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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bolo Donauwellen à minha moda. Livro: A idade dos Milagres, e o que rolou nos últimos dias



 Olá, minha gente, bom dia e boa semana para todos! Ao contrário do que eu planejava, passei um tempão sem vir aqui. Dessa vez o desânimo se deveu também aos acontecimentos que ora se desenrolam no cenário político do nosso país. Para minha surpresa, vi-me desnorteada, com o que está ocorrendo. Mas tive de ponderar a respeito de tudo, o que me levou a concluir que a vida tem a sua própria sabedoria e o seu tempo, para organizar as coisas que se põem em desordem. 
Bem, apesar de tudo, a vida segue e eu tenho seguido também, fazendo o que é do meu costume. No dia das mães, fiz para a minha, o bolo da foto abaixo, que é recheado com doce de abacaxi e trufa de chocolate branco. A receita dele foi postada aqui, em 2009.


 E anteontem eu me atrevi a fazer um bolo Donauwellen à minha moda. Esse bolo é uma especialidade austro-germânica e o nome dele, que significa 'Ondas do Danúbio', faz alusão ao desenho formado por suas camadas, que lembrariam ondas. Mas, como disse, eu simplesmente adaptei a ideia, e usei para isso, a minha receita de bolo de morangos. Eu não queria fazer um bolo recheado com cerejas em calda, pois supunha que ele resultaria muito doce. Mas aí ocorreu o seguinte: acabei por misturar a  camada de chocolate do meu bolo, à camada branca, o que deu a ele mais uma aparência de bolo mesclado, do que de qualquer outra coisa, rsrs. E os morangos, assados dentro da massa bicolor, ficaram meio roxos. Por isso tudo eu nem quis fotografar a fatia do bolo, rsrs. O sabor dele, porém, resultou muito bom, de modo que provavelmente eu voltarei a fazê-lo, com mais cuidado. Mas tenciono fazer também a receita clássica, só para ver a bonita aparência do interior do bolo, rsrs.
Bolo Donauwellen à minha moda
O meu bolo de morangos
 xícara = 240 ml

Ingredientes

3 xícaras de farinha de trigo (não use a que vem com fermento*)
3/4 xícara de manteiga sem sal, macia
2 colheres (chá) de fermento em pó (ou 1 de sopa, rasa)
1/2 colher (chá) de sal
2 xícaras de açúcar refinado
3 ovos médios
¾ xícara de leite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
200 g de morangos limpos e desfolhados 
2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro para polvilhar sobre o bolo (opcional)/ dessa vez o açúcar foi dispensado pelo motivo óbvio de o bolo ter recebido outras coberturas.
Outros ingredientes (para a massa do meu Donauwellen) 

3 colheres de sopa de chocolate em pó, rico em cacau
2 colheres de sopa de leite 
  
 Preparo da massa (Para o bolo Donauwellen)

Ligue o forno em 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de 30 cm de diâmetro (o usual é que este bolo seja feito numa forma retangular ou quadrada) e ponha-a de lado. Peneire numa tigela: farinha, fermento e sal e reserve-os. Bata a manteiga com o açúcar, na batedeira, até obter um creme claro e fofo (uns 3 minutos). Acrescente os ovos -um por vez - e bata até que misturem. Desligue a batedeira e acrescente o leite e o extrato, misture tudo, com um fouet. Acrescente a farinha, aos poucos, misturando tudo – delicadamente - com o fouet (a massa ficará meio grossa). Tire pouco mais de um terço da massa e junte a esta parte o chocolate em pó mais as colheres de leite. E deixe esta mistura de lado. Espalhe a mistura branca na forma preparada e sobre ela distribua os morangos, pressionando-os um pouco para que entrem na massa. Espalhe depois a massa escura sobre a branca, cuidando para que as duas não se misturem. Leve a forma ao forno, por uns 40 minutos, ou até que o bolo passe no teste do palito. 
* a farinha com fermento é apropriada para muitas receitas, mas nesta é preferível usar a farinha comum.
Creme Mousseline Simplificado
 Ingredientes
  • 2 xícaras (480 ml) de leite
  • 3 gemas de ovos
  • ¼ de xícara (chá) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de amido de milho  
  • ¼ de colher (chá) de extrato de baunilha (ou a gosto, há quem coloque 1 colher de chá)
  • 100 gramas de manteiga sem sal, fria mas não dura.
Preparo
Misture bem os ingrediente, exceto a manteiga e a baunilha, numa panela de fundo grosso (é bom passar as gemas por uma peneira, ao fazer isso). Leve a panela ao fogo, mexendo sempre, até que a mistura ferva e se transforme num creme. Junte a essência e misture tudo muito bem. Cubra o creme com filme plástico, bem aderido à superfície do mesmo, e ponha-o de lado para que esfrie. Uma vez frio, bata a manteiga na batedeira, até que fique cremosa e aerada, junte o creme frio, uma colher por vez, até que tudo resulte num creme fofo e claro. 

Ganache para a Cobertura

150 gramas de chocolate meio amargo ralado
1 caixinha de creme de leite

Preparo

Dissolva o chocolate misturado com o creme, em banho maria, mexendo tudo muito bem. Espere que a mistura esfrie, para empregá-la.

Montagem

Ponha o bolo assado no prato em que será servido. Cubra-o com o creme mousseline. Por cima desse, espalhe o ganache. Se desejar, decore o bolo com morangos.

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O Livro:

Este livro chegou a mim indiretamente, ou seja, eu nunca tinha ouvido falar dele e nem o procurei em livrarias. Aconteceu assim: eu e meu marido nos encontrávamos em casa de alguém que estava se desfazendo de coisas. Essa pessoa desejava que comprássemos algumas das tais coisas. Mas eu resistia à tentação de as comprar (tentação sim, pois havia muitos objetos bonitos à venda). Então o meu marido - talvez até para se desvencilhar de forma elegante das propostas feitas - disse: "Ela gosta é de livros", rsrs. E a pessoa respondeu: "Ah, mas eu tenho uns livros para vender também", e nos trouxe  cerca de uma dúzia de livros, no meio do qual estava este. Lendo as informações das contracapas, vi que a estória tinha tudo a ver com um dos meus interesses, que é a questão do tempo e dos elementos associados a ele. Nessa estória, porém, a alteração do tempo está ligada à desaceleração da rotação da Terra, o que torna tudo mais interessante, porque essa é uma possibilidade real. 

Resenha do A Idade dos Milagres (The Age of Miracles, livro de estreia da autora norte americana Karen Thompson Walker) 



Muitos de nós já desejou que o dia tivesse mais horas, pois as 24 de que dispomos têm nos parecido insuficientes, não é verdade? Mas, o que aconteceria com o mundo e a vida, se os dias fossem repentinamente esticados?  

É disso que trata este livro. E o assunto é desenvolvido a partir do ponto de vista de uma menina de onze (para doze) anos, moradora da Califórnia, que, num certo sábado, descobre, juntamente com o restante da humanidade, que a velocidade da rotação da Terra está diminuindo. 

Não se sabe exatamente a causa do fenômeno, embora muitas teorias sejam levantadas, como as que o atribuem aos danos que a humanidade vem causando ao planeta.
(imagem retirada da Internet)

Os dias, na narrativa, vão esticando, gradativamente, e acabam ficando, no fim, com o que corresponderia hoje a 72 horas. E as consequências disso vão ficando cada vez mais desastrosas, porque a longa exposição da superfície terrestre à luz e ao calor - durante o dia -, e à escuridão e ao frio -, durante a noite - afetam os elementos sustentadores do equilíbrio que hoje conhecemos no planeta. Da gravidade ao campo magnético da Terra (que é o que protege os seres vivos das partículas e ventos solares), passando, claro, pelas mudanças nas temperaturas (que trariam como consequências alterações nas correntes marítimas, que, por sua vez, resultariam na maior ocorrência de desastres naturais, tudo seria afetado pelo abrandamento do movimento de rotação da Terra.  

Num cenário desse, os animais e plantas iriam desaparecendo. E, naturalmente, nós, seres humanos, também acabaríamos por desaparecer. Porém, com a mudança se dando gradativamente, inicialmente sofreríamos, por conta dos desajustes causados aos nossos  temporizadores internos e  ritmos circadianos*. Esses desajustes resultariam logo em doenças e transtornos.

(* O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo  - vide Wikipédia).

Todavia, à parte do fenômeno, acompanhamos os acontecimentos triviais - e também os incomuns - da vida da família da menina.

A novidade que este livro traz é a associação da estória trivial de uma menina e sua família, com um evento apocalíptico, o que transforma a estória numa distopia relacionada à eventos científicos, ou seja, é uma distopia, como se diz hoje, 'sci-fi' (sci-fi = ficção científica).

É só, para o momento. Até breve!






sábado, 23 de abril de 2016

Voltando...


Olá, minha gente, bom dia e bom fim de semana para todos! Depois de dias e mais dias de correrias, falta de tempo e calorão, decidi, ontem à noite, que viria hoje, de qualquer jeito, a este bloguito para  tirar as teias de aranhas e o pó que se acumularam durante a minha ausência.
Porém, verdade seja dita, nos últimos dias tivemos muitos motivos para desânimos e descrenças, devido ao que vem acontecendo na seara política do nosso país. Mas eu sou sempre otimista, acho que as coisas sempre caminham para o estabelecimento da verdade e da justiça, e isso é o que me dá alento para prosseguir, à espera de dias melhores.


 Como no mundo exterior tudo parecia turbulências e caos, voltei-me para a minha casa, em busca do amparo emocional que um lar saudável proporciona. Então fui arrumar mesas e tratar das plantas, porque cuidar da nossa casa representa, talvez, uma tentativa de materializar o carinho e os bons sentimentos que temos no coração, não é verdade?


E o cuidado - penso eu - transforma-se em boas energias, que alimentam os espíritos das pessoas que vivem na casa.


Mas a gente não pode se esquecer jamais que um lar não é constituído de coisas, mas dos bons sentimentos que circulam dentro dele, do amor que liga as pessoas que o habitam. Prova disso é que quando um psiquiatra pergunta a um paciente como era o lar dele, nunca está interessado em quão rico ou pobre era o lugar.

É isso aí, para o momento. Deixo para cada um de vocês um abraço carinhoso. Até breve!



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ecos da Páscoa e o filme Cavaleiro de copas





Olá, gente, como vocês têm passado? Espero que muito bem! A Páscoa já vai longe, mas como só estou podendo atualizar o blog quando dá tempo, trouxe hoje algumas coisinhas que eu tinha intenção de publicar antes desse evento, rsrs. São elementos decorativos, feitos em papel, ainda dentro da proposta de fazer coisas com crianças (e também de produzir uma festa econômica). Pensei muito em minha irmã Sílvia, ao executar estas idéias, porque ela é professora de crianças pequenas. Espero que ela possa encontrar neste post alguma inspiração para a próxima Páscoa (ou outra festa, já que estas idéias podem ser adaptadas).

Para fazer as varetas acima, basta recortar figuras de coelhos e colá-las em pauzinhos compridos. As figuras podem ser feitas até mesmo contornando, com lápis, os moldes de cortar biscoitos.


             
      este coelhinho, que já foi mostrado no post anterior, é um porta docinhos. 


      
 acho que para crianças pequenas o ideal é colar a forminha do doce dentro do coelhinho.


vi este coelhinho numa loja de festas, e pedi para Bellita esquematizá-lo. Então ela fez o molde acima. A montagem é simples: basta dobrar o papel na base dos coelhinhos, e grampear as duas cabeças, na altura do pescoço. O lacinho ou outro enfeite disfarçam o grampo.



 ele pode ficar muito mimoso!



Também usei um dos coelhinhos - das varetas - para decorar este presente. Por coincidência, eu tinha papel para scrapbook idêntico a uma fita com um padrão xadrez.


                         
  E o coelho entrou também na decoração da torta de bacalhau da Páscoa (a decoração não ficou lá "essa coisa toda", rsrs, porque eu ia colocar aí também uma cenourinha, mas acabei desistindo). Esta torta, cuja receita publiquei aqui, fica uma delícia!


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O filme






Cavaleiro de copas  

Knight of cups, no original, direção de Terrence Malik, com um elenco estelar, encabeçado por Christian Bale (e Cate Blanchett, Natalie Portman, Brian Dennehy, Antonio Banderas, Freida Pinto, Wes Bentley, Isabel Lucas e Teresa Palmer ).

Frases:

“Estive todos esses anos vivendo a vida de alguém que eu não sei quem é”

“Trate este mundo como ele merece, não há princípios, apenas circunstâncias”

“Elas são como sabores. Às vezes você quer framboesa, em seguida, depois de um tempo, você quer morango” (frase dita pelo personagem de Antonio Banderas, referindo-se às mulheres).

“Beber é ruim, mas sentir é pior”

Este filme não é para qualquer um. Talvez pareça mesmo muito chato, para as pessoas não capazes de “ler” os significados subjacentes do que é mostrado. Ele relata a odisseia de um escritor (roteirista de Hollywood, acho eu), em busca do amor, do sentido da vida e também do autoconhecimento. 

Visto superficialmente, parece que acompanhamos, simplesmente, o vai-e-vem, sem sentido, de um homem, que circula através de Los Angeles e Las Vegas, entre parques, resorts, mansões, etc. Ele se relaciona com meia dúzias de mulheres lindas, frequenta festas sofisticadas e deve ganhar muito dinheiro, mas carrega consigo uma insatisfação e uma permanente busca de significado para tudo o que vive.  

Porém, este filme é, antes de tudo, uma reflexão sobre a falta de significado, que acompanha o sucesso material, e mesmo a vida, quando destituídos de sentido espiritual. Ele é dividido em capítulos, cada um deles ligado a uma carta de tarô (a lua, o enforcado, o eremita, etc.). As cartas simbolizam as personagens da vida do escritor.




O próprio cavaleiro de copas, no tarô, representa o homem mais controlado pela emoção do que pela razão, o aventureiro criativo, o mensageiro. Esta não é, geralmente, a definição de um artista ligado à palavra? 

Este filme inspirou-se na obra O Peregrino, de John Bunyan, que começou a ser escrito em 1675. Eu li este livro quando me converti ao protestantismo, logo depois que me casei. Ele narra a ‘viagem’ do cristão (nele chamado de O Peregrino), em direção à cidade celestial. Durante o trajeto, o Peregrino depara-se com pessoas e lugares, que simbolizam as dificuldades e as ameaças, para que ele alcance o destino final. 

O Hino da Pérola, uma passagem do livro apócrifo Atos de Tomé, também inspirou este filme. O hino conta a estória de um rapaz, filho do rei dos reis (Deus), que é enviado ao Egito (a Terra), para recuperar uma pérola, que está em poder de uma serpente (a força maligna do mundo), que vive no fundo do oceano. Ao chegar ao seu destino, porém, os habitantes do lugar seduzem o rapaz, e dão a ele uma bebida que o faz esquecer-se de suas origens, e mesmo de sua missão. O rei então envia uma carta ao filho, lembrando-o de suas origens. O rapaz cai em si, recupera a pérola e retorna à casa do pai. 

Pode-se dizer então, que através da estória do tal roteirista, Malick, nos mostre a jornada do homem pela Terra, e sua busca pelo verdadeiro sentido e propósito da vida.

Este filme é bem do tipo que me interessa! 




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