Olá, meu povo!
Chutney de cebolas roxas caramelizadas
Este chutney de cebolas roxas apareceu por aqui entre os pratos que preparei ultimamente. Ele tem agradado bastante e houve quem achasse que a semente de mostarda é o ingrediente que dá o toque extra de sabor a esta iguaria. Eu acho que é a combinação de tudo, que resulta nessa mistura deliciosa.
O curioso é que aqui no blog eu já publiquei outro chutney de cebola roxa, que foi chamado de 'Geléia de cebola roxa'. Ele também é bom, mas este tem um sabor mais sofisticado.
Chutney de cebolas roxas caramelizadas
(receita daqui)
Ingredientes
8 cebolas roxas médias
1 pimenta malagueta seca (não tirei as sementes)/quase
não se nota a picância, se desejar mais picante, use duas pimentas
2 folhas de louro
25 ml de azeite de oliva (usei extra virgem)
200 gramas de açúcar mascavo
2 colheres de chá de sementes de mostarda
150 ml de vinagre balsâmico, de Modena
150 ml de vinagre de vinho tinto
Preparo
Corte as cebolas e a
pimenta em fatias finas, depois corte as fatias de cebola ao meio novamente
(recomendo que pique bem as cebolas, coisa que não fiz, por seguir a receita à
risca) e coloque-as em uma panela com as folhas de louro, a pimenta e o
azeite. Cozinhe a mistura, delicadamente, em fogo baixo, por cerca de 20
minutos.
· Quando as cebolas
estiverem escuras e grudentas, adicione o açúcar, os vinagres e as sementes de
mostarda, cozinhe por cerca de 30 minutos, até que o chutney fique espesso e
escuro. (Mexendo a intervalos para que não grude na panela).
· Despeje o chutney em
um pote de vidro quente e esterilizado (o meu pote, juntamente com a tampa, foi
fervido por 20 minutos, depois de bem lavado) e deixe-o esfriar.
· Pode-se comer o
chutney imediatamente, mas o ideal é deixar que os sabores se misturem e
amadureçam por um mês ou até mais.
Foi através de um
dos livros da Elena Ferrante – autora italiana – que tomei conhecimento deste Um,
nenhum e cem mil, do Luigi Pirandello.
Dando uma
pesquisada sobre o tema do livro, a crise de identidade de um homem que
descobre, repentinamente, que não se conhece, fiquei ansiosa para lê-lo.
E isso porque eu
sempre soube que nós, seres humanos, nos conhecemos – a nós próprios – muito pouco!
Acho que lá pela
adolescência formamos uma imagem própria, que resulta da combinação de um
conhecimento muito superficial de nós mesmos, com a impressão que temos sobre a
opinião que os outros têm de nós.
E vamos em frente... sem nos determos na
questão do auto-conhecimento.
Deve ser este o
motivo da frase do Sócrates:
“Conhece-te a ti mesmo e
conhecerás o universo e os deuses”.
Uma vez eu li a introdução de um
livro em que o personagem principal dizia:
"Vivi – todos esses anos – a vida
desse estranho, que sou eu mesmo"
(bom, este , pelo menos, já havia
se dado conta de que não se conhecia, muitos não chegam nem a isso).
Na estória contada no Um, nenhum
e cem mil, o personagem narrador, ao descobrir que não conhecia nem mesmo detalhes do próprio rosto, meio que provoca um ‘tsunami’, na própria
vida, ao decidir mostrar ao mundo uma imagem diferente daquela que o mundo
tinha dele.



