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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Palha Italiana e Outra mesa em Preto e branco




Olá, gente! Sei muito bem que a palha italiana (por que este doce tem este nome, se é um simples brigadeiro acrescido de bolachas? rsrs) é feita usualmente em forma de barrinhas, como as da foto abaixo. Mas -  como até as pedras já sabem -  eu vivo procurando apresentar os pratos clássicos de modo diferente e também tentando fazer das guloseimas opções de presentes, por isso fiz os docinhos das duas formas apresentadas neste post.




Palha Italiana

Ingredientes
 
2 latas de leite condensado 
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 xícaras (chá) de biscoito tipo Maizena/Maria, quebrado grosseiramente
1 colher bem cheia (de sopa) de manteiga 
Açúcar refinado para passar os doces 


Preparo

Numa panela média, misture o leite condensado com o chocolate e a manteiga. Leve a panela ao fogo baixo, mexendo sempre, até a mistura soltar do fundo da panela (ponto de brigadeiro). Tire do forno e espere esfriar um pouco. Junte os biscoitos e misture tudo. Espalhe o doce numa forma de 20cm por 20cm untada com manteiga.  Pressione a superfície do doce, com as costas de uma colher untada com manteiga, para nivelá-la. Espere o doce esfriar completamente e cubra a forma com filme plástico.
No dia seguinte corte barrinhas e role-as no açúcar. Se desejar, embrulhe as barrinhas.

A receita do salaminho de chocolate, que é muito parecida à da palha italiana, foi publicada aqui.


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A Mesa:


Esta mesa foi montada rapidinho e fotografada quando não havia mais luz natural suficiente.

Por tudo isso a coisa toda não resultou do modo ideal

 mas decidi publicar as fotos assim mesmo, rsrs.




sexta-feira, 3 de julho de 2009

É Salaminho de Chocolate ou Palha Italiana?



Minha filha mais velha, que está quase entrando no período de férias, pediu-me, ontem, que fizesse uma receita de 'Palha Italiana', para que ela pudesse levar aos colegas hoje. Eu respondi: Farei o Salaminho de Chocolate, pois ando meio ocupada, e a tal Palha dá um trabalhinho, pois a massa do doce é cortada em quadradinhos, que devem ser passados em açúcar. Ela então perguntou: E qual é a diferença que existe entre esses dois doces? Eu respondi: Nenhuma, pois o meu salaminho é uma combinação das duas receitas (rs). A verdade, porém, é que quanto ao salaminho, parece-me que existem várias receitas do mesmo. Nessa minha, em vez de fazê-lo todo em chocolate, ou com base de brigadeiro, juntei as duas receitas mais tradicionais, as quais têm realmente grandes semelhanças com as da Palha. Disso resultou esse elemento híbrido (mas muito gostoso). O doce que fiz já foi consumido e, pelo que eu soube, também aprovado!

Salaminho de Chocolate à minha moda

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1/2 colher (sopa) de manteiga ou margarina de boa qualidade
1 e 1/2 colher (sopa) de cacau em pó
50 g de chocolate meio amargo (do bom) raspado ou ralado
100 g de biscoitos de maisena quebrado em pedaços de um centímetro mais ou menos (meio pacote)

Outros
Uma tira de papel manteiga de 15cm por 30cm

Preparo
Numa panela de fundo grossso, misture o leite condensado, o cacau em pó e a manteiga.
Leve-a ao fogo, mexendo sempre, até que o doce comece a dar sinais de que está chegando ao ponto de cozimento pleno (vai desgrudando do fundo e laterais da panela). Desligue o fogo e junte o chocolate ralado misturando bem. Volte a panela ao fogo, e cozinhe (sempre mexendo) por mais trinta segundos, ou até que todo o chocolate derreta; junte o biscoito e cozinhe por mais trinta segundos. Tire a panela do fogo, e verta a massa na tira de papel manteiga, espalhando-a ao longo da tira (mas sem ocupar toda a tira, ou o salaminho ficaria fininho demais).
Enrole o doce no papel, dando-lhe a forma de um tubo. Enrole as pontas do papel, e leve o tubo à geladeira até que esfrie. Depois de frio, 'destaque' o papel do doce.

Notas:
Eu fiz o dobro da receita. Para isso, basta dobrar a quantidade de ingredientes.
Também passei um dos "salames" no açúcar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Bolo (grande) de Palha italiana e o filme Fanny e Alexander



Olá!!

Resolvi me dar um descanso do blog, em janeiro, porque maridex tirou uns dias de férias neste mês e eu decidi dar um pouco de atenção a ele.



Mas, eis-me de volta à ativa! E trazendo este bolo supimpa, de palha italiana (também chamado de 'Chocolate Biscuit Cake'), facílimo de fazer, delicioso e classudo. E é uma ótima sugestão de sobremesa para a celebração do Valentine's day, que se aproxima.  


Outra particularidade desse bolo é que ele é o preferido do príncipe, William, da Inglaterra, fato que foi propagado ao mundo na época do casamento dele, uma vez que o tal evento contou com dois bolos, o oficial e um desse. 


Bolo Grande de Palha Italiana

xícara = 240 ml

Ingredientes

500 gramas de chocolate meio amargo de boa qualidade, bem picado ou ralado  (usei 400 gramas de chocolate meio amargo comum e 100 gramas de chocolate meio amargo com 70% de cacau)

1 lata de leite condensado

1/4 de xícara de açúcar refinado

1/4 de xícara de manteiga

2 pacotes de bolachas do tipo 'Maizena'  quebradas (mas você pode aumentar ou diminuir as bolachas, a gosto, e pode também substituir uma parte delas por frutas secas picadas); não deixe, porém, que a quebra das bolachas resulte em pó, você quer ver pedaços de bolachas no bolo, e não pó de bolachas

Preparo


Forre uma forma de tamanho médio (22 cm de diâmetro) com filme plástico e reserve-a. Derreta o chocolate juntamente com a manteiga, em banho maria ou no microondas. Fora do fogo, junte o leite condensado e o açúcar e misture bem. Acrescente  as bolachas quebradas. Espalhe a mistura na forma preparada (se você desejar um bolo mais alto, use uma forma menor). Nivele bem a mistura  na forma e cubra-a com filme plástico também. Leve a forma à geladeira, por pelo menos 4 horas. Remova o filme plástico do topo e vire a forma no prato em que vai servir o bolo. Remova o filme plástico do fundo. Se desejar, prepare um ganache com 100 gramas de chocolate meio amargo e 40 gramas de creme de leite (basta misturar e derreter estes dois ingredientes em banho maria ou no microondas), e cobrir o bolo com este creme, depois de esfriá-lo ligeiramente.  


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Fanny Alexander 

(1982 – escrito e dirigido por Ingmar Bergman)- ganhador de 4 Oscares e aclamado instantaneamente como uma obra prima. Elenco: Gunn Wållgren: Helena Ekdahl, Jarl Kulle: Gustav Adolf Ekdahl; Mona Malm: Alma Ekdahl; Angelica Wallgren: Eva Ekdahl ; Maria Granlund: Petra, Allan Edwall: Oscar Ekdahl; Ewa Fröling: Emelie Ekdah, Bertil Guve: Alexander Ekdahl, Pernilla Allwin: Fanny Ekdahl; Börje Ahlstedt: Carl Ekdahl

Fábula, fantasia, sonho, imaginação, acontecimentos sobrenaturais,  religião, ateísmo, relacionamentos familiares (com suas alegrias, mas também com seus dramas, abusos, confrontos, bizarrices e etc.), a arte e o papel do artista, liberdade, perdas, ilusões, desilusões, são muito os temas abordados nesta obra.

                                                  
Não vou explanar o enredo do filme que, por várias razões,  vale a pena ser visto, quadro a quadro. E também não quero prejudicar a surpresa de ninguém, mas não posso deixar de registrar o ocorrido com a mãe das duas crianças protagonistas, porque é um acontecimento que ilustra, maravilhosamente, os efeitos da sujeição que era imposta às mulheres, até meados do século passado (o filme é tipo uma autobiografia do diretor).

Emilie Ekdahl, faz parte da grande família cuja história é contada. Ela entrou nesta família na condição de nora da matriarca, que é o centro desta família. Emilie mora, com o marido e os dois filhos (um menino e uma menina), na grande e animada casa da sogra.

Emilie e o marido, ambos atores, são os donos do teatro no qual trabalham.
O marido de Emilie morre – repentinamente – e nessa circunstância, de grande dor e aturdimento, ela se vê amparada emocional e espiritualmente por um bispo viúvo.

O bispo é bem apessoado e parece sensato e estável, de modo que, um tempo depois, Emilie acaba por aceitar o pedido de casamento dele. Sendo artista, ela, às vezes, tivera a impressão de que talvez lhe faltasse alguma austeridade, virtude que parece sobrar ao bispo.

Todavia, logo no início da vida de casada Emilie se dá conta de que caiu numa grande armadilha. De cara, o bispo a obriga a abrir mão de todas as comodidades e confortos, com os quais ela e os filhos contavam, na casa da sogra. Ele não permite que eles levem nada da casa em que moram. E é preciso registrar que é notável a diferença entre os dois lugares: a casa do bispo (que vive numa espécie de castelo antigo, com a mãe, a irmã, e uma tia doente, além da criadagem) é um tanto sombria, sem cor nem viço. É uma casa que lembra um mosteiro. Já a casa em que a família antes vivia é cheia de cor, vida e alegria.

O bispo também logo se revela excessivamente  autoritário e disciplinador, com relação ao filho da nova esposa.

A família do bispo - desde o início - dá claros sinais de ser controladora e inflexível, o que virá a resultar em desgostos para Emilie e seus filhos. 

O bispo antes tivera esposa e duas filhas, que morreram juntamente (teria sido em consequência da rigidez dele?). 

De qualquer modo (e é isso que quero frisar aqui), logo a pobre Emilie percebe que está como que encarcerada, numa prisão da qual não tem como fugir. 

E isso porque - pela lei de então - ela perderia a custódia dos próprios filhos se abandonasse o homem com quem casou. Não existia a menor possibilidade de uma mulher desfazer unilateralmente um casamento, especialmente se o cônjuge tivesse profissão respeitável e boa reputação, como era o caso.

Faço questão de registrar isso, a título de informação, pois nesses últimos anos apareceram muitas mulheres, no Brasil e no mundo, que parecem acreditar que a liberdade e os direitos de que gozam hoje, sempre tenham sido proporcionados às mulheres "em razão da racionalidade e da justiça", como foi incutido na cabeça delas. Na verdade, cada um dos nossos atuais direitos foi pago com sangue suor e lágrimas, de mulheres que nos antecederam. Algumas delas - as mais combativas - foram chamadas depois de feministas.

Mas, voltando ao filme, como eu já disse, vale a pena vê-lo, mesmo a versão comercial, que sofreu cortes e edições,  depois liberadas numa versão mais longa e completa, que eu tenciono um dia assistir.

nota: todas as imagens relativas ao filme Fanny e Alexander foram retiradas da web.

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E é só, para o momento, até breve!


domingo, 20 de outubro de 2024

Docinhos de Palha Italiana - para o Halloween de 2024 e...

 


Olá, querido(a) leitor(a),

Eu havia dito, no post anterior, que teríamos post novo na sexta-feira passada, mas isso não foi possível, sorry!
Fiz estes docinhos de palha italiana para a família, mas decidi que eles entrariam num post para o Halloween de 2024, por que não? 
A receita deles foi postada aqui, em 2014. 

                                              🌷🌷🌷🌷

Muita coisa rolou por aqui, desde o penúltimo post (o último foi excepcional, por causa do WBD). 
Um dos acontecimentos da primeira quinzena de outubro foi o dia das crianças, que eu queria ter aproveitado para fazer um texto direcionado aos 'baixinhos'. Mas isso também não foi possível, então fica aí a foto com que eu abriria o post. Uma das minhas intenções era falar dos benefícios de se incentivar as crianças a gostar de livros e a gostar de ler, que é algo que eu sempre tento fazer.  


            Pude assar, porém, umas bolachinhas para as ex crianças da casa


 
                                              🌷🌷🌷🌷

Devido ao transcorrer da Primavera, eu, que sempre estou às voltas com plantas e flores, entro num surto primaveril e começo a fotografar plantas e flores sem parar, rsrs. 
                                                 crisântemo
                                               Protea dourada
minha mini roseira
a hera variegata daqui de casa, que está enorme, embora não dê pra ver, nesta foto
                                                                hibiscos

 mandacaru 
                (quando 'fluora' na seca, é um sinal que a chuva chega no                                                           sertão♫♪)

                                                   🌷🌷🌷🌷

Fiz um bolo bombom usando como molde da casca de chocolate... um "globinho" de luz. 
🌷🌷🌷🌷🌷

                                 E tirei fotos aleatórias, para 'variar'.



                                                       🌷🌷🌷🌷

Papo sério:

Eu tento ignorar muitas coisas que vem ocorrendo na seara política, acho que  melhor que focar em intrigas, violências e baboseiras, é colocar a minha fé em ação, na expectativa firme de que o bem triunfe sobre o mal e a gente possa construir um mundo mais decente e justo.
Contudo, tenho visto gente se "movimentando", nas redes sociais, a fim de tentar eleger políticos que tomem medidas que julgo aberrantes. Uma delas é a que pretende anular a lei Maria da Penha. 
As pessoas que desejam a anulação dessa lei, homens, claro, argumentam que ela é abusiva, que beneficia mulheres mentirosas ou golpistas, em prejuízo dos homens, e blablablá.   
O que nenhum diz é que o Brasil tem tido índices ultrajantes de feminicídios e que isso tem que ser impedido. A lei Maria da Penha tenta proteger um pouco as mulheres, dos abusos e agressões masculinas. Por que isso incomoda a tantos homens? A resposta óbvia é que esses são machistas e misóginos (canalhas mesmo!). 
E, sendo assim, terão que se mancar. 

                                              **********

E é só para o momento. Voltarei em breve. Até lá.

domingo, 12 de abril de 2020

Páscoa de 2020 e ainda ... mais algumas coisas sobre o feminismo


coloquei esta flor grande em cima do bolo-ovo apenas porque ela é uma vela; as florezinhas e borboletas são comestíveis.


quis fazer as bolachinhas de polenta (ou fubá, como foi dessa vez) com um aspecto pascal, mas não obtive muito sucesso porque elas crescem muito, quando assam, e isso deforma o desenho 'impresso' 


ovos já comprados decorados

E aí, amigos, como foi a Páscoa de vocês?

Aqui não foi lá essas coisas, por causa do confinamento. Ainda assim, eu tratei de me lembrar dos significados mais profundos desse evento, que nos diz tanto sobre renovação da fé e da esperança, que é coisa muito importante, especialmente na atual circunstância, que parece até pré-apocalíptica.


Eu fiz - de novo - potes para acondicionar ovinhos e outras guloseimas, que é um artesanato muito fácil de fazer e já mostrado aqui no blog. Basta colar um coelhinho de plástico na tampa de um pote limpo e enchê-lo de docinhos. 


Desde fevereiro eu estava querendo fazer um bolo em formato de ovo (aqui, no blog, em 2012 - já apareceram - pioneiramente, na web! - bolos clássicos - com massa, recheio e cobertura - em formato de ovos de Páscoa. 

Neste ano eu quis fazer algo diferente, então saiu o 'bolo' da foto acima, que seria um bolo de palha italiana, mas que pode ser também um ovo de Páscoa com recheio de  palha italiana, rsrs.   

E fiz hoje - num improviso de última hora - um bacalhau no leite de coco, que eu não consegui fotografar. 



O texto abaixo, sobre o feminismo - era um complemento do primeiro texto sobre o tema que publiquei um tempo atrás. Ele ficou como 'post em rascunho' e eu hoje resolvi publicá-lo. 


Desde que irrompeu no mundo a crise político-econômica, em decorrência da crise financeira de 2008, que reverberou no Brasil a partir de 2012, passou a ser comum o aparecimento de mulheres que gritam que odeiam o feminismo e não se identificam com ele. E se proclamam ‘femininas’, e não feministas.

Hoje vemos claramente que essa atitude foi imposta a essas mulheres por grupos que têm interesse na causa, ou seja, grupos que, sobretudo devido à revolução tecnológica, em curso desde os anos 80 (mas muito mais efetiva dos anos 90 a 2000), somada à crise econômica que  resultou - em todo o mundo - na atual crise de empregos, desejam que as mulheres voltem à condição de dependentes econômicas. O motivo disso é que, aparentemente, em muitos países, não haverá – a curto prazo, pelo menos – empregos sequer para os homens, que dirá para mulheres.

 No entanto, a possibilidade de manipular as circunstâncias de vida das mulheres despertou em alguns homens um forte desejo de que elas voltem a ser – não apenas dependentes – mas subalternas e também – e principalmente – de que os valores delas voltem a ser definidos por eles. 

Aqui eu tenho que abrir um parênteses para esclarecer – mais uma vez – que o verdadeiro feminismo não objetiva, de modo algum, jogar as mulheres contra os homens e colocá-los em lados opostos.

Os homens são os nossos parceiros de vida, são os nossos parceiros amorosos... e são pessoas que têm peculiaridades importantes e preciosas. Uma mulher inteligente jamais irá se colocar gratuitamente como adversária dos homens. Por que deveria? 
Tampouco se colocará como uma criatura brava, sempre pronta a exigir coisas deles ... qual seria o sentido disso? 

Os, homens, aliás, um dia são crianças, nossos filhos, cabendo a nós educá-los para um mundo mais justo, em que eles também possam expressar a própria vulnerabilidade, e viver uma vida mais leve e feliz.


   (imagem da Internet)
                                                 
Então, o que vem a ser o feminismo?

É pura e simplesmente o reconhecimento de que homens e mulheres são seres dotados da mesma dignidade e, portanto, com direitos iguais, naquilo que é cabível.

Durante muito tempo os homens definiram não apenas as mulheres, mas as circunstâncias todas, que diziam respeito a elas. E, acreditem, não foi um tempo favorável a nós. Estivemos, por séculos, afastadas da maioria absoluta dos direitos dos quais desfrutamos hoje, como, por exemplo, o direito à educação, à propriedade e ao voto.

 (Elizabeth Cady Stanton)

Em 1848, numa convenção realizada na cidade de Seneca Falls, Nova York (foi a primeira convenção para tratar dos direitos das mulheres), a  norte americana Elizabeth Cady Stanton (foto acima) fez a seguinte declaração:

“A história da humanidade é uma história de ferimentos e usurpações repetidas, por parte do homem, com relação à mulher, tendo como objetivo direto o estabelecimento de uma tirania absoluta sobre ela”.  

Declaração tensa, né? Pois um ligeiro exame na história nos revela que  - infelizmente - a coisa foi assim mesmo.

Tendo dito a frase acima, Elizabeth Cady Stanton enumerou as ações, amparadas em costumes e leis, que visavam impedir que as mulheres gozassem de autonomia e de liberdade (citarei só algumas):
  1. ·     As mulheres casadas não existiam perante as leis (todos os direitos delas, por assim dizer, recaiam sobre o marido).
  2. ·    As mulheres não eram autorizadas a votar
  3. ·   Os maridos tinham poder legal e total responsabilidade por suas esposas (podiam, inclusive, aprisioná-las ou espancá-las ... impunemente).
  4. ·    As leis de divórcio e guarda dos filhos favoreciam apenas aos homens (eles é que podiam pedir o divórcio, e a guarda dos filhos era direito exclusivo deles)
  5. ·   A maioria das ocupações - fora do lar - estava fechada para as mulheres e, quando as mulheres executavam serviços não domésticos, recebiam apenas uma fração do que os homens ganhavam.
  6. ·     Não era  permitido às mulheres ingressar em profissões como medicina ou direito
  7. ·     As mulheres não tinham meios de obter educação plena, uma vez que nenhuma faculdade ou universidade aceitava mulheres estudantes
É importante lembrar que nenhum dos direitos femininos foi dado às mulheres espontaneamente. Todos exigiram lutas. A própria Elizabeth Cady Stanton, foi execrada, exposta e ridicularizada, antes de ser, finalmente, levada à sério.

E o argumento de que não precisamos MAIS do feminismo porque já conquistamos o que queríamos, e chegamos aos mesmos patamares dos homens NÃO se sustenta. Primeiramente, porque as atuais estatísticas de abusos e violências contra as mulheres nos dizem que ainda estamos longe de alcançar uma situação que seja, pelo menos, tolerável, para as mulheres. 
E o fato de haver surgido - recentemente - um movimento (coordenado por homens, naturalmente) que visa desacreditar o feminismo e afastar as mulheres dele, é bastante significativo, sobre a necessidade que ainda temos desse movimento.  

É isso aí, até breve!


quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Bombons e outros docinhos para o halloween

 

fantasminhas de suspiro
as abobrinhas abaixo são de manteiga de amendoim, mas já as fiz de massa de leite em pó, abóbora e também de cenoura
abaixo: bolachas simples com carinhas de Jack Skellington, feitas em pasta de açúcar

Olá, queridos leitores!
Este ano eu não tencionava fazer post com o tema "Halloween". Primeiramente por estar um pouco apoquentada, com o povo que criou esta festa, lá no hemisfério norte. E depois pela razão de sempre: plágio das ideias, receitas e inspirações publicadas. 
Mas, no início da semana, minha filha havia resolvido que faria festinha aqui, para celebrar a data (resolução que ela cancelou hoje). Quando ela me comunicou a intenção, fui pra cozinha 'tentar' fazer alguma coisa, dentro do tema. Eu havia ganhado uma forma cujas cavidades são figuras do Halloween: abóboras Jack-o-lantern, morcego, etc. Achei as cavidades pequenas demais para fazer bolinhos e um pouco grandes demais para docinhos, porém, decidi usá-la assim mesmo. Fiz uns bombons recheados com palha italiana (poderia ter usado outro recheio, mas optei por este). 
Para fazê-los, o chocolate tem que ser temperado. 

Aqui no blog eu já postei várias receitas para o Halloween, uma delas - publicada em 2010 - foi a dos fantasminhas de merengue, com olhos de bolinhas comestíveis, colados com o mesmo chocolate temperado (foto lá em cima). 


A ideia de colar um docinho (com chocolate derretido temperado) numa aranhinha de brinquedo, saiu daqui do blog. Já os fiz usando brigadeiros, chocolate em drágeas, ou mesmo bombons. Claro que as aranhinhas têm que estar muito bem higienizadas.

Também já fiz iguarias salgadas (simples de fazer!) para o Halloween.

Bom e é isso para o momento, até já!

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