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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Ganache Lisinho e os seguidores perdidos...





 Olá e bom mês de fevereiro para todos! Estive desanimada, nesses últimos dias e uma das causas disso (não a única!) foi a perda de quase duzentos dos meus seguidores, em decorrência da suspensão, feita pelo blogger,  do acesso ao Google Friend Connect, por pessoas que não tenham contas do Google. Aproveito então a oportunidade para avisar às pessoas que foram desligadas deste blog (se é que elas poderão tomar conhecimento disso) que não fui eu que as desliguei, muito pelo contrário, lamentei o ocorrido. Porém, vocês poderão voltar a segui-lo, desde que abram uma conta 'Google'. Bem, este contratempo, somado a outros, colaborou um pouco para que eu não conseguisse fazer - como desejava, com passo a passo - o post sobre a aplicação do ganache lisinho.

Mas o fato, é que a técnica não tem segredos, só umas pequenas exigências. A primeira delas é que o bolo esteja, ele mesmo, lisinho e bem nivelado no topo. Para obter um bolo lisinho aconselho uma lida neste post.
O ganache também precisa estar no ponto, nem muito mole nem muito firme, pois ganache muito mole não recobre realmente o bolo, e o muito firme não dá para espalhar. Se, no entanto, o ganache ficar firme demais, é possível amaciá-lo, mediante o acréscimo de uma pequena (pequena mesmo!) quantidade do creme mais mole e ligeiramente aquecido. Faça assim: tire um pouquinho do ganache e aqueça-o - muito rapidamente - até 10 segundos, no máximo -  e em potência bem baixa, 2 ou 3 - no micro ondas (ou em banho-maria). Depois adicione o creme aquecido ao restante (que está muito firme) e misture tudo.


Inicialmente aplique uma fina camada de ganache em todo o bolo, para criar sobre ele uma película protetora, que impedirá que partículas da massa se desprendam. É preferível fazer isso com uma espátula grande, de metal, ou com um raspador, como os da foto:

                       
 O emprego de um prato giratório também facilita muito este trabalho



Aqui eu coloquei no topo do bolo a base de uma forma, de fundo removível (que tem o mesmo diâmetro do bolo), recoberta com papel alumínio. A base impediu que a borda superior do bolo ficasse desordenadamente cheia de ganache, mas ela não é indispensável. Caso você queira usar uma também, é possível fazê-la de papelão - fica a dica - rsrs.


Após a primeira demão, aplique mais e vá raspando o excesso - com mão firme e delicada -  para isso use o raspador (de preferência) ou a espátula.  Depois é só acertar os excessos.


Pronto! eis o ganache lisinho (confesso que geralmente ele fica com um acabamento mais uniforme e profissional, este eu fiz desanimada, rsrs).


Atualização: Uma pessoa já me interpelou dizendo que aplica o ganache como expliquei e mesmo assim ele fica com aspecto irregular, então vou procurar esquematizar melhor o que disse: 

É só seguir os passos:

1) Cuidar para que o bolo a ser coberto esteja bem liso e nivelado, antes da aplicação do ganache.

2) Passar inicialmente no bolo uma camada fina de ganache, a fim de criar uma película para a proteção da massa.

3) Passar uma ou mais demãos do ganache sobre a primeira camada, para uniformizar o aspecto da cobertura e para que esta não fique muito fina.

4) Passar o raspador em volta do bolo, num movimento contínuo, sem paradas.



E é só para o momento. Espero voltar muito em breve, até lá!




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Kouglof, Gugelhupf



Olá, minha gente!  Este pão europeu (nascido na Áustria e levado depois para Alsácia, Alemanha e outros países) é amanteigado e saboroso. Ele é chamado em alguns lugares de Kouglof (kouglopf) e em outros de Gugelhupf (Guglhupf), e é um tipo de brioche, talvez um pouco mais leve. Ele é muito consumido na época do Natal, o que é compreensível, porque além de ser saboroso faz uma bela figura nas mesas natalinas. Eu ainda não tinha publicado uma receita dele aqui, apenas porque estava esperando comprar a assadeira própria, coisa que - por alguma razão - vinha sempre adiando, rsrs. Mas já o tinha feito anteriormente, em formas de bolo, que é a solução que indico aos que queiram fazê-lo sem possuir a tal assadeira. Contudo, comprei a forma, uns três meses atrás, e então  resolvi que o traria para o blog.


aí está a linda assadeira para kouglof (Gugelhupf)


                                                    a imagem da fatia




Muitos dos meus livros têm receitas de pães e bolos típicos de vários países. Examinando tais receitas pude comprovar as semelhanças existentes entre essas iguarias. É o caso, por exemplo, das similaridades entre o kouglof e o Kulitsch, que é um pão de Páscoa russo, cuja forma é idêntica à do Panetone. Eles têm receitas muito parecidas, e foi por isso que eu acabei por combinar duas delas, pois queria um pão maior.
   
Gugelhupf - Kouglof 
(receita adaptada de outras)

Ingredientes

500 gramas de farinha
3/4 de xícara (rasa) de manteiga, em temperatura ambiente (meio mole)
3/4 de xícara de açúcar  
2 e 1/2 colheres de chá de fermento seco para pão
1/2 colher de chá de sal
1/2 xícara de leite
4 ovos
3/4 de xícara de passas de uvas sem sementes (previamente deixadas imersas em licor de cerejas ou rum; as minhas maceraram em 1/4 de xícara de Grand Marnier, que é um licor de laranja, durante umas 2 horas)

1/4 de xícara de cereja em calda bem escorrida (sequinha!) e picada (opcional, usei porque tinha sobras de cereja em calda, das festas de final de ano) 

1/2 colher de chá de essência de baunilha, ou 1 colher de chá de casca ralada de laranja, ou outro aromatizante a gosto (para perfumar o pão)/opcional

amêndoas sem pele para decorar o topo do pão (não usei desta vez)

açúcar de confeiteiro para polvilhar sobre o pão (você pode substituí-lo, se desejar, por uma calda de açúcar)

Preparo 
Escorra-as passa numa peneira e deixe que fiquem secando. E unte e enfarinhe a forma em que o pão irá assar. 

Se você já fez pão, usando somente as mãos, faça a massa da forma costumeira. A manteiga é incorporada aos poucos na massa já feita. Se você nunca fez pão ou gostaria de fazer a massa na batedeira, siga as instruções abaixo.

Ponha o leite e o fermento na batedeira e bata ligeiramente - em velocidade bem baixa - para misturá-los. Junte os ovos e o açúcar e o sal e misture-os também. Troque o batedor da batedeira pelo que tem forma de gancho e acrescente a farinha, aos poucos. Deixe que a batedeira trabalhe com a massa por uns dez minutos. A massa irá despregar-se das paredes da tigela. Adicione a manteiga, aos poucos. Depois que ela estiver toda incorporada à massa, aumente a velocidade da batedeira. junte o aromatizador - se for usá-lo -  e deixe que a batedeira trabalhe por uns 15 minutos. Por fim, junte as passas. Leve a massa para a superfície de trabalho e sove-a até que fique elástica (se for preciso, enfarinhe ligeiramente a superfície de trabalho). Ponha a massa novamente na tigela e meta a tigela dentro de um saco grande de plástico, cuidando para que o plástico não venha a tocar no topo da massa, depois que ela estiver crescida. Deixe que a massa descanse, em local livre de correntes de ar, até que ela dobre de volume. Distribua as amêndoas, ordenadamente, no fundo da forma.Transcorrido o tempo, abaixe a massa com o punho, achatando-a novamente. Forme um rolo com a massa e ajeite-o  na forma preparada. Deixe que a massa cresça novamente (leva uns 30 minutos). Leve a forma ao forno - que deve ser ligado em temperatura média (170º C) e deixe que o pão asse por uns 40/45 minutos, ou até que doure e o interior dele esteja cozido. Espere que amorne ligeiramente e vire a forma sobre uma gradinha, para que o pão acabe de esfriar. Depois de frio, polvilhe-o com o açúcar de confeiteiro.




domingo, 10 de janeiro de 2016

Biscoitos Craquelados de Chocolate e o que rolou nos últimos dias


 


Olá, minha gente! Feliz 2016, que este ano traga muitas coisas boas para todos! Depois de vários dias de correria, eis-me de volta, rsrs. Tenho feito frequentemente estes biscoitos craquelados (também chamados de biscoitos nevados; 'crinkle cookies', em inglês). Eles são bem gostosos mas, pessoalmente, acho-os um pouco doce demais, por isso sempre me digo que na próxima vez que os fizer, vou reduzir o açúcar deles. E não é para menos, já que eles são rolados em açúcar, que lhes confere esta aparência típica. O fato é que ninguém aqui reclama de nada, pelo contrário, todos são fãs deste biscoito porque ele  é especialmente chocolático. A receita deles foi publicada num livro da Betty Crocker, lançado há mais de 50 anos. Nela o chocolate indicado é o amargo, em barra. Nós ainda não produzimos um chocolate amargo, só meio amargo (alô, alô, senhores fabricantes, já passa da hora do lançamento de um chocolate amargo no Brasil. E que seja de boa qualidade, por favor!), então eu utilizei um chocolate gringo, numa das vezes em que os fiz. Porém, há muito tempo, criaram uma versão desta receita com chocolate em pó (ou cacau), e as duas se tornaram as preferidas dos anglófonos (gostaram do 'anglófonos'? são as pessoas que falam inglês, para quem não sabe, rsrs). Testei ambas e - para ser sincera - não vi diferença no sabor dos biscoitos resultantes.


    vejam que este chocolate é amargo, e não meio amargo, não dá para comê-lo ao natural, porque ele não é nem um pouco doce


Biscoitos Craquelados (Nevados) de Chocolate
Faz 3-4 dúzia (dependendo do tamanho que são feitos)

Ingredientes

1 xícara de chocolate em pó de boa qualidade (usei ¾ de xícara de chocolate em pó + ¼ de xícara de cacau em pó; na receita original consta 120 gramas de chocolate amargo derretido e frio)
1/2 xícara de óleo vegetal
2 xícaras de açúcar granulado comum (quero reduzir da próxima vez para 1 e ½ xícaras, ou até menos)
4 ovos
2 colheres de chá de essência de baunilha
2 xícaras de farinha de trigo comum
2 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal

1 xícara de açúcar de confeiteiro para rolar os biscoitos (usei 2 xícaras de Glaçúcar, porque para mim 1 xícara não tem sido suficiente)

Preparo

Em uma tigela média, misture o óleo, o chocolate, o açúcar granulado e a baunilha. Adicione os ovos, um de cada vez (mexendo sempre). Junte a farinha, o fermento e o sal. Cubra a tigela  e leve-a à geladeira por  pelo menos 3 horas (gosto de fazer a massa à noite, e assar os biscoitos no dia seguinte). Unte e enfarinhe duas assadeiras grandes para biscoitos (ou forre-as com papel próprio para forno). Ligue o forno em temperatura média (180º). Ponha o açúcar de confeiteiro numa vasilha à parte. Tire porções da massa com uma colher de sobremesa e faça bolinhas pouco maiores que um brigadeiro. Role as bolinhas no açúcar de confeiteiro e distribua-as nas assadeiras preparadas. Tenha o cuidado de manter as bolinhas uns dois centímetros distantes umas das outras porque enquanto assam elas esparramam-se para os lados e podem grudar. Asse os biscoitos por 10-12 minutos (até que eles não afundem no centro, se você os tocar levemente; mas saiba que eles saem ainda moles do forno). Transfira os biscoitos da assadeira para uma gradinha, para que esfriem (eu geralmente não faço isso, porque os biscoitos recém assados ainda estão moles, como já mencionei, mesmo assim os meus biscoitos não ficam duros. Se você quiser seguir a receita à risca, tire os biscoitos da assadeira com muito cuidado).




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Eu havia dito que voltaria com informações sobre o nosso jantar de Réveillon, mas a verdade é que eu só pude fotografar o Chester, por causa da correria, rsrs. Mas quero voltar a fazer alguns dos pratos servidos porque ficaram muito bons.





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Antes do Natal eu fui a um dos bazares natalinos que acontecem por aqui. Num deles (que deve ser o maior do Brasil) comprei uns panos de prato bordados, como este da foto.

Nesse bazar há uma seção que vende bordados lindíssimos (e finíssimos), e também muitos panos de pratos.

comprei lá também estas xicrinhas, que vêm envoltas em papel celofane, numa embalagem para presente. Depois me ocorreu que elas dariam uma ótima lembrancinha de um Chá Festivo (Tea Party).



E é só, para o momento, até mais!




segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Natal de 2015



Olá, meu povo!  Estive especialmente ocupada nas duas últimas semanas, por isso não pude voltar aqui, sorry. E a correria foi tanta, que nem sequer pude também fotografar a minha ceia do Natal, como havia planejado. Não que a tal ceia tenha sido lá muito diferente da do ano passado, mas o fato é que - modéstia à parte -  tudo ficou muito gostoso, rsrs. Ontem comecei a fazer os bolos natalinos (pois é, ainda natalinos!) que costumo enviar para parentes nas proximidades do Natal, e os dois da foto acima foram os primeiros. Aqui no blog deve ter umas 3 ou 4 receitas de bolos de frutas natalinos, mas este ano só estou usando essa. Tenho feito também o delicioso bolo de morangos, já que ele agrada a todos. Porém, verifiquei também ontem, que a receita desse bolo saiu errada no post original, que chamei "O meu bolo de morangos", peço muitas desculpas a todos! Fui refletir na razão deste incidente e cheguei à conclusão de que ele só pode ter resultado dos muitos problemas que enfrentei com o meu computador ou conexão, nos últimos tempos, teve dias em que postar alguma coisa era algo desafiador, exasperante, até! Então, estou repetindo a receita neste post (e, obviamente corrigindo também a anterior). 

O meu bolo de morangos
 xícara = 240 ml

Ingredientes

3 xícaras de farinha de trigo (não use a que vem com fermento*)
3/4 xícara de manteiga sem sal, macia
2 colheres (chá) de fermento em pó (ou 1 de sopa, rasa)
1/2 colher (chá) de sal
2 xícaras de açúcar refinado
3 ovos médios
¾ xícara de leite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
200 g de morangos limpos e desfolhados 
2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro para polvilhar sobre o bolo (opcional)

 Preparo 

Ligue o forno em 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de 30 cm de diâmetro e ponha-a de lado. Peneire numa tigela: farinha, fermento e sal e reserve-os. Bata a manteiga com o açúcar, na batedeira, até obter um creme claro e fofo (uns 3 minutos). Acrescente os ovos -um por vez - e bata até que misturem. Desligue a batedeira e acrescente o leite e o extrato, misture tudo, com um fouet. Acrescente a farinha, aos poucos, misturando tudo – delicadamente - com o fouet (a massa ficará meio grossa). Espalhe a mistura na forma preparada e sobre ela distribua os morangos, pressionando-os um pouco para que entrem na massa. Leve a forma ao forno, por uns 40 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito. 
 
* a farinha com fermento é apropriada para muitas receitas, mas nesta é preferível usar a farinha comum.
 
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A minha mesa de Natal deste ano foi simples e muito parecida com a de anos anteriores. No geral, neste Natal, dei novo emprego a peças que têm outra utilidade, como é o caso dos cachepôs:

  
  
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Também reutilizei  as peças clássicas do Natal, porque estou pensando me me desfazer delas em breve, para renovar as coisas por aqui:
 


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Uma das minhas irmãs resolveu aderir à moda do aluguel da árvore natalina, idéia  que estou começando a assimilar, pois nos poupa da trabalheira de montar e desmontar a árvore, sem falar do tempo despendido para comprar as peças e dos desgastes que elas sofrem, nos longos meses em que ficam empacotadas.


esta foi a árvore que a minha irmã alugou neste Natal. Ela estava linda! 

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Bem, é só para o momento, mas devo voltar em breve, com as novidades do Réveillon, até lá!





quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Polenta Natalina e os últimos livros lidos


                                               polenta com molho de tomates

Olá, meu povo! Este post é mais para mostrar que a gente pode servir qualquer prato, em qualquer festa, independentemente daquilo que a tradição indica, - como eu já disse aqui no blog, mais de uma vez, rsrs. Faço questão de deixar isso claro porque as comidas tradicionais do Natal nem são lá apropriadas para o verão, não é verdade?  E olha que por aqui, nessa altura, costuma fazer frio, porque, depois de uns dois meses de calorão, as chuvas caem, e isso faz baixar bem a temperatura.
  
Faço esta polenta costumeiramente, conforme mostra a foto abaixo. Mas quero sugeri-la também como prato natalino, para aqueles que gostam desta iguaria.


aqui ela foi servida com um antepasto de berinjelas


Polenta firme com molho de tomates

Ingredientes

2 xícaras de fubá mimoso (farinha de milho fina)
1 e 1/2 litros de água (ou água e leite, ou caldo de legumes, galinha ou carne)
2 colheres de chá de sal (se for usar caldo já salgado dispense o sal, ou ajuste-o)
2 colheres de sopa de manteiga

Preparo

Jogue água dentro de uma forma de pudim pequena e escorra a água. Reserve a forma. Ponha a água da receita para ferver com o sal, numa panela de fundo grosso. Quando a água começar a borbulhar, abaixe o fogo e vá despejando o fubá sobre ela - aos poucos - mexendo sempre para não empelotar. Cozinhe, mexendo sempre, por 20-25 minutos (a massa fica grossa). Apague o fogo e acrescente a manteiga. Misture tudo muito bem e despeje imediatamente a mistura na forma preparada. Nivele a mistura com as costas de uma colher e bata a forma sobre a mesa para que a massa se acomode melhor no fundo.  Sem isso a polenta pode não apresentar uma aparência lisa e uniforme. Cubra a forma com um pano limpo e espere que a polenta esfrie. Depois de fria leve-a a geladeira, coberta com filme plástico e, no seguinte, desenforme-a no prato em que será apresentada. Faça  o molho abaixo, ou o seu molho de tomates preferido, e sirva-o juntamente com a polenta.  

Nota: há quem prefira dissolver o fubá na água e levá-lo ao fogo já dissolvido, para evitar que a mistura fique encaroçada.


Molho de Tomates Clássico, à minha moda

Ingredientes 

1 cebola cortada em pétalas finas
6 tomates sem pele e sem sementes, bem maduros ou 1 embalagem de molho de tomate pronto (escolha um excelente, que tenha pelo menos 300 gramas)
3 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem, do bom
1 colher de sopa rasa da mistura de ervas italianas (orégano, manjericão, manjerona, alecrim e tomilho – mas você pode usar apenas o manjericão e o orégano)
3 dentes de alho, cortados
5 xícaras de caldo vegetal (ou água)
Sal a gosto
1 boa pitada de açúcar

Preparo

Ponha todos os ingredientes numa panela grande. Tampe a panela e espere que a mistura ferva. Tire a tampa, reduza o fogo, e deixe que cozinhe durante 8 minutos. Apague o fogo, passe o molho por uma peneira e empregue-o.  


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Os últimos livros lidos



Li os livros acima nos últimos meses (outubro-novembro). Porém, o A mulher mais linda da Cidade (de Charles Bukowski), e Os Demônios, de Fiódor Dostoiévski, foram releituras.

Os livros do Bukowski são aquelas 'bagaceiras' de sempre, ou ele não faria jus ao apelido - que ele mesmo se deu - de 'Velho Safado'. Sou fã dele assim mesmo, rsrs.
Os Livros e os dias, do argentino naturalizado canadense, Alberto Manguel, é um livro interessante, pois mistura relatos do dia a dia do escritor - registrados durante um ano - com resenhas dos livros que ele se propôs a ler ou reler, durante aquele ano. Muitos dos livros que ele leu, eu já li, e é sempre um prazer saber da opinião de alguém sobre os livros que lemos, né não? rsrs. Contudo, algumas das obras referidas eu desconhecia, como o O Livro de Travesseiro, da dama da corte imperial japonesa, Sei Shônagon, que viveu no século 10. O curioso é que eu já havia visto o filme  O Livro de Cabeceira (de 1996), de Peter Greenaway, que foi inspirado em Sei Shônagon, sem atentar para quem teria sido a tal figura. Quero ler o livro dela em breve!

Meu Pescoço é um horror, da Nora Ephron (falecida em 2012), é um livro de ensaios sobre questões do universo feminino. Temas como rugas, maternidade, culinária(!), relacionamentos e coisas do dia a dia da autora são abordados de forma divertida e espirituosa. Eu sempre gostei da Nora Ephron, que também foi roteirista de filmes bacanas como Harry e Sally e Silkwood, entre outros. A máxima abaixo, que eu passei a usar como uma das diretrizes de minha vida, desde que tomei conhecimento dela, é de autoria de Nora Ephron:
 
"Acima de tudo, seja a heroína da sua vida, não a vítima"

(ela disse isso em um discurso feito às formandas do Wellesley College, em 1996)
 

Acho especialmente importante esta frase da Nora Ephron, porque ela soube bem transformar as adversidades em situações positivas. E, podem acreditar, como muitos de nós, ela defrontou-se com acontecimentos em que teve o coração realmente partido.

Nora Ephron e seu então marido Carl Bernstein


Nihonjin, do maringaense Oscar Nakasato: A partir da estória de Hideo Inabata, o autor conta a saga dos imigrantes japoneses no Brasil. E é uma narrativa cheia de informações sobre as questões relativas aos imigrantes nipônicos: da forte ligação deles com o Japão, passando pelo profundo respeito que tinham pelo imperador, o orgulho de serem japoneses, os códigos de honra, etc., tudo é mencionado e entrelaçado à estória particular da família de Inabata. Acompanhamos a vida de três gerações, da entrada de Hideo com a esposa no país, no início do século passado, para o trabalho nas fazendas de café,  ao retorno de um neto dele ao Japão (nos anos mais recentes) para assumir a condição de dekassegui. Este livro, que é agradável de ler, já foi premiado duas vezes. (ah, a palavra nihonjin significa 'japonês', no idioma japonês).
Maurice, de E.M.Foster: Eu já conhecia o Edward Morgan Foster, por causa de ótimos filmes que foram baseados em livros que ele escreveu, como os Passagem para a Índia, Retorno a Howards End e Uma Janela para o Amor. Também já havia visto - mais recentemente - o filme Maurice (com Hugh Grant) que derivou diretamente deste livro. Trata-se da estória do jovem aristocrata inglês, Maurice, que aos poucos vai se percebendo gay, e dos relacionamentos que ele teve após isso. Claro que Maurice é o alter ego do próprio E M Foster, embora os biógrafos dele nos assegurem hoje, que na época em que o livro foi escrito, o autor ainda não tinha encontrado os amores que aparecem na estória. Este livro foi escrito em 1913, mas só foi publicado, postumamente, em 1971, quando os ventos liberalizantes estavam começando a varrer o planeta. 

 A arte da Guerra para mulheres, de, Chin-Ning Chu. a autora adaptou o livro clássico e milenar de Sun Tzu, A arte da Guerra, para o universo feminino moderno. As lições do sábio general chinês (sobre as estratégias militares, as ações diplomáticas etc. que ele aconselhava serem observadas nas guerras do seu tempo) são estendidas às mulheres, para que se saiam bem, nos campos de batalha que elas enfrentam atualmente.



Tornar Se Como Deus, a Cabala e Nosso Destino Final de Michael Berg: É um livro que procura motivar uma transformação espiritual.

Os Demônios, de Fiódor Dostoiévski,  Livro de quase 600 páginas, que eu havia lido muitos anos atrás, sem ter tirado o proveito que tirei nesta leitura recente. É a estória de um movimento político, que irrompe abruptamente numa pequena cidade russa e põe abaixo tudo que estava estabelecido até então. Durante grande parte do relato, não acontecem coisas significativas, porém, de repente, um grupo de jovens anarquistas e niilistas estão se mobilizando para 'transformar' o mundo. Entre eles há gente de todo o jeito: do idealista solitário, que acredita que o suicídio é a solução, ao camarada manipulador e cruel, cujo propósito é puramente controlar os outros. Este objetiva, sobretudo, matar um desafeto, aproveitando-se da confusão da revolução.  A ironia deste livro é que tal possibilidade, que  é deplorada pelo autor, serviu de guia para que fizessem depois, a Revolução Russa, de 1917. Dostoiévski foi tão profético, que os revolucionários de 1917 adotaram até detalhes mínimos, das ações  e métodos repulsivos ou temerários praticados por personagens de sua ficção. Este é um grande livro, sem dúvida!




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