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terça-feira, 24 de março de 2009

Cuscuz de Tapioca DE LI CI O SO! (Receita Original)


Quando postei a receita do bolo de cenoura, iniciei (ou pretendia iniciar) uma série de receitas brasileiras. A receita de hoje é uma tentativa de dar prosseguimento a este objetivo. Trata-se de receita tão boa, mas tão boa, que é quase um presente. É o cuscuz (ou pudim, como alguns o chamam) de tapioca, prato também proveniente do Nordeste do Brasil (não, eu não sou nordestina!). É um tipo de bolo incrivelmente úmido e delicioso que, no entanto, não é assado (nem cozido, no sentido rigoroso da palavra). Ele é feito com a 'tapioca', palavra que causa confusão até mesmo entre nós brasileiros.
É que é chamada de tapioca, não só essa farinha empelotadinha (cuja foto mostro abaixo), com a qual fazemos este cuscuz ou pudim, mas também uma espécie de panqueca - igualmente deliciosa - de consitência e sabor bem diferentes. Além disso há outra farinha com esse nome, que me parece ser feita com a tapioca (panqueca) desfeita, esfarelada. Esta, apesar de ser também uma farinha grossa, cheia de flocos, não tem estas partículas redondinhas que são vistas abaixo.
A receita clássica desse cuscuz é mais trabalhosa do que a que estou postando; entre outras coisas, utiliza o leite fresco do coco, extraído na hora, da polpa da fruta. Além disso, os líquidos são postos à temperatura ambiente, o que exige ainda mais tempo de 'descanso" do prato, para que a reação entre os elementos se dê completamente. Mas eu lhes garanto que esta receita simplificada não fica nadinha atrás da outra, no que se refere ao sabor. Se você conseguir obter os ingredientes (muito fáceis de achar, aliás, nos mercados brasileiros), faça este cuscuz. Ele é muito saboroso!


Cuscuz de tapioca

Ingredientes

500g de tapioca
800 ml de água
300 ml de leite integral
200 ml de leite de coco
2  xícaras (chá) de açúcar
Uma pitada de sal
1 coco médio ralado (200 a 300 g de coco fresco ralado) ou
dois pacotes de coco ralado de 100g cada
1 lata de leite condensado

Preparo

Ponha a tapioca numa tigela. Junte o sal e o açúcar, misturando tudo. Ferva juntos: A água, o leite e o leite de coco. Quando a mistura de leites e água levantar fervura, despeje-a sobre a tapioca, mexendo bem. Cubra tudo, de preferência abafando a tigela (eu não abafei). Minutos depois a mistura começará a ficar na consistência de um mingau; junte então a metade do coco ralado, voltando a misturar bem. Ponha a massa numa travessa (pirex), ou em tigelinhas individuais, nivelando-a com uma colher, espere esfriar mais uns minutos e salpique o restante do coco por cima. Leve à geladeira tampada, para que o resfriamento/endurecimento se complete (demora umas três/quatro horas). Na hora de servir, corte os pedaços e derrame um fiozinho de leite condensado sobre cada um.

Nota: essa receita foi desenvolvida por mim, depois de testar outras.
A tapioca, na presença dos líquidos (depois de certo tempo), fica com a consistência de pudim.




domingo, 1 de julho de 2012

Tapioca ou Beiju, Deliciosa Panqueca Brasileira!



                                                                 "July, july, july, july,
                                                           Oh, me, oh me, oh me, oh my!"

 Olá, para todos. Pois é, julho começou! E toda vez que este mês se inicia eu me lembro dos versos da música acima, do nosso querido Billy Paul, rsrs.  Billy Paul vinha muito a Brasília, e até imprimiu as mãos no cimento fresco de um shopping daqui, rsrs. Quanto a julho, vocês sabem, quando ele chega o ano acaba num piscar se olhos. Queira Deus que os próximos seis meses sejam tão bons para todos nós quanto a música diz que um certo mês de julho foi para o cantor, rsrs.




Bem, quando eu fiz este post, sobre o cuscuz de tapioca, expliquei que aqui no Brasil esta palavra, 'tapioca', tem inúmeros sentidos, sendo um deles estas panquecas da foto (em alguns lugares também chamadas de beijus). Elas são feitas de polvilho doce, que é a fécula da mandioca. Muita gente faz estas panquecas encharcando o polvilho com água e esperando que a parte sólida da fécula assente no fundo da vasilha (decantação). Depois a água é descartada e o polvilho úmido é peneirado, sendo, por fim, cozido numa superfície quente, que pode ser uma pedra, uma chapa de metal ou uma frigideira. Eu tive que aprender outro jeito, na base da tentativa-erro, pois lembrava-me de várias pessoas que faziam as tapiocas de forma simplificada. Uma dessas pessoas era uma senhora piauiense, que as fazia para vender. O resultado das minhas tentativas é a receita abaixo, que rende 4 tapiocas. Não sei se teria sucesso, se fizesse a receita original, da decantação, porque percebi na prática que o polvilho que usamos (industrializado e nem pouco fresco, rsrs) não pode ser demasiadamente molhado pois, neste caso, produzirá uma panqueca grudenta, com textura diferente da que se deseja, rsrs.

Tapioca à Minha Moda

Ingredientes

3 xícaras (chá) de polvilho doce
1 xícara (chá) + 2 colheres (sopa) de água à temperatura ambiente (medida aproximada, vá colocando a água aos pouquinhos, pois cada polvilho a absorve de um jeito. A cada adição de água vá esfregando o polvilho entre as mãos, a fim de fazê-lo absorver a água, quando estiver como farofa úmida, está no ponto)
1 colher (chá) de sal

Preparo

Ponha o polvilho numa tigela grande. Junte o sal e misture bem. Acrescente a água e misture, inicialmente com uma colher, e depois com as mãos. Esfregue a "farofa" resultante entre as palmas das mãos, para quebrar as pelotas que se formam. Ponha uma peneira comum sobre outra tigela e peneire a farofa. Leve uma frigideira, sem nenhuma gordura, e de tamanho médio, ao fogo.  Quando a frigideira começar a esquentar, espalhe nela 3/4 de xícara do polvilho peneirado. Nivele o polvilho - delicadamente - com as costas de uma colher. Quando for possível levantar as bordas da tapioca, com a ponta da colher, vire-a para que cozinhe do outro lado. O tempo de cozimento de cada lado dependerá da grossura da tapioca e da temperatura da frigideira, mas deve ficar entre dois ou três minutos.
As tapiocas podem receber inúmeros recheios, tanto doces quanto salgados. Tradicionalmente, as doces eram recheadas com coco fresco ralado e um fiozinho de leite condensado. E as salgadas com queijo, que era posto na panqueca ainda na frigideira, tão logo cozinhasse os dois lados, coisa que o fazia derreter. Hoje há tapiocas com todo tipo de recheio.

Nota: Controle a chama do fogão para que as tapiocas não queimem.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Comidas de festa junina, as mais saborosas! (e uma questão de família)

 

  eu até tirei fotos da mesa antes de as iguarias serem cortadas, mas elas não ficaram boas, sorry!





Olá, para todos!

No domingo, 16 de julho, fizemos a nossa festa julina (festa 'junina' em julho). Então estou aproveitando para fazer o post que sempre quis fazer, sobre as deliciosas comidas de festa junina.
A maioria das receitas - penso - já foram publicadas aqui no blog, então só mostrarei os links delas. Mas algumas eu ainda não publiquei, então farei isso agora.
Eu tenho que registrar que em nossa festa, nem todos os pratos foram preparados por mim, já que a festa foi no estilo 'pot luck', que é aquele em que cada convidado leva um prato. Também devo dizer que há outras ótimas receitas de festa junina publicadas no blog, que não estão neste post, se quiser vê-las, pesquise na caixa de pesquisa à direita, no alto.

As iguarias da nossa festa foram:

canjica (receita aqui)
bolo de fubá de liquidificador, com erva doce (receita abaixo)
bolos de mandioca (com canela e com coco é igual ao bolo de mandioca com queijo e coco, sem o queijo e com acréscimo de canela em pó a gosto)
bolo de mandioca com queijo e coco (receita aqui)
bolo mole/bolo de leite (receita aqui)
bolo de churros (receita abaixo)
Cuscuz de tapioca (receita aqui)
Muxá (receita aqui)
Pão de queijo (receita aqui)
Cachorro quente (receita abaixo)
Caldo verde (receita abaixo)
galinhada (receita abaixo)
Cocada (receita aqui)
Quentão (receita abaixo)

Bolo de churros de liquidificador

xícara = 240 ml

Ingredientes

1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de amido de milho (Maizena)
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar
1 pitada de sal
3 ovos médios
1/2 xícara (chá) de óleo culinário
3/4 xícara (chá) de leite
1 colher de chá de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó

Preparo
Ponha no copo do liquidificador (nessa ordem): Os ovos, o leite, o sal  o óleo e o açúcar e bata rapidamente. Junte a farinha e o amido, aos poucos (ligando e desligando o liquidificador, de vez em quando e, nos intervalos, revolvendo tudo com uma espátula, pois a massa fica pesada, para a potência do liquidificador). Junte a canela em pó. Por fim, junte o fermento e bata para misturar. Ponha a massa numa forma untada e enfarinhada (do tipo ballerine, de 20cm de diâmetro) e leve-a a assar em forno médio. Até que passe no teste do palito.

Receheio

300 gramas de doce de leite (se preferir menos doce, bata o doce de leite com 3/4 de xícara de creme de leite fresco, bem gelado, até que a mistura fique cremosa).
Espalhe o doce de leite na cavidade superior do bolo. Se desejar, aplique o doce de leite com o saco de confeitar, com bico pitanga. 
**********
 
Bolo de fubá de liquidificador, com erva doce

(xícara = 240 ml)

Ingredientes

2 xícaras de fubá mimoso
2 xícaras de açúcar
1/4 de colher de chá de sal
1 xícara de farinha de trigo
4 ovos
3/4 de xícara de óleo de cozinha
1 xícara de leite
2 colheres de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sementes de erva doce

Preparo

Unte com spray de cozinha (ou unte com manteiga e enfarinhe) uma forma redonda de pudim de 22 centímetros de diâmetro. Ponha a forma de lado.
No copo do liquidificador ponha o leite, os ovos, o sal e o óleo. Junte o açúcar e bata tudos por uns dois minutos. Acrescente o fubá e a farinha de trigo e bata por mais dois minutos. Desligue o liquidificador e junte o fermento em pó. Bata rapidamente. Desliqgue o liquidificador e adicione as semente de erva doce. Misture -as com uma colher. Despeje a mistura na forma preparada e leve a forma ao forno a 180º C e deixe que o bolo asse por de 35 a 40 minutos (depende do forno). Depois do tempo recomendado, enfie um palito de dentes no bolo, se o palito sair limpo o bolo estará assado. 

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Quentão de vinho tinto

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto seco (se gostar, acrescente 1 xícara de água à receita)
1 xícara de chá de açúcar mascavo
6 cravos da índia
2 paus de canela
1 pedaço pequeno de gengibre descascado
Casca de 1 laranja
Casca de meio limão Tahiti
1 maçã cortada em cubos (se desejar, acrescente outras frutas picadas ou fatiadas, como pêssego e ameixas)

Preparo

Numa panela média, derreta o açúcar. Junte o vinho, o cravo, a canela, o gengibre e deixe que tudo ferva junto, em fogo baixo até que o açúcar volte a derreter. Junte a maçã e as cascas de laranja e do limão. Deixe que fervam novamente por uns dois minutos. Sirva quente.

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Caldo verde à moda da casa
(serve 5-6 pessoas)

Ingredientes

4 batatas cortadas em em cubos
1 litro de água
3 colheres (sopa) de óleo de cozinha
1 cubo de caldo de galinha
Sal e pimenta preta moída, a gosto
2 gomos de linguiça calabresa cortada em rodelas
1 cebola picada
3 dentes de alho socados
1/2  maço de couve cortada fininha
150 gramas de bacon defumado cortado em cubos

Preparo

Numa panela funda, frite a lingüiça no óleo e ponha-a de lado. Frite os cubinhos de bacon no mesmo óleo e ponha-os de lado. Reduza o óleo a umas 3 colheres de sopa. Frite nele a cebola e o alho. Junte a água o caldo de galinha e a batata e cozinhe tudo até que a batata esteja macia. Bata a batata no liquidificador com um pouco de água. Volte a batata batida à panela, junte a couve, o sal, e a pimenta. Acrescente a lingüiça frita e cozinhe tudo por 5 minutos. Sirva o caldo em tigelas, polvilhando o bacon frito sobre ele.

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Galinhada à minha moda
(a galinhada é feita com uma galinha inteira, eu gosto de usar apenas coxas e sobrecoxas)

(Serve 5-6 pessoas) - 

 Ingredientes

 2 kg de coxas e sobrecoxas de frango (temperadas na véspera com sal alho, gotinhas de limão, ½ colher de chá de sementes de coentro moídas, pimenta preta moída ou ½ colher de chá de pimenta dedo de moça bem picadinha, ou ainda com temperos do seu gosto)

 2 xícaras de chá de arroz tipo agulhinha cru e lavado (eu lavo o arroz meia hora antes e o deixo escorrendo numa peneira, para que seque um pouco)

 3 colheres de sopa de óleo de cozinha

 ½  litro de caldo de galinha (você pode fazer o caldo dissolvendo o caldo industrializado na água fervente)

 ½ colher de chá de cúrcuma (açafrão da terra)

 1 cebola média picada

 1 colher de sopa de manteiga

 ½ xícara de cheiro verde higienizado e bem picadinho

 Preparo

 Numa panela de pressão, de tamanho médio, aqueça o óleo. Vá fritando o frango, aos poucos, até que todos os pedaços estejam dourados. Verifique se tem óleo demais na panela e tire o excesso até que sobre só umas três colheres de sopa. Volte todo o frango à panela, junte a cebola e frite tudo até que a cebola amoleça. Adicione o açafrão e 1 xícara do caldo de galinha. Tampe a panela e assim que pegar a pressão, abaixe o fogo e deixe que o frango cozinhe por 15 minutos. Desligue o fogão, tire o vapor da panela, e leve-a de volta ao fogo. Junte o arroz revolvendo tudo. Acrescente mais um pouco do caldo de galinha e deixe que o arroz cozinhe (sem pressão) até que fique ‘al dente’. Acrescente caldo, se for preciso; se precisar de mais líquido, além do restante do caldo, adicione água. Acrescente a manteiga. Misture tudo. Passe a galinhada para a tigela em que será servida e polvilhe o cheiro verde sobre ela.  

 Obs: se desejar, acrescente milho verde em lata (1 lata) e pimentões picados (de ¼ a ½ xícara) à sua galinhada, antes que ela esteja no ponto. 

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Cachorro quente

Ingredientes

1 kg de salsichas para cachorro quente
2 colheres de sopa de óleo de cozinha
3 tomates grandes sem pele e sem sementes, picados em cubos
1/2 pimentão verde sem sementes, picado em cubos
1/4 de pimentão vermelho ou amarelo sem sementes, picado em cubo
3 dentes de alho esmagados
1 cebola média picada em cubos
1/2 xícara de chá de cheiro-verde higienizado e picado
1 e meio sachê (ou lata) de molho de tomate de boa qualidade
1/2  xícara de água ou mais, se preferir o molho mais ralo ou mais espesso
sal a gosto
Pimenta preta moída a gosto

1 pacote de pão para cachorro quente, ou pão caseiro para cachorro quente

Para servir: Maionese, batalha palha, milho verde em lata e ketchup a gosto

Preparo

Numa panela média, aqueça o óleo e frite a cebola e depois o alho. Junte o molho de tomate e as salsichas e deixe que cozinhem por 5 minutos. Acrescente os tomates e os pimentões picados e deixe que cozinhem por mais 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto. Por fim, acrescente o cheiro verde.

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                                   E o mais:
         Casais devem amar mais aos filhos do que um ao outro?

Tenho certeza de que, entre os casais normais, no meio dos quais eu me incluo, este tipo de dilema jamais é colocado. E isso porque sabemos que o amor ao parceiro tem uma natureza, o amor aos filhos tem outra, e ambos coexistem e se sustentam. 

No entanto, no mundo há muitos casais diferentes, com visões diferentes sobre o assunto. E disso resultou a minha reflexão sobre o tema.

Não faz muito tempo, li uma publicação, numa rede social, que contava uma estória absurda, em que uma mãe optara pelo novo marido, em prejuízo do filho, de 10 anos (de um casamento anterior), porque o companheiro dela havia exigido isso: ou ela abria mão do filho, ou ele partiria. O menino, antes matriculado numa escola, não foi entregue ao pai biológico nem a qualquer outro cuidador, mas simplesmente expulso da casa, pelo padrasto. 

Sem ter para onde ir, a criança tornou-se um 'sem teto', porém, frequentando a casa da mãe, quando os adultos estavam ausentes. Creio que a mãe tinha conhecimento das visitas do filho, pois este dissera à professora (sim, o menino continuou indo à escola, onde almoçava) que ia secretamente “em casa” todos os dias,  a fim de apanhar roupas limpas, para ir à escola.

Achei essa estória de uma crueldade horrorosa, e penso que a tal mãe sequer merece ser chamada de mãe. 

Não é desse tipo de gente que quero tratar neste texto, pois considero pessoas assim simplesmente tresloucadas.  

 Dias depois de ter lido a tal publicação, vi um vídeo em que um jovem marido dizia que “à luz da Bíblia” o casal deve se amar mais que aos filhos.

Por conta desses dois fatos, fiquei pensando na questão da distribuição do amor, dentro de uma família, por ter me deparado com famílias em que essa distribuição era desequilibrada, segundo o meu entendimento.

Sei muito bem que os filhos devem ser amados e cuidados, que é, aliás, a inclinação natural dos pais normais. E sei que os filhos também necessitarão, numa larga faixa da vida, de grandes atenções e responsabilidades. Ações que também são cumpridas naturalmente, pela maioria dos pais, já que o natural é os pais amarem aos seus filhos.   

Mas eu sei também, que os filhos não são propriedade dos pais. E que vêm ao mundo ‘para serem dados ao mundo’.

E, então, qual seria a resposta para a pergunta acima?

A minha melhor amiga, na adolescência, tinha uma mãe que parecia grudada à cozinha. Era uma mulher de traços marcantes e bonitos, mas que, aparentemente, havia renunciado aos  próprios interesses e, em certa medida, até aos próprios cuidados, desde que se tornara mãe. 

O marido dela parecia valorizar os filhos mais do que tudo no mundo, o que talvez explicasse o comportamento da mulher. O homem dispensava uma atenção aos filhos que, com toda certeza, era maior do que a dispensada à mãe deles. E, desdobrava-se para dar aos filhos o que de melhor ele pudesse oferecer.

O casal viveu toda uma vida adiando a realização dos próprios sonhos, em benefício dos filhos. E depois que esses cresceram, os pais ainda poupavam, para que pudessem deixar uma herança à prole.

Para ser sincera, acho isso um exagero. Penso que os pais devem se esforçar para manter – entre eles – laços fortes também. Pesquisas feitas, já há muito tempo, dizem que crianças criadas em lares em que o casal demonstra amor, um pelo outro, do mesmo modo que demonstra por elas, são muito mais felizes. E essas crianças crescem observando e aprendendo como deve ser o relacionamento entre adultos que decidiram formar um par, e depois uma família. Então, em minha opinião, é preciso que o casal tenha a sabedoria de perceber que se eles, como pais, fizerem um bom trabalho, na criação dos filhos, estes - na época certa - ‘levantarão voo’ e irão construir a própria vida, enquanto que eles permanecerão como companheiros um do outro. 

E o que dizer da ideia de se criar uma vida em que - de cabo a rabo - os que se esforçaram não desfrutam das coisas boas que o dinheiro (resultante do esforço feito) pode comprar, para que os que ainda não não se empenharam possam fazê-lo?

Amar e valorizar o companheiro, bem como a própria vida, consequentemente, é muito importante também!                                        

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bolachas Deliciosas de Chocolate e 'otras cositas' de Páscoa




Agora a Páscoa já é passado, mas não custa nada relembrar as sobremesas que adoçaram o grande almoço de família acontecido ontem (antes que a data caia no esquecimento, rsrs). Nesta Páscoa não inovei, apenas reapresentei alguns doces que são sempre bem aceitos por aqui: o Bolo de Chocolate e Maracujá, o Cuscuz de Tapioca, e o 'Trifle de Brigadeiro Branco e Morango' (numa versão com acréscimo de creme de chocolate, além do ganache, que já havia). O Bolo de Chocolate e Maracujá foi repaginado: não teve massa branca e bem poderia ser chamado de chocolate e maracujá com bolo, pois os recheios eram mais volumosos do que a massa. O cuscuz não foi alterado em nada e  não terá imagem aqui, pois a foto dele saiu muito ruim, rsrs. De novidade mesmo, só a receita destas bolachinhas que são muito saborosas.





Bolachinhas Deliciosas de Chocolate

xícara = 240 ml

Ingredientes:

1 e 3 / 4 xícaras de farinha de trigo
1 / 2 xícara (100g) manteiga
1 xícara de açúcar
1 / 4 xícara de cacau em pó
1 / 2 colher de chá de fermento em pó
1 Pitada de sal grosso
1 ovo grande
1/2 colher de chá de extrato de baunilha

Cobertura

100 g de chocolate meio amargo raspado ou bem picado

Preparo

Numa tigela, peneire juntos: farinha, cacau em pó, fermento e sal. Reserve. Na batedeira, bata o açúcar e a manteiga até virar uma mistura fofa e cremosa. Junte a baunilha e o ovo e bata para misturar. Desligue a batedeira e vá adicionando a farinha, misturando com um espátula, até homogeneizar tudo. Faça um disco com a massa, ponha-o num saco plástico e leve-o à geladeira por 1 hora. Ligue o forno em 180ºC. Estenda a massa numa superfície levemente polvilhada com farinha e corte-a com cortadores de biscoitos. Distribua as bolachas num tabuleiro bem untado e enfarinhado, deixando um pequeno espaço entre elas, pois crescem. Asse por cerca de 15 minutos (no meu forno doido levou 20!). As bolachas devem sair do forno ainda meio moles, pois endurecem um pouco, depois de frias; guie-se pelo aroma, para saber se já assaram, rsrs. Retire do tabueleiro e deixe que esfriem sobre uma gradinha.

Cobertura

Derreta o chocolate no microondas, a meia potência, por 30 segundos. Se necessário, vá mexendo e devolvendo a tigela ao microondas, de 20 em 20 segundos até que a o chocolate esteja todo derretido. Despeje o chocolate numa superfície fria, como o mármore e, com uma espátula larga, vá espalhando-o e recolhendo num montículo, até que um palito mergulhado nele e encostado no lábio inferior passe a sensação de frio (de 29 a 27ºC); ou mergulhe a tigela em água bem fria e vá mexendo o chocolate até que atinja a mesma temperatura. Espalhe o chocolate sobre as bolachinhas.

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Nesta Páscoa eu comecei a fazer o Bolo Bombom mas tive que interromper os trabalhos, por causa de imprevistos. Em breve pretendo retirar os pedaços de bolo do congelador e finalizar o que foi começado, rsrs. Mas houve quem o fizesse maravilhosamente, como a amiga Y*U*K*I*P*A*E*R, que o fez com recheio e com a casquinha mesclada, dêem uma olhada no bolo dela:




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E, por último, mas não menos importante:

A queridas Cristina Dri me presentearam recentemente com o selinho 'Stylish blog Award', que agradeço de coração, muito obrigada, meninas! Contudo, desde que recebi um vírus através de um selinho, eu já não os estou publicando.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Preparativos Para o Valentine's Day e Rapadurinhas de Leite Condensado


Olá para todos! Não tem jeito, todo ano, por mais que eu resista ao frenesi dos preparativos para o Valentine's Day, acabo entrando na onda, rsrs. Mas isto acontece apenas porque eu gosto de fazer uns trabalhinhos de artesanato, artes manuais, sabem como é, né? O lado bom do Valentine's Day acontecer em fevereiro, como eu já disse, é que as idéias e inspirações apresentadas agora podem ser executadas com calma, para o nosso dia dos namorados, que acontece em junho. As minhas idéias, porém, são sempre simples, puro pretexto para espairecer um pouco, fazendo "arte", rsrs. Desta vez montei um esquema para fazer a sacolinha acima, trabalho que só se justifica pela possibilidade de a gente fazer uma sacola totalmente personalizada, com o papel e acessórios que escolhermos, tudo charmoso e caprichado, bem do nosso jeito! rsrs. 

O molde da sacolinha está aqui!

Mais idéias para o Valentine's Day (Dia dos Namorados), aqui,  aqui, e aqui.

Hoje tem doce de leite condensado de corte, estas rapadurinhas da foto abaixo. A receita é do Cybercook. Eu mesma já desenvolvi uma receita de rapadurinhas similares, mas preferi executar esta, porque estou cansada de ver receitas minhas serem reproduzidas sem a menor menção à origem. Ontem mesmo eu vi a minha receita do cuscuz de tapioca ser atribuída a outra blogueira, que simplesmente suprimiu a porção de água da receita (ingrediente necessário, aliás, para amolecer devidamente os grânulos da tapioca), e acrescentou açúcar, o que deve ter deixado o cuscuz demasiadamente doce, já que ele é servido com leite condensado. Mas, que ninguém imagine, depois desse desabafo, que estas rapadurinhas são menos gostosas, pois os comentários deixados lá no site atestam que elas são bem boas! rsrs.

 


Doce de Leite (Condensado) de Corte

Ingredientes
2 xícara(s) (chá) de açúcar cristal
3 colher(es) (sopa) de água
3 colher(es) (sopa) de manteiga
2 colher(es) (sopa) de glucose de milho
450 gr de leite condensado
3 gotas de essência de baunilha 
 Preparo
Coloque o açúcar e a água numa panela e cozinhe em fogo bem lento.Mexa com uma colher para que possa visualizar bem quando o açúcar dissolver.  Acrescente a manteiga e a glucose e mexa com cuidado até que a manteiga se dissolva.  Adicione o leite condensado,aumente o fogo e mexa até que a mistura ferva. Ferva rapidamente, mexendo sempre, por aproximadamente 20 minutos. Retire a panela do fogo e coloque numa superfície fria. Acrescente a essência de baunilha e bata com a colher até que a mistura comece a engrossar.Derrame o doce de leite numa assadeira untada e deixe esfriar. Marque em quadrados com faca afiada. Quando estiver completamente frio e firme, corte.Embrulhe em papel manteiga

Notas:
1) A receita faz umas 40 rapadurinhas, depedendo do tamanho.
2)  Não cozinhei o doce em fogo 'bem lento', mas controlando a chama do fogão, para que não queimasse.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Muxá, mais uma delícia brasileira!



Esta é uma dessas receitas que é um verdadeiro presente, dessas que a gente fica até um pouco com pena de publicar, pois é uma delícia e poucas pessoas a conhecem. Eu confesso que cheguei a pensar: "Mas essa receita é um dos meus trunfos!" rs. À semelhança do cuscuz de tapioca, produz um tipo de "bolo" que tem consistência peculiar: levemente granuloso e úmido. Este doce  é proveniente de um estado que fica na região sudeste do Brasil, o Espírito Santo.

Segundo os baianos, na Bahia este doce é conhecido pelo nome de 'Lelé'.

Muxá (ou barrinhas de milho e coco)
Ingredientes
500g de quirera de milho (também conhecida por canjiquinha. É o milho quebrado, comida de passarinho)
700 ml de água (ou um pouco mais)
600 ml de leite integral
2 xícaras (chá) de açúcar
1/4 xícara (chá) de leite de coco integral
Uma pitada de sal
1 coco pequeno ralado ou 200g de coco em pó (2 pacotes de coco ralado)
Preparo
Na véspera, ponha a canjiquinha de molho na água, num recipente com capacidade para uns dois litros (a canjiquinha deve ficar coberta pela água). No dia seguinte, coloque a canjiquinha e a água numa panela de pressão e leve a panela ao fogo. Assim que a válvula começar a girar, abaixe o fogo e deixe que cozinhe por  vinte minutos. Tire o ar da panela, junte o açúcar, o sal, o leite e o leite de coco e volte a panela ao fogo baixo, mexendo sempre, até que o milho absorva bem a água (leva mais ou menos meia hora). Desligue o fogo e adicione metade do coco ao preparado e misture bem. Despeje a mistura num tabuleiro grande (30cm por 40cm), umedecido com água (é só jogar água no tabuleiro e escorrer), nivele a mistura com uma colher. Distribua o restante do coco sobre o doce, cubra-o e deixe que esfrie. Quando amornar, leve a forma  à geladeira. No momento de servir, corte o doce em barrinhas.
(As fotos não estão boas. Uma delas é bem antiga e a outra foi feita às pressas. Mas eu não queria sair sem deixar uma receita nova).
Ah, aproveito a oportunidade para avisar à galera querida, que lê o blog, que devo me ausentar por uns dez dias, devido a uma viagem inesperada que surgiu no horizonte.
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