Olá, gente! Dias atrás estive pesquisando receitas de biscoitos e bolachas digestivas, porque queria os fazer para enviar a pessoas idosas de minha família. A palavra "digestiva" sempre nos remete a comidas mais saudáveis, não é verdade? Mas estas bolachas há muito tempo perderam esta característica, se é que um dia realmente a tiveram. Eu acreditava que elas correspondessem aos nossos biscoitos 'Maizena-Maria' que, por serem mais sequinhos (menos gordurosos?) e básicos, são utilizados até para fazer massas de tortas. As receitas que encontrei, porém, os mostravam como biscoitos "normais", amanteigados e/ou ricos em ingredientes calóricos e pouco digestivos, rsrs. Escolhi esta receita porque ela se chama "Perfet Digestives Biscuits" (Biscoitos Digestivos Perfeitos) e leva farinha integral, aveia e açúcar mascavo. E o fato é que gostei muito delas! São pouco doces (esta sim, uma característica dos biscoitos digestivos) saborosas e com uma textura meio granulosa. O único problema desta receita é que ela rende poucas bolachas (em minha opinião), dezoito, maiores do que uma bolacha Maria comum.
Bolachas Digestivas
Perfeitas
Ingredientes:
• 3/4 xícara de Farinha de trigo integral
• 1/4 xícara de farinha de trigo
• 1/2 colher de chá de fermento em pó:
• 1 colher de sopa de flocos de aveia (coloquei duas)
• 4 colheres de chá de manteiga
• 4 colheres de sopa de açúcar mascavo
• 4 colheres de sopa de leite
1. Preaqueça o forno à temperatura de 190º C. Unte levemente com manteiga, uma assadeira de tamanho médio.
2. Numa tigela grande, peneire o fermento em pó e a farinha. Junte a farinha de aveia. Bata a manteiga e o açúcar mascavo juntos, e adicione-os à outra mistura. Junte o leite e certifique-se que a mistura se transforma em pasta grossa.
3. Na superfície enfarinhada sove a massa até que fique homogênea. Abra-a (com um rolo de massa (entre dois pedaços de plástico). Com cortador de biscoitos, corte a massa em rodelas não muito finas. Transfira as bolachas para a assadeira, e use um garfo para furá-las.
4. Para o processo de cozimento, você vai precisar de 15 a 18 minutos, e se certificar de que as bolachas comecem a dourar. Na grelha, deixe que esfriem e depois armazene-as potes herméticos.
Notas:
1 - A massa fica meio mole, mas chega ao ponto de abrir devido à farinha da superfície em que é estendida. Se você desejar que a massa fique mais firme, sem este acréscimo de farinha, ponha-a na geladeira por 1 hora, antes de abri-la. Acrescentei mais uma colher de sopa de aveia à minha massa e isto melhorou a textura e o sabor das bolachas.
2 - A manteiga pode ser substituída por margarina; e o leite por leite de soja ou água, o que deixará as bolachas livres da lactose.
********
Filme: Dúvida (Doubt – EUA – 2008)
Pode existir algo mais
injusto e odioso do que ser alvo de suspeitas infundadas de alguém? E se as desconfianças
se transformam em fofocas, que distorcem ações bem intencionadas, transformando-as
em manipulação e abuso? Mas... por outro lado, e se os juízos feitos não forem
infundados e as acusações tiverem causa real? É esta a questão de que trata
este filme. Todavia, nada fica definitivamente claro, e tudo colabora para que
a dúvida persista.
A ação se passa no início dos anos
60, época em que ainda havia muita rigidez nos costumes, sobretudo nos
relacionados à educação de crianças. Esta rigidez era mais forte nas escolas de
base religiosa, caso dessa da qual iremos falar, que é uma escola católica. Ela é
dirigida pela irmã Aloysius (interpretada por Meryl Streep), freira linha
dura, conservadora, à antiga, e defensora da disciplina imposta através do medo.
A escola acabou de receber
o primeiro aluno negro, Donald, menino de doze anos que, devido à intolerância
de que é vítima, se vê protegido pelo padre Flynn (Philip Seymour Hoffman),
sacerdote da escola, mais liberal e contrário às rígidas práticas de irmã
Aloysius. Padre Flynn parece ser uma pessoa mais humana e compassiva, enquanto
que irmã Aloysius é pura austeridade e rigor. O rigor pessoal das freiras era
tanto, que uma gratificação simples, como a de adoçar o chá, era vista como
fraqueza. Ocorre que padre Flynn gostava de adoçar o chá, de música profana e
das crianças. E também tinha o "mau hábito" de manter unhas sem corte!
Irmã Aloysius desaprovava
tudo isso, mas só “comprovou” mesmo, que havia algo de muito errado com o padre,
quando outra freira (Amy Adams) relata que Donald fora chamado à reitoria, pelo
padre Flynn. E saíra de lá com um jeito esquisito. Irmã Aloysio suspeita que o
menino fora molestado pelo padre. E aí começa o embate entre este e as duas
freiras.
Achei a interpretação dos três
atores brancos maravilhosa. Mas, para mim, a parte mais emocionante do filme
foi proporcionada pela atriz Viola Davis, que faz a mãe de Donald. Chorei
na parte em que ela dialoga com irmã Aloysius - caminhando pela rua, porque dispunha de
pouco tempo para a conversa com a freira. São muito comoventes as razões que
ela apresenta para a postura que assume. Este filme é muito bom, recomendo!


