acho que desde que criei o blog, este foi o intervalo mais extenso que me permiti ficar distante dele. O motivo tem sido o mesmo, dos últimos meses: falta de tempo, chateações por permanentemente encontrar fotos e outros conteúdos da página em outras páginas, e também os aborrecimentos decorrentes dos equívocos relacionados à política, que têm aparecido muito nas páginas de pessoas do meu círculo de relações. Tais pessoas, em vez de se absterem de tomar parte nesses assuntos, uma vez que não entendem nada do mesmo, ‘danam’ a compartilhar memes e mensagens 'contundentes', como se essas expressassem verdades absolutas, as quais devêssemos assimilar sem demora. E ficam nisso o tempo inteiro, criando uma atmosfera de antagonismos e divisões, sem nem mesmo se darem conta do que estão a fazer. 

O amor ao blog, porém, sempre tem me trazido de volta, rsrs.


Cá em casa, neste último fim de semana, montamos um 'arraiá' junino, para o qual convidamos a família. Foi uma festa bem boa, como costumam ser as reuniões que envolvem essa gente barulhenta e cheia de boas energias, rsrs. Todos contribuíram com pratos típicos e uma das iguarias que me coube fazer foi este quentão de vinho. Ele fez muito sucesso entre os presentes, por isso resolvi trazer mais uma receita de quentão de vinho aqui para o blog (já temos uma publicada aqui). A receita de agora produz uma bebida mais diluída e muito gostosa.

Quentão de vinho nº 2

Ingredientes

·         1 garrafa de vinho tinto suave
·         1 garrafa de água (use a garrafa do vinho para medir; ou use menos água, se preferir o quentão mais concentrado)
·          1 xícara de açúcar
·         3 paus grandes de canela
·         10 cravinhos da índia
·         1 pedaço de gengibre descascado, cortado em fatias finas (o meu pedaço tinha uns 4 centímetros)

Preparo

Ponha a água e o açúcar numa panela e mexa até que o açúcar esteja bem dissolvido. Acrescente os temperos e deixe que a mistura ferva por 20 minutos, em fogo baixo (abaixe o fogo quando começar a ferver). Por último, junte o vinho e deixe que a mistura ferva mais 5 minutos. Sirva quente.

Obs: se desejar uma bebida mais alcoólica, acrescente uma xícara de cachaça à mesma, antes da primeira fervura. 

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E o que rolou também até agora, neste mês de junho




Claro que nos dias em que estive ausente fiz o que costumo fazer sempre: viajei, cozinhei, li e etc. Os últimos livros lidos foram estes, da foto acima. Desta vez – por desejar espairecer um pouco - pois tenho lido praticamente só assuntos ligados à não ficção ou temas mais ou menos sérios, eu incluí estes dois livros, entre as minhas leituras. Deles eu gostei mais do Os imperfeccionistas, de Tom Rachman. Nele o autor registra, em cada capítulo, a vida de um personagem, que é empregado num jornal de língua inglesa, fundado nos anos 50, em Roma, Itália. Assim vamos conhecendo a história daquelas pessoas e também a história do jornal. Particularmente, como alguém que já trabalhou fora de casa, eu acho muito interessante os relatos que tratam do trabalho, do objetivo dele, e das relações que se estabelecem entre os que trabalham num mesmo meio. O fato de este jornal haver sido fundando em Roma, por um norte americano – self made man – rico, foi tido desde sempre, e até mesmo pela família dele, como um ato de pura excentricidade. No fim do romance, porém, a gente fica sabendo do motivo que o moveu. O livro é bom e eu o recomendo! 

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No dia dos namorados eu fiz novamente o bolo bombom, uma das receitas mais buscadas aqui no blog. Desta vez o fiz de um modo ligeiramente diferente. A receita dele foi postada aqui (em 2010).




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E é só para o momento, até breve!



terça-feira, 3 de abril de 2018

Bolo de festa de 3 camadas e dois recheios: doce de leite condensado e brigadeiro de chocolate branco - O bolo da Páscoa de 2018!





Olá, gente! Finalmente encontrei disposição para voltar ao blog, nesses dias de tantos desagrados e desafios (refiro-me à situação do país). De qualquer modo, tenho cozinhado muito, como sempre, e um dos pratos que fiz foi este bolinho, que nos serviu de sobremesa, em nosso almoço de Páscoa.
O pessoal de casa gostou muito deste bolo, que resultou agradável ao paladar pelos sabores que combinavam entre si.  Outra coisa boa é que todos os elementos deste bolo são fáceis de fazer e há muito tempo caíram no gosto do povo, como é o caso do doce de leite. Mas o doce de leite que usei foi feito -  rapidamente - por mim mesma, a partir de uma lata de leite condensado, o que o deixou ainda mais saboroso. A outra camada de recheio era um brigadeiro de chocolate branco, que foi posto entre as massas branca e escura. Você pode fazer este bolo com as massas que preferir (amanteigadas, pão de ló, etc.), ajustando as medidas, pois outra vantagem deste bolo é que ele pode ser aumentado sem problemas!

Bolo de Festa de 3 camadas, com recheios de doce de leite e brigadeiro branco

Bolo Básico branco de baunilha (Para bolo de festa pequeno)

Ingredientes

2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
4 ovos médios
1 e 1/2 colher de sopa de manteiga sem sal
1/2 xícara de leite
1 colher de chá rasa de essência de baunilha
2 colheres de chá de fermento químico, para bolo

1/4 de colher de chá de sal

Preparo

Unte com manteiga o fundo de duas formas comuns de 17 centímetros de diâmetro (ou de uma forma alta de 17 centímetros de diâmetro por 10 centímetros de altura). Forre o fundo da forma (ou das formas) com papel manteiga, untando também papel. Não precisa untar as laterais da (s) forma (s) Bata os ovos com a manteiga e e o açúcar na batedeira por uns 5 minutos. Junte os demais ingredientes e bata de novo até que tudo fique misturado. Ponha a massa na forma (ou nas formas) preparadas. E leve-a (as) ao forno médio por uns 40 minutos (o bolo alto demora um pouco mais para assar, faça o teste do palito!).


Bolo de Chocolate (camada intermediária)

Ingredientes

1 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1 ovo grande
1 colher de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de chocolate em pó com alto teor de cacau
1/2 xícara - caprichada - de leite
1 colher de chá de fermento químico para bolo

8 gotas de essência de baunilha (ou de chocolate)

Preparo

Unte com manteiga o fundo de uma forma de 17 centímetros de diâmetro. Forre o fundo com papel manteiga e unte-o também (não precisa untar as laterais da forma). Misture todos os ingredientes da receita numa tigela. Despeje a mistura na forma preparada. Leve a forma ao forno, em temperatura média (180º C), e deixe que a massa asse por uns 30-40 minutos (o bolo estará assado quando você introduzir um palito de dentes no centro dele e o palito sair limpo).


Calda

2/3 de xícara de leite 
2 colheres de sopa de achocolatado Nescau (adoce a gosto ou não adoce, como eu fiz)

Misture tudo e borrife a mistura nas 3 camadas (os 3 bolos). Faça isso só quando os bolos já estiverem sendo montados e recheados. 

Recheios

Doce de leite condensado rápido, com caramelo

1 lata de leite condensado
2 colheres de chá de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar
100 gramas de creme de leite (meia caixinha)

Preparo

Leve o açúcar ao fogo, numa panela pequena, e deixe que ele caramelize, cuidando para que não queime (não mexa na mistura, se preciso, vá inclinando a panela enquanto o açúcar carameliza). Depois que o açúcar caramelizar, junte a manteiga, o leite condensado e o creme de leite e cozinhe tudo até que engrosse (demora uns 10 minutos, no mínimo, o ponto é o  de doce de leite pastoso). 

Brigadeiro de chocolate branco

Ingredientes

1 lata de leite condensado
1 e 1/2 colheres de chá de manteiga
100 gramas de chocolate branco

Preparo

Misture tudo e leve ao fogo, para cozinhar, mexendo sempre e abaixando o fogo, depois que a mistura ferver (cuidado pois a mistura espirra ao ferver). Estará pronto quando o doce engrossar e começar a mostrar o fundo da panela (ponto de brigadeiro).

Ganache de chocolate amargo e chocolate ao leite
Ingredientes

200g de chocolate meio amargo (de boa qualidade) picado ou ralado (no lado “grosso” do ralador)
100 gramas de chocolate ao leite (de boa qualidade) picado ou ralado (no lado “grosso” do ralador)
1/2 caixinha de creme de leite (100g)

Preparo

Misture os ingredientes e leve-os ao microondas (ou ao banho-maria; no micro-ondas a mistura deve ser derretida a meia potência,  em intervalos de 30 segundos) até que o chocolate derreta completamente. Depois de derretida, leve a mistura à geladeira, para esfriar (e engrossar um pouco; demora, no mínimo, 1 hora). Uma vez que a mistura esteja cremosa, empregue-a para cobrir o bolo (se a mistura endurecer demais, passe 1 colher dela para um pratinho, e leve-o ao micro-ondas para derreter, em potência mínima (1 ou 2) por 3 segundos. Junte a mistura derretida ao ganche endurecido e misture tudo.  

Montagem do bolo:

1- Tire o primeiro bolo branco da forma. Se ele estiver irregular (com "barriga") corte a parte irregular, para que o bolo fique reto. Lave e seque a forma e forre-a com um pedaço de filme plástico (o filme plástico deve ser do mesmo diâmetro do bolo e servirá para facilitar o desenforme do bolo que está sendo montado). Se assou um único bolo, na forma alta, você terá que cortá-lo exatamente no meio - horizontalmente - para formar então duas camadas de bolo.
2 - Ponha o bolo na forma (ou uma das camadas), sobre o filme plástico, molhe-o com 1/3 da calda de chocolate e espalhe o doce de leite sobre ele.
3 - Ajeite uma faixa de acetato em volta do bolo, prendendo-a com um pedaço de adesivo (o rolo de acetato é vendido nas lojas de festa, você tem que comprar um que tenha largura no mínimo igual à altura do seu bolo montado; veja a imagem abaixo; o seu bolo não precisa ser montado numa forma de abrir como a da foto. Nota: caso tenha assado o bolo na forma alta, de 10 centímetros de altura, você pode montar o bolo nela e não necessitará da faixa de acetato. Neste caso, você terá que - depois de lavar e secar a forma - de forrá-la com filme plástico, antes da montagem do bolo. Isso é para facilitar depois o desenforme do bolo. 



 3 - Acerte o bolo de chocolate como fez com o primeiro (se ele estiver irregular); molhe-o com 1/3 da calda e espalhe o brigadeiro de chocolate branco sobre ele.

4 - Ponha o segundo bolo branco sobre o de chocolate, molhe-o com o que restou da calda e cubra este bolo com um pedaço de filme plástico. Ponha um círculo de material duro e limpo sobre este bolo (o círculo deve ter o mesmo diâmetro do bolo, eu uso um fundo de forma de montar, para fazer isso)

5 - Pegue um objeto pesado, de uns dois quilos (uso um pacote de mantimento de dois quilos), meta o objeto dentro de um saco plástico novo e limpo, feche o saco e ajeite-o sobre o círculo que foi posto sobre o bolo. Isso servirá para prensar o bolo, o que fará com que as camadas fiquem regulares e bem quinadas.

6 - Leve o bolo com - o peso sobre ele - à geladeira, por pelo menos 2 horas.

7 - Tire o bolo da geladeira pelo menos meia hora antes de cobri-lo com a ganache, para que ele volte à temperatura ambiente. Tire o peso de cima dele. Tire o círculo e o pedaço de filme plástico que foi posto em cima do bolo. Passe uma espátula grande, ou uma faca grande, cuidadosamente, em volta do bolo e então solte a faixa de acetato (todos esses cuidados devem ser tomados também com o bolo que foi montado na forma). 

8 - Ponha o prato em que vai servir o bolo em cima dele e - cuidadosamente, vire o bolo sobre o prato (veja que o bolo assim ficará "de cabeça" para baixo. Se você quiser, pode virá-lo novamente, mas eu não fiz isso, desta vez, e este é o motivo de a calda que molhou o bolo estar aparecendo no fundo das camadas (veja a foto da fatia), e não nos topos delas, como deveria. Caso você queira que o bolo fique com a "cabeça" para cima, deve virá-lo uma vez, sem retirar o pedaço de filme plástico, e depois uma outra vez sobre o prato em que irá servi-lo. Na montagem do bolo, os dois pedaços de filme plástico - do fundo e do topo - devem ser retirados, obviamente. 

9 - Aplique o ganache no topo e laterais do bolo e decore-o como desejar.

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É só para o momento, até breve!
 (desta vez espero que seja breve mesmo, estou cansada de ficar longe do blog, rsrs)]



quinta-feira, 1 de março de 2018

Pré cristalização do chocolate (Temperagem) - forminhas de chocolate com recheio de Mousse (Para a Páscoa) e o Filme O mestre dos gênios





Olá, queridos leitores! depois dos longos dias que nos separaram desde a minha última postagem, senti-me tentada a voltar a este bloguito, aproveitando que um novo mês se inicia hoje. Pensei em lhes trazer a receita do último pão que fiz, que ficou fofo e gostoso, mas resolvi adiar a postagem dele e reapresentar aqui os métodos para a temperagem do chocolate. Já falei disso aqui no blog antes, mas hoje as pessoas nem mesmo usam mais a palavra 'temperagem" para designar o processo de derretimento e posterior solidificação do chocolate e sim "Pré cristalização do chocolate".

Bom, deixem-me explicar a coisa desde o início, para que tudo fique bem claro pra você.

Quem desejar trabalhar com o chocolate fazendo coisas como bombons, ovos de Páscoa ou qualquer outro produto que exija o derretimento do chocolate, precisa saber que se não fizer antes o processo da pré cristalização do chocolate não conseguirá que esses produtos resultem  firmes, estáveis, brilhantes e crocantes (de modo a fazer aquele barulhinho característico ... "croc"... quando quebrado). Pelo contrário, produtos feitos com chocolate sem a correta pré cristalização, ou seja, simplesmente derretendo-se o chocolate e resfriando, para que ele endureça novamente, resultarão opacos, feios, pegajosos, etc. 

E como se faz a pre pré cristalização do chocolate?

Você pode fazê-la de várias maneiras, neste post vou falar das duas maneiras mais comuns, que são: o processo de pré cristalização por adição e o processo de pré cristalização por tablagem;

Pré cristalização por Adição:

Rale o chocolate na parte "grossa" do ralador (você pode picá-lo, se preferir, mas quanto menor o chocolate for picado, tanto mais rápida e uniformemente ele derreterá, por isso eu prefiro ralá-lo, rsrs)




Ponha cerca de 80% do chocolate numa tigela (eu prefiro usar uma de vidro, que tanto pode ir ao microondas quanto ao banho-maria) e leve-o a derreter. Se você for 'temperar" 1 kg de chocolate, por exemplo, deve reservar 20% do chocolate picado (200 gramas) numa tigela separada, levando os outros 80%  ao derretimento, como mencionei antes.  O derretimento tem que ser feito numa temperatura em que o chocolate nunca passe dos 45ºC. Para conseguir isso você deve esquentar um pouco de água numa panela (em que a tigela do chocolate a ser derretido possa ser perfeitamente encaixada, pois o vapor não deve tocar no chocolate, pois isso o estragaria). A água aquecida não pode chegar à fervura, e o fundo da tigela não pode tocar na água quente. Tudo isso significa apenas que o chocolate tem que ser derretido em temperatura relativamente baixa, lentamente e gentilmente. Você o deixa um pouco sobre a água quente e depois vai mexendo a mistura, que irá derretendo pela ação do calor.
Se for fazer isso no microondas, derreta o chocolate a meia potência, ou até em potencia menor, em intervalos de tempo sempre de 30 segundos ou menores. Mexendo a mistura sempre que tirá-la do microondas, para verificar se o chocolate todo já derreteu.

Depois que o chocolate estiver derretido, você acrescenta a ele o chocolate picado, reservado, e mistura tudo. Só que nesta etapa você tem que observar a temperatura também, porque ela vai cair e  os chocolates têm a temperatura de cristalização (em que eles começam a ficar sólidos e estão prontos para serem empregados) e elas são as seguintes:

                                            Temperatura de cristalização

Chocolate branco                      28º C
Chocolate ao leite                     29º a 30º C
Chocolate meio amargo             31º C      


Pré cristalização por Tablagem:

Por este método você tem que derreter o chocolate todo (do modo e nas temperaturas em que foi ensinado antes) e despejar 2/3 do chocolate derretido numa superfície limpa, lisa e fria (como uma pedra de mármore) e movimentá-la (usando uma ou duas espátulas), de uma extremidade a outra da pedra, a fim de que esfrie, e então misturar a parte que foi movimentada com a reservada, observando a temperatura de cristalização do chocolate escolhido).

Depois disso é só empregar o chocolate nos fins desejados: formas para moldagem, banhar bombons, etc.


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Para fazer as casquinhas da sobremesa do início do post você terá que pré cristalizar o chocolate e depois distribuir o chocolate ainda líquido nas formas escolhidas. Depois é só levar a forma rapidamente à geladeira (eu disse à geladeira e não ao congelador!) até que o chocolate acabe de solidificar (uns 5 minutos, no máximo). Desenforme as casquinhas e recheie-as como desejar. Recheei as minhas com bolo +  mousse de limão + um pouco de bolo esfarelado no topo (para imitar terra) e as decorei com florezinhas feitas com pasta americana.

Você pode fazer uma receita do bolo de chocolate 'Nega Maluca", que postei aqui.

E a mousse de limão facílima (já postada antes também) que eu faço assim:

Misturo 1/4 de xícara de sumo de limão Tahiti (você pode usar a quantidade aos seu gosto) + 1 lata de leite condensado + 1 caixinha e meia (300 gramas no total) de creme de leite. Mistura tudo e emprega!



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Imagem relacionada

O mestre dos gênios (Genius, no original, de 2016) - e a inconsciência de si mesmo, do escritor Thomas Wolfe 

Assisti a este filme recentemente, num dos canais pagos da Net. É o primeiro trabalho cinematográfico dirigido pelo diretor de teatro britânico, Michael Grandage, e aborda a relação do escritor estadunidense Thomas (ou Tom) Wolfe (1900-1938), com o editor Max Perkins.
Perkins foi o descobridor dos principais talentos literários estadunidenses, aparecidos no início do século passado. Francis Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, por exemplos, foram descobertos por ele e publicavam as suas obras na editora  Scribner's, em que Max Perkins trabalhava. Thomas Wolfe, que entrou na Scribner's depois desses escritores, era movido por uma obsessão pelo ato de escrever, ação que ele executava de pé, usando a geladeira como mesa. As páginas escritas pareciam brotar vertiginosamente dos dedos dele, motivo de Max Perkins ter se visto obrigado a – de certo modo – domesticar o talento selvagem do escritor. Foi Perkins que levou Thomas Wolfe a trabalhar em seus textos, a fim de cortar os floreios e as infindáveis análises e descrições, que os tornavam excessivamente extensos. Inicialmente Wolfe aceitou essa exigência com boa vontade, uma vez que os livros publicados pela Scribner's se tornaram grandes sucessos. Posteriormente isso virou motivo de discórdia entre os dois homens, porque o escritor sentia-se podado e também porque surgira a suposição, no meio literário, de que Max Perkins é que era a verdadeira causa do sucesso de Thomas Wolfe.
Eu ainda não li nada deste escritor (a título de curiosidade, registro que li o A fogueira das vaidades, best seller dos anos 80, escrito por outro Tom Wolfe, que é nosso contemporâneo e jornalista). Mas sempre interessei-me pelo 'primeiro' Tom Wolfe, por causa da lendária fama deixada por ele, de ter sido um artista da palavra, cujas obras - ele escreveu romances, contos, novelas, peças de teatro, etc. - seriam marcadas por um estilo muito original, poético, musical e até impressionista, e também de haver influenciado toda a geração beat e gente como  Ray Bradbury e Philip Roth.
 Eu achei o filme interessante, não só por mostrar a personalidade impetuosa de Wolfe e o seu talento  frenético, mas também, e principalmente, pelo tanto que se percebe que o escritor era desconhecido de si mesmo. Outra curiosidade sobre este filme é que – à exceção da atriz Laura Linney (que faz a esposa de Perkins) – os atores não são norte-americanos.
Max Perkins, o editor que ousou publicar os livros de Thomas Wolfe, depois de o escritor ter tido as suas obras rejeitadas por muitos outros editores, por causa da prolixidade do autor, que produzia trabalhos volumosos, que podiam alcançar até cinco mil páginas, teve que - permanentemente - negociar com Wolfe  o corte de palavras e frases de seu texto. 
Então temos nesta obra dois homens que nos parecem ter sido a antítese perfeita um do outro: Wolfe visceral mundano e estranhamente superficial e Perkins sensato, comedido, voltado para a família (apesar de passar longas horas longe dela, devido ao trabalho) e possuidor de uma sabedoria que faltava absolutamente ao escritor. 


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Peras ao vinho branco com açafrão e cardamomo e o que rolou nos últimos dias





Olá e feliz 2018 para todos!

Claro que sei que o mês de janeiro já se encaminha para o fim, mas se a gente pensar que aqui no Brasil o ano só começa depois do carnaval e que o ano novo chinês só começará na segunda quinzena de fevereiro, acaba por concluir que está ainda em tempo de expressar votos de feliz ano novo, né? rsrs.  

Eu e meu marido estivemos viajando, agora em janeiro, aproveitando uns dias de férias que ele tirou. Fomos para Florianópolis, pois entramos num lance de explorar o Brasil por região, e agora estamos a percorrer a região sul. Em outubro fomos ao Rio Grande do Sul e agora estivemos no estado seguinte, Santa Catarina. 

Eu gostei de Florianópolis, achei que a cidade é meio que uma combinação do Rio de Janeiro, por possuir mar e montanhas + Maceió, pela ligeira semelhança da orla. 

Mas confesso que não exploramos suficientemente o lugar, pois priorizávamos o descanso, rsrs. Das praias que conhecemos, todas próximas, gostamos mais da que chamam de Jurerê, que é a da foto abaixo. 


Nessa praia há um condomínio com belas casas


E como eu jamais viajo sem espreitar as livrarias e os sebos (alfarrabistas) do lugar, tenho aproveitado as viagens para comprar livros novos. Mas  em Florianópolis só comprei livros de culinária, e estes da foto são alguns deles


Depois que voltei, já cozinhei bastante e um dos pratos que preparei foi o das fotos lá em cima, as peras cozidas em vinho branco com cardamomo e açafrão. A receita delas eu tirei de um livro que já mencionei por cá, anos atrás, o Jerusalém, do chefe israelense-britânico Yotam Ottolenghi (escrito em parceria com outro chefe: Sami Tamimi). 
Ottolenghi  tem sido uma celebridade da culinária, devido à sua cozinha inventiva, com forte pegada do oriente médio, e cheia de vegetais.



Peras ao vinho branco com açafrão e cardamomo

Ingredientes

4 peras firmes, descascadas e mantidas inteiras
500 ml de vinho branco
12 bagas de cardamomo ligeiramente esmagadas
150g de açúcar refinado (usei o comum)
1 colher de chá de pistilos de açafrão
2 colheres de sopa de suco de limão siciliano

iogurte ou crème fraîche para servir com as peras (crème fraîche é uma iguaria, de origem francesa, que é feita de creme de leite fresco - ou buttermilk-  + iogurte natural; se desejar, veja a receita caseira desse creme postada abaixo) 

Preparo

Adicione o vinho, o açúcar, o cardamomo, o açafrão e o suco de limão em uma panela. Dissolva o açúcar e leve a panela ao fogo. Quando o líquido estiver a ferver, adicione as peras (garantindo que elas estejam completamente submersas - adicione um pouco de água, se não estiverem) e tampe a panela.
Cozinhe as peras por 15 a 20 minutos ou até que elas estejam macias, mas não moles.
Quando as peras estiverem cozidas, remova-as, mas mantenha a calda no fogo para que ela reduza para 1 xícara (a calda engrossará, transformando-se num xarope). Sirva a calda com as peras, acompanhada de crème fraîche ou iogurte.


Créme Fraîche (receita caseira)

Ingredientes

1 xícara (240 ml) de creme de leite fresco 
1/4 de xícara rasa (mais ou menos 30 ml) de iogurte natural

Preparo

Misture bem os dois ingredientes num potinho (ou tigelinha) de vidro. Vede o pote (ou tigelinha) com filme plástico. Ponha o pote para descansar durante 24 horas, num canto, de preferência livre de correntes de ar frias. Mexa o preparado umas três vezes, durante este tempo e volte a vedar o pote. Leve o pote à geladeira por 6 horas e então empregue o creme.

E é só para o momento, até breve!



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