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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pão de queijo


Eu tencionava postar uma receita natalina, pois o Natal já está à porta, mas como esta precisa ser preparada e fotografada, resolvi postar uma receitinha de pão de queijo. O pão de queijo, como o pão-de-ló, não é realmente um pão: não é feito com farinha de trigo e nem tem a massa fermentada, características básicas do pão tradicional. Contudo, ele consagrou-se com este nome e é melhor degustá-lo, do que ficar polemizando sobre o nome dele, rsrs.



Pão de queijo

Ingredientes:

1/2 kg de polvilho doce (ou azedo)
300 g de queijo tipo Minas curado e ralado
200 ml de água
200 ml de leite integral
100 ml de óleo culinário
1 colher (sobremesa) de sal
3 ou 4 ovos médios

Acréscimo meu:

Um dentinho de alho esmagado e uma colher (chá) de orégano seco.

Preparo

Ponha o polvilho numa bacia e reserve. Leve ao fogo, numa panelinha: O leite, a água o óleo e o sal. Quando levantar fervura, derrame esta mistura sobre o polvilho e revolva-o bem (com uma colher) para que os líquídos se misturem ao polvilho (formam-se uns grumos no polvilho). Espere amornar e junte à "farofa" de polvilho, o queijo e os ovos (um de cada vez), o alho e o óregano (caso vá usá-los), agregando tudo com as mãos. Ligue o forno para pré-aquecê-lo (em temperatura alta, 200ºC). Faça bolinhas e leve-as ao forno, em tabuleiro levemente untado com óleo culinário. Os pãezinhos assam em cerca de 30/35 minutos.

Notas:

A utilização do 4º ovo, vai depender da consistência da massa; se essa ainda estiver pouco maleável, acrecente-lhe o 4º ovo. De qualquer forma, não se perde a massa, por esse detalhe.Com quatro ovos a massa pode ficar mais pegajosa, mas isto, em vez de prejudicar, beneficia o pãozinho, que ficará com o interior mais macio e a crosta durinha. Se a massa ficar pegajosa, não se aflija, com o auxílio de uma colher, retire-a das mãos e de entre os dedos. Lave e seque as mãos e unte-as com óleo antes de modelar as bolinhas. Convém também, untar levemente a superfície da massa com óleo, para que esta não resseque, enquanto se modela os pãezinhos.

O queijo Minas curado tem sabor suave (diferentemente do parmesão; caso você não tenha acesso a este queijo, escolha outro queijo rijo, mas de sabor pouco acentuado).

Obs: O polvilho até onde eu sei, é o produto obtido da mandioca da seguinte maneira (claro que me refiro à maneira artesanal):

Rala-se a mandioca e põe-se a massa obtida num pano limpo e fino (como uma gaze). Espreme-se o pano e obtém-se um caldo, que é reservado coberto. Horas depois, a parte sólida do caldo (o "amido" ou fécula) se separa do líquído e vai se sedimentando no fundo do vasilhame. Se o "amido" é deixado para entrar em fermentação, tem-se o polvilho azedo; se é levado a secar antes disso, tem-se o polvilho doce.
O pão de queijo feito com o polvilho azedo tem um sabor mais acentuado que o feito com o polvilho doce. Também apresenta rachaduras mais acentuadas na superfície.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Pão de queijo com farinha de milho e uma reflexão sobre a palavra e o silêncio



Olá, queridos leitores! Quem aí gosta de saborear um pão de queijo,  acompanhado de um café recém preparado? É uma delícia, né? Estes pães de queijo têm o diferencial de levar farinha de milho na massa, ingrediente que os deixa ligeiramente mais crocantes e saborosos. Eu acho até que estes são os preferidos de minhas filhas.   

Pão de queijo com farinha de milho

(rende cerca de 50 pãezinhos)

xícara = 240 ml

Ingredientes

4 xícaras de polvilho (usei 3 xícaras de polvilho azedo e 1 ícara de polvilho doce; na receita original só entra o polvilho azedo; você pode usar o azedo ou o doce. ou uma mistura dos dois, como eu fiz)
1 xícara de farinha de milho (usei flocão)
1 e ¼  de xícaras de queijo meia cura ralado (usei o queijo tipo canastra, use qualquer um do tipo Minas, meia cura)
¼ de xícara de queijo parmesão ralado
½ xícara de óleo de cozinha (usei óleo de soja)
¼  de xícara de banha*
1 colher de sopa (rasa) de sal
1 xícara de leite
1 xícara de água
4 ovos médios

Preparo

Numa tigela grande junte o polvilho e a farinha de milho e misture-os muito bem. Ponha a tigela de lado, coberta com um pano. Misture os seguintes ingredientes, numa panela pequena: água, leite, óleo, banha e sal. Leve a panela ao fogo até que a mistura ferva. Jogue esta mistura fervente sobre o polvilho e a farinha de milho e - com uma colher de pau - revolva tudo, até que as farinhas   se assemelhem a uma farofa grossa. Ponha a tigela de lado para que a ‘farofa’ amorne ligeiramente. Então junte os queijos e os ovos e misture tudo, inicialmente usando ainda a colher de pau e depois as mãos (você pode fazer isso numa batedeira de bolo, usando o batedor em forma de gancho). Quando a massa estiver bem misturada e homogênea, ligue o forno em temperatura alta (200º C). Unte as mãos com óleo de cozinha e faça bolinhas com a massa – do tamanho de uma noz. Vá distribuindo as bolinhas num tabuleiro de bordas baixas, ligeiramente untado com óleo de cozinha. Leve o tabuleiro ao forno quente e deixe que os pãezinhos assem por cerca de 35 minutos.

*A banha é opcional, você pode substituí-la por manteiga ou, se desejar, usar apenas os  ¾ de xícara de óleo de cozinha. dispensando a banha.

Observação: as bolinhas de massa podem ser congeladas durante 3 meses. Faça assim. Leve o tabuleiro com as bolinhas recém feitas ao freezer ou ao congelador, e deixe que elas fiquem bem firmes (de uma hora e meia a duas horas, mas não deixe que passe disso, pois o super-congelamento - a descoberto -  pode alterar a textura dos pãezinhos). Então passe as bolinhas congeladas para um saco plástico, feche bem o saco e ponha o de novo no freezer. Quando quiser assar os pãezinhos, distribua-os – ainda congelados - num tabuleiro ligeiramente untado com óleo de cozinha. E leve o tabuleiro ao forno pré-aquecido, bem quente (200ºC), por cerca de 35 minutos (ou até que um dos pãezinhos apresente um ligeiro bronzeado no topo).



embora eu tenha vários livros com receitas de pão de queijo, que levam farinha de milho, usei a deste livretinho acima.


       
                                              
    

Ultimamente eu tenho refletido frequentemente sobre as palavras, por ter criado o hábito de ler os comentários que as pessoas fazem - em redes sociais - em postagens de notícias sobre política, ou outros assuntos polêmicos. Dá para ver que muitos dos comentários sem fundamentação lógica (que geralmente são agressivos), não são feitos por - digamos - pessoas reais, mas por perfis falsos ou robôs. E ambos parecem ter apenas três objetivos: causar confusão, implantar uma ideia ou desviar alguma pessoa da explicação coerente e procedente, sobre o fato abordado.
Contudo, todos nós estamos sempre lidando com as palavras e com a possibilidade de nos silenciarmos (que é a escolha de muitos), por isso eu fiz um apanhado sobre a palavra e o silêncio, que é este que exponho abaixo.                                          
O Poder da Palavra e do Silêncio
(reflexões sobre observações, leituras e ponderações sobre a palavra e o silêncio)

Todos nós já experimentamos os poderes das palavras. Percebemos, até por experiências próprias, que a palavras podem ser construtivas e também destrutivas.

A palavra pode consolar ou afligir, elevar ou rebaixar, acalmar ou enfurecer, etc.


O silêncio é geralmente considerado uma virtude, por estar associado à sabedoria, à prudência, educação, decoro, modéstia, etc. O silêncio profundo, ligado à meditação, também é tido como muito poderoso.

Mas o silêncio também pode ser destrutivo, quando a pessoa o usa para - por exemplo - levar vantagens, omitindo as próprias opiniões contrárias, com o intuito de parecer agradável a alguém (um chefe, talvez). 
É destrutivo, quando é usado - por comodismo ou covardia - para evitar conflitos necessários. E ele pode ser um sinal de desleixo e indiferença.

As palavras podem determinar até mesmo o nosso destino, já que elas tendem a se transformar em ações e situações concretas.  

Vemos então que tanto a palavra quanto o silêncio, requerem discernimento e bom senso.  E que seja qual for o modo como os usamos, eles trarão consequências. 

Curiosidades sobre a palavra Fortuna:
(a fortuna concreta é associada às palavras que se proferem)

As palavras Fortuna (Português) e FORTUNE (inglês) têm sentidos iguais, que são:
montante significativo de dinheiro riqueza, propriedades, bens.

mas também significam: destino, fatalidade, sorte. Por isso a gente diz: “a má fortuna foi a causa dos sofrimentos dele” ou “a boa fortuna foi a causa do sucesso” (significando a má sorte ou a boa sorte).

Esta palavra é formada, em inglês, pelas partículas:

For: Para - aquele a que se destina -, por causa de.
Tune: Tom - de voz inclusive - sintonia, consonância.

Em japonês a palavra UNMEI, que significa destino, é formada por dois ideogramas que significam, respectivamente:

Un: circular, dar voltas
Mei: declaração de vida, palavra.

São curiosidades, mas que dão o que pensar, não é verdade? rsrs.

"Os homens sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm de dizer algo". –  (Platão) 

É isso aí, até breve!

sábado, 23 de maio de 2009

Dois pães, dois métodos.

"Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão"
(O cio da terra/Milton Nascimento e Chico Buarque)

Na semana passada estive com comichão para fazer pão. Doida para comer um pãozinho caseiro, ainda quente e exalando o cheirinho característico, vali-me da boa e velha receita de 'pão de leite condensado'. É um pão que fica apenas adocicado, apesar da presença desse leite doce na receita. Essa massa, por isso mesmo, serve para fazer 'pão de sal' ou 'de doce', dependendo do recheio. Mas, por tratar-se de um pão clássico, o seu preparo exige tempo. Faça-o naqueles dias em que passará algumas horas em casa. Misture os ingredientes da massa e deixe-a levedando, enquanto faz outra coisa. Depois modele o pão e dê a ele um novo intervalo para o crescimento. Finalmente veja-o acabar de crescer no forno e desfrute do aroma do pão que assa, que é um dos melhores que existem no mundo. Finalmente, saboreie o seu pão, sentindo o prazer extra, de saber que foi você que o fez.




Pão de leite condensado

(use a lata do leite condensado como medida)

Ingredientes:

1/2 lata de leite condensado
½ lata de água morna (quase fria)
½ xícara de óleo culinário (120 ml)
2 ovos médios
1 envelope de fermento seco para pão (10g)
500g de farinha de trigo (mais ou menos)
Para pincelar o pão:
(misture numa tigelinha)
1 gema, gotas de óleo de cozinha, café preparado ou Shoyu
Preparo
Junte todos os ingredientes, exceto a farinha, e bata tudo no liquidificador. Ponha a farinha numa bacia ou tigela (inicialmente cerca de 400g), despeje sobre ela a mistura do copo do liquidificador e mexa com uma colher (de preferência de pau) até incorporar tudo. Acrescente o restante da farinha, misturando com as mãos (se necessário, junte mais farinha, mas, cuidado, só o suficiente para a massa desgrudar das mãos). Sove a massa numa superfície muito levemente enfarinhada e deixe-a descansar por uma hora, ou até que dobre de volume. Para isso, ponha a bacia (com a massa) dentro de um saco plástico grande, bem fechado. Faça o pão, ponha-o numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha; pincele-o com a mistura de gema, e deixe que o pão descanse mais uma hora. Leve-o ao forno a 200ºC, preaquecido, por cerca de 35/40 min.

O outro pão (Pão bolo):

Quando o pão acima estava quase acabando, tomei conhecimento desse pão, inventado pela Iara Francis, que dispensa a trabalheira e os melindres próprios da confecção de pães. Ela o chamou de 'Pão bolo'. Eu o chamo de "Pão fácil e bom da Iara". Se você acha que fazer um pão fofo, leve e gostoso é muito difícil ou mesmo impossível, tente esse. Você, com certeza, vai se surpreender!

Pão bolo


Pão bolo

Ingredientes:

5 gramas ou 1/2 pacote de fermento biológico seco (fermix)
1 ovo
250 ml de leite morno (é morno, isso significa quase frio!)
1/2 xícara (chá) de óleo (120 ml)
4 colheres (sopa) de açúcar (reduzi para duas, pois queria fazer pão "de sal")
1 colher (café) de sal
3 xícaras (chá) de farinha de trigo

Bater no liquidificador o ovo, o leite, o óleo, o sal, o açúcar e o fermento. Colocar a farinha de trigo em um recipiente e adicionar a mistura que foi batida, misturando bem. Fica uma massa um pouco pesada. Colocar em assadeira untada com margarina e polvilhada com farinha de trigo. Espalhar com uma colher. Deixar dobrar de volume e levar para assar em forno médio, até ficar dourado.

Notas: Nunca use leite ou qualquer líquido quente para fazer pães. Isso mataria os microorganismos responsáveis pela fermentação da massa, o que resultaria num pão pesado e de sabor desagradável. Quando se diz "morno" a temperatura dos líquídos deve ser de 35/36ºC.

Nos dois pães, usei um recheio composto de mortadela, salaminho, pimentão e orégano, mas como pus muito pouco (um pouquinho no primeiro e cerca de um terço de xícara dos frios, uma colher de chá do pimentão e uma pitada de óregano, no segundo), o recheio não enriqueceu suficientemente o sabor (para o meu gosto).

No primeiro pão, abri a massa, espalhei o recheio e a enrolei, como rocambole. No segundo, fiz dois discos de massa e sobre o primeiro (já posto no fundo de uma forma redonda de 35 cm de diâmetros), espalhei o recheio. Depois cobri o primeiro disco com segundo, e "colei" os dois, comprimindo-lhes as bordas. Finalmente pincelei o topo do pão com a mistura de gema, descrita acima. Mas você, em vez disso, pode polvilhar o seu pão com um pouco de queijo parmesão e orégano.

Finalmente: Como os dois pães são feitos com farinha de trigo comum e estou numa fase de tentar preparar as minhas receitas de forma mais saudável, pretendo experimentar essas receitas substituindo parte dessa farinha pela integral.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Torta de Presunto e Pão de Salaminho




Nesta última semana estive às voltas com tantas questões que tiveram de aguardar definição, que joguei tudo para o alto e resolvi me permitir um descanso: me sentei na frente do PC e fui percorrer as labirínticas veredas da Internet. Digo labirínticas porque, uma vez dentro delas, a gente dificilmente encontra a saída. Um blog leva a outro e os caminhos se bifurcam e, se brincar, o dia vira noite, sem que a gente se aperceba. Mas pelo menos pude visitar alguns blogs (e ainda faltam tantos!) e me atualizar sobre o que há de novo nessas paragens. Só que, com isso, o meu propósito de atualizar as postagens do meu próprio blog foi para o espaço: quando eu me dava conta, já passava da hora de dormir! Evidentemente, eu não passei dias inteiros conectada, só parte da tarde e noite. E na outra parte do dia eu trabalhei e cozinhei bastante. Fiz, por exemplo, esta torta, que foi muito apreciada pela turma daqui; e também este pão (do qual também gostaram), bem como "otras cositas más".


Torta de Presunto e Queijo

Massa
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
6 colheres (sopa) de manteiga gelada em pedaços
1 gema de ovo
1/3 colher (chá) de sal
4 colheres (sopa) de água fria

Preparo
Unte e enfarinhe uma forma de abrir de 22 centímentros de diâmetro e reserve-a. Misture a farinha com o sal. Junte a manteiga aos poucos, misturando com as pontas dos dedos (sem mexer muito), ou com um misturador de massa, até formar uma farofa. Adicione a água  e a gema e misture-as rapidamente, até obter uma massa lisa. Achate a massa, cubra-a com um pedaço de plástico grande e abra-a com um rolo de massa. Corte um disco de massa do tamanho do diâmetro da forma e estenda esse disco no fundo da forma. Com o restante da massa corte tiras de uns cinco centímetros de altura, e fixe-as nas laterais da forma, unindo-as também ao disco do fundo. Reserve-a.

Recheio

1 copo de iogurte natural integral (200g)
1 lata de creme de leite (300g)
4 ovos
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
200 g de presunto picado
200 g de queijo mussarela cortado em cubinhos
1/2 colher (chá) de sal
1/3 colher (chá) de orégano (ou a gosto)
1/4 xícara de azeitonas sem caroços picadas

Preparo
Bata no liquidificador (para misturar): o iogurte, o creme de leite, os ovos o sal e o queijo parmesão.  Ponha a mistura numa tigela e adicione o queijo mussarela, o presunto, as azeitonas e o orégano. Misture bem e despeje tudo na forma reservada. Leve a forma ao forno médio (180ºC) e deixe que asse por uns 45 minutos, até que a torta comece a corar e o recheio fique firme.

Nota:
01) É preferível (se possível) preparar a massa dessa torta num processador de alimento (fazendo o aparelho pulsar para misturar e ligar os ingredientes). Esse tipo de massa não deve ser muito manipulada, o que ocasionaria o desenvolvimento do glutén, resultando numa massa dura e pesada.
02) Essa receita é uma adaptação de outra, publicada na revista Receita de Minuto.

E agora o Pão:

                                     
                                                                          
                                           
Pão de Salaminho
500g de farinha de trigo
2 tabletes de fermento biológico fresco (30g)
1 e 1/2 xícara (chá) de leite morno (quase frio)
1/2 xícara (chá) de manteiga amolecida
1 ovo
1/2 colher (sopa) de sal
1 e 1/2 colheres de (sopa) de açúcar
150 g de salaminho tipo italiano picadinho
1 gema de ovo misturada a umas gotas de óleo de cozinha e shoyu (para pincelar no pão)

Preparo.
Unte e enfarinhe uma forma de pão e reserve-a. Numa bacia de tamanho médio (com capacidade para uns três litros), desfaça o fermento no açúcar (é so ir misturando e comprimindo os dois com uma colher, até que a mistura fique líquida). Junte o leite e a farinha, aos poucos, misturando tudo, inicialmente com uma colher de pau, depois, com as mãos. Despeje a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada e sove-a muito bem.Unte a massa - muito levemente - com óleo de cozinha. Ponha-a na tigela. Cubra a tigela  e ponha a de lado por mais ou menos 1 hora, ou até que a massa cresça (duplicando o seu volume). Eu ponho a tigela dentro de um saco de plástico grande. Volte a baixar a massa achatando-a com as palmas da mão. Abra a massa com um rolo, formando um retângulo grande. Distribua o salaminho e as azeitonas sobre a massa e enrole-a, como um rocambole. Molde um pão mais ou menos do tamanho da forma. Ponha o pão na forma com a parte da emenda da massa para baixo. Cubra-o e deixe que cresça novamente (por 1 hora, mais ou menos). Pincele o pão - delicadamente - com a mistura de gema e leve-o ao forno (180ºC) preaquecido por mais ou menos 40 minutos (até que fique corado e, produzindo um som "oco" se a gente bate com os nós dos dedos no fundo dele).

E, por último, mas não menos importante: as queridas Welze e Fabiana me presentearam com esse selinho. Obrigada, meninas!!
Eu não o repassarei por dois motivos: parece que todos já o receberam; e por não ser do meu feitio o repasse individual dos selos. Aqueles que me visitam e estiverem interessados, leve-o e sintam-se agraciado por mim com o mesmo.




segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Pão de Centeio - Para o World Bread Day 2017



Olá, gente! Mais uma vez chegamos ao dia do World Bread Day, agora na edição de 2017! 


Atendendo ao convite da amiga Zorra, do blog Kochtopf,  para me juntar à celebração do World Bread Day de 2017, eu trouxe hoje este pão de centeio, cuja receita tirei do livreto que acompanha a máquina de fazer pão. É sempre bom lembrar que o motivo dessa comemoração é o fato de termos, em nossas mesas, o nosso 'pão' de cada dia, o que, com certeza, é um privilégio, tendo em vista a existência de muitas pessoas  no mundo que - infelizmente - não têm alimentos suficientes para suprir as suas necessidades. 

Pão de Centeio (Máquina de fazer Pão)
(receita do livreto da máquina de fazer pão)

Ingredientes

1 xícara de água (240 ml)
1 colher de sopa de margarina
1 ½ colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de leite em pó
2 xícaras de farinha de trigo (480 ml) 
1 xícara de farinha de centeio (240 ml)
2 ½ colheres de chá de fermento biológico seco

Preparo

Na cuba da máquina de fazer pães, ponha os ingredientes na ordem em que aparecem na receita. Escolha o ciclo “Integral” e a cor da casca “Médio”. Ligue a máquina e deixe que o pão seja preparado até o fim. Caso deseje modelar e assar o pão no forno, retire a massa da cuba, quando estiver faltando cerca de 1 hora e quinze minutos para a conclusão do ciclo completo. Modele o pão  (para isso molhe levemente as mãos com água ou óleo de cozinha) coloque-o numa forma untada e enfarinhada. E deixe que cresça por cerca de 1 hora, em local seco e ‘quente’ (coloquei a forma com o pão dentro de um saco de plástico e levei a forma ao forno desligado). Depois de crescido, tire a forma do saco, ligue o forno em temperatura média (180ºC), e deixe que o pão asse por uns 35 minutos.


Páginas de amigos que estão participando do World Bread Day 2017:
http://www.cousasdemilia.com/2017/10/pan-sin-gluten-que-se-parece-mucho-al.html#more
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É só para o momento. Estarei viajando, daqui a pouco. Mas, mesmo em trânsito, vou tentar visitar os blogs que sigo. Até breve!






quarta-feira, 26 de julho de 2023

Comidas de festa junina, as mais saborosas! (e uma questão de família)

 

  eu até tirei fotos da mesa antes de as iguarias serem cortadas, mas elas não ficaram boas, sorry!





Olá, para todos!

No domingo, 16 de julho, fizemos a nossa festa julina (festa 'junina' em julho). Então estou aproveitando para fazer o post que sempre quis fazer, sobre as deliciosas comidas de festa junina.
A maioria das receitas - penso - já foram publicadas aqui no blog, então só mostrarei os links delas. Mas algumas eu ainda não publiquei, então farei isso agora.
Eu tenho que registrar que em nossa festa, nem todos os pratos foram preparados por mim, já que a festa foi no estilo 'pot luck', que é aquele em que cada convidado leva um prato. Também devo dizer que há outras ótimas receitas de festa junina publicadas no blog, que não estão neste post, se quiser vê-las, pesquise na caixa de pesquisa à direita, no alto.

As iguarias da nossa festa foram:

canjica (receita aqui)
bolo de fubá de liquidificador, com erva doce (receita abaixo)
bolos de mandioca (com canela e com coco é igual ao bolo de mandioca com queijo e coco, sem o queijo e com acréscimo de canela em pó a gosto)
bolo de mandioca com queijo e coco (receita aqui)
bolo mole/bolo de leite (receita aqui)
bolo de churros (receita abaixo)
Cuscuz de tapioca (receita aqui)
Muxá (receita aqui)
Pão de queijo (receita aqui)
Cachorro quente (receita abaixo)
Caldo verde (receita abaixo)
galinhada (receita abaixo)
Cocada (receita aqui)
Quentão (receita abaixo)

Bolo de churros de liquidificador

xícara = 240 ml

Ingredientes

1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de amido de milho (Maizena)
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar
1 pitada de sal
3 ovos médios
1/2 xícara (chá) de óleo culinário
3/4 xícara (chá) de leite
1 colher de chá de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó

Preparo
Ponha no copo do liquidificador (nessa ordem): Os ovos, o leite, o sal  o óleo e o açúcar e bata rapidamente. Junte a farinha e o amido, aos poucos (ligando e desligando o liquidificador, de vez em quando e, nos intervalos, revolvendo tudo com uma espátula, pois a massa fica pesada, para a potência do liquidificador). Junte a canela em pó. Por fim, junte o fermento e bata para misturar. Ponha a massa numa forma untada e enfarinhada (do tipo ballerine, de 20cm de diâmetro) e leve-a a assar em forno médio. Até que passe no teste do palito.

Receheio

300 gramas de doce de leite (se preferir menos doce, bata o doce de leite com 3/4 de xícara de creme de leite fresco, bem gelado, até que a mistura fique cremosa).
Espalhe o doce de leite na cavidade superior do bolo. Se desejar, aplique o doce de leite com o saco de confeitar, com bico pitanga. 
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Bolo de fubá de liquidificador, com erva doce

(xícara = 240 ml)

Ingredientes

2 xícaras de fubá mimoso
2 xícaras de açúcar
1/4 de colher de chá de sal
1 xícara de farinha de trigo
4 ovos
3/4 de xícara de óleo de cozinha
1 xícara de leite
2 colheres de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sementes de erva doce

Preparo

Unte com spray de cozinha (ou unte com manteiga e enfarinhe) uma forma redonda de pudim de 22 centímetros de diâmetro. Ponha a forma de lado.
No copo do liquidificador ponha o leite, os ovos, o sal e o óleo. Junte o açúcar e bata tudos por uns dois minutos. Acrescente o fubá e a farinha de trigo e bata por mais dois minutos. Desligue o liquidificador e junte o fermento em pó. Bata rapidamente. Desliqgue o liquidificador e adicione as semente de erva doce. Misture -as com uma colher. Despeje a mistura na forma preparada e leve a forma ao forno a 180º C e deixe que o bolo asse por de 35 a 40 minutos (depende do forno). Depois do tempo recomendado, enfie um palito de dentes no bolo, se o palito sair limpo o bolo estará assado. 

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Quentão de vinho tinto

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto seco (se gostar, acrescente 1 xícara de água à receita)
1 xícara de chá de açúcar mascavo
6 cravos da índia
2 paus de canela
1 pedaço pequeno de gengibre descascado
Casca de 1 laranja
Casca de meio limão Tahiti
1 maçã cortada em cubos (se desejar, acrescente outras frutas picadas ou fatiadas, como pêssego e ameixas)

Preparo

Numa panela média, derreta o açúcar. Junte o vinho, o cravo, a canela, o gengibre e deixe que tudo ferva junto, em fogo baixo até que o açúcar volte a derreter. Junte a maçã e as cascas de laranja e do limão. Deixe que fervam novamente por uns dois minutos. Sirva quente.

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Caldo verde à moda da casa
(serve 5-6 pessoas)

Ingredientes

4 batatas cortadas em em cubos
1 litro de água
3 colheres (sopa) de óleo de cozinha
1 cubo de caldo de galinha
Sal e pimenta preta moída, a gosto
2 gomos de linguiça calabresa cortada em rodelas
1 cebola picada
3 dentes de alho socados
1/2  maço de couve cortada fininha
150 gramas de bacon defumado cortado em cubos

Preparo

Numa panela funda, frite a lingüiça no óleo e ponha-a de lado. Frite os cubinhos de bacon no mesmo óleo e ponha-os de lado. Reduza o óleo a umas 3 colheres de sopa. Frite nele a cebola e o alho. Junte a água o caldo de galinha e a batata e cozinhe tudo até que a batata esteja macia. Bata a batata no liquidificador com um pouco de água. Volte a batata batida à panela, junte a couve, o sal, e a pimenta. Acrescente a lingüiça frita e cozinhe tudo por 5 minutos. Sirva o caldo em tigelas, polvilhando o bacon frito sobre ele.

                                   **********
Galinhada à minha moda
(a galinhada é feita com uma galinha inteira, eu gosto de usar apenas coxas e sobrecoxas)

(Serve 5-6 pessoas) - 

 Ingredientes

 2 kg de coxas e sobrecoxas de frango (temperadas na véspera com sal alho, gotinhas de limão, ½ colher de chá de sementes de coentro moídas, pimenta preta moída ou ½ colher de chá de pimenta dedo de moça bem picadinha, ou ainda com temperos do seu gosto)

 2 xícaras de chá de arroz tipo agulhinha cru e lavado (eu lavo o arroz meia hora antes e o deixo escorrendo numa peneira, para que seque um pouco)

 3 colheres de sopa de óleo de cozinha

 ½  litro de caldo de galinha (você pode fazer o caldo dissolvendo o caldo industrializado na água fervente)

 ½ colher de chá de cúrcuma (açafrão da terra)

 1 cebola média picada

 1 colher de sopa de manteiga

 ½ xícara de cheiro verde higienizado e bem picadinho

 Preparo

 Numa panela de pressão, de tamanho médio, aqueça o óleo. Vá fritando o frango, aos poucos, até que todos os pedaços estejam dourados. Verifique se tem óleo demais na panela e tire o excesso até que sobre só umas três colheres de sopa. Volte todo o frango à panela, junte a cebola e frite tudo até que a cebola amoleça. Adicione o açafrão e 1 xícara do caldo de galinha. Tampe a panela e assim que pegar a pressão, abaixe o fogo e deixe que o frango cozinhe por 15 minutos. Desligue o fogão, tire o vapor da panela, e leve-a de volta ao fogo. Junte o arroz revolvendo tudo. Acrescente mais um pouco do caldo de galinha e deixe que o arroz cozinhe (sem pressão) até que fique ‘al dente’. Acrescente caldo, se for preciso; se precisar de mais líquido, além do restante do caldo, adicione água. Acrescente a manteiga. Misture tudo. Passe a galinhada para a tigela em que será servida e polvilhe o cheiro verde sobre ela.  

 Obs: se desejar, acrescente milho verde em lata (1 lata) e pimentões picados (de ¼ a ½ xícara) à sua galinhada, antes que ela esteja no ponto. 

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Cachorro quente

Ingredientes

1 kg de salsichas para cachorro quente
2 colheres de sopa de óleo de cozinha
3 tomates grandes sem pele e sem sementes, picados em cubos
1/2 pimentão verde sem sementes, picado em cubos
1/4 de pimentão vermelho ou amarelo sem sementes, picado em cubo
3 dentes de alho esmagados
1 cebola média picada em cubos
1/2 xícara de chá de cheiro-verde higienizado e picado
1 e meio sachê (ou lata) de molho de tomate de boa qualidade
1/2  xícara de água ou mais, se preferir o molho mais ralo ou mais espesso
sal a gosto
Pimenta preta moída a gosto

1 pacote de pão para cachorro quente, ou pão caseiro para cachorro quente

Para servir: Maionese, batalha palha, milho verde em lata e ketchup a gosto

Preparo

Numa panela média, aqueça o óleo e frite a cebola e depois o alho. Junte o molho de tomate e as salsichas e deixe que cozinhem por 5 minutos. Acrescente os tomates e os pimentões picados e deixe que cozinhem por mais 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto. Por fim, acrescente o cheiro verde.

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                                   E o mais:
         Casais devem amar mais aos filhos do que um ao outro?

Tenho certeza de que, entre os casais normais, no meio dos quais eu me incluo, este tipo de dilema jamais é colocado. E isso porque sabemos que o amor ao parceiro tem uma natureza, o amor aos filhos tem outra, e ambos coexistem e se sustentam. 

No entanto, no mundo há muitos casais diferentes, com visões diferentes sobre o assunto. E disso resultou a minha reflexão sobre o tema.

Não faz muito tempo, li uma publicação, numa rede social, que contava uma estória absurda, em que uma mãe optara pelo novo marido, em prejuízo do filho, de 10 anos (de um casamento anterior), porque o companheiro dela havia exigido isso: ou ela abria mão do filho, ou ele partiria. O menino, antes matriculado numa escola, não foi entregue ao pai biológico nem a qualquer outro cuidador, mas simplesmente expulso da casa, pelo padrasto. 

Sem ter para onde ir, a criança tornou-se um 'sem teto', porém, frequentando a casa da mãe, quando os adultos estavam ausentes. Creio que a mãe tinha conhecimento das visitas do filho, pois este dissera à professora (sim, o menino continuou indo à escola, onde almoçava) que ia secretamente “em casa” todos os dias,  a fim de apanhar roupas limpas, para ir à escola.

Achei essa estória de uma crueldade horrorosa, e penso que a tal mãe sequer merece ser chamada de mãe. 

Não é desse tipo de gente que quero tratar neste texto, pois considero pessoas assim simplesmente tresloucadas.  

 Dias depois de ter lido a tal publicação, vi um vídeo em que um jovem marido dizia que “à luz da Bíblia” o casal deve se amar mais que aos filhos.

Por conta desses dois fatos, fiquei pensando na questão da distribuição do amor, dentro de uma família, por ter me deparado com famílias em que essa distribuição era desequilibrada, segundo o meu entendimento.

Sei muito bem que os filhos devem ser amados e cuidados, que é, aliás, a inclinação natural dos pais normais. E sei que os filhos também necessitarão, numa larga faixa da vida, de grandes atenções e responsabilidades. Ações que também são cumpridas naturalmente, pela maioria dos pais, já que o natural é os pais amarem aos seus filhos.   

Mas eu sei também, que os filhos não são propriedade dos pais. E que vêm ao mundo ‘para serem dados ao mundo’.

E, então, qual seria a resposta para a pergunta acima?

A minha melhor amiga, na adolescência, tinha uma mãe que parecia grudada à cozinha. Era uma mulher de traços marcantes e bonitos, mas que, aparentemente, havia renunciado aos  próprios interesses e, em certa medida, até aos próprios cuidados, desde que se tornara mãe. 

O marido dela parecia valorizar os filhos mais do que tudo no mundo, o que talvez explicasse o comportamento da mulher. O homem dispensava uma atenção aos filhos que, com toda certeza, era maior do que a dispensada à mãe deles. E, desdobrava-se para dar aos filhos o que de melhor ele pudesse oferecer.

O casal viveu toda uma vida adiando a realização dos próprios sonhos, em benefício dos filhos. E depois que esses cresceram, os pais ainda poupavam, para que pudessem deixar uma herança à prole.

Para ser sincera, acho isso um exagero. Penso que os pais devem se esforçar para manter – entre eles – laços fortes também. Pesquisas feitas, já há muito tempo, dizem que crianças criadas em lares em que o casal demonstra amor, um pelo outro, do mesmo modo que demonstra por elas, são muito mais felizes. E essas crianças crescem observando e aprendendo como deve ser o relacionamento entre adultos que decidiram formar um par, e depois uma família. Então, em minha opinião, é preciso que o casal tenha a sabedoria de perceber que se eles, como pais, fizerem um bom trabalho, na criação dos filhos, estes - na época certa - ‘levantarão voo’ e irão construir a própria vida, enquanto que eles permanecerão como companheiros um do outro. 

E o que dizer da ideia de se criar uma vida em que - de cabo a rabo - os que se esforçaram não desfrutam das coisas boas que o dinheiro (resultante do esforço feito) pode comprar, para que os que ainda não não se empenharam possam fazê-lo?

Amar e valorizar o companheiro, bem como a própria vida, consequentemente, é muito importante também!                                        

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