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domingo, 16 de outubro de 2016

Pão de Aveia Light Para o World Bread Day 2016!



Olá, queridos leitores! Chegamos à 11ª edição do World Bread Day, evento comandado pela Zorra, do blog Kochtopf. Trata-se de uma celebração, feita no Dia Mundial da Alimentação, que objetiva reconhecer o fato de que temos acesso aos alimentos de que necessitamos (que ainda são negados a muitos seres humanos, infelizmente) e somos muito gratos por isso.
Para participar desse evento eu estive à procura de um pão que tivesse receita simples, ingredientes triviais, mas nutritivos, e fosse fácil de fazer. Encontrei tudo isso nesta receita, publicada pelo site Allrecipes. Depois de provar este pão eu tive que dar razão às 652 pessoas que o aprovaram, lá no site. É que ele fica muito fofo e gostoso. É econômico e pouco calórico, razão de o terem chamado de "Light". Vejam que se trata de uma receita para máquina de fazer pão (MFP), mas eu não o fiz inteiramente nela, como explico abaixo.
Tenho que registrar que a massa deste pão fica meio mole e grudenta, o que exige - se você preferir assá-lo no forno, como eu preferi - um enfarinhamento da superfície de trabalho, para que ela possa ser manipulada. O enfarinhamento da superfície, aliás, não deve ser exagerado. Eu fiz o meu pão assim: Juntei os ingredientes (na ordem em que aparecem na receita) na cuba da máquina de fazer pão, escolhi a função 'amassar' e deixei que a máquina trabalhasse por 50 minutos. Desliguei a máquina e virei a massa sobre uma superfície enfarinhada. Fiz um rolo com a massa e o coloquei numa forma de pão, untada e enfarinhada. Polvilhei um pouquinho de aveia sobre o rolo de massa. Depois meti a forma num saco grande de plástico, fechei bem o saco e deixei que o pão crescesse por cerca de meia hora (a massa dobrou de volume). Então eu levei a forma ao forno (que liguei à temperatura de 175º C). Deixei que o pão assasse por mais ou menos 40 minutos. 

Pão de aveia light (receita para máquina de fazer pão)
receita daqui.

Ingredientes

 
  1 1/4 xícaras de água
  2 colheres de sopa de margarina
  1 colher de chá de sal
  3 xícaras de farinha de trigo
  1/2 xícara de aveia em flocos grossos
  2 colheres de sopa de açúcar mascavo
 1 1/2 colheres de chá fermento seco para pão (usei 2 colheres de chá de fermento)

Preparo


Adicione os ingredientes - na ordem em que aparecem na receita, na cuba da máquina de fazer pão.  Ligue a máquina e selecione o programa básico. Deixe que a máquina trabalhe até que o pão fique pronto (eu não fiz bem assim, veja as minhas instruções no início deste post).



 O pão recém assado - the freshly baked bread

e novamente! este foi o pão número 2!  (and again! this was the bread number 2!)

Recipe in english: 


Light Oat Bread - (recipe for bread machine)

Ingredients

 1 1/4 cups water
 2 tablespoons margarine
 1 teaspoon salt
 3 cups all-purpose flour
 1/2 cup rolled oats
 2 tablespoons brown sugar
 1 1/2 teaspoons active dry yeast

Directions

Add ingredients to bread machine pan in order recommended by your manufacturer. Use regular light setting.

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É isso aí, até o próximo post!







quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Bolachas Digestivas e filme 'Dúvida'



Olá, gente! Dias atrás estive pesquisando receitas de biscoitos e bolachas digestivas, porque queria os fazer para enviar a pessoas idosas de minha família. A palavra "digestiva" sempre nos remete a comidas mais saudáveis, não é verdade? Mas estas bolachas há muito tempo perderam esta característica, se é que um dia realmente a tiveram. Eu acreditava que elas correspondessem aos nossos biscoitos 'Maizena-Maria' que, por serem mais sequinhos (menos gordurosos?) e básicos, são utilizados até para fazer massas de tortas. As receitas que encontrei, porém, os mostravam como biscoitos "normais", amanteigados e/ou ricos em ingredientes calóricos e pouco digestivos, rsrs. Escolhi esta receita porque ela se chama "Perfet Digestives Biscuits" (Biscoitos Digestivos Perfeitos) e leva farinha integral, aveia e açúcar mascavo. E o fato é que gostei muito delas! São pouco doces (esta sim, uma característica dos biscoitos digestivos) saborosas e com uma textura meio granulosa. O único problema desta receita é que ela rende poucas bolachas (em minha opinião), dezoito, maiores do que uma bolacha Maria comum.
 
Bolachas Digestivas Perfeitas

Ingredientes:

•  3/4 xícara de Farinha de trigo integral
•  1/4 xícara de farinha de trigo
•  1/2 colher de chá de fermento em pó:
•  1 colher de sopa de flocos de aveia (coloquei duas)
•  4 colheres de chá de manteiga
•  4 colheres de sopa de açúcar mascavo
•  4 colheres de sopa de leite

Passos

1. Preaqueça o forno à temperatura de 190º C. Unte levemente com manteiga, uma assadeira de tamanho médio.
2. Numa tigela grande, peneire o fermento em pó e a farinha. Junte a farinha de aveia. Bata a manteiga e o açúcar mascavo juntos, e adicione-os à outra mistura. Junte o leite e certifique-se que a mistura se transforma em pasta grossa.
3. Na superfície enfarinhada sove a massa até que fique homogênea. Abra-a (com um rolo de massa (entre dois pedaços de plástico). Com cortador de biscoitos, corte a massa em rodelas não muito finas. Transfira as bolachas para a assadeira, e use um garfo para furá-las.
4. Para o processo de cozimento, você vai precisar de 15 a 18 minutos, e se certificar de que as bolachas comecem a dourar. Na grelha, deixe que esfriem e depois armazene-as potes herméticos.

Notas:

1 - A massa fica meio mole, mas chega ao ponto de abrir devido à farinha da superfície em que é estendida. Se você desejar que a massa fique mais firme, sem este acréscimo de farinha, ponha-a na geladeira por 1 hora, antes de abri-la. Acrescentei mais uma colher de sopa de aveia à minha massa e isto melhorou a textura e o sabor das bolachas.

2 - A manteiga pode ser substituída por margarina; e o leite por leite de soja ou água, o que deixará as bolachas livres da lactose. 

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Revi ontem, num dos canais pagos, o filme abaixo:




Filme: Dúvida (Doubt – EUA – 2008)

Pode existir algo mais injusto e odioso do que ser alvo de suspeitas infundadas de alguém? E se as desconfianças se transformam em fofocas, que distorcem ações bem intencionadas, transformando-as em manipulação e abuso? Mas... por outro lado, e se os juízos feitos não forem infundados e as acusações tiverem causa real? É esta a questão de que trata este filme. Todavia, nada fica definitivamente claro, e tudo colabora para que a dúvida persista. 

A ação se passa no início dos anos 60, época em que ainda havia muita rigidez nos costumes, sobretudo nos relacionados à educação de crianças. Esta rigidez era mais forte nas escolas de base religiosa, caso dessa da qual iremos falar, que é uma escola católica. Ela é dirigida pela irmã Aloysius (interpretada por Meryl Streep), freira linha dura, conservadora, à antiga, e defensora da disciplina imposta através do medo. 

A escola acabou de receber o primeiro aluno negro, Donald, menino de doze anos que, devido à intolerância de que é vítima, se vê protegido pelo padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), sacerdote da escola, mais liberal e contrário às rígidas práticas de irmã Aloysius. Padre Flynn parece ser uma pessoa mais humana e compassiva, enquanto que irmã Aloysius é pura austeridade e rigor. O rigor pessoal das freiras era tanto, que uma gratificação simples, como a de adoçar o chá, era vista como fraqueza. Ocorre que padre Flynn gostava de adoçar o chá, de música profana e das crianças. E também tinha o "mau hábito" de manter unhas sem corte!

Irmã Aloysius desaprovava tudo isso, mas só “comprovou” mesmo, que havia algo  de muito errado com o padre, quando outra freira (Amy Adams) relata que Donald fora chamado à reitoria, pelo padre Flynn. E saíra de lá com um jeito esquisito. Irmã Aloysio suspeita que o menino fora molestado pelo padre. E aí começa o embate entre este e as duas freiras.



Achei a interpretação dos três atores brancos maravilhosa. Mas, para mim, a parte mais emocionante do filme foi proporcionada pela atriz Viola Davis, que faz a mãe de Donald. Chorei na parte em que ela dialoga com irmã Aloysius - caminhando pela rua, porque dispunha de pouco tempo para a conversa com a freira. São muito comoventes as razões que ela apresenta para a postura que assume. Este filme é muito bom, recomendo!





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