coloquei esta flor grande em cima do bolo-ovo apenas porque ela é uma vela; as florezinhas e borboletas são comestíveis.
quis fazer as bolachinhas de polenta (ou fubá, como foi dessa vez) com um aspecto pascal, mas não obtive muito sucesso porque elas crescem muito, quando assam, e isso deforma o desenho 'impresso'
ovos já comprados decorados
E aí, amigos, como foi a Páscoa de vocês?
Aqui não foi lá essas coisas, por causa do confinamento. Ainda assim, eu tratei de me lembrar dos significados mais profundos desse evento, que nos diz tanto sobre renovação da fé e da esperança, que é coisa muito importante, especialmente na atual circunstância, que parece até pré-apocalíptica.
Eu fiz - de novo - potes para acondicionar ovinhos e outras guloseimas, que é um artesanato muito fácil de fazer e já mostrado aqui no blog. Basta colar um coelhinho de plástico na tampa de um pote limpo e enchê-lo de docinhos.
Desde fevereiro eu estava querendo fazer um bolo em formato de ovo (aqui, no blog, em 2012 - já apareceram - pioneiramente, na web! - bolos clássicos - com massa, recheio e cobertura - em formato de ovos de Páscoa.
Neste ano eu quis fazer algo diferente, então saiu o 'bolo' da foto acima, que seria um bolo de palha italiana, mas que pode ser também um ovo de Páscoa com recheio de palha italiana, rsrs.
E fiz hoje - num improviso de última hora - um bacalhau no leite de coco, que eu não consegui fotografar.
O texto abaixo, sobre o feminismo - era um complemento do primeiro texto sobre o tema que publiquei um tempo atrás. Ele ficou como 'post em rascunho' e eu hoje resolvi publicá-lo.
Desde que irrompeu no mundo a crise político-econômica, em decorrência da crise financeira de 2008, que reverberou no Brasil a partir de 2012, passou a ser comum o aparecimento de mulheres que gritam que odeiam o feminismo e não se identificam com ele. E se proclamam ‘femininas’,
e não feministas.
Hoje vemos claramente que essa atitude foi imposta a essas mulheres por grupos que têm interesse na causa,
ou seja, grupos que, sobretudo devido à revolução tecnológica, em curso desde
os anos 80 (mas muito mais efetiva dos anos 90 a 2000), somada à crise econômica que resultou - em todo o
mundo - na atual crise de empregos, desejam que as mulheres voltem à condição de
dependentes econômicas. O motivo disso é que, aparentemente, em muitos países, não haverá – a curto prazo, pelo menos – empregos sequer
para os homens, que dirá para mulheres.
No entanto, a possibilidade de manipular as circunstâncias
de vida das mulheres despertou em alguns homens um forte desejo de que elas
voltem a ser – não apenas dependentes – mas subalternas e também – e principalmente
– de que os valores delas voltem a ser definidos por eles.
Aqui eu tenho que
abrir um parênteses para esclarecer – mais uma vez – que o verdadeiro feminismo
não objetiva, de modo algum, jogar as mulheres contra os homens e colocá-los em
lados opostos.
Os homens são os nossos
parceiros de vida, são os nossos parceiros amorosos... e são pessoas que têm
peculiaridades importantes e preciosas. Uma mulher inteligente jamais irá se
colocar gratuitamente como adversária dos homens. Por que deveria?
Tampouco se colocará como uma criatura brava,
sempre pronta a exigir coisas deles ... qual seria o sentido disso?
Os, homens,
aliás, um dia são crianças, nossos filhos, cabendo a nós educá-los para um
mundo mais justo, em que eles também possam expressar a própria vulnerabilidade, e viver uma vida mais leve e feliz.
(imagem da Internet)
Então, o que vem a
ser o feminismo?
É pura e
simplesmente o reconhecimento de que homens e mulheres são seres dotados da mesma
dignidade e, portanto, com direitos iguais, naquilo que é cabível.
Durante muito tempo
os homens definiram não apenas as mulheres, mas as circunstâncias todas, que
diziam respeito a elas. E, acreditem, não foi um tempo favorável a nós.
Estivemos, por séculos, afastadas da maioria absoluta dos direitos dos quais desfrutamos hoje, como, por exemplo, o direito à educação, à propriedade e ao
voto.
(Elizabeth Cady Stanton)
Em 1848, numa
convenção realizada na cidade de Seneca Falls, Nova York (foi a primeira convenção para tratar dos direitos das mulheres), a norte
americana Elizabeth Cady Stanton (foto acima) fez a seguinte declaração:
“A história da humanidade é uma história de ferimentos e
usurpações repetidas, por parte do homem, com relação à mulher, tendo como objetivo
direto o estabelecimento de uma tirania absoluta sobre ela”.
Declaração tensa, né? Pois um ligeiro exame na história nos revela que - infelizmente - a coisa foi assim mesmo.
Tendo dito a frase acima, Elizabeth Cady Stanton enumerou as ações, amparadas em costumes e
leis, que visavam impedir que as mulheres gozassem de autonomia e de liberdade
(citarei só algumas):
- · As
mulheres casadas não existiam perante as leis (todos os direitos delas, por assim dizer, recaiam sobre o marido).
- · As mulheres não eram autorizadas a
votar
- · Os maridos tinham poder legal e total responsabilidade por suas esposas (podiam, inclusive, aprisioná-las ou
espancá-las ... impunemente).
- · As leis de divórcio e guarda dos
filhos favoreciam apenas aos homens (eles é que podiam pedir o divórcio, e a
guarda dos filhos era direito exclusivo deles)
- · A maioria das ocupações - fora do lar - estava
fechada para as mulheres e, quando as mulheres executavam serviços não domésticos, recebiam apenas uma
fração do que os homens ganhavam.
- · Não era permitido às mulheres ingressar em profissões
como medicina ou direito
- · As mulheres não tinham meios de
obter educação plena, uma vez que nenhuma faculdade ou universidade aceitava mulheres
estudantes
É importante lembrar que nenhum dos
direitos femininos foi dado às mulheres espontaneamente. Todos exigiram
lutas. A própria Elizabeth Cady Stanton, foi execrada, exposta e ridicularizada,
antes de ser, finalmente, levada à sério.
E o argumento de que não precisamos MAIS do
feminismo porque já conquistamos o que queríamos, e chegamos aos mesmos patamares dos homens NÃO se sustenta. Primeiramente, porque as atuais estatísticas de abusos e violências contra as mulheres nos dizem que ainda estamos longe
de alcançar uma situação que seja, pelo menos, tolerável, para as mulheres.
E o
fato de haver surgido - recentemente - um movimento (coordenado por homens, naturalmente)
que visa desacreditar o feminismo e afastar as mulheres dele, é bastante
significativo, sobre a necessidade que ainda temos desse movimento.
É isso aí, até breve!