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domingo, 29 de março de 2026

Ovo de Chocolate Caseiro, Bolo de aniversário, num post de Páscoa. E João Guimarães Rosa

 


Olá, queridos leitores,

A Páscoa está bem pertinho e eu já estou tomada pelo espírito do evento. Prova disso foi fazer o ovo da foto, porque, por cá, Páscoa também é ovo de chocolate. Fazer chocolates enformados, como é o caso desse ovo, exige a pré-cristalização do chocolate, vulgarmente chamada de 'temperagem'. E isso porque, quando o chocolate é derretido, as moléculas dele se desarranjam e não voltam a se arranjar sem a temperagem. Isso significa que quando o chocolate derretido (sem método) volta a se solidificar, ele fica instável, opaco, derretendo facilmente, enfim não se consegue um produto de qualidade sem a temperagem. 
E como é feita a temperagem? Publiquei mais de um post sobre o assunto aqui no blog. Para chegar a eles, digite a palavra 'Temperagem" na pequena caixa de pesquisa, que fica no alto, no lado direito da página.
Apesar de já ter feito o ovo da foto, não farei outros, nesta Páscoa. E até já comprei os que vou dar à família, rsrs. 
No entanto, farei outros pratos para a Páscoa, o que deve render um novo post, nos próximos dias. 



                                                  

Fiz o bolo abaixo para o aniversário de uma irmã, dias atrás. Ela o adorou, porque ele é mesmo simples e muito bom. A receita dele se encontra aqui. Atualmente,  tenho empregado a receita de um pão de ló amanteigado, mais simples, para fazer este bolo. Você pode usar a massa branca que quiser. 

outra foto do bolo



Andei testando decorações de mesas para a Páscoa. Nos últimos tempos, tenho sempre optado por decorações simples, como esta, das fotos abaixo. Mas este ano pode ser que a coisa mude, rsrs.



                                                

                                                João Guimarães Rosa



Nascido em Corsdisburgo, munícipio de Minas Gerais, João Guimarães Rosa (1908–1967) foi um renomado escritor, médico e diplomata brasileiro, considerado um dos maiores autores do século XX. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963.

Guimarães Rosa parece ter olhado em volta, e tendo visto o sertão, concluiu: "O sertão é o mundo!".

E isso porque, em qualquer parte, as interioridades humanas, as grandezas, os conflitos, as propensões, sempre estarão presentes. Criou um universo habitado por seres do sertão.
Para além disso, o escritor era dado a fazer experimentalismos, a criar palavras novas (neologismos), a fazer uso de lirismos, termos arcaicos, linguagem poética, que empregava em narrativas reflexivas, que abordavam temas universais como amor, ódio, coragem, misticismo, morte, etc. Tudo com um toque filosófico e metafísico.

Usava uma linguagem incomum, o que exigiu que um dos seus tradutores, para a língua alemã, Berthold Zilly, despendesse 15 anos, na tradução da obra 'Grande Sertão: Veredas'.

(Berthold Zilly)

Possuo (e já li) vários livros do autor, inclusive uma edição, em quadrinhos, de Grande Sertão: Veredas.

Fotografei alguns dos meus livros, mas não consegui baixar as fotos no PC, porque os meus arquivos estão lotados. Tenho que abrir espaços neles.

                      Frases de Guimarães Rosa

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que a vida quer da gente é coragem".    
(em minha cozinha tenho um quadrinho com esta frase).

"Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente, em que o único dever é lutar, ferozmente, por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de eternidade”. 
 (A frase foi escrita em uma carta de 1945 a Antonio Azeredo da Silveira).

Gosto demais dessa frase. Acho que ela traduz o anseio de todas as pessoas, que chegaram a perceber um dos sentidos fundamentais da vida: o de que há coisas que são passageiras. E outras que 'tocam' a eternidade. Algum dia quero fazer um post explorando melhor essa frase. 

“Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”.

"Refresca teu coração. Sofre, sofre, depressa, que é para as alegrias novas poderem vir"

O mais importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, mas que elas vão sempre mudando.

"Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa"

                             

E é só para o momento. Até já!


quinta-feira, 7 de abril de 2022

Bolo bombom para sobremesa de Páscoa

 

Olá, queridos leitores, como têm passado? Espero que muito bem, apesar de tudo!
Como mencionei no post anterior, a Páscoa está bem próxima, de modo que já é mais que tempo de a gente decidir quais serão os pratos que serviremos. Ontem me ocorreu que uma sobremesa muito bacana para a Páscoa é o bolo bombom, a iguaria que apresentamos à web aqui no blog, em 2010 (e que já ganhou o mundo!). 
Veio dos tabletinhos postados há 12 anos a ideia de fazer esta deliciosa sobremesa do tamanho de um bolo, ou melhor, do tamanho da 'tampa' de uma embalagem descartável para bolo, porque as pessoas que queriam fazer os tabletinhos, pelo Brasil, não conseguiam encontrar as formas de acetato com cavidades pequenas e quadradas, como a que eu apresentei. Mas elas encontravam facilmente as tais embalagens, que costumam ter tampas cheias de detalhes que conferem uma graça extra aos bolos feitos nelas. Daí resolveram testar a ideia nas tampas e o bolo bombom grande é hoje mais popular do que os tabletinhos. O bolo bombom também ganhou inúmeras versões e eu mesma estou trazendo hoje esta, que consiste apenas em cascas de chocolate (feitas como se faz ovo de Páscoa), recheadas com mousse de maracujá. Para fazer as cascas (para este bolo ou para ovos de Páscoa) você precisa fazer a temperagem do chocolate, técnica que foi explicada em mais de um post aqui no blog (se quiser aprender, digite a palavra 'temperagem' na pequena caixa de pesquisa, que fica no alto da página, à direita). E para fazer a mousse de maracuja, digite 'mousse de maracuja' no mesmo local.
Eu fiz as minhas cascas numa assadeira de alumínio, para assar bolinhos, cujas cavidades têm a forma de carinhas de coelho. E as carinhas da primeira foto estão embaçadas porque 'dormiram' na geladeira. Mas elas estavam brilhantes, como devem ser as iguarias que exigem 'temperagem'.
Por falar nisso, uma vez uma amiga portuguesa perguntou, numa postagem como esta, como que eu tinha conseguido 'destacar' uma 'casca de chocolate' feita numa forma de alumínio e não na forma própria. Não sei se eu respondi na época, mas o faço agora: qualquer casca feita com temperagem correta sai facilmente de qualquer forma usada para fazê-la. Para desenformar as carinhas da foto bastou que eu desse uma leve pancadinha no fundo da forma. 
A decoração de mesas com o tema 'Páscoa' continua por aqui quase como uma brincadeira, conforme visto nas fotos abaixo:



E eu ganhei a caixinha abaixo, com biscoitos de Páscoa decorados (feitos por uma loja de um shopping local - o Iguatemi)


Achei que era uma boa alternativa aos chocolates de Páscoa, sempre caros, mas atualmente quese proibitivos. Na caixa vem uma variedade de biscoitinhos decorados



E as ideias de comidas e decorações de Páscoa de anos passados? São muitas, pesquise Páscoa que você chega nelas:



E é só, por hoje, até o próximo post!




domingo, 17 de julho de 2011

Bolinho na Casquinha


Recebi a dica sobre o uso do chocolate fracionado por e-mail, depois que postei a receita do bolo bombom. Desta vez usei a idéia para transformar bolinhos comuns em bolinhos festivos. O ponto alto aqui é a casquinha de chocolate, que fiz misturando 50% de chocolate nobre meio amargo, com 50% de chocolate fracionado ao leite. Misturei os dois porque não queria me dar ao trabalho de fazer a temperagem do chocolate nobre, rsrs. O fracionado não precisa de temperagem e misturando-se até 50% de um chocolate nobre com um fracionado o resultado também dispensa a temperagem. Mas, na minha opinião, só compensa fazer isto para trabalhos como este: casquinhas, plaquinhas ou detalhes de decoração. E o chocolate fracionado tem de ser excelente! Banhei algumas tigelinhas (veja a foto abaixo) com a mistura derretida dos dois chocolates, igual se faz com os ovos de Páscoa. Dei duas 'demãos' de chocolate nas tigelinhas, deixando que ficassem no congelador, entre cada demão (demorou uns cinco minutos, a cada vez), até que o chocolate endurecesse. E, depois de firmes, recheei as casquinhas com pedaços de bolo,  umedecidos com a cobertura abaixo e cobertos com chantilly. No topo coloquei um morango.


 
Esquema

I -   1 Bolo de sabor à escolha, cortado com cortador, num tamanho que caiba na casquinha (usei Nega Maluca, receita abaixo)
II - Cobertura ou calda à escolha (pincele sobre os bolinhos sem exagero; fiz a cobertura abaixo)
III - Chantilly (ou outra cobertura à escolha)
IV - Morango (ou outra fruta à escolha; ou fruta nenhuma, rsrs)

Bolo Nega Maluca
(Minha Receita)
(xícara de chá = 240 ml)

Ingredientes

2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 e 1/2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de chocolate em pó
1 xícara (chá) de leite (ou água) fervente
3/4 xícara (chá) de óleo culinário
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
3 ovos grandes
gotas de essência de baunilha

Preparo

Ponha os ingredientes (exceto o leite e o fermento) numa tigela grande. Misture tudo com um fouet. Junte o leite e, por fim o fermento, e misture-os também à massa. Ponha a mistura numa forma untada e polvilhada de farinha (de 30 cm de diâmetro) e leve-a ao forno médio (180ºC), por cerca de 40 minutos ou até que passe no teste do palito. Depois de assado, deixe que esfrie ligeiramente e tire o bolo da forma, para que acabe de esfriar.

Cobertura

1/2 xícara (chá) de leite
1/4 xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de manteiga

Preparo
Misture tudo numa panelinha e leve ao fogo mexendo sempre até que ferva. Aplique no bolo ainda quente, mas só ponha o bolo na casquinha depois que a calda/cobertura esfriar.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Pré cristalização do chocolate (Temperagem) - forminhas de chocolate com recheio de Mousse (Para a Páscoa) e o Filme O mestre dos gênios





Olá, queridos leitores! depois dos longos dias que nos separaram desde a minha última postagem, senti-me tentada a voltar a este bloguito, aproveitando que um novo mês se inicia hoje. Pensei em lhes trazer a receita do último pão que fiz, que ficou fofo e gostoso, mas resolvi adiar a postagem dele e reapresentar aqui os métodos para a temperagem do chocolate. Já falei disso aqui no blog antes, mas hoje as pessoas nem mesmo usam mais a palavra 'temperagem" para designar o processo de derretimento e posterior solidificação do chocolate e sim "Pré cristalização do chocolate".

Bom, deixem-me explicar a coisa desde o início, para que tudo fique bem claro pra você.

Quem desejar trabalhar com o chocolate fazendo coisas como bombons, ovos de Páscoa ou qualquer outro produto que exija o derretimento do chocolate, precisa saber que se não fizer antes o processo da pré cristalização do chocolate não conseguirá que esses produtos resultem  firmes, estáveis, brilhantes e crocantes (de modo a fazer aquele barulhinho característico ... "croc"... quando quebrado). Pelo contrário, produtos feitos com chocolate sem a correta pré cristalização, ou seja, simplesmente derretendo-se o chocolate e resfriando, para que ele endureça novamente, resultarão opacos, feios, pegajosos, etc. 

E como se faz a pre pré cristalização do chocolate?

Você pode fazê-la de várias maneiras, neste post vou falar das duas maneiras mais comuns, que são: o processo de pré cristalização por adição e o processo de pré cristalização por tablagem;

Pré cristalização por Adição:

Rale o chocolate na parte "grossa" do ralador (você pode picá-lo, se preferir, mas quanto menor o chocolate for picado, tanto mais rápida e uniformemente ele derreterá, por isso eu prefiro ralá-lo, rsrs)




Ponha cerca de 80% do chocolate numa tigela (eu prefiro usar uma de vidro, que tanto pode ir ao microondas quanto ao banho-maria) e leve-o a derreter. Se você for 'temperar" 1 kg de chocolate, por exemplo, deve reservar 20% do chocolate picado (200 gramas) numa tigela separada, levando os outros 80%  ao derretimento, como mencionei antes.  O derretimento tem que ser feito numa temperatura em que o chocolate nunca passe dos 45ºC. Para conseguir isso você deve esquentar um pouco de água numa panela (em que a tigela do chocolate a ser derretido possa ser perfeitamente encaixada, pois o vapor não deve tocar no chocolate, pois isso o estragaria). A água aquecida não pode chegar à fervura, e o fundo da tigela não pode tocar na água quente. Tudo isso significa apenas que o chocolate tem que ser derretido em temperatura relativamente baixa, lentamente e gentilmente. Você o deixa um pouco sobre a água quente e depois vai mexendo a mistura, que irá derretendo pela ação do calor.
Se for fazer isso no microondas, derreta o chocolate a meia potência, ou até em potencia menor, em intervalos de tempo sempre de 30 segundos ou menores. Mexendo a mistura sempre que tirá-la do microondas, para verificar se o chocolate todo já derreteu.

Depois que o chocolate estiver derretido, você acrescenta a ele o chocolate picado, reservado, e mistura tudo. Só que nesta etapa você tem que observar a temperatura também, porque ela vai cair e  os chocolates têm a temperatura de cristalização (em que eles começam a ficar sólidos e estão prontos para serem empregados) e elas são as seguintes:

                                            Temperatura de cristalização

Chocolate branco                      28º C
Chocolate ao leite                     29º a 30º C
Chocolate meio amargo             31º C      


Pré cristalização por Tablagem:

Por este método você tem que derreter o chocolate todo (do modo e nas temperaturas em que foi ensinado antes) e despejar 2/3 do chocolate derretido numa superfície limpa, lisa e fria (como uma pedra de mármore) e movimentá-la (usando uma ou duas espátulas), de uma extremidade a outra da pedra, a fim de que esfrie, e então misturar a parte que foi movimentada com a reservada, observando a temperatura de cristalização do chocolate escolhido).

Depois disso é só empregar o chocolate nos fins desejados: formas para moldagem, banhar bombons, etc.


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Para fazer as casquinhas da sobremesa do início do post você terá que pré cristalizar o chocolate e depois distribuir o chocolate ainda líquido nas formas escolhidas. Depois é só levar a forma rapidamente à geladeira (eu disse à geladeira e não ao congelador!) até que o chocolate acabe de solidificar (uns 5 minutos, no máximo). Desenforme as casquinhas e recheie-as como desejar. Recheei as minhas com bolo +  mousse de limão + um pouco de bolo esfarelado no topo (para imitar terra) e as decorei com florezinhas feitas com pasta americana.

Você pode fazer uma receita do bolo de chocolate 'Nega Maluca", que postei aqui.

E a mousse de limão facílima (já postada antes também) que eu faço assim:

Misturo 1/4 de xícara de sumo de limão Tahiti (você pode usar a quantidade aos seu gosto) + 1 lata de leite condensado + 1 caixinha e meia (300 gramas no total) de creme de leite. Mistura tudo e emprega!



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Imagem relacionada

O mestre dos gênios (Genius, no original, de 2016) - e a inconsciência de si mesmo, do escritor Thomas Wolfe 

Assisti a este filme recentemente, num dos canais pagos da Net. É o primeiro trabalho cinematográfico dirigido pelo diretor de teatro britânico, Michael Grandage, e aborda a relação do escritor estadunidense Thomas (ou Tom) Wolfe (1900-1938), com o editor Max Perkins.
Perkins foi o descobridor dos principais talentos literários estadunidenses, aparecidos no início do século passado. Francis Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, por exemplos, foram descobertos por ele e publicavam as suas obras na editora  Scribner's, em que Max Perkins trabalhava. Thomas Wolfe, que entrou na Scribner's depois desses escritores, era movido por uma obsessão pelo ato de escrever, ação que ele executava de pé, usando a geladeira como mesa. As páginas escritas pareciam brotar vertiginosamente dos dedos dele, motivo de Max Perkins ter se visto obrigado a – de certo modo – domesticar o talento selvagem do escritor. Foi Perkins que levou Thomas Wolfe a trabalhar em seus textos, a fim de cortar os floreios e as infindáveis análises e descrições, que os tornavam excessivamente extensos. Inicialmente Wolfe aceitou essa exigência com boa vontade, uma vez que os livros publicados pela Scribner's se tornaram grandes sucessos. Posteriormente isso virou motivo de discórdia entre os dois homens, porque o escritor sentia-se podado e também porque surgira a suposição, no meio literário, de que Max Perkins é que era a verdadeira causa do sucesso de Thomas Wolfe.
Eu ainda não li nada deste escritor (a título de curiosidade, registro que li o A fogueira das vaidades, best seller dos anos 80, escrito por outro Tom Wolfe, que é nosso contemporâneo e jornalista). Mas sempre interessei-me pelo 'primeiro' Tom Wolfe, por causa da lendária fama deixada por ele, de ter sido um artista da palavra, cujas obras - ele escreveu romances, contos, novelas, peças de teatro, etc. - seriam marcadas por um estilo muito original, poético, musical e até impressionista, e também de haver influenciado toda a geração beat e gente como  Ray Bradbury e Philip Roth.
 Eu achei o filme interessante, não só por mostrar a personalidade impetuosa de Wolfe e o seu talento  frenético, mas também, e principalmente, pelo tanto que se percebe que o escritor era desconhecido de si mesmo. Outra curiosidade sobre este filme é que – à exceção da atriz Laura Linney (que faz a esposa de Perkins) – os atores não são norte-americanos.
Max Perkins, o editor que ousou publicar os livros de Thomas Wolfe, depois de o escritor ter tido as suas obras rejeitadas por muitos outros editores, por causa da prolixidade do autor, que produzia trabalhos volumosos, que podiam alcançar até cinco mil páginas, teve que - permanentemente - negociar com Wolfe  o corte de palavras e frases de seu texto. 
Então temos nesta obra dois homens que nos parecem ter sido a antítese perfeita um do outro: Wolfe visceral mundano e estranhamente superficial e Perkins sensato, comedido, voltado para a família (apesar de passar longas horas longe dela, devido ao trabalho) e possuidor de uma sabedoria que faltava absolutamente ao escritor. 


domingo, 28 de março de 2021

Ovo de Páscoa "de colher" + mesas de Páscoa

 



Olá, amigos, como têm passado?

Espero mesmo que todos estejam bem e continuem assim (cuidem-se, por favor!).

Dentro de poucos dias celebraremos a Páscoa e por isso decidi fazer os tais 'ovos de colher', para o pessoal de casa. Eles  vêm fazendo sucesso há uns bons três anos, mas eu os vinha ignorando, rsrs.  Trata-se de uma banda de ovo de Páscoa com recheio cremoso, que possa ser comido com colher.
Eu fiz as minhas cascas e também bombons, porque quero distribuí-los em caixinhas como estas abaixo. 
Já mencionei várias vezes que para trabalhar com chocolate enformado, a gente tem que antes, temperá-lo. A temperagem é que garante que o chocolate fique firme (crocante), com brilho e estável.
Sem ela o chocolate, depois que for desenformado e posto em temperatura ambiente, começará a derreter. Também ficará fosco e talvez até com manchas. 
Caso você não queira se dar ao trabalho de fazer as cascas dos ovos, saiba que atualmente é possível comprá-las em lojas de materiais de festa e confeitaria. E elas são bem mais baratas do que as dos ovos embalados, que compramos no comércio. 
Mas se você quiser encarar o desafio, por dispor de um pouco de tempo extra, devido ao isolamento, aqui no blog tem vários posts sobre a temperagem de chocolate.
Fiz as minhas cascas com uma mistura de chocolate meio amargo + chocolate ao leite (3 partes de meio amargo para 1 parte do ao leite).
Já o recheio, fiz, neste teste, o mais simples que existe, que é o creme de limão feito com leite condensado (basta misturar - numa tigelinha - 1 lata de leite condensado + o suco de 1 limão Tahiti médio; a mistura irá engrossar e será possível usá-la como recheio). Este recheio e o de maracujá são os favoritos das pessoas que irão receber os ovos, por isso escolhi o primeiro. 
Mas é claro que você pode usar o recheio cremoso que preferir.

  estas cascas parecem grandes, mas são de ovos de 250 gramas (quis           estrear a minha forma texturizada, rsrs)

coloquei alguns bombons em caixinhas




Também andei experimentando montar algumas mesas de Páscoa (comecei pelas mais simples)




E é só por hoje, mas quero voltar no máximo no meio da semana, com outro post sobre a Páscoa. Até lá!





quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Bombons com recheio de cerejas, para o dia das crianças e o início da Primavera


Olá, queridos e queridas! 

O dia das crianças, nessas terras 'Brasilis', será na próxima segunda-feira, dia 12 de outubro. E desde que minhas filhas eram crianças, eu me divertia preparando iguarias para celebrarmos a data. Mas dessa vez, o que me levou a preparar estes bombons foi a necessidade de espairecer um pouco, devido aos últimos acontecimentos. Fui buscar na cozinha um 'tico'de normalidade e de leveza. 
A receita dos bombons não tem segredos: foram feitos com chocolate meio amargo, derretido e temperado*, moldados numa forminha com cavidades em forma de coração. Coloquei em cada um, meia cereja (das que vêm no molho maraschino). E foi só.

* se não souber o que é temperagem de chocolate, digite, na caixa de pesquise, no alto, à direita, as palavras: temperar chocolate; ou mesmo 'temperagem', para descobrir do que se trata.


Primavera!

A Primavera chegou e esse evento sempre me alegra. Por isso mesmo eu tratei de juntar algumas das plantinhas que tenho, em uma bancada, para registrar o início da estação.


entre elas havia este magnífico crisântemo, que fotografei separado, por o achar  muito especial. 


E, recentemente, comprei uma nova Peperômia, porque a que eu tenho, do mesmo tipo, está meio debilitada 


E as estações também nos presenteiam com os seus frutos, não é mesmo? Porém, quando me lembrei de fotografar os que tinha em casa, me dei conta de que esses dois, das fotos abaixo, não são lá muito primaveris, rsrs.




E, para manter a tradição, preparei uma mesa de Primavera.


E me cerquei de coisas que lembram a estação



E é só,  até breve!


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