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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Canjica Perfeita e outras delícias juninas!

 


Olá, queridos leitores, desejo que todos estejam bem!

Junho está às portas, e com ele vêm as amadas festas juninas, eba! Por isso mesmo estou reapresentando a minha receita de canjica (munguzá, para os nordestinos), publicada aqui no blog há quase dez anos (e repetida mais de uma vez). E isso porque até mesmo pessoas da família me dizem, às vezes, que não sabem preparar esta iguaria, tão apreciada e tão consumida nessas festas! 
Eu tenho visto receitas de canjica com creme de leite e outros 'babados', mas esta é a receita clássica. Claro que não há empecilho a que cada um coloque o que bem entende na canjica que faz. Mas a verdade é que não há necessidade do acréscimo do creme de leite, o milho solta amido,  naturalmente, enquanto cozinha, e isso já dá a cremosidade necessária à canjica. 

Canjica (Mungunzá, no Nordeste)

(20 porções)

Ingredientes

500 g de milho para canjica (branco ou amarelo, tanto faz)
1,2 litros de água (mais ou menos)
1 litro de leite
Pitada de sal
1 vidrinho (200ml) de leite de coco (ponho só 100 ml)
¾ de xícara de açúcar (ou a gosto)
1 colher de sobremesa de manteiga
3 paus de canela médios
6 cravinhos da índia

Opcionais:
Amendoim torrado e moído – 1/2 de xícara (a gosto) ou
Coco ralado 1/2 xícara de chá (ou a gosto) 
Paçoquinha - 3 unidades (ou a gosto): passe as paçoquinhas por peneira e polvilhe o pó obtido sobre as tigelinhas de canjica já pronta
Leite condensado - 1 lata (substitua pelo açúcar da receita

Preparo

Na véspera, lave bem a canjica e deixe-a de molho na água. No dia seguinte, leve a canjica ao fogo, em panela de pressão (média ou grande), com água que cubra e ultrapasse a canjica uns dois dedos. Assim que a panela começar a chiar, abaixe o fogo e deixe que o milho cozinhe por 40 minutos.
Tire a pressão, abra a panela e verifique se o milho está macio*, caso esteja, junte os demais ingredientes e deixe que tudo cozinhe por mais 20/30 minutos, em fogo baixo, com a panela destampada e mexendo, de vez em quando Quanto mais cozinha, mais o milho solta amido e a canjica fica mais cremosa. Caso queira substituir o açúcar por leite condensado, faça isso. Se for usar o amendoim, dispense o coco ralado.

*  se ao abrir a panela, verificar que o milho ainda não está no ponto, acrescente um pouco de água, mexa bem e leve a panela de volta ao fogo (baixo, depois que pegar pressão),  tampada, por pelo menos mais 10 minutos.

Outras receitas juninas:

Bolo de fubá (ou milho ou com os dois ingredientes):

bolo de fubá cozido (receita de minha mãe), postada aqui, em 2015 - há outras receitas de bolo de fubá, aqui no blog, inclusive outra receita de bolo de fubá cozido e também um bolo de fubá salgado.


bolo de fubá simples (assado na forma 'piscina' com creme de limão

A receita de bolo de milho com fubá (ou flocão, ou similar) se encontra aqui! 

E é só para o momento, até já!






segunda-feira, 17 de junho de 2013

Canjica e um Bordado Tosco




Olá! Eis que encontro finalmente uma brechinha maior de tempo e corro para vir atualizar as postagens do blog, rsrs. Aos que me enviaram perguntas ou alguma mensagem peço um pouquinho de paciência, já já vou atender a todos, rsrs. Bem, canjica é um doce para se comer em qualquer época, mas está tão vinculada às festas juninas que ninguém pode imaginar uma festa desta sem ela, não é verdade? rsrs. E não é para menos, pois junta o sabor do milho (de canjica) com o das especiarias + leite + leite de coco, e opcionalmente: amendoim, coco ralado, enfim, estamos falando de um doce muito saboroso. De uns tempos para cá eu tenho simplificado as comidas que faço, para o nosso consumo. Então, quando possível, tenho dispensado exagerada diversidade de ingrediente nos pratos que comemos. É por isso que a receita abaixo é simples. Mas você pode acrescentar, se desejar, os ingredientes extras que menciono.




Mesmo com a receita simples a canjica criou uma natinha, na superfície, nos poucos minutos em que me preparei para fotografar as tigelinhas(veja na foto do alto),  rsrs.


Canjica (Mungunzá, no Nordeste)
(20 porções)

Ingredientes

500 g de milho para canjica (branco ou amarelo, tanto faz)
1,2 litros de água (mais ou menos)
1 litro de leite
Pitada de sal
1 vidrinho (200ml) de leite de coco (ponho só 100 ml)
¾ de xícara de açúcar (ou a gosto)
1 colher de sobremesa de manteiga
3 paus de canela médios
6 cravinhos da  índia

Opcionais:

 Amendoim torrado e moído –  1/2 de xícara (a gosto) ou
Coco ralado 1/2 xícara (a gosto)
Leite condensado  - 1 lata

 Preparo

Na véspera, lave bem a canjica e deixe-a de molho na água. No dia seguinte, leve a canjica ao fogo, em panela de pressão (média ou grande) , com água que cubra e ultrapasse  a canjica uns dois dedos. Assim que a panela começar a chiar, abaixe o fogo e deixe que o milho cozinhe por 40 minutos. Abra a panela e verifique se o milho está bem macio, caso esteja, junte os demais ingredientes e deixe que o milho cozinhe por mais 20/30 minutos em fogo baixo, com a panela destampada e mexendo, de vez em quando (se ao abrir a panela, verificar que o milho ainda não está no ponto, acrescente um pouco de água, mexa bem e leve a panela de volta ao fogo, tampada, por  pelo menos mais 10 minutos). Quanto mais cozinha, mais o milho solta amido e a canjica fica mais cremosa. Caso queira substituir o açúcar por leite condensado, faça isso. Se for usar o amendoim, dispense o coco ralado.

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A estória do bordado tosco começou quando ganhei um livro vintage sobre lavores e trabalhos manuais, no ano passado. Assim que vi os gráficos dos bordados desejei tentar bordar também. Mas o tempo passou e a oportunidade não apareceu, e então Lili me presenteou com o quadrinho abaixo, que ela comprou Gostei muito do quadrinho e da mensagem, e o fato de o bordado ter sido feito de forma tão despojada, me animou a finalmente botar a mão na massa, ops, na agulha, ontem à tarde, rsrs. É claro que não tendo jamais bordado antes, e estando aprendendo sozinha, o resultado só poderia ser mesmo tosco, rsrs. Sequer consegui passar direito o desenho para o pano, coisa que achei difícil, quando feita com carbono, como foi o caso, rsrs. O desenho apanhei neste blog, que disponibilizou a impressão gratuita. A dona do blog também bordou o mesmo desenho, o que permite a qualquer um comparar os conceitos de "excelência" e "tosqueira", comparando os nossos dois bordados. Mas a gente deve começar de algum ponto, né? E eu só publico isto aqui porque tenho esperança de um dia evoluir nesta arte, o que me permitirá depois medir o meu progresso, rsrs.



E o meu:







domingo, 25 de junho de 2017

Mesa do dia dos namorados, Curb Appeal e o que rolou nos últimos dias



Olá, minha gente! Montei esta mesa simples para o último dia dos namorados. Fiz isso bem dentro da ideia de que sendo a vida curta e cheia de tribulações, melhor é aproveitar logo as coisas boas que ela nos oferece, rsrs.


  O planejamento banal de uma mesa ocupa o pensamento da gente e nos dá a oportunidade de criar alguma beleza (sem falar na sensação agradável que produz em quem desfruta desse trabalho) sendo por tudo isso uma ação que vale a pena. 


Curb Appeal

Hoje quero falar também do 'Curb Appeal', você sabe o que é? 

São os pontos de atração que uma propriedade pode ter, quando vista da rua (e de perto também, rsrs). Sabe aquelas coisas que nos atraem num lugar, especialmente em moradias, que fazem com que a apreciemos, mesmo quando só a avistamos de longe? Pois é, é disso que estamos falando. O acréscimo de curb appeal pode ser feito  de diversas formas,  e é bem comum que ele seja obtido através de paisagismos, pinturas, detalhes decorativos, feitos na entrada da casa, etc. Eu garimpei no Pinterest estas três imagens para dar a vocês (que nunca ouviram falar do assunto) uma ideia do que se trata:


 Eu quero dar um 'up' no curb appeal da entradinha de minha casa, que por enquanto está assim:
dos dois lados da porta de entrada eu coloquei arandelas (iguais, obviamente) e vasos com buxinho, como este que se vê na foto. Também pendurei plantinha com flores, que no momento são tulipas, mas que já foi outra (foto abaixo).
 Todavia, a minha porta (uma pivotante) é que tem freado o meu ímpeto de mudar mais este local. É que ela é de vidro, que mesmo fosco, permite a passagem de muita luz em nosso hall de entrada. Quero trocar esta porta por uma mais graciosa, talvez com ares coloniais, mas que também permita a passagem da luz, e uma assim tem sido difícil de achar, rsrs.



No mais, nos últimos dias, justamente no dia dos namorados, fiz algumas comidas juninas (coisas como canjica, o delicioso bolo de paçoquinha, muxá e outros pratos) para receber parentes:

bolo de paçoquinha, receita aqui.

   canjica, receita aqui e muxá aqui.

Também li e trabalhei muito, mas esse assunto vai ficar para o próximo post, até breve, rsrs.

terça-feira, 16 de julho de 2024

Amendoim Praliné, o que rolou em julho, até aqui, e o livro Kindred laços de sangue

                      


Olá, para todos!

Assim que soube que faríamos uma festa 'julina' aqui em casa, me coloquei "a postos", a fim de fazer um post completo sobre comidas de festa juninas (seria, provavelmente, o terceiro, publicado aqui no blog). Mas a festa foi adiada, para agosto, quase que em cima da hora, de modo que resolvi atualizar hoje as postagens do blog, ou ficaria mais dias sem postar, rsrs. 
O fato é que, com festa ou sem festa, estamos a comer as iguarias juninas desde junho. E entre as receitas preparadas esteve este amendoim praliné, que também é chamado de 'amendoim doce', ou 'caramelizado' ou ainda, 'açucarado'. 

Amendoim Praliné

Ingredientes

2 xícaras de chá de amendoim torrado

1 xícara de chá de açúcar

½ xícara de chá de água

2 colheres de sopa de chocolate em pó

½ colher de chá de fermento em pó, para bolo

 Preparo

Se o amendoim não estiver torrado, torre-o numa frigideira grande ou na fritadeira. Na frigideira, mexa o amendoim até que fique torrado (cuidado para que não queime). Na fritadeira, preaquecida a 170ºC, e por cerca de 10 minutos, sacuda a cesta de vez em quando. Depois de torrado, ponha o amendoim, a água, o açúcar, o chocolate em pó e o fermento numa panela grande. Leve a panela ao fogo mexendo até que ferva. Assim que ferver passe a mexer com cuidado, para que os grãos não grudem e o açúcar se fixe neles. Quando não houver mais líquido, passe o amendoim para uma assadeira e deixe que esfrie. 

Fiz também o delicioso bolo apamonhado, cuja receita publiquei aqui, em 2011. Este foi assado na fritadeira (air fryer). 


 
E fiz a 'canjica moreninha', cuja diferença para a receita postada aqui, é a caramelização de 1/3 (ou mais) da medida de açúcar (o caramelo é feito do mesmo modo do que se faz para o pudim de leite) e  é acrescentado à receita juntamente com o leite. Pode-se também juntar paçoquinhas, batidas no liquidificador, com parte do leite, à canjica já cozida. Coloquei 6 paçoquinhas, mas isso depende do gosto de cada um. 
                                                    
🌷🌷🌷🌷
                                                               
                                                         E ...

                  Os ipês roxos da cidade já estão florindo há três semanas



             🌷🌷🌷🌷

Montei uma mesa em verde, porque é preciso ter esperanças sempre, especialmente em tempos complicados, como os atuais. 


   🌷🌷🌷🌷

E, como mencionei na publicação anterior, li o livro abaixo, da mesma autora do que foi resenhado naquele post.

Atenção, o texto abaixo contém revelações sobre o enredo do livro 
          Kindred laços de sangue, de Octavia E. butler

A história começa com a protagonista, Danna, abrindo caixas de livros, juntamente com o marido, em 1976, a fim de os colocar na estante da nova casa, pois o casal havia acabado de se mudar.  

De repente, ela se sente enjoada, entontecida, caindo de joelhos e prestes  a perder a consciência. Mas logo ela se vê entre uma floresta e um rio, onde um garotinho ruivo está se afogando. Ela não pensa duas vezes, e corre para salvar o menino. Assim que o salva, aparece o pai da criança, apontando uma espingarda para ela, que só não é atingida por um tiro, porque volta à sala de onde saíra. Ela mesma não compreende o que havia acontecido, mas a experiência de ir ao encontro do menino/jovem e adulto, que muitas vezes se coloca em risco de morte, se repete, na vida da mulher.

A gente logo percebe que o menino, que se chama Rufus, e a família dele, estão a viver no século XIX, num mundo mergulhado no sistema escravista, onde as pessoas negras são submetidas a muita exploração e muito sofrimento. Danna é negra e casada com um homem branco, vive em Los Angeles, no século XX e goza de direitos e liberdades completamente proibidos às pessoas de cor, no século XIX.

O marido dela a acompanha, em uma das viagens, e os dois têm que agir com muita cautela e sabedoria, para sobreviver naquele mundo perigoso, especialmente para a mulher.

O tempo corre em escalas diferentes, nas duas situações. Vivências e acontecimentos que duram meses, no século XIX, equivalem a poucos minutos ou horas, no tempo presente de Danna, fato que ela constata, ao retornar das viagens.  

Quando Danna se encontra em Maryland, no século XIX, junto aos  Weylin, a família de Rufus, ela testemunha muita brutalidade e muita violência, contra os negros escravizados. Ela mesma, a certa altura, é severamente chicoteada, por ter sido flagrada a ensinar uma criança escravizada a ler.  

A família Weylin, aliás, chega a ser sádica, com os escravos, e mesmo Rufus, que cria uma conexão com Danna, por ter sido salvo da morte por ela, várias vezes, não hesita em castigar brutalmente os escravos, porque então, era esse o costume, e a lei. Ele não poupa sequer uma jovem escrava negra, por quem se apaixona e com quem vem a ter filhos. A mulher em questão jamais corresponde ao amor de Rufus, sendo os filhos dela com ele resultantes de estupros (o que não a impede de amar as crianças).  

Aí está o motivo que leva Danna a viajar no tempo, a fim de impedir que Rufus morra: ele é um antepassado dela, cuja vida precisa ser garantida,  para que a futura existência dela seja assegurada.

 O livro é bom e me fez sentir vontade de ler toda a obra da autora.

E é só para o momento, até breve!  


terça-feira, 30 de maio de 2017

Receitas Juninas




Olá, pessoal! Junho já está aí, com as suas deliciosas festas caipiras, né? Pensando nisso me lembrei das muitas receitas da época que já postei aqui. Inclusive, comecei a preparar algumas das iguarias típicas - como o bolo da foto aí em cima (que é o mesmo da fatia abaixo). Isso me fez ver que é oportuno publicar alguns links aqui, porque a gente meio que esquece certas receitas no restante do ano, apesar de elas fazerem bonito em qualquer época. 

 
   Este bolo de milho, milharina e coco, de liquidificador, é fácil de fazer e delicioso (e ainda tem a vantagem de não levar glúten). Publiquei a receita dele aqui, em 2009.

 Há outros bolos de milho/fubá, aqui no blog, inclusive este, que foi coberto com curau.


E tem muito mais:

                                                                  Canjica

 
Muxá, 
 que é tipo um bolo de canjiquinha (sem forno!) muito úmido e saboroso



E ainda quentão, docinhos diversos etc. 

Bem, é só para o momento. Em breve estarei de volta! 




segunda-feira, 27 de junho de 2022

Banoffee pie no potinho e...

 

Olá, queridos, o meu desejo é que todos estejam bem e que tenham passado bem os últimos dias.

Demorei a voltar por cá devido às correrias do dia-a-dia e também a um certo desânimo, resultante de variadas causas.

Mas eu sempre quero voltar ao meu bloguito, rsrs.

E volto agora com a receita da banoffee pie, em duas versões: com massa assada e em potinhos ou verrines. Como esta torta é muito simples, a diferença de preparo das duas é apenas esta: massa assada em uma, e não assada na outra.

Pois é, como mencionei em um dos posts abaixo, a turma jovem da casa gosta muito de preparar esta torta, acredito que por duas razões: ela tem um preparo facílimo. E por causa das bananas 'in natura', que eles tanto apreciam. O fato é que ela aparece por cá com certa frequência, como mostram as fotos:


Banoffee pie no potinho (ou na forma)

rendimento: 18 potinhos de 180 ml ou 12-14 fatias de torta

Ingredientes

Massa

200 gramas de bolachas do tipo Maria ou Maisena reduzidas a pó

60 gramas de manteiga, se for fazer a torta nos potinhos; ou 100 gramas se for assar a massa

Recheio

7-8 bananas pratas grandes maduras, descascadas, sem fios e fatiadas (fatias com 1 centímetro)

600 gramas de doce de leite pastoso

Cobertura

3 xícaras de chantilly preparado

150 gramas de Chocolate meio amargo picado (para polvilhar sobre o chantilly)

Preparo

Misture as bolachas moídas com os 60 gramas de  manteiga, formando uma farofa (se for assar a massa, misture com os 100 gramas). Coloque a farofa nos potinhos e comprimindo bem no fundo do pote, para formar a primeira camada da torta (a farofa será consumida 'crua' mesmo). Se for assar a massa, distribua a farofa (feita com os 100 gramas de manteiga) numa forma de torta, de 25 centímetros de diâmetro, e fundo removível, cobrindo o fundo e as laterais da forma. Asse a massa por cerca de 15 minutos, em forno pré-aquecido em 180ºC. Depois de assada, deixe que a massa esfrie.

A partir daqui o preparo é igual para as duas maneiras de fazer esta torta:

1 – espalhe o doce de leite sobre a farofa dos potinhos; ou dentro da massa assada.

2 – espalhe a banana fatiada sobre o doce de leite

3 – cubra tudo com o chantilly, aplicando-o com colher ou com saco de confeitar, à escolha

4 – Polvilhe o chocolate picado sobre o chantilly

5 – Pronto, saboreie a tua torta!

Dicas:

Se desejar, você pode fazer o seu próprio doce de leite, cozinhando 2 latas de leite condensado (integral) numa panela de pressão. É só tirar os rótulos e as colas das latas, colocá-las numa panela de pressão, cobri-las  com água, tampar a panela e deixar cozinhar por 20 minutos (contados após a panela começar a chiar). Depois disso, tire as latas da água e deixe que esfriem por - pelo menos - 2 horas, antes de abri-las. Nunca faça isso com o leite condensado que vem em caixinhas, pois o próprio fabricante desaconselha. 

O que rolou nos últimos dias?

Rolaram muitas coisas, como sempre, rsrs. Junho é o nosso mês dos namorados, e também das festas juninas. Para celebrar o Dia dos namorados eu meio que improvisei uma decoraçãozinha rápida, num buffet da casa (uns dois dias antes), e numa mesa de almoço (no dia). 

a canção diz que 'o amor é azul' (love is blue), mas a mesinha, desta vez, figurou em rosa, rsrs.

Preparei um bacalhau à Gomes de Sá, cuja receita devo publicar em breve. 

E fiz uns doces.

Já para as festas juninas, tenho feito principalmente canjica e bolo de fubá - como mencionei no post anterior.  

E é só para o momento. Volto em breve! 

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Comidas de festa junina, as mais saborosas! (e uma questão de família)

 

  eu até tirei fotos da mesa antes de as iguarias serem cortadas, mas elas não ficaram boas, sorry!





Olá, para todos!

No domingo, 16 de julho, fizemos a nossa festa julina (festa 'junina' em julho). Então estou aproveitando para fazer o post que sempre quis fazer, sobre as deliciosas comidas de festa junina.
A maioria das receitas - penso - já foram publicadas aqui no blog, então só mostrarei os links delas. Mas algumas eu ainda não publiquei, então farei isso agora.
Eu tenho que registrar que em nossa festa, nem todos os pratos foram preparados por mim, já que a festa foi no estilo 'pot luck', que é aquele em que cada convidado leva um prato. Também devo dizer que há outras ótimas receitas de festa junina publicadas no blog, que não estão neste post, se quiser vê-las, pesquise na caixa de pesquisa à direita, no alto.

As iguarias da nossa festa foram:

canjica (receita aqui)
bolo de fubá de liquidificador, com erva doce (receita abaixo)
bolos de mandioca (com canela e com coco é igual ao bolo de mandioca com queijo e coco, sem o queijo e com acréscimo de canela em pó a gosto)
bolo de mandioca com queijo e coco (receita aqui)
bolo mole/bolo de leite (receita aqui)
bolo de churros (receita abaixo)
Cuscuz de tapioca (receita aqui)
Muxá (receita aqui)
Pão de queijo (receita aqui)
Cachorro quente (receita abaixo)
Caldo verde (receita abaixo)
galinhada (receita abaixo)
Cocada (receita aqui)
Quentão (receita abaixo)

Bolo de churros de liquidificador

xícara = 240 ml

Ingredientes

1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de amido de milho (Maizena)
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar
1 pitada de sal
3 ovos médios
1/2 xícara (chá) de óleo culinário
3/4 xícara (chá) de leite
1 colher de chá de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó

Preparo
Ponha no copo do liquidificador (nessa ordem): Os ovos, o leite, o sal  o óleo e o açúcar e bata rapidamente. Junte a farinha e o amido, aos poucos (ligando e desligando o liquidificador, de vez em quando e, nos intervalos, revolvendo tudo com uma espátula, pois a massa fica pesada, para a potência do liquidificador). Junte a canela em pó. Por fim, junte o fermento e bata para misturar. Ponha a massa numa forma untada e enfarinhada (do tipo ballerine, de 20cm de diâmetro) e leve-a a assar em forno médio. Até que passe no teste do palito.

Receheio

300 gramas de doce de leite (se preferir menos doce, bata o doce de leite com 3/4 de xícara de creme de leite fresco, bem gelado, até que a mistura fique cremosa).
Espalhe o doce de leite na cavidade superior do bolo. Se desejar, aplique o doce de leite com o saco de confeitar, com bico pitanga. 
**********
 
Bolo de fubá de liquidificador, com erva doce

(xícara = 240 ml)

Ingredientes

2 xícaras de fubá mimoso
2 xícaras de açúcar
1/4 de colher de chá de sal
1 xícara de farinha de trigo
4 ovos
3/4 de xícara de óleo de cozinha
1 xícara de leite
2 colheres de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sementes de erva doce

Preparo

Unte com spray de cozinha (ou unte com manteiga e enfarinhe) uma forma redonda de pudim de 22 centímetros de diâmetro. Ponha a forma de lado.
No copo do liquidificador ponha o leite, os ovos, o sal e o óleo. Junte o açúcar e bata tudos por uns dois minutos. Acrescente o fubá e a farinha de trigo e bata por mais dois minutos. Desligue o liquidificador e junte o fermento em pó. Bata rapidamente. Desliqgue o liquidificador e adicione as semente de erva doce. Misture -as com uma colher. Despeje a mistura na forma preparada e leve a forma ao forno a 180º C e deixe que o bolo asse por de 35 a 40 minutos (depende do forno). Depois do tempo recomendado, enfie um palito de dentes no bolo, se o palito sair limpo o bolo estará assado. 

                                    **********

Quentão de vinho tinto

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto seco (se gostar, acrescente 1 xícara de água à receita)
1 xícara de chá de açúcar mascavo
6 cravos da índia
2 paus de canela
1 pedaço pequeno de gengibre descascado
Casca de 1 laranja
Casca de meio limão Tahiti
1 maçã cortada em cubos (se desejar, acrescente outras frutas picadas ou fatiadas, como pêssego e ameixas)

Preparo

Numa panela média, derreta o açúcar. Junte o vinho, o cravo, a canela, o gengibre e deixe que tudo ferva junto, em fogo baixo até que o açúcar volte a derreter. Junte a maçã e as cascas de laranja e do limão. Deixe que fervam novamente por uns dois minutos. Sirva quente.

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Caldo verde à moda da casa
(serve 5-6 pessoas)

Ingredientes

4 batatas cortadas em em cubos
1 litro de água
3 colheres (sopa) de óleo de cozinha
1 cubo de caldo de galinha
Sal e pimenta preta moída, a gosto
2 gomos de linguiça calabresa cortada em rodelas
1 cebola picada
3 dentes de alho socados
1/2  maço de couve cortada fininha
150 gramas de bacon defumado cortado em cubos

Preparo

Numa panela funda, frite a lingüiça no óleo e ponha-a de lado. Frite os cubinhos de bacon no mesmo óleo e ponha-os de lado. Reduza o óleo a umas 3 colheres de sopa. Frite nele a cebola e o alho. Junte a água o caldo de galinha e a batata e cozinhe tudo até que a batata esteja macia. Bata a batata no liquidificador com um pouco de água. Volte a batata batida à panela, junte a couve, o sal, e a pimenta. Acrescente a lingüiça frita e cozinhe tudo por 5 minutos. Sirva o caldo em tigelas, polvilhando o bacon frito sobre ele.

                                   **********
Galinhada à minha moda
(a galinhada é feita com uma galinha inteira, eu gosto de usar apenas coxas e sobrecoxas)

(Serve 5-6 pessoas) - 

 Ingredientes

 2 kg de coxas e sobrecoxas de frango (temperadas na véspera com sal alho, gotinhas de limão, ½ colher de chá de sementes de coentro moídas, pimenta preta moída ou ½ colher de chá de pimenta dedo de moça bem picadinha, ou ainda com temperos do seu gosto)

 2 xícaras de chá de arroz tipo agulhinha cru e lavado (eu lavo o arroz meia hora antes e o deixo escorrendo numa peneira, para que seque um pouco)

 3 colheres de sopa de óleo de cozinha

 ½  litro de caldo de galinha (você pode fazer o caldo dissolvendo o caldo industrializado na água fervente)

 ½ colher de chá de cúrcuma (açafrão da terra)

 1 cebola média picada

 1 colher de sopa de manteiga

 ½ xícara de cheiro verde higienizado e bem picadinho

 Preparo

 Numa panela de pressão, de tamanho médio, aqueça o óleo. Vá fritando o frango, aos poucos, até que todos os pedaços estejam dourados. Verifique se tem óleo demais na panela e tire o excesso até que sobre só umas três colheres de sopa. Volte todo o frango à panela, junte a cebola e frite tudo até que a cebola amoleça. Adicione o açafrão e 1 xícara do caldo de galinha. Tampe a panela e assim que pegar a pressão, abaixe o fogo e deixe que o frango cozinhe por 15 minutos. Desligue o fogão, tire o vapor da panela, e leve-a de volta ao fogo. Junte o arroz revolvendo tudo. Acrescente mais um pouco do caldo de galinha e deixe que o arroz cozinhe (sem pressão) até que fique ‘al dente’. Acrescente caldo, se for preciso; se precisar de mais líquido, além do restante do caldo, adicione água. Acrescente a manteiga. Misture tudo. Passe a galinhada para a tigela em que será servida e polvilhe o cheiro verde sobre ela.  

 Obs: se desejar, acrescente milho verde em lata (1 lata) e pimentões picados (de ¼ a ½ xícara) à sua galinhada, antes que ela esteja no ponto. 

                              **********
Cachorro quente

Ingredientes

1 kg de salsichas para cachorro quente
2 colheres de sopa de óleo de cozinha
3 tomates grandes sem pele e sem sementes, picados em cubos
1/2 pimentão verde sem sementes, picado em cubos
1/4 de pimentão vermelho ou amarelo sem sementes, picado em cubo
3 dentes de alho esmagados
1 cebola média picada em cubos
1/2 xícara de chá de cheiro-verde higienizado e picado
1 e meio sachê (ou lata) de molho de tomate de boa qualidade
1/2  xícara de água ou mais, se preferir o molho mais ralo ou mais espesso
sal a gosto
Pimenta preta moída a gosto

1 pacote de pão para cachorro quente, ou pão caseiro para cachorro quente

Para servir: Maionese, batalha palha, milho verde em lata e ketchup a gosto

Preparo

Numa panela média, aqueça o óleo e frite a cebola e depois o alho. Junte o molho de tomate e as salsichas e deixe que cozinhem por 5 minutos. Acrescente os tomates e os pimentões picados e deixe que cozinhem por mais 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto. Por fim, acrescente o cheiro verde.

                                         **********
                                   E o mais:
         Casais devem amar mais aos filhos do que um ao outro?

Tenho certeza de que, entre os casais normais, no meio dos quais eu me incluo, este tipo de dilema jamais é colocado. E isso porque sabemos que o amor ao parceiro tem uma natureza, o amor aos filhos tem outra, e ambos coexistem e se sustentam. 

No entanto, no mundo há muitos casais diferentes, com visões diferentes sobre o assunto. E disso resultou a minha reflexão sobre o tema.

Não faz muito tempo, li uma publicação, numa rede social, que contava uma estória absurda, em que uma mãe optara pelo novo marido, em prejuízo do filho, de 10 anos (de um casamento anterior), porque o companheiro dela havia exigido isso: ou ela abria mão do filho, ou ele partiria. O menino, antes matriculado numa escola, não foi entregue ao pai biológico nem a qualquer outro cuidador, mas simplesmente expulso da casa, pelo padrasto. 

Sem ter para onde ir, a criança tornou-se um 'sem teto', porém, frequentando a casa da mãe, quando os adultos estavam ausentes. Creio que a mãe tinha conhecimento das visitas do filho, pois este dissera à professora (sim, o menino continuou indo à escola, onde almoçava) que ia secretamente “em casa” todos os dias,  a fim de apanhar roupas limpas, para ir à escola.

Achei essa estória de uma crueldade horrorosa, e penso que a tal mãe sequer merece ser chamada de mãe. 

Não é desse tipo de gente que quero tratar neste texto, pois considero pessoas assim simplesmente tresloucadas.  

 Dias depois de ter lido a tal publicação, vi um vídeo em que um jovem marido dizia que “à luz da Bíblia” o casal deve se amar mais que aos filhos.

Por conta desses dois fatos, fiquei pensando na questão da distribuição do amor, dentro de uma família, por ter me deparado com famílias em que essa distribuição era desequilibrada, segundo o meu entendimento.

Sei muito bem que os filhos devem ser amados e cuidados, que é, aliás, a inclinação natural dos pais normais. E sei que os filhos também necessitarão, numa larga faixa da vida, de grandes atenções e responsabilidades. Ações que também são cumpridas naturalmente, pela maioria dos pais, já que o natural é os pais amarem aos seus filhos.   

Mas eu sei também, que os filhos não são propriedade dos pais. E que vêm ao mundo ‘para serem dados ao mundo’.

E, então, qual seria a resposta para a pergunta acima?

A minha melhor amiga, na adolescência, tinha uma mãe que parecia grudada à cozinha. Era uma mulher de traços marcantes e bonitos, mas que, aparentemente, havia renunciado aos  próprios interesses e, em certa medida, até aos próprios cuidados, desde que se tornara mãe. 

O marido dela parecia valorizar os filhos mais do que tudo no mundo, o que talvez explicasse o comportamento da mulher. O homem dispensava uma atenção aos filhos que, com toda certeza, era maior do que a dispensada à mãe deles. E, desdobrava-se para dar aos filhos o que de melhor ele pudesse oferecer.

O casal viveu toda uma vida adiando a realização dos próprios sonhos, em benefício dos filhos. E depois que esses cresceram, os pais ainda poupavam, para que pudessem deixar uma herança à prole.

Para ser sincera, acho isso um exagero. Penso que os pais devem se esforçar para manter – entre eles – laços fortes também. Pesquisas feitas, já há muito tempo, dizem que crianças criadas em lares em que o casal demonstra amor, um pelo outro, do mesmo modo que demonstra por elas, são muito mais felizes. E essas crianças crescem observando e aprendendo como deve ser o relacionamento entre adultos que decidiram formar um par, e depois uma família. Então, em minha opinião, é preciso que o casal tenha a sabedoria de perceber que se eles, como pais, fizerem um bom trabalho, na criação dos filhos, estes - na época certa - ‘levantarão voo’ e irão construir a própria vida, enquanto que eles permanecerão como companheiros um do outro. 

E o que dizer da ideia de se criar uma vida em que - de cabo a rabo - os que se esforçaram não desfrutam das coisas boas que o dinheiro (resultante do esforço feito) pode comprar, para que os que ainda não não se empenharam possam fazê-lo?

Amar e valorizar o companheiro, bem como a própria vida, consequentemente, é muito importante também!                                        

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