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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Quiche de abobrinhas e ...



           Nesta quiche eu acrescentei cenoura fatiada e restinhos de outros vegetais, como ervilhas

Olá, gente! Eu gosto muito de abobrinha preparada do jeito simples, refogada com temperos e amolecida só com os pingos de água que a gente vai jogando no refogado, até que a abobrinha fique "al dente", como na foto abaixo.




Mas, de vez em quando é bom variar, não é verdade? Então resolvi lançar mão desta receita, que saiu no suplemento de cozinha da revista Manequim, em outubro de 97 (como vocês podem ver nas fotos abaixo). Lá a receita era de "Abobrinhas com creme Bechamel" (creme Bechamel é uma variação do molho branco) porém eu a tenho variado muito, ao longo dos anos, rsrs. 




Hoje mesmo a fiz na versão "mini tortinhas de liquidificador", porque este é um jeito ótimo de dar uma nova cara e um novo sabor às abobrinhas. 





Mas não adianta nada glamorizar  um prato, se ele resultar meio insosso, por isso eu trato de caprichar nos complementos e temperos, para que ele se torne muito saboroso, como fiz hoje. Reparem que acrescentei cebola, tomatinhos, alho poró e alho, às minhas tortinhas e posso lhes garantir que elas ficaram maravilhosas. Na quiche da primeira foto eu juntei também restinhos de vegetais, que estavam rolando na geladeira (cenoura, pimentão e ervilha); se vocês desejarem, podem fazer o mesmo. Porém, só com os ingredientes desta receita já vão obter uma quiche muito saborosa.


Quiche de abobrinhas

Massa (abaixo) + 3 abobrinhas grandes fatiadas numa mandolina + 3 alhos porós pequenos, fatiados + 1/2 cebola grande cortada em pedaços + 1 dente de alho grande bem picadinho + 1 xícara de tomatinhos doces cortados ao meio + 1 xícara de creme de leite + 3 ovos ligeiramente batidos + sal a gosto para temperar o recheio + cheiro verde picado a gosto.

Como fazer:

1 - Prepare um refogadinho com o alho, a cebola e os alhos poró, fritando estes ingredientes em 1 e 1/2 colheres de sopa de óleo de cozinha (ou azeite de oliva). Tempere o refogadinho com um pouco de sal e reserve-o, para que esfrie. 

2 - Lave e enxugue as 3 abobrinhas. Corte e despreze as pontinhas delas. Fatie as abobrinhas, pelo lado comprido, numa mandolina. Reserve as fatias.  

Massa

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga gelada em pedaços
3 colheres (sopa) de banha gelada em pedaços
1 gema de ovo
1/3 colher (chá) de sal ou a gosto
4 colheres (sopa) de água fria


Preparo da massa

Unte muito levemente uma forma de abrir de 22 centímetros de diâmetro e reserve-a. Numa tigela, misture a farinha com o sal. Junte a manteiga e a banha, aos poucos, misturando-as com as pontas dos dedos (sem trabalhar muito a massa), ou com um misturador de massa, ou mesmo no processador de alimentos, até formar uma farofa. Adicione a água  e a gema e misture-as rapidamente, até obter uma massa lisa. Achate a massa, ponha-a dentro de um saco plástico, e leve-a à geladeira por pelo menos 30 minutos. Depois disso, abra a massa com um rolo de massa. Corte um disco de massa do tamanho do diâmetro da forma e estenda esse disco no fundo da forma. Com o restante da massa corte tiras de uns quatro centímetros de altura (vai depender da altura da sua forma), e fixe-as nas laterais da forma, unindo-as também ao disco do fundo. Reserve-a.

Recheio

Misture bem os ovos batidos com o creme de leite. Junte o refogado de alhos - já frio - a esta mistura. Corrija o sal, se  for preciso.

Montagem:

Depois de forrar a forma com a massa, despeje nela o recheio de ovos e creme. Acrescente os tomatinhos e o cheiro verde picado. Enrole as fatias de abobrinha e vá distribuindo-as à volta da borda da quiche, ou formando um desenho ao seu gosto (se quiser, acrescente mais rolinhos de abobrinhas, a torta ficará ainda mais bonita!). Leve a quiche ao forno moderado (180º C), por uns 35 minutos, ou até que ela doure.


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Eu recebi um pedido ontem, no Facebook, de sugestões de pratos para um jantar especial.  Infelizmente não tive tempo de pesquisar aqui no blog tudo que a pessoa solicitou, incluindo as sobremesas. Mas, rapidamente, recolhi os links abaixo, de pratos que enriquecem qualquer jantar ou celebração. Porém, o que não falta aqui no blog são pratos apropriados para jantares especiais ou celebrações.






Bobó de camarão: receita aqui.
Torta de frango: receita aqui.
Torta de bacalhau: receita aqui.
Tortinhas de siri: receita aqui.





domingo, 19 de julho de 2015

Massa feita com banha (Para empadas e outros salgados)




Olá, para todos! Quando decidi que faria empadinhas, decidi também que usaria a receita  antiga, cuja massa é feita com banha, diferentemente da nova, que leva gordura hidrogenada. Não sei se todos estão cientes, mas, nos últimos anos, a banha foi "reabilitada" como alimento saudável. Segundo os especialistas, ela é mais saudável do que os óleos de cozinha e muito mais saudável que a gordura hidrogenada. Os cozinheiros antigos também garantem que a massa feita com banha fica com melhor consistência e sabor. O fato é que muitas receitas tradicionais continuam a ser feitas com banha, como é o caso do empadão goiano, iguaria muito apreciada aqui na região. Esta massa fica realmente com aquela consistência úmida e arenosa, que se desfaz na boca, motivos de o povo tê-la apelidado de "massa podre".
Em vários dos meus livros aparece a receita de massa para empadas, empadões (e outros salgados), feita com banha, mas há poucas variações entre elas, por isso eu trouxe uma das mais simples. 



                                    

A imagem acima é de um dos meus livrinhos de culinária adquiridos nos bazares de uma Igreja que frequentei. O legal destes livrinhos é que todas as receitas haviam sido testadas e aprovadas, já que eram cedidas pelas senhoras da igreja, que costumavam fazê-las para a própria família. No entanto, eu fiz umas adaptações na receita, com o objetivo de reduzir ainda mais a banha, rsrs. 


Massa Para Empadas e Salgados, feita com banha
(adaptada por mim, da receita acima: vejam que reduzi um pouco a banha)


rende 24 empadinhas


Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo
200 gramas de banha fria e cortada em pedaços pequenos
2 colheres (de sopa) de manteiga 
1 ovo pequeno
1 colher (de chá) de sal
Água fria até dar o ponto (não é muita, vá acrescentando-a com cuidado, porque a massa antes de agregar todos os ingredientes passa a impressão falsa de estar ainda necessitando de líquidos) 
1 gema para pincelar a massa

Preparo

O ideal é preparar esta massa no processador de alimentos, pondo a farinha e o sal no aparelho e ir juntando os outros ingredientes aos poucos, acionando a tecla "pulsar", a cada adição de ingrediente. Quando a massa virar uma bola, chegou ao ponto, e deve ser levada à superfície de trabalho (talvez a superfície tenha de ser levemente polvilhada com farinha), para ser achatada e levada, dentro de um saco plástico, à geladeira, para esfriar por 30 minutos. Depois disso, é só abrir a massa com um rolo e forrar com ela a forma ou forminhas a serem usadas.

No caso de você não possuir um processador, junte os ingredientes (exceto a água) numa tigela, e misture tudo com um misturador de massa, um garfo ou com as pontas dos dedos, evitando manipular demais a massa, para que ela não se torne gordurosa nem pesada. Por fim, vá acrescentando a água, aos poucos, até que a massa se torne homogênea. Depois, siga as instruções acima. Uma vez que as formas estejam forradas com a massa, recheie as empadas e, abra uma tampinha de massa, para cobri-las. Esta tampinha deve ser pressionada sobre as bordas da massa, que já está recheada, para que fique bem aderida e não abra no forno. Por fim, pincele as tampinhas com gema de ovo e leve as empadas ao forno (médio, 180ºC) até que elas estejam assadas e coradas (leva mais ou menos 35 minutos).


                               e aí está a gloriosa empadinha


                                                                      estas eram de frango


Quer a receita de um bom recheio de frango para empadas e tortas? Veja aqui!





domingo, 12 de julho de 2015

A sala íntima, Florbela sob novo olhar e Minas de Mim

                                a sala está ainda bem diferente da que tenho em mente


Olá, gente! Demorei um pouco para retornar por aqui, por causa das muitas exigências da vida real. Neste meio tempo aconteceram tantas coisas, que eu fiquei indecisa quanto à escolha dos assuntos a serem abordados neste post, rsrs. Queria falar dos dois ótimos livros que ganhei de minha amiga (e autora dos livros!) Jussara Neves Rezende, o que faço abaixo. Contudo, tinha também várias fotos de comida, mas acabei decidindo-me por mostrar as mudanças que comecei a fazer hoje em nossa sala íntima (a que fica no andar superior da casa). Foi com relutância que decidi mostrar esta sala, e só faço isso agora por ser um tanto contrária ao costume adotado por muitos blogs de decoração, de quase que só mostrar coisas de outras pessoas, geralmente estrangeiras, rsrs.  


                                   o fundo da sala ainda está um tanto bagunçado

Este é o cenário visto, quando se chega ao topo da escada que leva aos quartos de dormir, daqui de casa.  A sala íntima (que alguns agora estão chamando de "sala da família") tem sido negligenciada, desde que nos mudamos, por isso está tão feinha, rsrs. Então, ontem, chegaram estas cadeiras francesas (refiro-me ao estilo, Luís XV), que estavam sendo reformadas. Comecei a montar um novo ambiente neste espaço. Aquela estante abriga os meus livros de culinária (e materiais sobre o assunto), porém, tenciono clareá-la - ou substituí-la - como também o outro móvel.  
Quero fazer outras mudanças nesta sala, pois nem sequer transferi ainda para  ela algumas peças compradas para este fim. A minha meta é fazer desta sala um canto agradável de se estar e se olhar.


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Florbela sob novo olhar e Minas de Mim


A minha querida amiga Jusssara Neves Rezende enviou-me, há alguns dias, os dois livros abaixo, de autoria dela. 




Li e gostei dos dois! Há muito aboli o hábito de ler antecipadamente as orelhas dos livros, para não ser influenciada pelo que se diz nelas sobre a obra ou o autor. Indo direto à leitura dos poemas, do Minas de Mim, achei neles alguma semelhança com coisas de Adélia Prado, embora ditas de um jeito totalmente distinto e pessoal. Percebi, no ato, que a semelhança é, provavelmente, resultante da mineirice de ambas as escritoras, pois é assim que nós mineiros sentimos e falamos, rsrs. Foi com surpresa, portanto, que depois tomei conhecimento de que Marcelo Franz, da PUC PR teve a mesma impressão, rsrs. 

Tenho certeza de que haverei de reler os poemas deste livro, outras vezes, pois muitos deles como que me traduzem, como é o caso, deste, abaixo:

Plena

Quero ser em plenitude.
Então tento juntar aos que sou
perdidos pedaços de mim...
Mas não me cabem mais!
Tampouco se encaixam ao que sou
prováveis (?) formas do que serei.

A forma plena de mim
está, então, neste intervalo,
entre o que fui e o que serei?
De mim os fragmentos dispersos
não significam? Só se é plena 
enquanto se é?

(Jussara Neves Rezende)



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O Florbela sob novo olhar mudou realmente o meu modo de ver esta poeta*, que antes eu julgava apenas um tanto trágica. Jussara Neves Rezende esmiuçou a obra de Florbela e trouxe à luz nuances desconhecidas da complexa personalidade da escritora.  Eu não suspeitava que Flobela Espanca tivesse eleito, deliberadamente, papéis e máscaras, para expressar os muitos sentimentos e as diversas personas que abrigava dentro de si. Não a percebia tão calculista nem tão exibicionista, porque, para ser totalmente sincera, não atentei tanto assim na obra desta escritora. 
Contudo, já agora a minha impressão sobre Florbela Espanca é mais respeitosa e fundamentada. Vejo-a, ainda, como uma mulher sofrida. Mas, vejo-a também como uma pessoa a quem a vida infligiu duras provas e, sobretudo, como uma mulher talentosa e de vanguarda que, com certeza, viu-se oprimida e em permanente conflito com as convenções sociais do seu tempo, que acabaram por fazê-la sucumbir. 

* chamo Florbela Espanca de poeta, porque, como é registrado no livro de JNR, ela já havia conquistado este status em 1931, através de um artigo publicado por Antonio Ferro, em que ele a chama de poetisa-poeta. 


Obrigada pelos livros Jussara!




terça-feira, 23 de junho de 2015

Biscoitos bicolores e Dois livros sobre o Aleph






Olá, gente! faz tempo que venho adaptando receitas de biscoitos bicolores, do tipo que produz os biscoitos espiralados, como os da foto, e outros, porque as receitas que nos têm sido apresentadas não costumam dar certo, com os nossos produtos. As tais massas, geralmente de origem gringa, resultam moles demais, impossível de serem trabalhadas, apesar do tempo de refrigeração que elas exigem. No caso desta, não foi diferente, apesar de a receita ter sido apanhada na edição antiga do "Grande Livro de Receitas de Cláudia" (dos anos 70) . Só em bater os olhos nos ingredientes, eu percebi que a massa não resultaria, por isso fiz logo algumas adaptações na receita. Mesmo assim, a massa resultante é delicada, e deve ser manipulada com cuidado. Mas os biscoitos ficam bonitos e gostosos, por isso vale a pena fazê-los.

Na segunda parte deste post eu falo de dois livros que li recentemente, e que tratam de um assunto muito do meu interesse, que é, por assim dizer, o transcendentalismo. Ambos os livros, escritos por homens esclarecidos e até geniais, como é o caso de Jorge Luís Borges, abordam este assunto.


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Biscoitos bicolores

Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo
250 gramas de açúcar
250 gramas de manteiga
1 ovo pequeno 
½ colher de chá de essência de baunilha
1 colher de sopa de rum (opcional)
½ colher de chá de fermento em pó
3 colheres de sopa de chocolate em pó (coloquei 1 colher de cacau e duas de chocolate)

Preparo


Bata a manteiga com o açúcar até que fique fofa. Junte a essência e o rum (se for usá-lo) batendo sempre. Acrescente o ovo, ainda batendo. Em separado, misture o fermento com a farinha e junte-os à mistura de manteiga, batendo tudo rapidamente. Sobre uma mesa levemente enfarinhada, divida a massa em duas partes iguais. Acrescente o chocolate em pó a uma das partes.  Achate as duas massas, em separado, ponha-as em sacos plásticos, separadamente, e leve-as ao refrigerador por no mínimo 1 hora. Com um pedaço de plástico em baixo e outro por cima da massa, abra cada uma separadamente, em retângulos do mesmo tamanho. Ponha uma das massas sobre a outra e enrole-as como rocambole. Corte a massa em fatias e ponha as fatias numa forma untada e enfarinhada. Leve a forma ao forno preaquecido  (180º C) por cerca de 10 minutos. Tire os biscoitos da assadeira e deixe que esfriem sobre uma gradinha.





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Os livros





O Mistério do Alef e O aleph 


Li, não faz muito tempo, os dois livros acima: O Mistério do Alef, de Amir D. Aczel, e O Aleph, do escritor argentino Jorge Luís Borges.

Álef ou Aleph é a primeira letra do alfabeto hebraico (e do de outros povos), que corresponde à nossa letra A. No hebraico, porém, as letras não são apenas letras, mas também sinais ligados aos mistérios do mundo espiritual. E é por isso que elas são chamadas de 'blocos de construção da Criação'. 






No O Mistério do Alef, Amir D. Aczel relata a vida e o trabalho do matemático alemão Georg Cantor, o homem que iniciou o estudo moderno sobre a teoria dos conjuntos (lembram que na escola a gente aprende sobre os conjuntos dos números inteiros, racionais, etc.? pois é). Ocorre que em 1870, Cantor concebeu uma equação para explicar a - digamos - natureza do infinito e usou a letra Aleph, para nomear a tal equação. Esta equação, para além da matemática, teria a possibilidade de explicar os mistérios mais profundos da existência. É interessante notar que a Teoria do Infinito de Cantor é cheia de paradoxos (contradições), que vão totalmente contra o entedimento intuitivo que a gente costuma ter sobre o assunto, rsrs. Mas isso é comum nas ciências. 

Todavia, aconteceu de Cantor cair em depressão, a cada tentativa de aprofundamento de seus estudos sobre o infinito. E a coisa era sempre tão séria, que ele foi internado, várias vezes, em clínica psiquiatríca, onde acabou morrendo. Amir D. Aczel, autor do livro, que é professor na Brandeis University, em Massachusetts, EUA, acha que o estudo de Georg Cantor alcançou um ponto de conhecimento proibido, razão pela qual ele teria sido 'impedido' de dar prosseguimento ao seu trabalho. Outra coisa curiosa é que Georg Cantor não foi o único matemático a enlouquecer, na tentativa de esclarecer estes mistérios, um tal de Kurt Gödel teve o mesmo destino!
A teoria de Georg Cantor não se tornou famosa apenas em razão de suas inúmeras contradições, mas também por ser profundamente filosófica. Achei o ponto de vista do autor muito interessante!







O livro acima, de Jorge Luís Borges, contém 17 contos, sendo O Aleph o último deles. Nesta estória o narrador diz que, por ter morrido uma mulher que ele amou, ele deverá ir à casa da família dela, prestar os seus respeitos. Ele então visita a família, no dia em que a mulher aniversariava (poucos dias depois da morte dela) e na casa encontra o primo da falecida, sendo este um escritor medíocre, mas que se acha talentoso, chamado Carlos Argentino Daneri.
A partir desta visita, o narrador passa a visitar a família da morta anualmente, no dia que seria o dos anos da mulher. E lá ele sempre encontra Daneri, o tal primo, que passa a fazer-lhe confidências. Carlos Argentino Daneri diz que está trabalhando num poema (enorme), chamado “A Terra”, no qual descreve, com todos os detalhes, todos os locais do planeta. Claro que o narrador acha o poema estapafúrdio.
No entanto, os dois homens estabelecem certa relação, a despeito de o narrador, no fundo, não gostar de Daneri. Lá pelas tantas, Carlos Argentino Daneri telefona ao narrador, mostrando-se muito agitado, porque ficara sabendo que a casa em que mora será demolida. O narrador vai encontrar-se com Daneri, na casa deste, e Daneri diz que a casa é essencial para a conclusão do poema que está escrevendo, porque num canto do porão dela existe um Aleph. 
Um Aleph, explica Daneri, é um ponto do espaço que contém todos os demais. O narrador desce ao porão da casa (certo de que Daneri está doido) mas segue as instruções do homem, de “deitar-se no piso de lajota e fixar os olhos no décimo nono degrau da escada”,  a fim de ver o microcosmo, chamado Aleph, referido por alquimistas e cabalistas. 
E aí, depois de um momento de terror, em que o narrador chega a achar que Daneri o deixou ali, no escuro, para que morresse, o milagre acontece, ele enxerga uma pequena esfera furta-cor, de um fulgor quase intolerável, que, bem observada, mostra tudo o que existe, todos os pontos do universo, e todas as coisas existentes, de uma teia de aranha prateada, no centro de uma negra pirâmide, aos desertos equatoriais, e cada um dos seus grãos de areia. O narrador viu tudo, mas tudo mesmo que se possa imaginar. Mas finge que não viu nada. 

No pós escrito ele diz que Carlos Argentino Daneri conquistou o Segundo Prêmio nacional de Literatura, com o seu trabalho.



domingo, 14 de junho de 2015

Bolo de Fubá Excelente, com Cobertura de Curau



Olá, gente! Quem aí não gosta de festa junina? Acho que ninguém, não é? As festas juninas, que faz tempo passaram a estender-se para julho e até para agosto, são a "cara" do nosso povo, que ama celebrar os santos populares - Santo Antonio, São João e São Pedro - com muita festança, comidas típicas, quadrilhas e quermesses. Eu resolvi fazer este bolo ontem para o meu sogro, "Seu" Antonio, que nasceu no dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro, rsrs. 


                          Coisa boa é festa junina, né, não? rsrs.


"Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha 'praquele' balão multicor
Como no céu vai sumindo"

(Luiz Gonzaga - Olha Pro Céu)



Em 2010 eu publiquei aqui uma receita de bolo de fubá com curau, mas este só é semelhante àquele no curau, pois a massa é completamente diferente: ela faz um bolo maior e, na minha opinião, muito bom! Eu o chamo de Bolo de fubá da dona Maria Edite (minha mãe), porque foi do caderno dela que eu copiei a receita, há muitos anos. É o bolo de fubá que ela costuma fazer. O diferencial dele é que a massa é cozida, antes de ir ao forno, o que o torna mais úmido e fofo do que os bolos de fubá tradicionais. Ele também não leva farinha de trigo, só fubá, o que já o torna especial. 


Bolo de Fubá de Dona Maria Edite

xícara+ 240 ml


Ingredientes

3 xícaras de fubá mimoso (farinha de milho fina)
2 xícaras de açúcar (na receita de minha mãe são 3 xícaras)
2 xícaras de leite 
1 xícara de óleo de cozinha (usei de canola, minha mãe põe 1/2 xícara de óleo + 1/2 xícara de manteiga, ou só manteiga)
4 ovos (claras batidas em neve)
1 colher de sopa de fermento de bolo em pó

variações: basta acrescentar erva doce, ou goiabada, ou coco ralado ou queijo, enfim... Não coloquei nenhum desses ingredientes porque cobriria o bolo o curau.

Preparo

Numa panela de tamanho médio, junte e misture bem: o fubá, o açúcar, o leite e o óleo. Leve a panela ao fogo, mexendo sempre, até que a misture engrosse e cozinhe uns dois minutos. Tire a panela do fogo e deixe que a massa amorne. Ponha a massa na batedeira e junte as gemas, batendo bem para misturá-las. Bata as claras em neve e acrescente-as - delicadamente - à massa, fora da batedeira. Junte o fermento e misture-o também gentilmente. Ponha a massa numa forma de tamanho médio ou mesmo grande e leve o bolo ao forno médio por uns 45 minutos (faça o teste do palito). Depois de assado e frio, aplique o curau no topo do bolo.

Curau da cobertura

300 ml de leite
1 lata de milho verde sem a água (ou o milho de duas espigas)
1/4 xícara (chá) de açúcar
½ colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de amido de milho (Maisena)

Preparo

Bata bem o milho com o leite no liquidificador. Passe a mistura por uma peneira sobre uma panela de tamanho médio, pressionando bem a massa de milho contra a peneira, com uma colher. Despreze o bagaço ou faça com ele o bolo de bagaço de milho. Junte o açúcar, o amido e a manteiga e cozinhe tudo muito bem (até ficar firme). Espalhe o curau ainda quente sobre o bolo frio. Leve o bolo à geladeira para que o creme acabe de esfriar.


É isso, até a próxima!



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